domingo, 23 de julho de 2017

MINHA FÉ 15- A BÍBLIA

 Como já comentei ligeiramente no n° 3, “A criação”, a bíblia foi inspirada por Deus, mas escrita por homens frágeis, pouco versados nas ciências, que ainda estavam engatinhando, sujeitos plenamente às leis da natureza, com poucos recursos, muito limitados, e ainda sem conhecimento profundo de quem é, realmente, o Deus em que acreditavam.
Desse modo, muitos acontecimentos eram atribuídos a Deus, mesmo que Ele nada tivesse a ver com isso. Por exemplo, aqueles morticínios, em que matavam todos os da cidade invadida, inclusive mulheres e crianças. Deus os permitiu, mas nunca foram de sua vontade.
Nós nos revoltamos com os radicais atuais, que matam em nome de Alá ou mesmo com o nome de Deus, mas não prestamos atenção que na bíblia são muitos os relatos de massacres não só feitos “em nome de Deus”, mas atribuídos ao próprio Deus, como se este fosse “carniceiro”.
Deus não quer, de jeito algum, que usemos a violência como uma forma de resolvermos nossos problemas, e a bíblia (o AT) está repleta disso. Não podem ser vontade de Deus essas lutas todas, essa carnificina toda que lemos ali. É uma interpretação própria de quem ouviu os relatos comentados pela população, pois os fato eram apenas narrados oralmente, e começaram a ser escritos apenas faltando uns mil anos para Jesus nascer.

Por isso é que não devemos lê-la de modo fundamentalista, ou seja, “ao pé da letra”, mas de modo interpretativo, exegético, sabendo tirar o que foi inspirado realmente daquilo que foi entendido erroneamente como vontade de Deus. Isso é feito por eruditos, a quem chamamos de “exegetas”. Nunca podemos ler a bíblia de modo fundamentalista, ao pé da letra, sem termos esses cuidados aventados acima.

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