quarta-feira, 26 de julho de 2017

MINHA FÉ 20- A AMIZADE


Diz o livro dos Provérbios 18,24: “Há amigos mais achegados do que um irmão”. Entretanto, lemos também em Provérbios 22,24; ”Não sejas companheiro do homem briguento nem andes com o colérico”. 23,9: “ Não fales ao ouvido do tolo, porque desprezará a sabedoria das tuas palavras”, que corresponde ao que Jesus diz em Mateus 7,6: “Não deis vossas pérolas aos porcos”.
Em 27,9:”O óleo e o perfume alegram o coração, assim o faz a doçura do amigo pelo conselho cordial”.
Há uma música que diz: “O amigo bom e fiel vale mais que um tesouro”.
Tendo visto isso, acredito que a amizade é algo muito bom, se os(as) amigos(as) se amam em Cristo, são sinceros(as) um(uma) com o(a) outro(a), se respeitam, amam a Deus e ao próximo, não sentem “ciúmes” com a partilha dessa amizade com os outros.
Se são amigos(as), devem estar sempre no mesmo nível, como Jesus, que desceu do céu para viver a vida humana aqui na terra, em tudo como nós, exceto no pecado.
Por exemplo, se um(a) dos(as) dois(duas) quer sempre pagar tudo, a amizade sincera acaba. Devem alternar esse costume, ou seja, um dia um paga, outro dia o outro paga. Ou então combinam de sempre cada um pagar a sua própria despesa.
Isso é muito difícil entre um(a) amigo(a) mais rico(a) e um(a) amigo(a) pobre. Mas, se a amizade for sincera, o(a) pobre deve procurar não se aproveitar do(a) amigo(a) que tem mais dinheiro.
Eu tive amigos e amigas mais achegados que um irmão, uma irmã, como diz lá em cima o livro dos Provérbios, alguns deles e delas infelizmente já morreram ou desapareceram de minha vida por causa das circunstâncias do dia a dia.
Sempre podemos “chorar” no ombro de um(a) amigo(a), pois está sempre presente em nossa vida.
Lembremo-nos, porém, de duas coisas:
1- Jesus, Maria e o nosso Anjo da Guarda são nossos melhores amigos, que nunca devem ser desgostados.
2- Em consequência disso, precisamos aprender a evitar amigos e amigas que possam nos levar ao pecado. É fácil uma maçã podre contaminar outras, mas nunca a maçã boa vai recuperar as podres, a não ser no nível espiritual, por meio da conversão sincera. Eu, porém, pergunto: será que temos cacife suficiente para mudar alguém de mau a bom, em vez de nos tornarmos maus como ele(ela)? Releia as citações do livro de Provérbios que coloquei no início da postagem.
Comentando agora Prov 23,9 e Mt 7,6 (veja no início desta matéria), lembro também que, para haver amizade entre pessoas de cultura muito diversa, será necessário (a meu ver) pelo menos uma coisa em comum. É inútil insistir se não houver nada em comum, a não ser que você consiga, como Jesus, inculturar-se no meio que ele(ela) vive. Entretanto, mesmo Jesus muitas vezes instruía seus amigos para tirá-los da ignorância e poder entendê-lo melhor.
Ficar no mesmo nível que os incultos e pobres para erguer-se com eles a um nível mais agradável é nossa missão quando ficamos amigos de pessoas muito carentes de tudo. Digo, porém, uma coisa: se você não conseguir ”descer” ao nível delas, nem tente.
Gostaria também de dizer que deixar-se amar é bem mais difícil do que amar. Quando você é quem ama, tem o controle da situação e pode procurar o amigo, a amiga, à hora que quiser. Entretanto, se é ele ou ela quem tem o controle da situação, ou seja, se é você que se deixa amar, a coisa fica mais difícil. Seu amigo ou sua amiga podem procurar você em horas em que você talvez não esteja tão disponível! Exemplo: quando eu tinha uns 40 anos, um amigo meu, vigia, sempre me telefonava de madrugada para desabafar o seu medo de ser assaltado. Eu tinha que ouvi-lo, pois concordara em ser seu amigo. Em outras palavras, eu concordara em deixar-me amar. Coloque isso no relacionamento com Deus e verá que vai acontecer maravilhas em sua vida.

Termino lembrando que tudo isso é opinião minha, pertence à minha fé, e, é claro, está passível de discordâncias e outras opiniões. 

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