sábado, 22 de julho de 2017

MINHA FÉ 13-A VERDADE

 “A verdade vos libertará”(João 8,32). Jesus disse isso logo depois de afirmar, no versículo 31: “Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos”. Ou seja, nós nos libertaremos pela verdade se permanecermos na Palavra de Deus, na mensagem de Jesus. A verdade nos libertará se formos discípulos verdadeiros de Jesus.
Em João 14, 6: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim”. Jesus é, portanto, a própria verdade, a vida, e ao mesmo tempo o caminho para essa vida e essa verdade.
Eu acredito piamente nisso tudo. Procuro sempre dizer a verdade, enquanto possa. Quando não posso dizer a verdade, por instâncias superiores, não falo nada ou, se for preciso falar, tento manter a verdade até o pondo de não prejudicar a ninguém e digo que não posso ir além dali. “A misericórdia triunfa sobre o julgamento” (Tiago 2,13).
Detesto a mentira e acredito feito bobo no que outros dizem. Acredito, porém, que nem sempre devemos nos expor, principalmente nosso eu mais íntimo, ou mesmo a vida passada. Se fizemos besteiras no passado, deixemos isso para lá, ou seja, não é preciso ficar alardeando aos quatro ventos o que fomos ou deixamos de ser. Basta que estejamos arrependidos e já tenhamos pedido perdão, se católico, por meio de um padre; se de outra religião, por meio de uma conversa boa e amiga com o pastor e, claro, nos comprometermos com Deus a não fazermos mais nenhum pecado.
Diz Isaías 43,18-19: “Não lembreis coisas passadas, não olheis para fatos antigos. Eis que farei coisas novas, e que já estão surgindo”.
Filipenses 3,13-14: “Esquecendo-me doas coisas passadas, lanço-me para o que está na frente”!
Isso significa, a meu ver que, se a pessoa não menciona o seu passado, isto não quer dizer que está mentindo. Diz um ditado que vi nas palavras cruzadas: “Se o erro ficou distante, seja pleno o seu perdão! Não se cobra do diamante o seu passado de carvão”. O diamante provém do carbono reestruturado por alta temperatura.
Li muita coisa do Beato Irmão Carlos de Foucauld e nunca li nada dele próprio narrando suas orgias de antes da conversão.
Já o mentiroso sente uma dificuldade enorme em falar a verdade. Ele mente tanto que acaba acreditando em suas próprias mentiras! E, o pior, nunca acredita em quem quer que seja!
Quem tem esse vício tem de lutar muito para sair dele e, sobretudo, confiar muito na misericórdia divina, para que Jesus lhe dê coragem de enfrentar a verdade e, assim, não precisar mentir.
A verdade nos traz uma grande paz e tranquilidade. Muitos santos, entretanto, tiveram que enfrentar a morte para não mentirem ou, no caso de um santo do qual não me lembro o nome, confessor da rainha, ele cortou a própria língua com os dentes, na sala de tortura, para não revelar ao rei os pecados dela.

Enfim, acredito na verdade e no fato de que ela realmente nos liberta para seguirmos Jesus Cristo e chegarmos ao paraíso.

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