domingo, 16 de julho de 2017

MINHA FÉ 5- O SOFRIMENTO

Não faço nem ideia de como seria nossa vida sem o pecado original: haveria ou não sofrimento?
O certo, porém, é que ele existe e todos passamos por ele. Não há pessoa no mundo que já não tenha sofrido ou que ainda não há que sofrer. Faz parte da nossa história.
Entretanto, Deus promete uma eternidade feliz, sem sofrimento, aos que buscarem a Ele e à sua Palavra de amor e, encontrando-os, amarem também ao próximo.
Eu acredito que o sofrimento é necessário para orientar nossa vida para Deus e para o próximo. Nós somos pecadores e inclinados para o egoísmo e a autossuficiência, o que contradiz o propósito de Deus para nossa vida: Ele quer ser nosso Pai, nosso irmão, nosso amigo, nosso Salvador, mas para isso precisa de nosso consentimento, precisa que lhe abramos a porta de nosso coração (Apoc 3,20).
Em Hebreus 12,1-10, vemos bem delineada essa meta. Deus nos permite o sofrimento, diz o autor, para purificar-nos de nossos pecados, a fim de poder transmitir-nos sua santidade (v.10). Antes dessa afirmação, ele nos dá uma comparação da provação com o castigo que os pais impõem aos filhos malcriados e que não os obedecem. Se os nossos pais fizeram isso conosco, quanto mais Deus, que não visa apenas uma consequência material, como nossos pais, mas uma consequência espiritual, a nossa salvação, a nossa entrada ao seu Reino de Amor!
Quando amamos a alguém queremos partilhar tudo com essa pessoa, não só nossos bens, mas também pelo menos uma parte de nosso tempo e de nossa vida. Assim é Deus. Ele respeita nossa individualidade e nossa vontade, e quis respeitar nosso livre arbítrio até o Juízo Final. Ele faz de tudo para que nós lhe digamos “sim” e, dessa forma, possamos entrar com Ele na eternidade.
Há muitas pessoas que se revoltam contra Deus quando sofrem, mas nunca se revoltaram quando ele permitiu os inúmeros pecados cometidos. Se ele não nos obriga a fazermos o bem, mas permite que façamos o mal, também não vai interferir em nossa vida quando nos sobrevêm o sofrimento, a não ser que, compadecido pelo nosso arrependimento e mudança de vida, interfira, curando-nos.
Para dar-nos o exemplo, o Pai não interferiu nem na morte de seu próprio Filho. Jesus enfrentou o sofrimento e a morte, e morte na cruz, unicamente porque nos ama e nos quer para ele, para sempre.
Ele nos mostrou que qualq uer ser humano, se se colocar plenamente nos braços de Deus, pode ser santo, estar pelo restante da eternidade com ele.
Se pedirmos perdão a Deus pelos nossos pecados, na humildade e na confiança, e oferecermos nossos sofrimentos em reparação de nossos pecados, talvez não nos sintamos felizes, mas uma coisa é certa: vamos sentir uma profunda paz!
A verdadeira paz está baseada não no silêncio externo, mas na consciência reta, temente a Deus, que só busca o bem do próximo, que está livre da ambição, das paixões, do apego aos bens terrenos, aos vícios e ao pecado.
Por que eu creio nisso?

É simples: sei que Deus nos ampara em seus braços e nunca nos abandona em nossas provações  sofrimentos. A paz é uma realidade profunda em nossas vidas. Por pior que esteja nossa vida, sempre podemos viver em paz, se confiarmos na misericórdia divina e em que nós seremos felizes na vida externa. A paz é fruto da confiança em Deus, quando colocamos nossas vidas em suas mãos!

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