quinta-feira, 6 de abril de 2017

SANTA CATARINA DE SENA


adendo nosso: 

Mesmo analfabeta, escreveu, por meio de uma secretária, mais de 300 cartas que enviava a pessoas simples e às autoridades, até mesmo ao papa. Foi a promotora do retorno do papa a Roma, exilado que estava em Avinhão na França. Veja no blog e no site da catequese um resumo de seu livro O DIÁLOGO, em que relata suas conversas com Deus. 

da Gaudium Press:

No princípio, achava tratar-se simplesmente de um exagero de expressão, próprio à nacionalidade de ambos, mas a santa de Siena continuava de modo sério:

Redação (Terça-feira, 04-04-2017, Gaudium Press) O confessor, que muito conhecia e admirava Catarina, não sabia o que pensar sobre o que esta dizia em sua última confissão.

- É verdade, Padre. Posso dizer que estou privada de meu coração. O Senhor me apareceu, abriu-me o peito do lado esquerdo, e o levou consigo.

Tentou então o Padre dissuadi-la, dizendo ser impossível continuar viva sem tal órgão. Ela, porém, retrucava dizendo que para Deus nada é impossível, e que estava convencida de não possuir mais o coração.

De fato, tempos antes, em um dia no qual a santa rezava com grande fervor o salmo de Davi: "Ó meu Deus, criai em mim um coração puro, e renovai-me o espírito de firmeza", (Sl 50, 12) lhe havia aparecido o Divino Mestre, e, tendo aberto o peito dela, tirou-lhe o coração. Daí fazer tal afirmação com tanta certeza.

E, assim, viveu sem o órgão vital durante certo tempo.

Um dia, porém, estava ela na capela da Igreja dos frades pregadores, onde costumavam reunir-se as irmãs da Penitência de São Domingos. Terminada as orações, todas se retiraram. Catarina, contudo, ficou sozinha rezando. Quando já ia sair, uma forte luz a envolveu, e lhe apareceu o Senhor, tendo nas mãos um coração humano resplandecente. O Redentor se aproximou dela, abriu-lhe o peito e disse:

- Caríssima filha, como no outro dia tomei teu coração, dou-te, pois, agora o meu.

Catarina tomada de uma grande alegria sentia em seu interior as palavras de São Paulo: "Eu vivo, mas já não sou eu; é Cristo que vive em mim" (Gl, 2, 20).

E no seu peito ficou para sempre a cicatriz da sublime ferida. (1)


Por Irmã Maria Teresa Ribeiro Matos, EP
(Do Instituto Filosófico Teológico Santa Escolástica - IFTE)

...........................................................................

(1) Cf. UNDSET, Sigrid. Santa Catarina de Siena. Trad. Maria Helena Amoroso Lima Senise. Rio de Janeiro: Agir, 1956, p. 91.




Santa Catarina de Sena: exemplo luminoso de amor a Cristo e à Igreja


29 DE ABRIL- Rádio Vaticana
Cidade do Vaticano (RV) - A Igreja festeja nesta terça-feira (neste dia) a memória litúrgica de uma gigante da fé, Santa Catarina de Sena, virgem, doutora da Igreja, padroeira da Itália e co-padroeira da Europa, que vestiu o hábito das Irmãs da Penitência de São Domingos (Ordem Terceira de São Domingos).

Tendo vivido na segunda metade do Séc. XIV, lutou com força em favor da paz e do retorno do Pontífice de Avignon para Roma. Mística corajosa, a figura de Santa Catarina tem ainda uma extraordinária atualidade. Sinal disso é a sua proclamação, em 1999 – pelo Papa São João Paulo II –, como co-padroeira da Europa.

No Séc. XIV, em que a Europa cristã se dividia em lutas fratricidas, esta humilde consagrada – analfabeta até a idade adulta e que depois veio a tornar-se doutora da Igreja – não teve medo de dirigir-se com determinação a papas e reis, a eclesiásticos e homens das armas para indicar "Cristo crucificado e a doce Virgem Maria" aos contendedores.

"Faz certa impressão – escreve São Karol Wojtyla proclamando-a co-padroeira da Europa – o tom livre, vigoroso, agudo com o qual ela adverte sacerdotes, bispos e cardeais." E também ao Pontífice, a quem define "doce Cristo na terra", pede que, sem mais tardar e sem hesitações, deixe Avignon e volte para Roma, junto ao túmulo de Pedro.

Ademais, Catarina a mística – desde criança em diálogo com o Senhor na "cela interior" de sua alma – já havia manifestado sua coragem em tenra idade quando desafiando a vontade dos pais renunciou a um matrimônio terreno para unir-se em esponsalício a Cristo. De fato, somente assim sentia fazer a vontade de Deus.

E no final de sua vida, aos 33 anos, disse aos que a assistiam no momento de sua passagem ao Pai: "Tenham por certo, caríssimos, que dei a vida pela Santa Igreja". Era o ano 1380. Passaram-se 80 anos e Catarina foi canonizada por outro filho da cidade de Sena, o Papa Pio II.

Na iconografia, desde cedo Santa Catarina passou a ser representada com um livro e um lírio branco: símbolos de sabedoria e pureza. Duas virtudes que se fundam naquela realidade especial que é a Santidade.

Seu "Epistolário", sua coletânea de oração, o "Diálogo sobre a Divina Providência" alcançam ápice extraordinário de riqueza espiritual e são um patrimônio que o tempo não consegue desvanecer.

"Aprendemos de Santa Catarina a ciência mais sublime: conhecer e amar Jesus e sua Igreja", disse Bento XVI em audiência geral cuja catequese foi a ela dedicada. E dela, disse ainda, aprendamos novamente "a amar com coragem, de modo intenso e sincero, Cristo e a Igreja." (RL)
























































Autoriza-se a sua publicação desde que se cite a fonte.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

DIGITE AQUI O SEU COMENTÁRIO