terça-feira, 3 de maio de 2016

4-A CRIAÇÃO

4-A CRIAÇÃO -  O CÉU E O INFERNO - O PURGATÓRIO

 

Deus criou o mundo de tal forma que nele pudéssemos viver, a fim de garantirmos a continuidade dele e para continuarmos a obra divina,  ou seja, para partilharmos com os nossos descendentes (filhos, netos, bisnetos) as maravilhas da criação e a vida eterna. Em outras palavras: nossa missão principal nesta vida é ampliarmos o gênero humano e ensinarmos aos que nos vão substituir no governo deste mundo a amar a Deus, nosso criador, e a servi-lo com todo o nosso ser.

O homem é um ser ao mesmo tempo corporal e espiritual. Temos todos os anos de nossa vida para decidir se aceitamos ou não o que Deus nos deu e nos quer dar. Se aceitarmos, seremos recebidos por ele no céu e por todos os seus anjos e santos. Se não aceitarmos, Deus permite que vivamos a nosso modo, tanto aqui como lá. A esse modo de vida sem Deus, chamamos inferno.

Se, ao morrermos, ainda não estivermos preparados dignamente para viver com Ele, segundo escolhemos com nossa vida aqui na terra, passaremos um tempo nos preparando. Damos o nome a esse tempo de purgatório. O tempo de purgatório já pode ser vivido antes da morte, com nossas renúncias, atos de caridade, esmolas, e aqueles sofrimentos que não conseguimos afastar, quando aceitos e oferecidos por amor.

De que modo Deus criou o universo, não sabemos. A história contida no Gênesis de 1 a 11 é apenas simbólica, para nos mostrar que quem criou o mundo foi Deus, que esse mundo segue a evolução natural das coisas, conduzida por Deus, e que, a cada homem, Deus cria a alma no momento de sua concepção no ventre materno: a alma não é gerada pelo ato sexual dos pais.

Também desconhecemos como foi realmente feito o pecado original. Sabemos que foi um ato de desobediência a Deus, ou seja, um ato de querer viver independentemente de Deus, decidindo por si mesmo o que é certo ou errado: só Deus pode decidir o que é certo ou errado. Pelo Batismo, ficamos livres da falta original, mas não ficamos livres de suas consequências (sofrimento e morte).

Quanto aos anjos, foram criados na Graça de Deus, mas tiveram oportunidade de escolher se ficariam ou não com Deus. Alguns deles rejeitaram radical e irrevogavelmente a Deus e seu Reino. São chamados diabos, satanás, demônios. O nome "anjo", na verdade, é o nome do cargo desses espíritos, ou seja, "mensageiro". Enquanto criaturas puramente espirituais, são dotados de inteligência e de vontade: são criaturas pessoais e imortais. Superam em perfeição todas as criaturas visíveis.

Cada fiel é ladeado por um anjo como protetor e pastor para conduzi-lo à "vida": é o anjo da guarda. Em Mt 18,10, Jesus diz: "Não desprezeis nenhum destes pequeninos, porque eu vos digo que os seus anjos nos céus veem continuamente a face de meu Pai que está nos céus". No entanto, para receber a ajuda do anjo da guarda é preciso pedir. Ele não pode entrar em nossa vida e interferir nela sem o nosso consentimento; também não é obrigado a nos obedecer. Os anjos são submissos a Deus, e não a nós. Há pessoas que colocam um nome em seu anjo da guarda. Isso não é proibido, é até uma boa atitude. Pode colocar um nome no seu!

 

Quanto a satanás, o seu poder é limitadíssimo. Ele não passa de uma simples criatura, poderosa, é verdade, pelo fato de ser puro espírito, mas sempre criatura: não é capaz de impedir a edificação do Reino de Deus. A permissão divina da atividade diabólica é um grande mistério, mas precisamos ter certeza de que Deus coopera em tudo para o bem daqueles que o amam (Rm 8,29); ou seja, não devemos ter medo. 

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