sábado, 21 de abril de 2018

A FELICIDADE DO CÉU



Nós vivemos buscando momentos de felicidade: um churrasco com os amigos, uma festa, passeios, viagens, o contato com os filhos, a alegria que um casamento feliz proporciona, o cheirinho gostoso de um carro novo, umas doses de bebida... e tantas outras coisas mais. 

Alguns, entretanto, chegam a roubar e a desviar verbas para terem mais e mais dinheiro, outros assassinam, vendem-se a outros com ligações financeiras que acabam com os sonhos de felicidade de muitas pessoas que trabalham duramente para conquistarem um lugar no mundo, e vocês sabem o que mais. 

Já ouvi muitas vezes pessoas dizendo que o Céu deve ser chato, e que lá não deve haver nada para fazer. Preferem a terra, esta miserável terra, apesar de suas dores e aflições. São poucos e fugidios esses momentos de felicidade. Aliás, nem são assim tão intensos! São momentos que passam logo! 

Pois hoje, na Hora Santa, lembrei-me de lhes dizer que não é assim. No Céu, para onde todos nós pretendemos ir, mesmo aqueles que amam os prazeres desta terra, a felicidade não é passageira e momentânea como aqui, mas E-T-E-R-N-A! 

A felicidade que às vezes sentimos aqui na terra, lá é perene, nunca termina! É como... Bem, eu pensei em tantas comparações, mas não há como comparar com coisas desta terra. São Paulo foi levado ao Céu, numa visão, mas não sabia descrevê-lo com palavras humanas. Jesus veio do Céu para nós, mas apenas deu-nos uma ideia com exemplos de seu tempo, por meio de parábolas. Não há, em nenhuma língua aqui da terra, palavras que descrevam a felicidade do Paraíso. 

A contemplação de Deus é a máxima felicidade que podemos ter. Quando criou o mundo, Ele nos deu a possibilidade de partilharmos alguns desses momentos de felicidade, mas a total ocorrerá apenas após a ressurreição final. 

Que pena se não tivermos isso em nossa mente e em nosso coração! Vale a pena todo e qualquer tipo de luta que precisemos enfrentar para sermos dignos de entrarmos na Celeste Mansão! 

Mas lembremo-nos sempre de que sem a graça divina, nunca conseguiremos. Jesus deu a vida para nos salvar, mas temos que fazer a nossa parte. Nossa parte, nossa principal obra é, como diz o Pe. Paulo Ricardo, CRER, aceitar a ação de Deus em nossa vida, com muita humildade, sem condições, sem querermos fazer “negociata” com Deus. Deus não se deixa enganar. Ou aceitamos suas condições, ou ficamos com nossas próprias forças e nada conseguiremos. Se não aceitarmos Deus, Ele respeita a nossa escolha, mesmo não sendo isso que deseja, porque nos ama infinitamente, mas nos deixa às nossas próprias forças. Isso é terrível! Muitos vivem nessas condições: vivem apenas à base de si próprios. Deus olha para os sofrimentos e decepções dessas pessoas, mas nada pode fazer. Não porque não tem poder para isso, mas porque não entra em nossa vida se não o permitirmos. 

“Eis que estou à porta e bato: se alguém ouvir a minha voz e me abrir a porta, entrarei em sua casa e cearemos, eu com ele e ele comigo”. (Apocalipse 3,20).

Teófilo Aparecido de Jesus, 21/04/2018

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