terça-feira, 3 de maio de 2016

7.6 -A COM. STOS-7.7- A LITURGIA

7.6-A COMUNHÃO DOS SANTOS

  "Todos os batizados aqui na terra, as almas do Purgatório e todos os beatos que estão já no Paraíso formam uma só grande família. Esta comunhão entre terra e céu se realiza especialmente na oração de intercessão."(...)”Não estamos sozinhos, mas existe uma comunhão de vida entre todos aqueles que pertencem a Cristo" (papa Francisco)

A Comunhão dos Santos tem dois significados: a comunhão das coisas santas (a Eucaristia, por exemplo) e a comunhão entre as pessoas santas (tudo aquilo que cada um faz ou sofre em Cristo e por ele produz fruto para todos).

A comunhão dos Santos também quer dizer que estamos ligados com os irmãos que descansam na paz de Cristo, que se fortalece pela comunicação dos bens espirituais.

Como os habitantes do céu estão unidos mais intimamente com Cristo, fortalecem com mais firmeza a santidade de toda a Igreja. Eles intercedem por nós junto ao Pai, por meio do único mediador de Deus e dos homens, Jesus Cristo, apresentando os méritos que alcançaram na Terra.

Assim como a comunhão entre os cristãos da Terra nos aproxima de Cristo, da mesma forma o consórcio com os santos nos une a Cristo.

 

7.7-A LITURGIA

 

Para ler: Cl 3,16-17; At 2,46-47 e Lc 2,22-32; 4,16-24

 

A palavra Liturgia significa, originalmente, "obra pública", "serviço da parte de/ e em favor do povo". Na tradição cristã ela quer significar que o povo de Deus toma parte na "obra de Deus". Pela liturgia, Cristo, nosso redentor e sumo sacerdote, continua na sua Igreja, com ela e por ela, a obra de nossa redenção. No Novo Testamento, "liturgia" é empregada para significar a celebração do culto divino e o anúncio do Evangelho e a caridade em ato (Rm 15,16; 15,27; Fl 2,14-17.25.30; 2Cor 9,12).

A liturgia é tida como o exercício do sacerdócio de Jesus Cristo, no qual é significada (por sinais sensíveis) e realizada a santificação do homem. Também é nela exercido o culto público integral pelo Corpo Místico de Cristo, cabeça e membros.

A celebração litúrgica é ação sagrada por excelência. Sua eficácia não é igualada por nenhuma outra ação da Igreja. A liturgia realiza e manifesta a Igreja como sinal visível da comunhão entre Deus e os homens através de Cristo. Empenha os fiéis na vida nova da comunidade.

A liturgia tem de ser precedida pela evangelização, pela fé e pela conversão. Seus frutos, na vida dos fiéis, são a vida nova segundo o Espírito, o compromisso com a missão da Igreja e o serviço da sua unidade.

É na liturgia que, por meio de orações, símbolos e gestos, dizemos a Deus "eu vos amo e quero cumprir inteiramente a vossa vontade. Eu quero vos agradecer por todas as vossas obras" e dizer ao próximo: "eu amo também a vocês! Vamos juntos louvar a Deus, pedir-lhe perdão de nossos pecados, agradecer-lhe por ter-nos dado a vida, pedir força para seguir o caminho para o Reino de Deus".

Tudo isso dizemos ao Pai, por meio de Jesus Cristo, que é representado na liturgia pela pessoa do padre ou do bispo, e se faz presente na Eucaristia.

A liturgia cristã recorda os acontecimentos que nos salvaram (=anamnese), e os atualiza, torna-os presentes. O mistério pascal de Cristo não é repetido, mas celebrado. O que se repete são as celebrações; em cada uma delas sobrevém a efusão do Espírito Santo, que atualiza o único mistério.

A intercessão, na qual o sacerdote suplica ao Pai que envie o Espírito Santificador para que as oferendas se tornem o Corpo e o Sangue de Cristo, e para que ao recebê-los os fiéis se tornem eles mesmos uma oferenda viva a Deus, chama-se epíclese (= invocação sobre).

A epíclese, juntamente com a anamnese, está no cerne de cada celebração sacramental, mais especialmente da Eucaristia (não compete a nós perguntarmos como o pão se converte no Corpo de Cristo etc., mas apenas nos contentemos em saber que isso acontece por obra do Espírito Santo).

Enviado pelo Pai, que ouve a epíclese (a invocação) da Igreja, o Espírito dá a vida aos que o acolhem, e constitui para eles, desde já, o penhor da sua herança e produz os seus frutos nos ramos, ou seja, a comunhão com a Santíssima Trindade e comunhão fraterna entre os irmãos.

A celebração da liturgia pode ser feita sempre tendo em vista os costumes do local. Deve expressar Jesus Cristo inculturado (= fazendo parte) na vida diária das pessoas que estão louvando, agradecendo e pedindo perdão a Deus.

Quanto às cores litúrgicas:

O VERDE é a cor escolhida para os domingos e semanas do tempo comum, que são 32 a 34, a não ser naqueles dias em que há uma solenidade ou festa de algum santo ou alguma comemoração do Senhor ou de Maria. Começam na 2a feira depois do Batismo do Senhor, em janeiro, terminam na terça-feira do carnaval, recomeçam na segunda-feira depois de Pentecostes até o domingo de Cristo Rei, no final de novembro.

O BRANCO é usado no tempo do Natal, Tempo Pascal, festas de Nossa Senhora, de Jesus Cristo e dos Santos que morreram de morte natural.

O VERMELHO é usado nas festas do Espírito Santo, na Sexta-feira Santa, e dos santos que morreram assassinados por defenderem a fé cristã.

O ROXO é usado na quaresma e no advento, sendo que neste último atualmente também o rosa é utilizado.

O ROSA é usado no 4° domingo da quaresma e no 3° domingo do advento. As comissões de liturgia, entretanto, estão aconselhando a usar o rosa no tempo todo do advento.

Quanto às leituras:

As leituras dominicais, são distribuídas em três anos, sendo os Evangelhos distribuídos da seguinte forma: anos "A", São Mateus; anos "B", São Marcos; anos "C", São Lucas. O Evangelho de São João é usado no tempo pascal e em algumas outras ocasiões. 

Quanto às leituras semanais, a primeira leitura é dividida em dois anos, pares e ímpares, mas o Evangelho é repetido todos os anos. 

Quanto às equipes de liturgia, o melhor modo de se escolher os leitores é ter uma equipe fixa, de pessoas que leem bem. Não se deve pegar qualquer pessoa "a laço" na hora da leitura. Apresentar as leituras é um ministério.

Quanto a algumas outras normas:

- quando o padre tiver de celebrar a missa em pouco tempo, por qualquer motivo, é melhor cortar uma das duas leituras ou mesmo as duas primeiras leituras e o Salmo, do que disparar nas palavras;

- Canto de entrada: deve ser de ritmo alegre, festivo, escolhido de acordo com o assunto da celebração;

- Glória: há glórias que não são cantos litúrgicos, como o "glória, glória, aleluia", com música de um hino patriótico americano;

- o Canto de meditação não existe mais. Em seu lugar, deve-se cantar ou rezar o salmo próprio do dia;

- o Canto de aclamação deve ter sempre o "Aleluia", menos na Quaresma. Deve ser bem curtinho, com somente uma estrofe, que pode ser a própria antífona do Evangelho;

- o Canto das oferendas pode ser ou não cantado. É facultativo. Se cantado, deve ser de ritmo mais lento. Quando não for cantado, o padre deve rezar as palavras do ofertório em voz alta, com a participação do povo;

- o Santo deve ser vibrante; não pode ser arrastado;

- a Consagração sempre é feita em silêncio, sem aquelas famosas músicas de acompanhamento e sem palavras em voz alta por parte do povo, como "meu Senhor e meu Deus", "Jesus" ou algo parecido;

- o Abraço da paz deve ser o canto mais curto da missa. Apenas uma alusão ao abraço e à paz. Pode ser dado em outra oportunidade, como após o ato penitenciai, em vez do momento usual, ou seja, antes do Cordeiro; atualmente tem sido suprimido por motivos epidêmicos de doenças. 

- Comunhão: é um canto para se cantar andando;

- Após a Comunhão: há muitas opiniões contrárias, mas deveria ser um canto mais suave, para se orar interiormente.

Há ainda outros problemas e questões, que poderão ser resolvidos pelo seu pároco.

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