quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

AMULETOS

11/01/18

Há cristãos que correm o mesmo perigo que os hebreus, quando consideraram a Arca da Aliança como um "amuleto" e a esqueceram num canto da batalha. Só se lembraram dela quando estavam perdendo, e aí nada mais podiam fazer: perderam mais de trinta mil homens e a batalha. Veja isso em 1Samuel 4,1-11, primeira leitura de hoje. 

Esses cristãos "relacionam sua religiosidade com certos "amuletos", a que dão grande valor: crucifixo na parede, bênção da casa, bênção do carro novo, escapulário...coisas que só têm sentido quando são verdadeiramente "sinais" de uma fé que existe no íntimo e é alimentada pelos sacramentos, pela oração, pela caridade". (Comentário do missal cotidiano sobre 1Samuel 4,1-11, 5ª feira da 1ª semana do tempo comum ano par).

Ou seja: se nós quisermos as bênçãos de Deus, temos que nos converter diariamente, rezar, jejuar ou fazer algumas penitências, pedir perdão de nossos pecados e lutar para não mais cometê-los. Aí, então, terão sentido os crucifixos e outros "sinais" de nossa religiosidade. 

Há o absurdo, por exemplo, de o bandido fazer o sinal da cruz antes de sair para roubar. Isso seria cômico, se não fosse trágico. 

Vejo nas missas em que há o pão de Santo Antônio o perigo de se dar mais valor àquele pãozinho do que à própria Eucaristia, que é Jesus Cristo vivo e presente entre nós. 

Vamos, pois, fazer um exame de consciência: essa cruz, esse escapulário que trazemos no pescoço, é sinal de nossa caminhada de fé?


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