sábado, 25 de fevereiro de 2017

TEMPO DA QUARESMA

QUARESMA: DA ESCRAVIDÃO À LIBERDADE

Cidade do Vaticano (Quarta-feira, 1-03-2017, Gaudium Press) 
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Cidade do Vaticano (Quarta-feira, 1-03-2017,Gaudium Press) Nesta quarta-feira de cinzas, início da Quaresma, o período em que se prepara para a Páscoa do Senhor, o Papa Francisco, dirigindo-se a milhares de fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro destacou que ela é um "caminho de esperança" que deve conduzir os fiéis católicos da "escravidão" à "liberdade".

Com isso o Papa deu continuidade ao ciclo de catequeses sobre a Esperança que ele vem realizando. Em suas palavras ele afirmou que a Quaresma "é um caminho certamente exigente, como é bom que seja, porque o amor é exigente, mas é um caminho cheio de esperança. Mais: o êxodo quaresmal é o caminho no qual a própria esperança ganha forma".

O Santo Padre lembrou as práticas penitenciais que são normalmente realizadas neste período de preparação para Páscoa. Ele ressaltou que "o cansaço de atravessar o deserto -com todas as provas, as tentações, as ilusões, as miragens- tudo isso serve para forjar uma esperança forte, sã".

Êxodo: saída da escravidão para a liberdade

Neste sentido, é preciso olhar para a experiência do Êxodo do povo de Israel, que Deus libertou da escravidão do Egito por meio de Moisés, e guiou durante quarenta anos no deserto até entrar na Terra da liberdade:

"Simbolicamente dura 40 anos, ou seja, o tempo de vida de uma geração. Muitas vezes, o povo, diante das provações do caminho, sente a tentação de voltar ao Egito. Mas o Senhor permanece fiel e guiado por Moisés, chega à Terra prometida: venceu a esperança. É precisamente um ‘êxodo', uma saída da escravidão para a liberdade. Cada passo, cada fadiga, cada provação, cada queda e cada reinício... tudo tem sentido no âmbito do desígnio de salvação de Deus, que quer para seu povo a vida e não a morte; a alegria e não a dor".

O Santo Padre afirmou, então, que "A Páscoa de Jesus é também um êxodo. Ele nos abriu o caminho e para fazê-lo, teve que se humilhar, despojar-se de sua glória, fazendo-se obediente até a morte na Cruz, libertando-nos, assim, da escravidão do pecado. Mas isto não quer dizer que Ele fez tudo e nós não precisamos fazer nada."

Sinal de conversão
 Quaresma período de caminhar da escravidão à esperança, diz o Papa.jpg
Jesus nos indica o caminho da nossa peregrinação pelo deserto da vida, um caminho exigente, mas cheio de esperança. Reafirmando o sentido da Quaresma como "sinal sacramental de nossa conversão", o Papa concluiu:

"O êxodo quaresmal é o caminho no qual a própria esperança se forma. É um caminho dificultoso, como é justo que seja, mas um caminho pleno de esperança. Como o percorrido por Maria, que em meio ás trevas da Paixão e Morte de seu Filho, continuou a crer em sua ressurreição, na vitória do amor de Deus".
 Quaresma 
A Quaresma é um período de 40 dias marcado por apelos ao jejum, partilha e penitência, que serve de preparação para a Páscoa, a principal festa do calendário cristão. 
Por isso foi que o Santo Padre, de modo apelativo, conclamou a todos para que "Com o coração aberto a este horizonte, entremos na Quaresma. Sentindo-nos parte do povo santo de Deus, comecemos com alegria este caminho de esperança". (JSG)

 Cidade do Vaticano (Sexta-feira, 03-03-2017, Gaudium Press) O tema da homilia proferida pelo Papa Francisco na missa matutina celebrada na Capela da Casa Santa Marta foi o jejum. O verdadeiro jejum que agrada a Deus.

O VERDADEIRO JEJUM

Ajudar o próximo faz parte do verdadeiro jejum, diz Papa Francisco.jpg
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As leituras propostas pela liturgia falam do jejum, ou seja, "da penitência a que somos convidados a fazer no tempo da Quaresma" para aproximar-nos ao Senhor, conforme explicou Francisco que recordou também que, conforme diz o Salmo, a Deus agrada "o coração penitente", "o coração que se sente pecador e reconhece ser pecador".

Leitura do Profeta Isaías
Na primeira leitura, o Profeta Isaías mostra como Deus repreende a falsa religiosidade dos hipócritas. Eles jejuam e, enquanto cuidam dos próprios negócios, "ferindo com punhos iníquos", oprimem os operários e brigam. 
Estes hipócritas, segundo o Papa, fazem penitência de um lado e cometem injustiças do outro lado. Eles fazem "negócios sujos".

Jejum Verdadeiro
Deus Nosso Senhor nos pede um jejum verdadeiro. Um jejum que esteja também com a atenção voltado para o próximo:

"O outro é o jejum "hipócrita" - é a palavra que Jesus tanto usa - é um jejum para se mostrar ou para sentir-se justo, mas ao mesmo tempo cometem injustiças, não são justos, exploram as pessoas. "Mas eu sou generoso, farei uma bela oferta à Igreja" - 'Mas me diga, tu pagas o justo às tuas domésticas? Paga teus funcionários sem assinar a carteira? Ou como quer a lei, para que possam dar de comer aos seus filhos? '", interrogou Francisco.

Para explicar seu pensamento, o Papa contou um fato ocorrido com o Superior Geral dos Jesuítas, Padre Arrupe.
Um grande homem de negócios procurou o Superior Geral para oferecer-lhe uma doação para suas atividades de evangelização. Ele trazia consigo um fotógrafo e um jornalista e entregou ao Padre um envelope que continha apenas 10 dólares...

O Santo Padre comentou com seus ouvintes:
"Nós também fazemos o mesmo quando não pagamos o justo a nossa gente. Pegamos de nossas penitências, de nossos gestos, do jejum, da esmola, aceitamos uma propina: é o suborno da vaidade, de se mostrar. E isso não é autenticidade, é hipocrisia. É por isso que Jesus diz: ‘Quando vocês rezarem, entrem no seu quarto, fechem a porta, no escondido, quando derem esmola não faça soar a trombeta, quando jejuar não fiquem tristes.
Isto é o mesmo que dizer: Por favor, quando vocês fizerem uma boa obra não aceitem propina desta boa obra, é somente para o Pai."

Isaías e nossos dias
Citando o Profeta Isaías, quando o Senhor fala aos hipócritas sobre o jejum verdadeiro, Francisco afirmou que elas são significativas também "para os nossos dias": 

"Não é este o jejum que escolhi: quebrar as cadeias injustas, desligar as amarras do jugo, tornar livres os que estão detidos, e romper todo tipo de sujeição?
Não consiste talvez em dividir o pão com o faminto, deixar entrar em casa os pobres, os sem-teto, vestir o que está nu sem transcurar os próprios parentes?
Pensemos nestas palavras, pensemos em nosso coração, como nós jejuamos, rezamos, damos esmolas (...)
Nos fará bem pensar nisso."
(Da Redação Gaudium Press, com informações RV)


O JEJUM HIPÓCRITA






Cidade do Vaticano (Segunda-feira, 06-03-2017, Gaudium Press) Em recente homilia feita na Capela da Casa Santa Marta, o Papa Francisco explicou como rezar, fazer jejum e dar esmola durante a quaresma.


O Papa advertiu àqueles que fazem um "jejum hipócrita", que só procuram o reconhecimento dos demais ou a própria satisfação.




Francisco afirmou que "Isto é o mesmo que nós fazemos quando não pagamos o justo a nossos funcionários. Nós recebermos por nossas penitencias, por nossos gestos de oração, de jejum, de esmola, é tirar proveito. É suborno de vaidade, de procurar sermos vistos. E isto não é autenticidade, é hipocrisia.


Por isso, quando Jesus disse: ‘Quando rezarem, façam às escondidas, quando derem esmola não façam soar a trombeta, quando jejuarem não se façam de abatidos', é como se dissesse:


‘Por favor, quando fizerem uma boa obra não tireis proveito desta boa obra. É só para o Pai'".


Conselhos evangélicos


"‘Por acaso não é este o jejum que quero: romper as correntes iníquas, desfazer os laços do jugo, pôr em liberdade os oprimidos e quebrar toda a opressão? Por acaso não consiste em repartir o pão com o faminto, fazer entrar em casa os pobres, aos sem teto, vestir os nus sem descuidar dos parentes?'", relembrou Francisco. 


"Pensemos nestas palavras, pensemos em nosso coração, no modo como jejuamos, rezamos e damos as esmolas. Também vai nos ajudar pensar no que sente um homem depois de um jantar que custou 200 euros, por exemplo, e regressando para sua casa vê um homem faminto, nem olha para ele e segue caminhando. Vai nos fazer bem pensar nisto", concluiu o Papa. 

(JSG)




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Para aprender a fazer o bem: ações concretas e não só com palavras, ensina Francisco


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Inspirando-se na primeira leitura do dia, em sua homilia o Papa indicou o caminho da conversão que a Quaresma pede: fazer o bem com ações concretas, não com palavras.

Na leitura comentada por Francisco, o Profeta Isaías lembra que na conversão deve-se afastar do mal e aprender a fazer o bem, um binômio inseparável neste percurso.

O Papa comentou o trecho afirmando que "cada um de nós, todos os dias, faz algo de mau", pois que, de fato, a Bíblia diz que "o mais santo peca sete vezes ao dia".

O problema, porém, disse Francisco, está em "não se acostumar em viver nas coisas feias" e afastar-se daquilo que "envenena a alma", que a torna pequena.

É preciso aprender a fazer o bem

"Não é fácil fazer o bem: devemos aprendê-lo, sempre. E Ele nos ensina. Mas: aprendam. Como as crianças. No caminho da vida, da vida cristã se aprende todos os dias. Deve-se aprender todos os dias a fazer algo, a ser melhores do que o dia anterior. Aprender. Afastar-se do mal e aprender a fazer o bem: esta é a regra da conversão. Porque converter-se não é consultar uma fada que com a varinha de condão nos converte: não! É um caminho. É um caminho de afastar-se e de aprender".

Aprende-se a fazer o bem com ações concretas

É necessário coragem para afastar-se do mal e humildade para aprender a fazer o bem que se explicita em fatos concretos, o Pontífice:

"Ele, o Senhor, aqui diz três ações concretas, mas existem muitas outras: busquem a justiça, socorram o oprimido, façam justiça ao órfão, defendam a causa da viúva... mas, ações concretas. Aprende-se a fazer o bem com ações concretas, não com palavras. Com fatos... Por isso, Jesus, no Evangelho que ouvimos, repreende esta classe dirigente do povo de Israel, porque ‘diz e não faz', não conhecem a concretude. E se não há concretude, não pode haver a conversão".

Francisco continua seus comentários a propósito da primeira leitura falando do convite do Senhor: "Vinde, debatamos". "Vinde": uma bela palavra, diz ele, uma palavra que Jesus dirigiu aos paralíticos, à filha de Jairo, assim como ao filho da viúva de Naim. E Deus nos dá uma mão para "ir".

E é humilde, se abaixa muito para dizer: "Vinde, debatamos". E o Papa, então, ressalta o modo como Deus nos ajuda: "caminhando juntos para ajudar-nos, para nos explicar as coisas, para nos tomar pela mão".
O Senhor é capaz e procura "fazer este milagre", que é de "nos transformar", continuamente, no caminho da vida e não de um dia para outro:

"Convite à conversão, afastem-se do mal, aprendam a fazer o bem ... ‘Vinde, debatamos, vinde a mim, debatamos e prossigamos'. ‘Mas tenho muitos pecados ...'
- ‘Mas não se preocupe: se os seus pecados são como escarlate, se tornarão brancos como a neve'.

Caminho da conversão

Aqui está o caminho da conversão quaresmal:

É um Pai que fala, é um Pai que nos quer bem, nos quer bem. O Senhor nos acompanha no caminho da conversão. Ele só nos pede que sejamos humildes. Jesus diz aos dirigentes: ‘Quem se exaltar, será humilhado e quem se humilha será exaltado'".

E aí está então, "o caminho da conversão quaresmal":

Afastar-se do mal, aprender a fazer o bem", levantar-se e ir com Ele e "os nossos pecados serão todos perdoados". (JSG)

(Da Redação Gaudium Press, com informações RV)

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