quarta-feira, 29 de março de 2017

DO PAPA:O PECADO DA PREGUIÇA


Cidade do Vaticano (Terça-feira, 28-03-2017, Gaudium Press) Voltando a celebrar sua Missa matutina na Capela da Casa Santa Marta, o Papa Francisco baseou sua homilia no Evangelho proposto pela liturgia do dia.

O Evangelho narra que um homem que já estava doente por trinta e oito anos estava deitado junto a uma piscina chamada Betesda, em hebraico.

Cegos, coxos, paralíticos e também portadores de outras doenças costumavam ficar deitados próximo à orla da piscina esperando que as águas dela se movessem.




Foto: Gustavo Kralj-Gaudium Press 

Era uma crença generalizada que quando um anjo descia do céu e movimentasse as águas da piscina, o primeiro doente que nela entrasse, assim que suas águas se movessem, ficaria curado de qualquer doença.

Jesus passava por Betesda e viu esse homem ali deitado. Sabendo da situação em que ele se encontrava há tanto tempo, perguntou-lhe: 'Quer ficar curado?'

Quer ficar curado?

Francisco comentou esse episódio: "É belo, Jesus sempre nos diz ‘Quer ficar curado? Quer ser feliz? Quer melhorar a sua vida? Quer estar cheio do Espírito Santo?'... a palavra de Jesus... Todos os outros que estavam ali - doentes, cegos, paralíticos - disseram: ‘Sim, Senhor, sim!'.

Mas aquele homem de trinta e oito anos de doença, respondeu a Jesus:

‘Senhor, não tenho ninguém que me leve à piscina quando a água é agitada. Quando estou chegando, outro entra na minha frente'.

Era uma resposta-lamentação:

‘Veja, Senhor, como é ruim e injusta a vida comigo. Todos os outros podem entrar e se curar e eu estou doente há 38 anos, mas...'

Árvore de raízes secas: sempre lamentando

O Papa comentou que "Este homem era como a árvore plantada nos braços de um rio - como diz o primeiro Salmo - ‘mas tinha as raízes secas' e ‘as raízes não tocavam a água, não podiam extrair saúde das águas'":

"Isto se entende pelo comportamento, pelas lamentações... sempre tentando colocar a culpa no outro: ‘Mas são os outros que vão antes de mim, eu sou um coitadinho que está aqui há 38 anos...".

Este é um pecado feio, o pecado da preguiça, que é pior do que ter o coração morno, bem pior. É viver, mas ‘viver sem vontade de ir avante, de fazer alguma coisa na vida; é perder a memória da alegria'.

"Este homem não conhecia nem de nome a alegria, a havia perdido. Isto é pecado, é uma doença muito ruim". ‘Mas eu estou bem assim, me acostumei... A vida foi injusta comigo...'. "Sente-se o ressentimento, a amargura do seu coração", ainda comentou o Pontífice.

Era sábado...

Mas Jesus não o repreende, mas lhe diz: ‘Levanta-te, pega a tua cama e anda', lembrou Francisco. O paralítico se cura; mas era sábado, os Doutores da Lei lhe dizem que não lhe é permitido carregar a cama e lhe perguntam quem o havia curado naquele dia. ‘É contra a lei, este homem não é de Deus'. O Paralítico não tinha ainda agradecido Jesus, não lhe havia nem perguntado seu nome. "Levantou-se com a preguiça de quem vive porque o oxigênio é grátis", disse o Papa.

"Daqueles que vivem sempre vendo que os outros são mais felizes e vivem na tristeza, esquecendo-se da alegria. A preguiça, explicou o Santo Padre, é um pecado que paralisa, que nos deixa paralíticos, que não deixa caminhar. Hoje também o Senhor olha por todos nós; todos temos pecados, mas vendo este pecado, nos diz: ‘Levanta'":

Conhecer a alegria da Salvação

"Hoje o Senhor diz a cada um de nós: ‘Levanta, pega a tua vida como ela é: boa, ruim, como for, pegue-a e vá adiante. Não tenha medo, vai adiante, com a tua cama'.

‘Mas Senhor, não é o último modelo...'. ‘Vai avante! Com a cama ruim, mas avante!

É a sua vida e a sua alegria!'

"Quer ser curado? - é a primeira pergunta que o Senhor nos faz hoje. ‘Sim, Senhor'. ‘Levanta'.

Francisco recordou a antífona do início da missa, que ele considerou "tão bonito": ‘Vós, que tendes sede, vinde às águas -são grátis, não há pagamento- vinde e bebei com alegria'. E se dissermos ao Senhor ‘Sim, quero ser curado; sim, Senhor, ajuda-me porque quero me levantar', saberemos como é a alegria da salvação". (JSG)




segunda-feira, 27 de março de 2017

DIA 25 DE MARÇO


Eu já falei sobre a Encarnação de Jesus num artigo de 26/11/2011 (se você clicar na data vai poder lê-lo ou relê-lo). Hoje eu quero falar sobre a data em que comemoramos essa festa, nove meses antes do Natal, seguindo o tempo da gestação humana.
Dia 25 de março talvez não seja a data correta da anunciação do Anjo à Maria, e consequentemente, a encarnação de Jesus, pois não sabemos o dia real em que Jesus nasceu. Dia 25 de dezembro foi convencionado para combater o culto ao deus Sol dos romanos, no início do cristianismo. Jesus é o verdadeiro Sol, a fonte da verdadeira luz.
Entretanto, nesse dia (25 de março) era comemorado, na antiguidade, segundo cálculos complicados, a data da criação do mundo e da crucifixão de Jesus. Quem conta isso é o missal cotidiano, no dia da festa. Assim lá está escrito:
“Não foi apenas uma preocupação da exatidão cronológica que contribuiu para fixar a festa da Anunciação nove meses antes do nascimento do Senhor; cálculos eruditos e considerações místicas fixavam igualmente em 25 de março a data da crucifixão de Jesus e da criação do mundo”. (cf missal cotidiano, comentário inicial do dia 25 de março).
Pelo sim ou pelo não, a importância da data está no fato de que não foi no Natal que Jesus veio ao mundo, mas sim, nove meses antes, na data de sua encarnação, que comemoramos nesta data. Quando ele nasceu, já era um ser humano e já estava no mundo havia nove meses! Acho, portanto, que é uma data muito especial, tanto quanto à do seu nascimento.
Ao encarnar-se, Jesus, que até então era a Palavra de Deus, o Verbo de Deus, tornou-se carne: “E a Palavra (=o Verbo) de Deus se fez carne e habitou entre nós” (João1,14).
É impressionante também o trecho do livro da Sabedoria aplicada à encarnação de Jesus, embora os eruditos achem que se aplicaria mais à segunda vinda dele. É Sabedoria 18,14-15:
“Quando um tranquilo silêncio envolvia todas as coisas e a noite chegava ao meio de seu curso, a tua palavra onipotente, vinda do alto do céu, do seu trono real, precipitou-se como guerreiro impiedoso, no meio de uma terra condenada ao extermínio”.
Jesus veio salvar, não exterminar, mas um dia voltará, não como uma semente minúscula no útero de uma virgem, mas como juiz, para nos dar o prêmio prometido durante todos os séculos que o mundo terá durado, ou aquilo que escolhemos durante o tempo de nossa vida. Se escolhemos o bem, a glória eterna. Se escolhemos o mal, a perdição eterna.
Muitos não acreditam nisso e acho que nem chegaram até este ponto do texto. Mas ainda há esperança para todos nós. Basta nos “humilharmos sob a poderosa mão de Deus” (1Pe 5,6) e pedirmos perdão. O importante não é o pecado, mas pedir perdão dele a Deus, reconhecer os pecados. O maior pecado, contra o Espírito Santo, é não pedir perdão, ou porque achamos que não pecamos ou porque achamos que Deus não vai nos perdoar.

Vinte e cinco de março. Olhem quanto pano pra manga esse dia nos dá para meditar! Jesus deixou o céu para viver aqui na terra e, se isso não bastasse, deixou-se ficar por aqui na forma da Eucaristia. Ele nos ama infinitamente, pois é 100% Deus e 100% homem, e não quis ficar ausente de nós. Que pena que muitos não acreditam na presença real de Jesus na Eucaristia! É uma encarnação perene, à nossa frente, e que muitos rejeitam. Você já viu o milagre de Lanciano? Clique no link e veja, se ainda não viu. A hóstia e o vinho consagrados são, na verdade, esse mesmo Jesus que se encarnou numa data desconhecida mas que comemoramos no 25 de março. Que data maravilhosa!

Da Irmã Maria Helena Silva de Sena

(revisada por um amigo)
Era 25 de março, dia da Anunciação do Anjo a Maria e eu estava passando por um momento difícil . Senti, então, Jesus me mostrando o que aconteceu no dia da Anunciação do Anjo, ou seja, no dia de sua Encarnação aqui na terra:
“Hoje eu entrei como numa sementeira no útero de minha mãe, fiquei ali por nove meses e nasci. Assim também acontece com a natureza: o trigo entra na terra, um simples grãozinho, nasce, cresce e é colhido, é moído, vira farinha. O mesmo acontece com a uva: entra como um grãozinho, cresce, dá o fruto, é esmagada, moída, curtido e se transforma em vinho. Eu nasci, cresci, fui esmagado, crucificado, morto, mas ressuscitei. Agora isso está acontecendo com você: nasceu de uma semente, cresceu, está sendo amassada, pisoteada, mas isso é preciso para se santificar”.

Eu fiquei encantada com essa maravilhosa meditação. Foi um momento muito lindo, que não dá para descrever. Todo sofrimento equivale a esse processo de purificação do fruto, a fim de que possa servir melhor. O sofrimento é a nossa purificação, o esmagar do fruto, a fim de que dali possa brotar uma santidade agradável a Deus. Diz Hebreus 12, 10, que Deus permite o sofrimento na nossa vida “ Para que possamos nos purificar a fim de que Ele possa nos transmitir sua santidade”.

O MILAGRE DE LANCIANO



Para ver mais, clique aqui:







Custódia com a Sagrada Corpo e Sangue de Jesus (Hóstia e Sangue)




O Milagre Eucarístico de Lanciano foi um milagre que ocorreu no Século VIII, na cidade Itália de Lanciano. Durante uma missa, o celebrante (um monge da Ordem de São Basílio), teve sérias dúvidas quanto à verdade da transubstanciação (transformação do pão e vinho em Corpo e Sangue de Jesus). Então, milagrosamente viu a Hóstia converter-se em Carne viva e o vinho em Sangue vivo. 


A Hóstia-Carne apresentava, como ainda hoje se pode observar, uma coloração ligeiramente escura, tornado-se rósea se iluminada pelo lado oposto, e tinha uma aparência fibrosa; o Sangue era de cor terrosa (entre amarelo e o ocre), coagulado em cinco fragmentos de formas e tamanhos diferentes. O fato interessante do Milagre é que após exames científicos chegou-se as seguintes conclusões:


** A carne é carne verdadeira.


** O sangue é sangue verdadeiro.


Foto ampliada da Hóstia transformada em Carne


A Carne é do tecido muscular do coração (contém, em seção, o miocárdio, endocárdio, o nervo vago e, no considerável espessor do miocárdio, o ventrículo cardíaco esquerdo). A Carne e o Sangue são do mesmo tipo sangüíneo (AB) e pertencem à espécie humana. No Sangue foram encontrados, além das proteínas normais, os minerais Cloreto, Fósforo, Magnésio, Potássio, Sódio e Cálcio. As proteínas observadas no Sangue foram encontradas normalmente fracionadas em percentagem a respeito da situação soroproteínica do Sangue vivo normal, ou seja, é Sangue de uma PESSOA VIVA. A conservação da Carne e do Sangue, deixados em estado natural por doze séculos e expostos à ação de agentes físicos, atmosféricos e biológicos constituem um fenômeno extraordinário. O Sangue AB é o tipo de sangue encontrado no Santo Sudário.



Foto ampliada do Vinho transformado em Sangue

O milagre eucarístico de Lanciano segundo o cientista que comprovou sua autenticidade Laudo científico Fala o doutor Edoardo Linoli: Afirmou o doutor Edoardo Linoli que havia sustentado em suas mãos um verdadeiro tecido cardíaco, quando analisou anos atrás as relíquias do milagre eucarístico de Lanciano (Itália), o mais antigo dos conhecidos.


O fenômeno se remonta ao século VIII. Em Lanciano, na igreja dedicada a São Legonciano, um monge basiliano que celebrava a missa em rito latino, após a consagração, começou a duvidar da presença real de Cristo sob as sagradas espécies. Nesse momento, o sacerdote viu como a Sagrada Hóstia se transformava em carne humana e o vinho em sangue, que posteriormente se coagulou.


Na catedral estão custodiadas estas relíquias e podem ser vistas pelos visitantes. Professor de Anatomia e Histologia Patológica, de Química e Microscopia Clínica, e ex-chefe do Laboratório de Anatomia Patológica no Hospital de Arezzo, o doutor Linoli foi o único que analisou as relíquias do milagre de Lanciano. Seus resultados suscitaram um grande interesse no mundo científico.


Em novembro de 1970, por iniciativa do arcebispo de Lanciano, Dom Pacífico Perantoni, e do ministro provincial dos Conventuais de Abruzzo, contando com a autorização de Roma, osFranciscanos de Lanciano decidiram submeter a exame científico as relíquias. Encomendou-se a tarefa ao professor Linoli, ajudado pelo professor Ruggero Bertelli –da Universidade de Siena.


Com a maior atenção, o professor Linoli extraiu partes das relíquias e submeteu a análise os restos de «carne e sangue milagrosos». Em 4 de março de 1971 apresentou os resultados. Evidenciam que a Carne e o Sangue eram com segurança de natureza humana. A Carne era inequivocamente tecido cardíaco, e o Sangue era verdadeiro e pertencia ao grupo AB. O professor Linoli explicou que, «pelo que diz respeito à Carne, encontrei-me na mão com o endocárdio. Portanto não há dúvida alguma de que se trata de tecido cardíaco». 


Quanto ao sangue, o cientista sublinhou que «o grupo sanguíneo é o mesmo do Homem do Santo Sudário de Turim, e é particular porque tem as características de um homem que nasceu e viveu nas zonas do Oriente Médio». «O grupo sanguíneo AB dos habitantes do lugar de fato tem uma porcentagem que vai de 0,5 a 1%, enquanto que na Palestina e nas regiões do Oriente Médio é de 14-15%», apontou.


A análise do professor Linoli revelou também que não havia na relíquia substâncias conservantes e que o sangue não podia ter sido extraído de um cadáver, porque se haveria alterado rapidamente. O informe do professor Linoli foi publicado em «Quaderni Sclavo di diagnostica clinica e di laboratório» (1971, fasc 3, Grafiche Meini, Siena). Em 1973, o conselho superior da Organização Mundial da Saúde (OMS) nomeou uma comissão científica para verificar as conclusões do médico italiano.


Os trabalhos se prolongaram 15 meses com um total de quinhentos exames. As conclusões de todas as investigações confirmaram o que havia sido declarado e publicado na Itália. O extrato dos trabalhos científicos da comissão médica da OMS foi publicado em dezembro de 1976 em Nova York e em Genebra, confirmando a impossibilidade da ciência de dar uma explicação a este fenômeno.


O professor Linoli participa esta quinta-feira no Congresso sobre os milagres eucarísticos organizado pelo Master em Ciência e Fé do Ateneu Pontifício Regina Apostolorum (Roma), em colaboração com o Instituto São Clemente I Papa e Mártir, com ocasião do Ano Eucarístico que a Igreja universal celebra até outubro. «Os milagres eucarísticos são fenômenos extraordinários de diferente tipo», explicou o diretor do Congresso, o padre Rafael Pascual LC, em «Rádio Vaticano»: «por exemplo, há a transformação das espécies do pão e do vinho em Carne e Sangue, a preservação milagrosa das Hóstias consagradas, ou algumas Hóstias que vertem sangue».


«Na Itália, há vários lugares onde ocorreram estes milagres eucarísticos –declarou–, mas também os encontramos na França, Alemanha, Holanda, Espanha» e alguns «na América do Norte».


(LEIA: MILAGRE EUCARÍSTICO DE LANCIANO (parte 2) - PARA VER O VÍDEO SOBRE O MILAGRE)

(Laudo científico – fonte: www.zenit.org)

tirado do site 



sábado, 18 de março de 2017

quarta-feira, 15 de março de 2017

SÃO JOSÉ





Redação (Terça-feira, 14-03-2017, Gaudium Press) A melhor maneira de preparar-se para as comemorações da solenidade de um Santo é relembrar suas virtudes e admirá-las.


Aproxima-se o dia da solenidade de São Jose e nada mais natural, portanto, que relembrar suas tantas e tantas virtudes que o colocam no ápice da santidade.

Comparar os santos não é coisa conveniente, porém, nada mais justo do que destacar suas qualidades e reverenciar os dons e graças cumuladas em sua alma pelo Senhor.

Que graças recebeu ele para poder ser escolhido como esposo da Santíssima Virgem. Que virtudes deveria ter este homem para poder ser esposo da Mae de Deus. Vamos ter tempo para comentar isto...

Hoje, trazemos justificativas para um título que a Igreja mesma ratificou pelo Decreto Quemadmodum Deus, da Sagrada Congregação dos Ritos: São Jose, Patrono da Igreja Católica. Deste Decreto extraímos alguns excertos.

****************

Assim como Deus constituiu José, filho do patriarca Jacó, governador de toda a terra do Egito, para que assegurasse ao povo seu sustento, do mesmo modo, ao chegar a plenitude dos tempos, quando ia enviar à terra o seu Unigênito para a salvação do mundo, designou este outro José, do qual o primeiro era um símbolo, e o constituiu senhor e príncipe de sua casa e de seus bens, e o elegeu como guarda de seus tesouros mais preciosos. Pois ele teve por esposa a Imaculada Virgem Maria, da qual por obra do Espírito Santo nasceu Nosso Senhor Jesus Cristo, considerado pelos homens como filho de José, a quem esteve submisso. Aquele que tantos reis e profetas anelaram contemplar, este José não somente viu, mas conversou com Ele, abraçou-O, beijou-O com afeto paternal; e com solícita atenção, alimentou a quem o povo fiel consumiria como pão descido do Céu para a vida eterna.

Por essa sublime dignidade que Deus conferiu a seu servo bom e fidelíssimo, a Igreja sempre o venerou - depois de sua esposa, a Virgem Mãe de Deus - com suma honra e louvores, e implorou sua intercessão nos momentos de angústia.

Visto que nestes tristíssimos tempos, a mesma Igreja é atacada em toda parte por seus inimigos e se vê oprimida por tão grandes calamidades que os ímpios parecem fazer prevalecer sobre ela as portas do inferno, os veneráveis Bispos de todo o orbe católico, em nome próprio e dos fiéis a eles confiados, elevaram suas preces ao Sumo Pontífice, para que se dignasse constituir São José como patrono da Igreja. E ao serem renovadas com mais força essas petições e votos durante o Santo Concílio Ecumênico Vaticano, nosso Santíssimo Papa Pio IX, comovido pela lamentável situação destes tempos, para pôr a si mesmo e a todos os fiéis sob o poderosíssimo patrocínio do Santo Patriarca José, quis atender os desejos dos Bispos e solenemente o declarou Patrono da Igreja Católica.


Sagrada Congregação dos Ritos.

Excerto do Decreto "Quemadmodum Deus",

8/12/1870 - ASS 6 (1870), 193-194



PUBLICAÇÃO AUTORIZADA.

domingo, 12 de março de 2017

ACESSEM O GOTAS DA PALAVRA!



VAMOS PRESTIGIAR ESSE SITE TÃO NECESSÁRIO, O GOTAS DA PALAVRA!VALE A PENA ASSINAR! LEIA E VEJA COMO FAZER



Site Gotas da Palavra há 12 anos evangelizando



Há exatos 12 anos no ar, o site “Gotas da Palavra”,com o envio das reflexões do evangelho dominical, foi uma ideia surgida na Paróquia São Benedito – Sorocaba.



Alexandre Moltocaro, que havia ficado um tempo trabalhando em Brasília no ano de 2000, era leitor do Folheto

de Missa onde o Arcebispo D. José Freire Falcão fazia um apanhado da liturgia em uma linguagem acessível e  convidativa.


De volta a Sorocaba, Alexandre pensou em um serviço de evangelização pela internet e expôs a ideia
aos amigos José Luiz Garcia e Padre José Antonio, que não só a aprovaram como deram-lhe o maior apoio.

Como surgiu o ‘Gotas’

O padre José Antonio deu o nome de serviço bíblico litúrgico “Gotas da Palavra”, ou seja, pedacinhos, excertos, pequenas reflexões... gotas da Palavra de Deus, resumindo assim os objetivos do trabalho onde a princípio foram divididos, cabendo ao José Luiz o contato com os futuros colaboradores, Alexandre com o serviço de cadastro dos leitores e envio de e-mails.


Alexandre conta que foi muito importante no início o trabalho do Luciano Digiampietri, que era o responsável pelo site da Comunidade Jovem Vida e que fraternalmente disponibilizou o site para as reflexões do ‘Gotas’, que ali ficava disponível para acesso dos interessados, além dos cadastros dos que já recebiam os textos por e-mail.

O que o ‘Gotas’ oferece hoje

Alexandre explicou que “nos dias de hoje, o Gotas tem um site próprio, simples, cujo endereço é

https://sites.google.com/site/gotasdapalavra, e que oferece: a reflexão dominical, uma apresentação dos colaboradores, artigos e reflexões locais ou da CNBB. O atual quadro de colaboradores é composto por:



Pe. José Antonio Leite de Oliveira

(Reitor do Seminário da Aparecidinha),






Pe. Manoel Júnior

(Santa Rosália e Santa Rita)



           


Pe. Rodolfo (N. Sra.Aparecida – Vl. Angélica)


Pe. Ricardo Cirino Vaz (N. Sra. Aparecida – Cajuru)






Diácono José da Cruz (N. Sra. da Consolata – Votorantim)







Nádia Corradi (teóloga e da Pastoral Arquidiocesana da Catequese),





e José Luiz Garcia (leigo - São Benedito – Vl. Carvalho).


“Foi o Padre José Antonio que elaborou nossa 1ª reflexão, do 1º Domingo do Advento de 2000. Também merece uma menção especial a Irmã Timótea, OSB (que atualmente está servindo a ordem na Europa e África, depois de muitos anos de dedicação no Brasil e na Argentina).

Ela também foi nossa colaboradora desde o início, por muitos anos”, concluiu Alexandre.

Nesse tempo de vida, contou com outros colaboradores, como: Pe. João Orsi, Pe. João Alampe, Pe. Fábio Ferreira, Pe. José Amaro, Pe. Carlos Meira e Pe. Alfieri Eduardo Bompani.

Também dois colaboradores que deixaram saudades, o Pe. Ricardo Dias Neto e Pe. Fernando Barreto, falecido recentemente.

A novidade é que os 431 assinantes cadastrados espalhados pelo Brasil e até mesmo no Exterior, recebem também as reflexões do evangelho diário, entre eles alguns religiosos, Sacerdotes e Diáconos. “Há assinantes que retransmitem o Gotas para os seus contatos, por isso é difícil saber quantas pessoas na verdade são atingidas com as reflexões.

O objetivo do Gotas hoje é chegar ao maior número de pessoas por e-mail, e a melhor propaganda é aquela feita boca a boca pelos assinantes”.


Caixas postais cheias, endereços eletrônicos que mudaram e não foram informados, são algumas das dificuldades encontradas pelo editor que faz um último apelo: “Estamos abertos a pessoas ligadas à igreja, que sabem desenvolver sites e queiram colaborar, pois estamos pensando em colocar as reflexões diárias também no site e enriquecê-lo com mais conteúdo deixando-o mais vistoso”.

Quem quiser receber o Gotas regularmente, como assinante, deve enviar uma mensagem para gotasdapalavra@gmail.com   informando nome, idade, paróquia e cidade.

O serviço é gratuito.


Alexandre Moltocaro, editor do Gotas.





sexta-feira, 10 de março de 2017

CELIBATO OPCIONAL PARA OS PADRES

Em entrevista, Francisco rejeita celibato ‘opcional’ para os padres (alega que na Igreja Oriental, em comunhão com a Igreja Católica, homens casados podem ser ordenados padres mas a crise de falta de padres também está forte)

Cidade do Vaticano (Quinta-feira, 09-03-2017, Gaudium Press) O jornal alemão Die Zeit entrevistou o Papa Francisco.



A entrevista que acaba de ser divulgada foi realizada em italiano e foi concedida ao jornalista, editor-chefe deste jornal de Hamburgo, na Alemanha. Diferentes assuntos foram abordados. Entre eles, tratou-se da questão vocacional, mais concretamente, da crise vocacional.

O que pensa Francisco

Francisco afirmou ao ‘Die Zeit' que o celibato "opcional" para os padres católicos "não é uma solução" para a crise de vocações, mas ele admitiu que, neste campo, pode-se valorizar o papel dos homens casados.
Concretamente, ele se referia à proposta de ordenar homens de confiança, casados, de comprovada fé e virtude. Aqueles que na linguagem eclesiástica são designados pela expressão ‘viri probati'.
"Teríamos de considerar que tarefas poderiam eles desempenhar, por exemplo nas comunidades isoladas", disse Francisco.
Como é sabido, a Igreja Católica de rito latino admite atualmente que homens casados subam ao primeiro grau do sacramento da Ordem, o diaconado.
O diaconado permanente foi restaurado pelo Concílio Vaticano II (1962-1965). A ele podem ser admitidos homens casados que tenham mais de 35 anos de idade, mas não acontece o mesmo com o segundo grau do sacramento da Ordem, o sacerdócio. Pois, o diaconado transitório, exercido por candidatos ao sacerdócio, só é concedido a homens solteiros.
Um "enorme problema"
A queda do número de candidatos ao sacerdócio é um "enorme problema" para a Igreja Católica, admitiu o Papa. Ele defendeu a ideia de que é necessário "trabalhar com os jovens que procuram orientação", uma temática que vai será desenvolvida dentro da pauta do próximo Sínodo dos Bispos, em 2018.
Francisco recordou para o jornal que "Muitas paróquias estão nas mãos de mulheres dedicadas que nos domingos conduzem as orações. É um problema a falta de vocações. É um problema que a Igreja deve resolver", enfatizou, pois, onde não há sacerdotes falta a Eucaristia e "uma Igreja sem Eucaristia não tem força".
Baixa taxa de natalidade
Francisco afirmou ainda que nos países ocidentais, o problema tem um agravamento por causa da baixa taxa de natalidade: porque "se não há crianças, não haverá sacerdotes".
O Papa lamentou outro fato que tem trazido problemas para a Igreja: a constatação de que alguns jovens são ordenados sacerdotes não "por vocação".
Padres das Igrejas Orientais em comunhão com Roma
Para os sacerdotes da Igreja Católica de rito latino, o celibato é obrigatório. Nas Igrejas Orientais em comunhão com Roma, dentro de normas específicas, pode ser ordenado um homem casado. Porém, depois de ordenados, eles devem seguir o celibato e, portanto, não podem casar-se.
No Sínodo dos Bispos realizado em 2005 considerou-se que a ordenação sacerdotal dos ‘viri probati' não seria uma solução. Na ocasião, foi dado como exemplo a situação pela qual passam as Igrejas Orientais ligadas a Roma: "elas têm padres casados, mas que sofrem, apesar disso, de crise de vocações". (JSG)




quarta-feira, 8 de março de 2017

PAPA: TUDO E NADA!



PAPA FRANCISCO

MEDITAÇÕES MATUTINAS NA SANTA MISSA CELEBRADA NA CAPELA DA CASA SANTA MARTA

Tudo e nada

Terça-feira, 28 de fevereiro de 2017



Publicado no L'Osservatore Romano, ed. em português, n. 09 de 2 de março de 2017

«Contente, Senhor, contente!»: o rosto sorridente de um santo contemporâneo, o chileno Alberto Hurtado, o qual até nas dificuldades e sofrimentos garante ao Senhor que é «feliz», contrapôs-se àquele «entristecido» do «jovem rico» evangélico na meditação do Papa. São os dois modos de responder ao dom e à proposta de vida que Deus oferece ao homem e que o Pontífice sintetizou com a expressão: «Tudo e nada».

A homilia de Francisco inspirou-se numa consideração sobre a liturgia destes «três últimos dias antes da Quaresma» na qual é apresentada a «relação entre Deus e as riquezas». No Evangelho de domingo, recordou, «o Senhor foi claro: não se pode servir a Deus e às riquezas. Não se podem servir a dois patrões, a dois senhores: ou tu serves a Deus ou às riquezas». E na segunda-feira «foi proclamada a história daquele jovem rico, que queria seguir o Senhor mas no final era tão rico que escolheu as riquezas». Um trecho evangélico (Mc 10, 17-27) no qual se evidencia a advertência de Jesus: «Como é difícil que um rico entre no reino dos céus. É mais fácil que um camelo passe pelo fundo de uma agulha», e a reação dos discípulos «meio assustados: “Mas quem se pode salvar?”».

Hoje a liturgia continua a propor o trecho de Marcos, examinando a reação de Pedro (10, 28-31), que diz a Jesus: «Tudo bem e nós?». Parece quase, comentou o Papa, que Pedro com a sua pergunta — «Eis que deixamos tudo e te seguimos. O que nos cabe?» — apresente «a conta ao Senhor», como numa «conversa de negócios». Na realidade, explicou o Pontífice, provavelmente não era «aquela a intenção de Pedro», que evidentemente «não sabia o que dizer: “Sim, ele foi embora, mas nós?”». 

Em todo o caso, «a resposta de Jesus é clara: “Em verdade vos digo: Ninguém há que tenha deixado tudo sem receber tudo». Não há meias-medidas: «Eis, deixamos tudo», «Recebereis tudo». Ao contrário, há «aquela medida transbordante com a qual Deus concede os seus dons: “Recebereis tudo. Ninguém há que tenha deixado casa ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou filhos, ou terras por causa de mim e por causa do Evangelho que não receba, já neste século, cem vezes mais casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e terras, e no século vindouro a vida eterna”. Tudo».

Esta é a resposta, disse o Pontífice: «O Senhor não sabe conceder menos que tudo. Quando ele concede algo, doa-se a si mesmo, que é tudo».

Contudo, uma resposta da qual sobressai uma palavra que «nos faz refletir». De facto, Jesus afirma que «se recebe já neste século, cem vezes mais casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e terras com perseguições». Portanto «tudo e nada». Explicou o Papa: «Tudo na cruz, tudo com perseguições, juntamente com as perseguições».

 Porque se trata de «entrar noutro modo de pensar, noutra maneira de agir». Com efeito, «Jesus doa-se totalmente a si mesmo, porque a plenitude de Deus é aniquilada na cruz». Eis então o «dom de Deus: a plenitude aniquilada». Eis então também o «estilo do cristão: procurar a plenitude, receber a plenitude aniquilada e seguir por aquele caminho». Certamente, um compromisso que «não é fácil».

Mas o Papa, seguindo a sua meditação, foi além e perguntou: «qual é o sinal que indica que progrido neste dar tudo e receber tudo?». O que faz compreender que estamos no caminho certo? A resposta, disse, encontra-se na primeira leitura do dia (Eclo 35, 1-15), onde se lê:

 «Dá glória a Deus de bom coração e nada suprimas das primícias das tuas mãos. Faz todas as tuas oferendas com um rosto alegre, consagra os dízimos com alegria. Dá ao Altíssimo conforme te foi dado por ele, dá de bom coração de acordo com o que as tuas mãos ganharam, pois o Senhor retribui a dádiva».

 Portanto, «de bom coração, rosto alegre, alegria...». Explicou o Pontífice: «O sinal que percorremos o caminho do tudo e nada, da plenitude aniquilada, é a alegria».

Não foi por acaso que «o jovem rico abatido no semblante, foi embora entristecido». Não fora «capaz de receber, de acolher a plenitude aniquilada». Ao contrário, explicou o Papa, «os santos, o próprio Pedro, receberam-na. E no meio das provações, das dificuldades mantiveram o rosto alegre, os olhos contentes e a alegria no coração. Este é o sinal».

Neste ponto o Papa recorreu a um exemplo tirado da vida da Igreja contemporânea: «Recordo-me — disse — de uma frase pequenina de Santo Alberto Hurtado, chileno. Trabalhava sempre, com dificuldade após dificuldade... Trabalhava pelos pobres». É um santo que «foi perseguido» e teve que enfrentar «muitos sofrimentos». Mas «quando era aniquilado na cruz» dizia: «Contente, Senhor, contente». «Feliz, Senhor, feliz»

Que Santo Alberto, concluiu o Pontífice, «nos ensine a percorrer este caminho, nos conceda a graça de caminhar nessa estrada um pouco difícil do tudo e nada, da plenitude aniquilada de Jesus Cristo e de dizer sempre, sobretudo nas dificuldades: “Contente, Senhor, contente”».

sábado, 4 de março de 2017

SANTA TERESINHA 02

SANTA TERESINHA DO MENINO JESUS




POESIA
O meu canto de hoje


1. A minha vida é um só instante, uma hora passageira
A minha vida é um só dia que me escapa e me foge
Tu sabes, ó meu Deus! Para amar-Te na terra
Só tenho o dia de hoje!…

2. Oh! Amo-Te, Jesus! A minha alma por Ti suspira
Sê por um só dia o meu doce apoio.
Vem reinar no meu coração, dá-me o teu sorriso
Somente por hoje!

3. Que me importa, Senhor, se o futuro é sombrio?
Nada posso pedir-Te, oh não, para amanhã!…
Conserva-me o coração puro, cobre-me com a tua sombra
Somente por hoje.

4. Se penso em amanhã, temo a minha inconstância
Sinto nascer em mim a tristeza e o desgosto.
Mas aceito, meu Deus, a prova, o sofrimento
Somente por hoje.

5. Quero ver-Te em breve nas margens eternas
Ó Divino Piloto! Cuja mão me conduz.
Nas ondas alterosas guia em paz a minha barca
Somente por hoje.

6. Ah! Deixa-me, Senhor, esconder na tua Face,
Onde já não ouvirei o ruído vão do mundo
Dá-me o teu amor, conserva-me na tua graça
Somente por hoje.

7. Junto do teu Coração divino, esqueço tudo o que passa
Já não receio os pavores da noite
Ah! Dá-me, Jesus, um lugar nesse Coração
Somente por hoje.

8. Pão vivo, Pão do Céu, divina Eucaristia
Ó Mistério sagrado!que o Amor produziu…
Vem habitar no meu coração, Jesus, minha Hóstia branca
Somente por hoje.

9. Digna-Te unir-me a Ti, Vinha Santa e sagrada
E a minha frágil vergôntea dar-Te-á o seu fruto
E poderei oferecer-Te um cacho dourado
Senhor, desde hoje.

10. Este cacho de amor, cujos bagos são almas
Para o formar só tenho este dia que foge
Ah! dá-me, Jesus, o ardor de um Apóstolo
Somente por hoje.

11. Ó Virgem Imaculada! Tu és a Doce estrela
Que me dás Jesus e me unes a Ele.
Ó Mãe! Deixa-me repousar sob o teu manto
Somente por hoje.

12. Santo Anjo da Guarda, cobre-me com as tuas asas
Ilumina com a tua luz o caminho que eu sigo
Vem dirigir-me os passos… ajuda-me, por ti chamo
Somente por hoje.

13. Senhor, eu quero ver-Te, sem véu, sem nuvem,
Mas ainda exilada, longe de Ti, desfaleço
Que o teu adorável rosto de mim seja escondido
Somente por hoje.

14. Voarei em breve para cantar os teus louvores
Quando o dia sem ocaso brilhar sobre a minha alma
Então eu cantarei com a lira dos Anjos
O Eterno Hoje!…






1º de Outubro - Dia de SANTA TERESINHA DO MENINO JESUS.



Desde 1997, chamo Santa Teresinha de minha Amiguinha do Céu... ela tem me ensinado muito... ela já nos conhece e tem derramado sobre nós uma Chuva de Rosas... de Bençãos...

Sua mensagem pode ser resumida em quatro pontos:
sigamos o caminho da simplicidade;
entreguemo-nos com todo nosso ser ao amor;
em tudo busquemos fazer cumprir a vontade de Deus;
e que o zelo pela salvação das pessoas devore nossos corações. 
A padroeira das missões

No dia 14 de dezembro de 1927, o Papa Pio XI proclamou "Santa Teresa do Menino Jesus padroeira principal de todos os missionários, homens e mulheres, e de todas as missões existentes em toda a terra, com São Francisco Xavier e com todos os direitos e privilégios que convêm a este título".

Teresinha nada realizou que merecesse aplausos do mundo. Não fundou mosteiros como Teresa d'Ávila, nem foi viver no meio dos leprosos como Francisco de Assis. Deus a convidou a realizar miudezas, coisas insignificantes. Deu-lhe a missão de nos lembrar o valor dos "pequenos nadas".

Chamou-a para que ela nos revelasse a estrada do abandono em Suas mãos. E Teresinha não decepcionou o seu Bem-Amado. Ela nos mostra o quanto é salutar aceitarmos nossos próprios limites e assumir a nossa pequenez, sem nos envergonharmos de nossa humanidade. Nada há de extraordinário na vida dessa monja. O que há de especial em Teresinha é a simplicidade com que amou a Deus.

Nunca pôde deixar o seu Carmelo para ir evangelizar em terras distantes, embora tenha acalentado o sonho de ir para o Oriente e ali viver sua vocação ao amor. Seu desejo de ser missionária era tão intenso que chega a confessar que não desejava sê-lo somente durante alguns anos, mas desde a criação até a consumação dos séculos. Além do mais afirma que uma só missão não lhe bastaria. Manteve correspondência com dois missionários, a quem extravasava seus ideais de partir em missão.


O ardor missionário de Teresinha se manifesta no seu zelo em salvar almas, isto é, conduzir as pessoas a Deus, fazendo-as cientes do quão são amadas pelo Senhor Misericordioso. Sua missão é fazer Deus amado, adorado, por seu amor, por sua bondade. No Carmelo compreendeu que sua missão era "fazer amado o Rei do céu, submeter-lhe o reino dos corações..."

Teresinha amplia o conceito de missão, levando-nos a compreender que, pela oração, também podemos nos tornar missionários. 

A oração é o sustento da ação missionária. A eficácia da evangelização depende da união com Deus. O trabalho de um apóstolo será mais eficaz se ele for um contemplativo. Um contemplativo será tanto mais autêntico quanto mais apostólica for sua intenção.


Neste sentido, Teresinha foi uma apóstola, uma autêntica missionária pois ajudou, pela oração e por sacrifícios, os missionários, participando de seus trabalhos através de seu coração solidário, sedento de conduzir as pessoas ao conhecimento do amor misericordioso de Deus.


Para a Padroeira das Missões, a oração é uma arma invencível que Jesus lhe deu para tocar as pessoas. Muito mais que as palavras, a oração sensibiliza, testemunha, conforta e transmite esperança. Nossa vida de oração poderá estimular a santificação das pessoas através da atenção aos sinais da presença de Deus nos acontecimentos. 




A Santa de Lisieux nos ensina por sua vida que a contemplação é o alicerce da missão. É necessário cultivar uma espiritualidade substanciosa, radicada no Evangelho, marcada pela necessidade de estarmos na presença de Deus numa atitude de adoração e escuta. Missão que não é sedimentada na oração não oferece resultados.



Santa Teresinha, padroeira das missões, intercede junto a Jesus por todos os missionários e missionárias, por aqueles que deixam suas famílias para anunciar o Evangelho em terras distantes. Para que possamos entender que todo cristão é chamado a ser missionário em sua própria família, em sua escola, em seu trabalho. Anunciar, evangelizar, espalhando a boa notícia de Jesus é tarefa de todos!

SANTA TERESINHA DO MENINO JESUS, Rogai por nós...

Que JESUS pelas Mãos de Santa Teresinha derrame sobre nós uma Chuva de Rosas... uma Chuva de Bençãos...


Bjs no coração com perfume de ROSAS...


MARIA Angela


SANTA TERESINHA 01



           



veja um filme bonito sobre esta santa clicando neste blog: www.jsmcl.blogspot.com

Biografia

"Não quero ser Santa pela metade, escolho tudo".


Santa Teresinha do Menino Jesus nasceu em Alençon (França), no dia 2 de janeiro de 1873, sendo batizada dois dias depois na igreja de Notre-Dame com o nome de Marie Françoise Thérèse. Seu pai, Louis Martin, relojoeiro e joalheiro, que aos 20 anos tentara ser monge da Ordem de São Bernardo, está perto dos 50 anos quando nasce sua nona filha. Sua mãe, Zélie Martin, famosa bordadeira do conhecido "ponto de Alençon", gera Teresa aos 41 anos. Vítima de câncer, essa piedosa mulher falece no dia 28 de agosto de 1877. 


Aos três anos, a pequena Teresa já está decidida a não recusar nada ao Bom Deus. Louis Martin transfere-se com as cinco filhas para a cidade de Lisieux, por sugestão do cunhado, Senhor Guérin. Os outros irmãos morreram ainda pequenos. Aí, cercada pelo carinho do pai que chama sua caçula de "minha rainha" e pela ternura das irmãs, Teresa recebe uma formação exigente e cheia de piedade. Suas irmãs se chamam Maria, Paulina, Leônia e Celina. 




Na festa de Pentecostes de 1883, ela é milagrosamente curada de uma enfermidade através de um sorriso que lhe oferece a Virgem Maria. Educada pelas monjas beneditinas, até outubro de 1885, completa seus estudos em casa sob a orientação de Madame Papineau. Fez a primeira comunhão em 8 de maio de 1884, depois de uma intensa preparação. Este grande dia marca a "fusão" de Teresinha com Jesus.




No dia 14 de junho do mesmo ano recebe o sacramento da Crisma, muito consciente dos dons que lhe são implantados no coração. No Natal de 1886 vive uma profunda experiência espiritual, uma virada decisiva em sua vida, que ela chama de conversão: aos 13 anos, a menina chorosa e caprichosa, conforme seu próprio testemunho abandona os cueiros da infância. Supera a fragilidade emotiva conseqüente da perda da mãe e inicia uma corrida de gigante no caminho da perfeição.


Põe-se a pensar seriamente em abraçar a vida religiosa como monja carmelita, a exemplo de suas irmãs Maria e Paulina, no Carmelo de Lisieux, mas é impedida em seu sonho devido à pouca idade. Por ocasião de uma peregrinação à Itália, depois de visitar Loreto e alguns pontos de Roma, numa audiência concedida pelo Papa Leão XIII a um grupo de peregrinos de Lisieux, no dia 20 de novembro de 1887, audaciosamente ela suplica ao Santo Padre a permissão para ingressar no Carmelo aos 15 anos de idade.

No dia 9 de abril de 1888, após muitas dificuldades, consegue realizar seu sonho e é aceita na clausura do Carmelo. Recebe o hábito da Ordem da Virgem no dia 10 de janeiro do ano seguinte. Emite seus votos religiosos no dia 8 de setembro de 1890, festa da Natividade da Virgem Maria. Inicia no Carmelo o caminho da perfeição traçado pela Madre Fundadora, Santa Teresa de Jesus, cumprindo com fervor e fidelidade os ofícios que lhe são confiados.

Começa sua escalada na montanha do amor, descobrindo o amor e a misericórdia de Deus como os maiores tesouros de sua vida. Encontra o Pequeno Caminho, a essência de sua espiritualidade, via de total abandono e entrega nas mãos de Deus. Em 1893 é nomeada auxiliar de Madre Gonzaga na formação das noviças. Em 27 de setembro de 1894, um grande golpe açoita o coração: falece seu pai, seu Rei.


Em 1895, por obediência, começa a escrever suas memórias que serão publicadas, após sua morte, com o título História de uma Alma. Este livro será responsável pela divulgação da vida e espiritualidade de Santa Teresinha no mundo inteiro, sendo traduzido em 58 línguas.



No dia 9 de junho de 1895, na festa da Santíssima Trindade, oferece-se vítima de holocausto ao Amor Misericordioso de Deus. Em 3 de abril do ano seguinte, na noite entre a Quinta-feira e a Sexta-Feira Santa, tem uma primeira manifestação da doença que a levará à morte. Teresa não se rebela.







Acolhe sua enfermidade como a misteriosa visita do Esposo Divino. Serão 27 meses de terrível martírio. Começa uma prova de fé, mas manter-se-á firme até o fim, sem jamais rebelar-se. Tudo aceita com paciência e amor. Chega a dizer que jamais pensou que fosse capaz de sofrer tanto.


Tendo piorado a sua saúde, em 8 de julho de 1897 é conduzida à enfermaria do Carmelo. Suas irmãs e as outras monjas, no afã de não perder nenhuma de suas palavras, anotam tudo que ela diz entre dores atrozes e gemidos. Pouco antes de morrer, sem o menor consolo, exclamou:


Não me arrependo de haver-me entregue ao amor.


Às 19 horas do dia 30 de setembro de 1897 fixou os olhos no crucifixo e exclamou: Meu Deus, eu Te amo. Depois de um êxtase que teve a duração de um Credo, expirou. Obscura e anônima, parte para os braços do Pai a humilde carmelita que um dia será chamada a maior Santa dos tempos modernos.














O Papa Pio XI a canonizou no dia 17 de maio de 1925. No dia 9 de junho de 1897 havia prometido fazer cair uma chuva de rosas sobre o mundo. No dia 17 de julho explicara melhor em que consistiria esta chuva:

Eu quero passar o meu céu fazendo o bem sobre a terra.

No dia 1º de agosto havia profetizado:

Ah, eu sei que o mundo inteiro me amará. 

De fato, inúmeros prodígios são atribuídos à sua intercessão. A leitura e meditação de História de uma Alma vem causando incontáveis conversões. Sua mensagem pode ser resumida em quatro pontos: 


sigamos o caminho da simplicidade; 

entreguemo-nos com todo nosso ser ao amor; 

em tudo busquemos fazer cumprir a vontade de Deus; 

e que o zelo pela salvação das pessoas devore nossos corações. 

TERESINHA DAS ROSAS

(Tirado de: http://teresinha.com/



No dia 11 de março de 1873, não sabendo mais o que fazer para curar sua pequena Thérèse de uma gastrenterite, Zélie Martin resolveu ir a Sémaillé, um vilarejo próximo a Alençon, à procura de uma senhora chamada Rose Taillé para ser a ama-de-leite de sua caçula. Assim, de 16 de março de 1873 a 2 de abril de 1874, Teresa viveu nesse lugar, cujos habitantes tinham um gracioso costume: presentearem-se, por qualquer motivo, com flores. A precoce convivência com essa variedade de perfumes certamente terá despertado em nossa Santa uma paixão que a dominará até o fim de seus dias: as flores, especialmente as rosas. 


Uma referência importante ao seu amor indistinto pelas rosas, pode ser encontrada numa carta dirigida à prima Maria Guérin no dia 18 de agosto de 1887: "Amo tanto uma bela rosa branca, quanto uma rosa vermelha". É também conhecido o enorme prazer com que lançava pétalas de rosas para o alto quando via passar o ostensório com o Santíssimo Sacramento. Madre Inês, sua irmã de sangue, relata que, no dia 14 de setembro de 1897, poucos dias antes de seu falecimento, Teresinha ganhou uma rosa e a desfolhou sobre o crucifixo de forma muito carinhosa. Algumas pétalas caíram ao chão da enfermaria. Muito seriamente, a santa teria afirmado: "Ajuntai bem estas pétalas, minhas irmãzinhas, elas vos servirão a dar alegrias, mais tarde... Não percam nenhuma..."


Gostava de cobrir de pétalas o seu crucifixo, de forma muito cuidadosa, retirando pacientemente as pétalas murchas. No entanto, não lançava flores em ninguém. A mesma Madre Inês conta que, certa vez, colocou-lhe rosas nas mãos, pedindo-lhe que as atirasse em alguém, como sinal de afeto. A santa recusou-se a fazê-lo, considerando que só lançava rosas para seu amado Jesus.


Em “História de uma Alma” Santa Teresinha aproveita a imagem da rosa para ilustrar um elemento importante de sua "Pequena Via": "Compreendi que o brilho da rosa... não tira o perfume da pequena violeta... Compreendi que, se todas as florzinhas quisessem ser rosas, a natureza perderia seu enfeite primaveril..." Por isso, ela conclui, que Deus criou "os grandes santos que podem ser comparados.... às rosas". Podemos entender que as rosas são os gigantes da fé, os grandes santos. As violetas são as almas pequenas que trilham o pequeno caminho. 


Quem tanto amava as rosas, vai prometer, quase ao fim da vida, que fará chover rosas sobre o mundo. Com esta promessa estava se prontificando a interceder pela humanidade junto a Deus. As conhecidas afirmações “Passarei o meu céu fazendo o bem sobre a terra” e “Depois de minha morte mandarei uma chuva de rosas” foram evocadas pela Irmã Maria do Sagrado Coração em seu depoimento no Processo de Beatificação da padroeira dos missionários. Após sua morte os milagres irão se multiplicar. Quem prometeu continuar sua missão no céu, trabalhando para o bem das almas, nunca frustrou os que confiam em sua oração. Ainda hoje são muitos os relatos de curas, milagres e conversões realizados por intermédio da humilde carmelita. 

Se a evocação contínua às rosas poderia resvalar-se numa espiritualidade adocicada e infantil, como o querem os que menosprezam Teresinha, a leitura atenta de seus escritos demonstram o contrário. Não sem razão, grandes místicos, como Thomas Merton, dentre outros, a consideram uma grande santa e "não apenas uma boneca piedosa e muda". Imbatível na dor e na provação, viril e apostólica, jamais se apresentou como uma choramingas a reclamar atenção e delicadezas.


Teresa de Lisieux é “Teresinha das Rosas”. Mas suas rosas são rubras como sangue. Sangue de uma paixão alucinada por Jesus Cristo e por seu programa de vida. Sangue de um martírio cotidiano, conseqüência de uma vida diariamente imolada por Deus e pelas “almas”, a quem consagrou inteiramente sua curta existência. 

A "Novena das Rosas" é o mais propagado ato de devoção a Santa Teresinha, espalhado por todo o mundo, em todas as línguas. Não se trata de uma fórmula mágica pela qual conseguimos concretizar todos os nossos desejos. Pede-se uma rosa como sinal de que a súplica será atendida. Em muitos casos, o sinal não é tão evidente. O sinal pode ser o silêncio angustiante de uma resposta que não se recebe. Silêncio fecundo que nos dispõe a confiar, cada vez mais, na misericórdia de Deus. O sinal pode ser uma intuição, uma palavra à qual prestamos atenção, ou até mesmo a visita inesperada de um amigo... O que importa é a atitude de abandono, por parte de quem faz a novena, nas mãos misericordiosas do Pai, e o desejo sincero de amá-Lo sobre todas as coisas, aliados ao compromisso de viver intensamente o evangelho, tendo como modelo a Santa de Lisieux. (Pe. Antonio Damásio Rêgo Filho)


ORIGEM DA NOVENA DAS ROSAS 


O Rev. Padre Putingan, SJ, no dia 3 de dezembro de 1925, começou uma novena em honra de Santa Teresinha do Menino Jesus, pedindo à milagrosa santa uma graça importante. Nesta intenção começou a rezar, durante a novena, 24 Glória ao Pai, em ação de graças à Santíssima Trindade, pelos favores e graças concedidos a Santa Teresa do Menino Jesus durante os 24 anos de sua existência terrena. Pediu o padre à Santa Teresinha que lhe desse um sinal de que a novena era ouvida, e este sinal seria receber uma rosa fresca e desabrochada. No terceiro dia da novena uma amiga procura o Padre Putigan e lhe oferece uma rosa vermelha. 


No dia 24 do mesmo mês o padre começou uma segunda novena e pediu uma rosa branca. No quarto dia da novena, uma irmã, enfermeira do hospital, trouxe uma linda rosa branca dizendo: "Aqui está uma rosa que Santa Teresinha envia a V. Revma." Surpreendido, pergunta o padre: "Donde vem esta rosa"? "Fui à capela onde se acha adornada uma bela imagem de Santa Teresinha, diz a freira, e, ao aproximar-me do altar da Santinha, caiu ao meus pés esta rosa. Quis colocá-la de novo na jarra, mas me lembrei de trazê-la a V. Revma." 

O Padre Putingan, alcançadas as graças pedidas na novena, resolveu propagá-la, formando uma cruzada de orações em honra de Santa Teresinha. 

Assim, no dia 9 a 17 de cada mês, todas as pessoas que desejarem fazer a novena dos 24 Glória ao Pai unem as suas intenções às das pessoas que, na mesma época, fazem a dita novena, e se estabelece, desta maneira, uma bela comunhão de orações. 



A NOVENA DAS ROSAS


Pode-se fazer a novena dos 24 Glória ao Pai em qualquer época, mas é preferível e muito mais vantajoso fazer-se do dia 9 a 17 de qualquer mês, a fim de se participar da comunhão de orações dos que a fazem. 

Rezam-se durante os nove dias somente 24 Glória ao Pai à Santíssima Trindade em ação de graças pelos favores e graças com que enriqueceu a alma de Santa Teresinha do Menino Jesus, durante os anos que ela viveu na terra, podendo, se quiser, usar da seguinte fórmula ou de outra semelhante: 

"SS. Trindade, Pai, Filho, Espírito Santo, eu vos agradeço todos os favores, todas as graças com que enriquecestes a alma de vossa serva Teresa do Menino Jesus, durante os 24 anos que passou na terra e, pelos méritos de tão querida Santinha, concedei-me a graça que ardentemente vos peço, se for conforme a vossa santíssima vontade e para salvação de minha alma. 

Rezam-se em seguida os 24 Glória ao Pai, podendo-se acrescentar a cada Glória ao Pai a jaculatória: Santa Teresinha do Menino Jesus, rogai por nós!" 

SANTA TERESINHA DO MENINO JESUS


O meu canto de hoje


1. A minha visa é um só instante, uma hora passageira


A minha vida é um só dia que me escapa e me foge


Tu sabes, ó meu Deus! Para amar-Te na terra


Só tenho o dia de hoje!…


2. Oh! Amo-Te, Jesus! A minha alma por Ti suspira


Sê por um só dia o meu doce apoio.


Vem reinar no meu coração, dá-me o teu sorriso


Somente por hoje!


3. Que me importa, Senhor, se o futuro é sombrio?


Nada posso pedir-Te, oh não, para amanhã!…


Conserva-me o coração puro, cobre-me com a tua sombra


Somente por hoje.


4. Se penso em amanhã, temo a minha inconstância


Sinto nascer em mim a tristeza e o desgosto.


Mas aceito, meu Deus, a prova, o sofrimento


Somente por hoje.


5. Quero ver-Te em breve nas margens eternas


Ó Divino Piloto! Cuja mão me conduz.


Nas ondas alterosas guia em paz a minha barca


Somente por hoje.


6. Ah! Deixa-me, Senhor, esconder na tua Face,


Onde já não ouvirei o ruído vão do mundo


Dá-me o teu amor, conserva-me na tua graça


Somente por hoje.


7. Junto do teu Coração divino, esqueço tudo o que passa


Já não receio os pavores da noite


Ah! Dá-me, Jesus, um lugar nesse Coração


Somente por hoje.


8. Pão vivo, Pão do Céu, divina Eucaristia


Ó Mistério sagrado!que o Amor produziu…


Vem habitar no meu coração, Jesus, minha Hóstia branca


Somente por hoje.


9. Digna-Te unir-me a Ti, Vinha Santa e sagrada


E a minha frágil vergôntea dar-Te-á o seu fruto


E poderei oferecer-Te um cacho dourado


Senhor, desde hoje.


10. Este cacho de amor, cujos bagos são almas


Para o formar só tenho este dia que foge


Ah! dá-me, Jesus, o ardor de um Apóstolo


Somente por hoje.


11. Ó Virgem Imaculada! Tu és a Doce estrela


Que me dás Jesus e me unes a Ele.


Ó Mãe! Deixa-me repousar sob o teu manto


Somente por hoje.


12. Santo Anjo da Guarda, cobre-me com as tuas asas


Ilumina com a tua luz o caminho que eu sigo


Vem dirigir-me os passos… ajuda-me, por ti chamo


Somente por hoje.


13. Senhor, eu quero ver-Te, sem véu, sem nuvem,


Mas ainda exilada, longe de Ti, desfaleço


Que o teu adorável rosto de mim seja escondido


Somente por hoje.


14. Voarei em breve para cantar os teus louvores


Quando o dia sem ocaso brilhar sobre a minha alma


Então eu cantarei com a lira dos Anjos


O Eterno Hoje!…