domingo, 30 de abril de 2017

PROLIFERAÇÃO RELIGIOSA

Brasil: A cada hora nasce uma nova organização religiosa

Desde 2010 no país sul-americano a cada hora nasce uma nova organização religiosa. São os dados impressionantes citados na pesquisa realizada pelo jornal O Globo. O fisco brasileiro registrou 67.951 entidades sob a rubrica de “organizações religiosas ou filosóficas”, uma média de 25 por dia. Segundo o relatório, os principais motivos que podem explicar o fenômeno são a facilidade para a abertura de novas igrejas, o fortalecimento do movimento neopentecostal e os efeitos da situação econômica.

Em fins de 2016, o Instituto Datafolha publicou uma pesquisa que fez ressoar uma campainha de alarme na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O estudo mostra que, nos últimos dois anos, 9 milhões de pessoas abandonaram o catolicismo no país. Em 2014, a porcentagem da população que declarava ser católica era de 60%, ao passo que em dezembro de 2016 baixou para 50%. No mesmo período, os fiéis pentecostais ou neopentecostais passaram de 18% a 22%. Embora a recente baixa na porcentagem de católicos não foi acompanhada por uma ampla expansão dos fiéis pentecostais ou neopentecostais, o que preocupa os bispos é outro dado: a metade dos que declaram ser pentecostais ou neopentecostais provém da Igreja Católica, onde haviam crescido.

A ascensão do pentecostalismo: da religião à política

O crescimento do pentecostalismo é um fenômeno que se expande para além da religião: ele “cresce ao mesmo tempo na base social e em espaços de poder, como mídia e cargos eletivos nacionais, estaduais e municipais”, diz a socióloga Christina Vital. Um exemplo “bem-sucedido” dessa expansão na política, aponta, foi à vitória de Marcelo Crivella nas eleições municipais do Rio de Janeiro. “Quando Crivella foi eleito, a grande repercussão na mídia enfatizava aquela como uma vitória de sua denominação de origem. Mas não é esse o ponto: ele ganhou não por ser evangélico, mas porque fez inúmeras alianças na sociedade e tinha uma fala que contemplava anseios sociais. Teve alta votação em periferias, mas também ganhou em bairros da Zona Sul, como em Ipanema”, relata. Contudo, frisa, ainda é cedo para avaliar “em que medida o elemento religioso faz diferença nesse âmbito da gestão pública, porque o fato de a pessoa ter uma vinculação religiosa não necessariamente implica um atravessamento religioso institucional”.

As razões deste crescimento são muitas. Desde estratégias propriamente institucionais até os anseios privados, que giram em torno de demandas motivacionais. Por exemplo, as igrejas evangélicas estabelecem uma proximidade com o seu público, proporcionam espaços de encontro diários, fazem aconselhamentos espirituais, mas também emocionais e financeiros/profissionais. Seus pastores são, via de regra, muito disponíveis aos fiéis. Geralmente moram nas mesmas áreas e estabelecem grande empatia porque vivem condições muito semelhantes aos demais. Do ponto de vista institucional, como a maioria tem um modelo de governo congregacional, não precisam se subordinar a um ministério, nem a uma centralidade administrativa. O observamos o crescimento da participação de pentecostais na organização política local, social e também econômica, com a abertura de variados comércios com uma marca gospel e que difere, por exemplo, do comércio que sustentava o circuito do tráfico até meados dos anos 1990.

O catolicismo é dominante no Brasil em diferentes aspectos, mas o pentecostalismo cresce ao mesmo tempo na base social e em espaços de poder, como mídia e cargos eletivos nacionais, estaduais e municipais. Sendo assim, ganham muita visibilidade, embora, em termos percentuais, sejam minoritários em relação aos católicos.

Conclusão

Escreveu o sociólogo alemão Max Weber, em seu clássico texto Rejeições religiosas do mundo e suas direções, ou teoria dos conflitos, as religiões de salvação têm uma relação de tensão e concessão com o mundo. Portanto, com os pentecostalismos não poderia ser diferente. Há uma conexão entre conflitos e benefícios, ascensão e retribuição, poder político e poder religioso, glória, escândalo e corrupção. 

Os fundamentos e crescimento do pentecostalismo se encontram na Teologia Carismática e da Prosperidade. A mística e o misticismo, sincretismo e biblicismo fundamentalista. Daí: cura divina, milagres, exorcismo, falar em línguas, arrebatamento ou repouso no espírito. A força da doutrinação e a procura de novos membros para que se salvem da perdição e das religiões idólatras,  levam os fiéis doares dízimos e ofertas, seu tempo ou toda a sua vida para obra de evangelização. Segue o empreendimento da mídia, escrita e falada, construção de templos, engajamento na política e as bênçãos de Deus como barganha no fator econômico para converter o mundo às igrejas pentecostais. Sem burocracia e sem a ditadura hierárquica seu avanço é progressivamente colossal!
Dr. Sigmund Freud, o pai da psicanálise disse: “o ser humano não é só razão é também emoção”. No mundo tomado pela ansiedade, medo, depressão, drogas e violência, mania de suicídio e vícios da internet, o pentecostalismo abraça e acolhe a todos com a sua gigantesca ferramenta: o emocionalismo!

Frei Inácio José do Vale
Professor e Conferencista
Sociólogo em Ciência da Religião
Formador do Instituto dos Irmãozinhos de Charles de Foucauld
E-mail: pe.inacio.jose@gmail.com

Fontes:

http://www.ihu.unisinos.br/566635-brasil-a-cada-hora-nasce-uma-nova-organizacao-religiosa

http://www.ihu.unisinos.br/565856-a-grande-onda-do-pentecostalismo-no-brasil-e-as-propostas-de-alguns-bispos-para-enfrentar-a-perda-de-fieis


http://www.ihu.unisinos.br/566735-ascensao-do-pentecostalismo-da-religiao-a-politica-entrevista-especial-com-christina-vital

domingo, 16 de abril de 2017

O ABORTO- 2017

CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL
Presidência
P - No. 0209/17 NOTA DA CNBB PELA VIDA, CONTRA O ABORTO

“Não matarás, mediante o aborto, o fruto do seu seio” (Didaquê, século I)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, através da sua Presidência, reitera sua posição em defesa da integralidade, inviolabilidade e dignidade da vida humana, desde a sua concepção até a morte natural 1. Condena, assim, todas e quaisquer iniciativas que pretendam legalizar o aborto no Brasil.
O direito à vida é incondicional. Deve ser respeitado e defendido, em qualquer etapa ou condição em que se encontre a pessoa humana. O direito à vida permanece, na sua totalidade, para o idoso fragilizado, para o doente em fase terminal, para a pessoa com deficiência, para a criança que acaba de nascer e também para aquela que ainda não nasceu. Na realidade, desde quando o óvulo é fecundado, encontra-se inaugurada uma nova vida, que não é nem a do pai, nem a da mãe, mas a de um novo ser humano. Contém em si a singularidade e o dinamismo da pessoa humana: um ser que recebe a tarefa de vir- a-ser. Ele não viria jamais a tornar-se humano, se não o fosse desde início2. Esta verdade é de caráter antropológico, ético e científico. Não se restringe à argumentação de cunho teológico ou religioso.

A defesa incondicional da vida, fundamentada na razão e na natureza da pessoa humana, encontra o seu sentido mais profundo e a sua comprovação à luz da fé. A tradição judaico- cristã defende incondicionalmente a vida humana. A sapiência3 e o arcabouço moral4 do Povo Eleito, com relação à vida, encontram sua plenitude em Jesus Cristo5. As primeiras comunidades cristãs e a Tradição da Igreja consolidaram esses valores6. O Concílio Vaticano II assim sintetiza a postura cristã, transmitida pela Igreja, ao longo dos séculos, e proclamada ao nosso tempo: “A vida deve ser defendida com extremos cuidados, desde a concepção: o aborto e o infanticídio são crimes abomináveis”7.

O respeito à vida e à dignidade das mulheres deve ser promovido, para superar a violência e a discriminação por elas sofridas. A Igreja quer acolher com misericórdia e prestar assistência pastoral às mulheres que sofreram a triste experiência do aborto. O aborto jamais pode ser considerado um direito da mulher ou do homem, sobre a vida do nascituro. A ninguém pode ser dado o direito de eliminar outra pessoa. A sociedade é devedora da mulher, particularmente quando ela exerce a maternidade. O Papa Francisco afirma que “as mães são o antídoto mais forte para a propagação do individualismo

1 Cf. CONSTITUIÇÃO FEDERAL, art. 1°, III; 3°, IV e 5°, caput. 2 CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ, Declaração sobre o aborto provocado, in AAS 66 (1974) 730-747, 12. 3 Sb 1,13: “Deus não fez a morte, nem se alegra com a perdição dos vivos”. 4 Ex 20,13: “Não cometerás homicídio”. 5 Jo 10,10: “Eu vim para que tenham a vida, e a tenham em abundância”. 6 TERTULLIANO, Apologeticum, IX, 8: “É um homicídio antecipado impedir alguém de nascer... É já um homem aquele que o virá a ser”. 7 VATICANO II, Gaudium et spes, n. 51.

egoísta. ‘Indivíduo’ quer dizer ‘que não se pode dividir’. As mães, em vez disso, se ‘dividem’ a partir de quando hospedam um filho para dá-lo ao mundo e fazê-lo crescer”8. Neste tempo de grave crise política e econômica, a CNBB tem se empenhado na defesa dos mais vulneráveis da sociedade, particularmente dos empobrecidos. A vida do nascituro está entre as mais indefesas e necessitadas de proteção. Com o mesmo ímpeto e compromisso ético-cristão, repudiamos atitudes antidemocráticas que, atropelando o Congresso Nacional, exigem do Supremo Tribunal Federal-STF uma função que não lhe cabe, que é legislar.

O direito à vida é o mais fundamental dos direitos e, por isso, mais do que qualquer outro, deve ser protegido. Ele é um direito intrínseco à condição humana e não uma concessão do Estado. Os Poderes da República têm obrigação de garanti-lo e defendê-lo. O Projeto de Lei 478/2007 - “Estatuto do Nascituro”, em tramitação no Congresso Nacional, que garante o direito à vida desde a concepção, deve ser urgentemente apreciado, aprovado e aplicado. Não compete a nenhuma autoridade pública reconhecer seletivamente o direito à vida, assegurando-o a alguns e negando-o a outros.

Essa discriminação é iníqua e excludente; “causa horror só o pensar que haja crianças que não poderão jamais ver a luz, vítimas do aborto”9. São imorais leis que imponham aos profissionais da saúde a obrigação de agir contra a sua consciência, cooperando, direta ou indiretamente, na prática do aborto.
É um grave equívoco pretender resolver problemas, como o das precárias condições sanitárias, através da descriminalização do aborto. Urge combater as causas do aborto, através da implementação e do aprimoramento de políticas públicas que atendam eficazmente as mulheres, nos campos da saúde, segurança, educação sexual, entre outros, especialmente nas localidades mais pobres do Brasil. Espera-se do Estado maior investimento e atuação eficaz no cuidado das gestantes e das crianças.

É preciso assegurar às mulheres pobres o direito de ter seus filhos. Ao invés de aborto seguro, o Sistema Público de Saúde deve garantir o direito ao parto seguro e à saúde das mães e de seus filhos. Conclamamos nossas comunidades a unirem-se em oração e a se mobilizarem, promovendo atividades pelo respeito da dignidade integral da vida humana. Neste Ano Mariano Nacional, confiamos a Maria, Mãe de Jesus, o povo brasileiro, pedindo as bênçãos de Deus para as nossas famílias, especialmente para as mães e os nascituros.

Brasília-DF, 11 de abril de 2017.

Cardeal Sergio da Rocha Dom Murilo S. R. Krieger, SCJ Arcebispo de Brasília Arcebispo de São Salvador Presidente da CNBB Vice-Presidente da CNBB
Dom Leonardo U. Steiner, OFM Bispo Auxiliar de Brasília Secretário-Geral da CNBB

8 PAPA FRANCISCO, Catequese, 7/01/2015. 9 PAPA FRANCISCO, Discurso aos membros do corpo diplomático acreditado junto a Santa Sé, 13/01/2014.

sábado, 15 de abril de 2017

CONVERSÃO

SE NÃO HOUVER CONVERSÃO, A 3ª GUERRA MUNDIAL VEM AÍ! LEIA AS MENSAGENS DE MARIA EM MEDJUGORJE:

NOSSA PÁSCOA É A DE JESUS!


16/04/17 

Se a nossa Páscoa for mera comemoração,
Louvor, honra e glória ao consumismo
Dos ovos e coelhinhos de chocolate,
Dos perus recheados e leitoas pururucas
A MORTE – RESSURREIÇÃO de Jesus não passou de faz-de-conta!

Se for também a Páscoa da insensibilidade:
Das diferenças e indiferenças,
Dos partidarismos e egoísmos,
Dos dominadores e dominados,
Dos “civilizados” e “não civilizados”,
Da fome e da miséria,
Será um triste agravo a quem se fez doação,
Entregando tudo, inclusive, a própria vida!

A nossa Páscoa será como a PÁSCOA DO SENHOR:
Rompimento com a morte – aliança com a Vida!
Vida que não se interrompe pelo egoísmo,
Que não é esmagada para se poder subir,
Que não é mentira para se manter no poder,
Que não é usada, gasta e descartada
Em troca da ganância e da riqueza de poucos!

Será, de verdade, a PÁSCOA – PASSAGEM:
Da servidão para a liberdade,
Da fome para a fartura,
Da mesquinhez para a partilha,
Da ignorância para a Luz,
Da angústia para a alegria,
Da morte para a Vida!

CREMOS E AFIRMAMOS que ressuscitar com Jesus,
Neste  momento,
É fazer o Ser Humano ter Vida e ser Gente,
É amar e ser amado,
É ser construtor de uma história de amor
Sem vencedores ou vencidos.
É ajudar a lançar sementes de paz
Nos campos da humanidade
Para que neles floresçam sorrisos
E abundem frutos de fraternidade!

João José Corrêa Sampaio

Prof. João J. C. Sampaio
Curso de Filosofia
Universidade de Sorocaba
Rodovia Raposo Tavares Km 92,5

Sorocaba/SP.

sábado, 8 de abril de 2017

A OBRA DO CALVÁRIO



A Obra do Calvário

“Deus amou o mundo de tal modo, que deu seu Filho único, para que todos o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3, 16).

A obra do Calvário é a mais alta expressão do amor de Deus. Sem ela não haveria a manjedoura, a Páscoa e a Igreja. Por essa gloriosa obra há profundas revelações e conexões: Anás, Caifás e a inquisição religiosa, Barabás e a multidão, Pilatos e a bacia, Pedro e o galo, Simão Cireneu e a cruz, Maria e os amigos, o soldado e a lança, o ladrão e o paraíso.

Foi dito: “verdadeiramente este era filho de Deus”. Viu alguém morrer de amor, entendeu que essa obra é toda de amor de Deus. Essa é a mais sublime confissão de fé declarada no Calvário. “Sangue, água e a Igreja”, (Sacramentos e o Corpo de Cristo) fundamentos e sustentáculos dos discípulos que caminham no amor do reino de Deus.

A suprema beleza está no amor, sobre o Calvário, o amor se entrega completamente para ser pregado, pobre, humilhado e nu, esse é o lugar para morrer de amor. Belíssimo é quem morrer de amor! A cena do Calvário é a mais abissal que existe na face da terra. É paradoxal e tomado de mistério...

As representações da Semana Santa tem uma capacidade de mobilizar multidões cuja essência ultrapassa claramente os limites da crença devocional, do domínio eclesiástico, do contexto turístico-cultural, das crises humanas e sociais. Tudo por causa do amor que respinga do Calvário.

“Ecce Homo”, é a expressão mais conhecida do drama da Paixão evocando o julgamento de Cristo, quando o governador romano Pôncio Pilatos se dirigiu à multidão e proclamou “Eis o Homem”, em latim “Ecce Homo”. Ou seja, “Eis o Amor” que é entregue gratuitamente por todos. “Eis o Homem”. O conjunto da obra de amor: três pregos, a cruz, o condenado, o pregador, a rejeição e o Calvário.

Diante desse fato colossal e dramático da Paixão, quantos não fazem parte do sistema religioso que ainda hoje crucificam inocentes? Assim também, muitos miseráveis, excluídos restam tão somente para eles o amor do Calvário em prol da sua remissão!

Os desgraçados são os protagonistas do espetáculo de horror e adentram no que há de mais primitivo da raça humana crucificando assim mesmo e onde existem expressões de amor. Quem não é participante da crucificação com eles é também crucificado, no entanto é partícipe da graça, ou seja, são agraciados pelo amor de Deus.

Para o filósofo alemão Friedrich Nietzsche que condena o cristianismo como algo próprio de fracos, de doentes, de escravos, de pessoas que inverteram os valores próprios da vida, fazendo da doença, da fraqueza, da submissão os novos bens. No entanto, é melhor ser fraco, leigo, ou a ralé de crucificados, do que ser poderosas autoridades civis e eclesiásticas crucificantes! Tais autoridades são desconstruidoras do Calvário do amor pela vida, e construtores de calvários que eliminam seus opositores.

O Calvário é expressão máxima do amor de Deus para aqueles que não têm vez e nem voz, nem eira e nem beira. Para o pobre pecador arrependido.


Frei Inácio José do Vale
Professor e conferencista
Sociólogo em Ciência da Religião
Formador dos Irmãozinhos da Visitação da Fraternidade de Charles de Foucauld

segunda-feira, 3 de abril de 2017

AO COMUNGAR, CUIDADO!

03/04/2017
Precisamos ter muito cuidado ao comungarmos. Estamos recebendo o Corpo e o Sangue de Jesus de modo real, verdadeiro. Não podemos deixar que partículas do pão consagrado caiam ao chão. Jesus se deixou ficar entre nós na Eucaristia de modo muito indefeso. Podemos fazer o que quisermos com seu Corpo e Sangue, mas se não tomarmos cuidado as partículas serão pisoteadas por outros. São Pio de Pietrelcina era muito cuidadoso, como se pode ver em suas missas, algumas delas filmadas. Você as pode ver no You Tube, mas eu vou deixar aqui um link. Copie esse link e o cole na janela de pesquisa do you tube. É a última missa de São Pio de Pietrelcina e você pode ver com que devoção ele comungava e tinha cuidado com as partículas. 
Ademais, se o corpo dele está ainda incorrupto, é porque Deus gostava dessas atitudes dele.
Outro cuidado na comunhão é estar em estado de graça, ou seja, sem pecado grave. Os pecados leves são perdoados no ato penitencial, e é por isso que eu insisto em nunca chegar atrasado (a) à missa. Quem perde o ato penitencial não deveria comungar!
São Paulo fala no capítulo 11 da carta aos coríntios que os que comungam indignamente são réus do Corpo e do Sangue de Cristo. Veja por você mesmo(a)1ª Coríntios 11:26-30:
“Porque, sempre que comerem deste pão e beberem deste cálice, vocês anunciam a morte do Senhor até que ele venha. Portanto, todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será culpado de pecar contra o corpo e o sangue do Senhor.  Examine-se o homem a si mesmo, e então coma do pão e beba do cálice. Pois quem come e bebe sem discernir o corpo do Senhor, come e bebe para sua própria condenação. Por isso há entre vocês muitos fracos e doentes, e vários já dormiram”.
Vejo muitos artigos, na internet, condenando a comunhão na mão, como a do bispo Athanasius Schneider, que você pode assistir colando este link na busca do you tube: https://youtu.be/1grq2tHNPp8 . O problema é que comungar na mão é algo irreversível, ou seja, acredito que nunca mais voltará a comunhão diretamente na boca, pelo menos na maioria das igrejas, ainda mais com esse perigo de contágio de doenças atuais.

A solução é uma instrução maior por parte dos senhores párocos. Vejo aí a solução para o caso. Que ensinem os paroquianos a tomarem cuidado com a sagrada partícula. Muitos dizem que Jesus não teve nenhuma preocupação com as migalhas do pão que ele consagrou, mas acho que isso não é desculpa. Se acreditamos que o pão consagrado é o Corpo e o Sangue de Cristo, temos que tratá-lo com todo o cuidado e reverência que Jesus merece. Eu particularmente acho muito constrangedora a comunhão diretamente na boca, além de facilitar a falta de higiene e ser perigosa quanto ao contágio de doenças.