segunda-feira, 27 de março de 2017

DIA 25 DE MARÇO


Eu já falei sobre a Encarnação de Jesus num artigo de 26/11/2011 (se você clicar na data vai poder lê-lo ou relê-lo). Hoje eu quero falar sobre a data em que comemoramos essa festa, nove meses antes do Natal, seguindo o tempo da gestação humana.
Dia 25 de março talvez não seja a data correta da anunciação do Anjo à Maria, e consequentemente, a encarnação de Jesus, pois não sabemos o dia real em que Jesus nasceu. Dia 25 de dezembro foi convencionado para combater o culto ao deus Sol dos romanos, no início do cristianismo. Jesus é o verdadeiro Sol, a fonte da verdadeira luz.
Entretanto, nesse dia (25 de março) era comemorado, na antiguidade, segundo cálculos complicados, a data da criação do mundo e da crucifixão de Jesus. Quem conta isso é o missal cotidiano, no dia da festa. Assim lá está escrito:
“Não foi apenas uma preocupação da exatidão cronológica que contribuiu para fixar a festa da Anunciação nove meses antes do nascimento do Senhor; cálculos eruditos e considerações místicas fixavam igualmente em 25 de março a data da crucifixão de Jesus e da criação do mundo”. (cf missal cotidiano, comentário inicial do dia 25 de março).
Pelo sim ou pelo não, a importância da data está no fato de que não foi no Natal que Jesus veio ao mundo, mas sim, nove meses antes, na data de sua encarnação, que comemoramos nesta data. Quando ele nasceu, já era um ser humano e já estava no mundo havia nove meses! Acho, portanto, que é uma data muito especial, tanto quanto à do seu nascimento.
Ao encarnar-se, Jesus, que até então era a Palavra de Deus, o Verbo de Deus, tornou-se carne: “E a Palavra (=o Verbo) de Deus se fez carne e habitou entre nós” (João1,14).
É impressionante também o trecho do livro da Sabedoria aplicada à encarnação de Jesus, embora os eruditos achem que se aplicaria mais à segunda vinda dele. É Sabedoria 18,14-15:
“Quando um tranquilo silêncio envolvia todas as coisas e a noite chegava ao meio de seu curso, a tua palavra onipotente, vinda do alto do céu, do seu trono real, precipitou-se como guerreiro impiedoso, no meio de uma terra condenada ao extermínio”.
Jesus veio salvar, não exterminar, mas um dia voltará, não como uma semente minúscula no útero de uma virgem, mas como juiz, para nos dar o prêmio prometido durante todos os séculos que o mundo terá durado, ou aquilo que escolhemos durante o tempo de nossa vida. Se escolhemos o bem, a glória eterna. Se escolhemos o mal, a perdição eterna.
Muitos não acreditam nisso e acho que nem chegaram até este ponto do texto. Mas ainda há esperança para todos nós. Basta nos “humilharmos sob a poderosa mão de Deus” (1Pe 5,6) e pedirmos perdão. O importante não é o pecado, mas pedir perdão dele a Deus, reconhecer os pecados. O maior pecado, contra o Espírito Santo, é não pedir perdão, ou porque achamos que não pecamos ou porque achamos que Deus não vai nos perdoar.

Vinte e cinco de março. Olhem quanto pano pra manga esse dia nos dá para meditar! Jesus deixou o céu para viver aqui na terra e, se isso não bastasse, deixou-se ficar por aqui na forma da Eucaristia. Ele nos ama infinitamente, pois é 100% Deus e 100% homem, e não quis ficar ausente de nós. Que pena que muitos não acreditam na presença real de Jesus na Eucaristia! É uma encarnação perene, à nossa frente, e que muitos rejeitam. Você já viu o milagre de Lanciano? Clique no link e veja, se ainda não viu. A hóstia e o vinho consagrados são, na verdade, esse mesmo Jesus que se encarnou numa data desconhecida mas que comemoramos no 25 de março. Que data maravilhosa!

Da Irmã Maria Helena Silva de Sena

(revisada por um amigo)
Era 25 de março, dia da Anunciação do Anjo a Maria e eu estava passando por um momento difícil . Senti, então, Jesus me mostrando o que aconteceu no dia da Anunciação do Anjo, ou seja, no dia de sua Encarnação aqui na terra:
“Hoje eu entrei como numa sementeira no útero de minha mãe, fiquei ali por nove meses e nasci. Assim também acontece com a natureza: o trigo entra na terra, um simples grãozinho, nasce, cresce e é colhido, é moído, vira farinha. O mesmo acontece com a uva: entra como um grãozinho, cresce, dá o fruto, é esmagada, moída, curtido e se transforma em vinho. Eu nasci, cresci, fui esmagado, crucificado, morto, mas ressuscitei. Agora isso está acontecendo com você: nasceu de uma semente, cresceu, está sendo amassada, pisoteada, mas isso é preciso para se santificar”.

Eu fiquei encantada com essa maravilhosa meditação. Foi um momento muito lindo, que não dá para descrever. Todo sofrimento equivale a esse processo de purificação do fruto, a fim de que possa servir melhor. O sofrimento é a nossa purificação, o esmagar do fruto, a fim de que dali possa brotar uma santidade agradável a Deus. Diz Hebreus 12, 10, que Deus permite o sofrimento na nossa vida “ Para que possamos nos purificar a fim de que Ele possa nos transmitir sua santidade”.

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