sábado, 25 de fevereiro de 2017

CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2017



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CF 2017 - Cartaz Médio

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Bioma



é um conjunto de vida vegetal e animal, constituído pelo agrupamento de tipos de vegetação contíguos e que podem ser identificados em nível regional, com condições de geologia e clima semelhantes e que, historicamente, sofreram os mesmos processos de formação da paisagem, resultando em uma diversidade de flora e fauna própria.

BIOMAS BRASILEIROS SEGUNDO O IBGE


Amazônia



A Floresta Amazônica é a maior floresta tropical do planeta e é composta por diversos ecossistemas: além da floresta úmida de terra firme, apresenta diferentes tipos de matas, campos abertos e até espécies de cerrado. Além disso, é de fundamental importância para o equilíbrio da Terra, pois seus rios representam cerca de 20% das reservas de água doce do planeta. Também abrange grandes reservas minerais.



No Brasil, a Floresta Amazônica abrange os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e ainda uma pequena área do Maranhão, Tocantins e Mato Grosso.



A Floresta Amazônica abriga uma infinidade de espécies vegetais e animais, por exemplo, são cerca de 1,5 milhão de espécies vegetais catalogadas. Entre os animais, a maior parte é de insetos, mas a floresta abriga também grande variedade de macacos e aves. Em seu trecho alagado, são comuns os mamíferos aquáticos como o peixe-boi, a lontra e os botos, e répteis como os jacarés, tartarugas e a conhecida jiboia amazônica.



Por todas essas características, a Floresta Amazônica é considerada a maior reserva de diversidade biológica do mundo, com indicações de que abrigue pelo menos metade de todas as espécies vivas do planeta.



Caatinga




A Caatinga é o ecossistema predominante no nordeste do Brasil. Sua vegetação típica é seca e espinhosa, por causa da falta de chuvas durante grande parte do ano. Porém, quando chega o período de chuvas, as folhagens voltam a brotar e a paisagem fica mais verde. Alguns animais que fazem parte da caatinga são os lagartos (como o teiú), serpentes (como a cascavel e a jararaca) e aves como a siriema, pomba-de-bando, quenquém e juriti.



A Caatinga vem sofrendo diversas agressões ambientais: substituição de espécies vegetais nativas por cultivos e pastagens, desmatamento e queimadas. A falta de preservação prejudica a sobrevivência da fauna silvestre, a qualidade da água e o equilíbrio do clima e do solo.



Pantanal





O Pantanal é a ligação entre o Cerrado (no Brasil Central), o Chaco (na Bolívia) e a região amazônica (ao Norte do país). Como é uma área de transição, a região é formada por uma variedade de ecossistemas que são periodicamente inundados, apresentando, por isso, uma fauna bastante diversificada. A presença de ouro e diamantes na baixada cuiabana e nas nascentes dos rios Paraguai e São Lourenço vem atraindo milhares de garimpeiros, cuja atividade causa o assoreamento e compromete a produtividade biológica de córregos e rios, além de contaminá-los com mercúrio.



Cerrado





O Cerrado localiza-se principalmente no Planalto Central Brasileiro e é um ecossistema similar às Savanas da África e da Austrália. É constituído por árvores relativamente baixas (até vinte metros), distribuídas entre arbustos e gramíneas. A vegetação típica do Cerrado possui troncos e ramos retorcidos, cascas espessas e folhas grossas.



O Cerrado brasileiro é reconhecido como a savana mais rica do mundo em biodiversidade: a flora tem 4.400 espécies exclusivas; a fauna apresenta 837 espécies de aves, 67 gêneros de mamíferos, 150 espécies de anfíbios e 120 de répteis. A partir da década de 90, o governo e diversos setores da sociedade começaram a se preocupar com a conservação do que restou do Cerrado devido, principalmente, à ocupação desordenada e aos sucessivos incêndios.



Biomas Costeiros





A costa brasileira abriga diversos tipos de ecossistemas. Ao longo do litoral, encontram-se manguezais,restingas, dunas, praias, ilhas, costões rochosos, baías, falésias, recifes de corais e outros ambientes ecológicos, todos apresentando diferentes espécies animais e vegetais. Isso se deve, basicamente, às diferenças climáticas, geológicas e de solos da costa brasileira. É também na zona costeira que se localiza a maior faixa de Mata Atlântica. Enfim, o litoral do Brasil possui muitos recursos naturais, mas a ocupação desordenada desses espaços vem colocando em risco todos os seus ecossistemas.


Mata Atlântica





É considerada uma das áreas mais ricas em espécies da fauna e da flora mundial. Infelizmente, só restam cerca de 7% de sua cobertura florestal original, fator agravado pelo fato de nessa região se localizarem os recursos hídricos (rios) que abastecem cerca de 70% da população brasileira. Na Mata Atlântica existem mais de 1.300 espécies de animais e cerca de 20 mil espécies de plantas, das quais cerca de oito mil são exclusivas desta floresta. A exploração da Mata Atlântica começou com a chegada dos portugueses ao Brasil, cujo interesse principal era a extração da preciosa madeira do pau-brasil.


Campos sulinos





De maneira genérica, os campos da região Sul do país são chamados de "pampas", denominação que corresponde somente aos tipos de campo encontrados no Rio Grande do Sul. Em outras partes da região encontram-se as matas de araucárias e, também, campos semelhantes à savana. O relevo apresenta topos mais planos, vegetação rala e pobre em espécies, que se torna mais densa e rica nas encostas, com predominância de gramíneas e leguminosas. As queimadas e o uso inadequado do solo na agricultura têm provocado erosão e empobrecimento das terras que fazem parte desse ecossistema.



FONTE: IBGE


A CNBB FALA SOBRE A CAMPANHA DA FRATERNIDADE


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acesse também do portal a12:
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) publicou o texto-base da Campanha da Fraternidade (CF) de 2017. Com o tema “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida” e o lema “Cultivar e guardar a criação” (Gn 2.15), a iniciativa alerta para o cuidado da criação, de modo especial dos biomas brasileiros.
Segundo o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner, a proposta é dar ênfase a diversidade de cada bioma e criar relações respeitosas com a vida e a cultura dos povos que neles habitam, especialmente à luz do Evangelho. Para ele, a depredação dos biomas é a manifestação da crise ecológica que pede uma profunda conversão interior. “Ao meditarmos e rezarmos os biomas e as pessoas que neles vivem sejamos conduzidos à vida nova”, afirma.
Ainda de acordo com o bispo, a Campanha deseja, antes de tudo, que o cristão seja um cultivador e guardador da obra criada. “Cultivar e guardar nasce da admiração! A beleza que toma o coração faz com que nos inclinemos com reverência diante da criação. A campanha deseja, antes de tudo, levar à admiração, para que todo o cristão seja um cultivador e guardador da obra criada. Tocados pela magnanimidade e bondade dos biomas, seremos conduzidos à conversão, isto é, cultivar e a guardar”, salienta.
Além de abordar a realidade dos biomas brasileiros e as pessoas que neles moram, a Campanha deseja despertar as famílias, comunidades e pessoas de boa vontade para o cuidado e o cultivo da Casa Comum. Para ajudar nas reflexões sobre a temática são propostos subsídios, sendo o texto-base o principal.
Dividido em quatro capítulos, a partir do método ver, julgar e agir, o texto-base faz uma abordagem dos biomas existentes, suas características e contribuições eclesiais. Também traz reflexões sobre os biomas e os povos originários, sob a perspectiva de São João Paulo II, Bento XVI e o papa Francisco. Ao final, são apresentados os objetivos permanentes da Campanha, os temas anteriores e os gestos concretos previstos durante a Campanha 2017. 

Cartaz 

Para colocar em evidência a beleza natural do país, identificando os seis biomas brasileiros, o Cartaz da CF 2017 mostra o mapa do Brasil, em imagens características de cada região. Compõem também o cenário, como personagens principais, os povos originários; os pescadores e o encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, acontecido há 299 anos. Além da riqueza dos biomas, o cartaz quer expressar o alerta para os perigos da devastação em curso, além de despertar a atenção de toda a população para a criação de Deus.
Adquira o material da CF 2017 no site das Edições CNBB.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) publicou o texto-base da Campanha da Fraternidade (CF) de 2017. Com o tema “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida” e o lema “Cultivar e guardar a criação” (Gn 2.15), a iniciativa alerta para o cuidado da criação, de modo especial dos biomas brasileiros.

Segundo o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner, a proposta é dar ênfase a diversidade de cada bioma e criar relações respeitosas com a vida e a cultura dos povos que neles habitam, especialmente à luz do Evangelho. Para ele, a depredação dos biomas é a manifestação da crise ecológica que pede uma profunda conversão interior. “Ao meditarmos e rezarmos os biomas e as pessoas que neles vivem sejamos conduzidos à vida nova”, afirma.
Ainda de acordo com o bispo, a Campanha deseja, antes de tudo, que o cristão seja um cultivador e guardador da obra criada. “Cultivar e guardar nasce da admiração! A beleza que toma o coração faz com que nos inclinemos com reverência diante da criação. A campanha deseja, antes de tudo, levar à admiração, para que todo o cristão seja um cultivador e guardador da obra criada. Tocados pela magnanimidade e bondade dos biomas, seremos conduzidos à conversão, isto é, cultivar e a guardar”, salienta.
Além de abordar a realidade dos biomas brasileiros e as pessoas que neles moram, a Campanha deseja despertar as famílias, comunidades e pessoas de boa vontade para o cuidado e o cultivo da Casa Comum. Para ajudar nas reflexões sobre a temática são propostos subsídios, sendo o texto-base o principal.
Dividido em quatro capítulos, a partir do método ver, julgar e agir, o texto-base faz uma abordagem dos biomas existentes, suas características e contribuições eclesiais. Também traz reflexões sobre os biomas e os povos originários, sob a perspectiva de São João Paulo II, Bento XVI e o papa Francisco. Ao final, são apresentados os objetivos permanentes da Campanha, os temas anteriores e os gestos concretos previstos durante a Campanha 2017. 

Cartaz 

Para colocar em evidência a beleza natural do país, identificando os seis biomas brasileiros, o Cartaz da CF 2017 mostra o mapa do Brasil, em imagens características de cada região. Compõem também o cenário, como personagens principais, os povos originários; os pescadores e o encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, acontecido há 299 anos. Além da riqueza dos biomas, o cartaz quer expressar o alerta para os perigos da devastação em curso, além de despertar a atenção de toda a população para a criação de Deus.
Adquira o material da CF 2017 no site das Edições CNBB.

TEMPO DA QUARESMA

QUARESMA: DA ESCRAVIDÃO À LIBERDADE

Cidade do Vaticano (Quarta-feira, 1-03-2017, Gaudium Press) 
Conteúdo publicado em gaudiumpress.org, no linkhttp://www.gaudiumpress.org/content/85698#ixzz4aCx8u6pD
Autoriza-se a sua publicação desde que se cite a fonte.

Cidade do Vaticano (Quarta-feira, 1-03-2017,Gaudium Press) Nesta quarta-feira de cinzas, início da Quaresma, o período em que se prepara para a Páscoa do Senhor, o Papa Francisco, dirigindo-se a milhares de fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro destacou que ela é um "caminho de esperança" que deve conduzir os fiéis católicos da "escravidão" à "liberdade".

Com isso o Papa deu continuidade ao ciclo de catequeses sobre a Esperança que ele vem realizando. Em suas palavras ele afirmou que a Quaresma "é um caminho certamente exigente, como é bom que seja, porque o amor é exigente, mas é um caminho cheio de esperança. Mais: o êxodo quaresmal é o caminho no qual a própria esperança ganha forma".

O Santo Padre lembrou as práticas penitenciais que são normalmente realizadas neste período de preparação para Páscoa. Ele ressaltou que "o cansaço de atravessar o deserto -com todas as provas, as tentações, as ilusões, as miragens- tudo isso serve para forjar uma esperança forte, sã".

Êxodo: saída da escravidão para a liberdade

Neste sentido, é preciso olhar para a experiência do Êxodo do povo de Israel, que Deus libertou da escravidão do Egito por meio de Moisés, e guiou durante quarenta anos no deserto até entrar na Terra da liberdade:

"Simbolicamente dura 40 anos, ou seja, o tempo de vida de uma geração. Muitas vezes, o povo, diante das provações do caminho, sente a tentação de voltar ao Egito. Mas o Senhor permanece fiel e guiado por Moisés, chega à Terra prometida: venceu a esperança. É precisamente um ‘êxodo', uma saída da escravidão para a liberdade. Cada passo, cada fadiga, cada provação, cada queda e cada reinício... tudo tem sentido no âmbito do desígnio de salvação de Deus, que quer para seu povo a vida e não a morte; a alegria e não a dor".

O Santo Padre afirmou, então, que "A Páscoa de Jesus é também um êxodo. Ele nos abriu o caminho e para fazê-lo, teve que se humilhar, despojar-se de sua glória, fazendo-se obediente até a morte na Cruz, libertando-nos, assim, da escravidão do pecado. Mas isto não quer dizer que Ele fez tudo e nós não precisamos fazer nada."

Sinal de conversão
 Quaresma período de caminhar da escravidão à esperança, diz o Papa.jpg
Jesus nos indica o caminho da nossa peregrinação pelo deserto da vida, um caminho exigente, mas cheio de esperança. Reafirmando o sentido da Quaresma como "sinal sacramental de nossa conversão", o Papa concluiu:

"O êxodo quaresmal é o caminho no qual a própria esperança se forma. É um caminho dificultoso, como é justo que seja, mas um caminho pleno de esperança. Como o percorrido por Maria, que em meio ás trevas da Paixão e Morte de seu Filho, continuou a crer em sua ressurreição, na vitória do amor de Deus".
 Quaresma 
A Quaresma é um período de 40 dias marcado por apelos ao jejum, partilha e penitência, que serve de preparação para a Páscoa, a principal festa do calendário cristão. 
Por isso foi que o Santo Padre, de modo apelativo, conclamou a todos para que "Com o coração aberto a este horizonte, entremos na Quaresma. Sentindo-nos parte do povo santo de Deus, comecemos com alegria este caminho de esperança". (JSG)

 Cidade do Vaticano (Sexta-feira, 03-03-2017, Gaudium Press) O tema da homilia proferida pelo Papa Francisco na missa matutina celebrada na Capela da Casa Santa Marta foi o jejum. O verdadeiro jejum que agrada a Deus.

O VERDADEIRO JEJUM

Ajudar o próximo faz parte do verdadeiro jejum, diz Papa Francisco.jpg
Autoriza-se a sua publicação desde que se cite a fonte. 

As leituras propostas pela liturgia falam do jejum, ou seja, "da penitência a que somos convidados a fazer no tempo da Quaresma" para aproximar-nos ao Senhor, conforme explicou Francisco que recordou também que, conforme diz o Salmo, a Deus agrada "o coração penitente", "o coração que se sente pecador e reconhece ser pecador".

Leitura do Profeta Isaías
Na primeira leitura, o Profeta Isaías mostra como Deus repreende a falsa religiosidade dos hipócritas. Eles jejuam e, enquanto cuidam dos próprios negócios, "ferindo com punhos iníquos", oprimem os operários e brigam. 
Estes hipócritas, segundo o Papa, fazem penitência de um lado e cometem injustiças do outro lado. Eles fazem "negócios sujos".

Jejum Verdadeiro
Deus Nosso Senhor nos pede um jejum verdadeiro. Um jejum que esteja também com a atenção voltado para o próximo:

"O outro é o jejum "hipócrita" - é a palavra que Jesus tanto usa - é um jejum para se mostrar ou para sentir-se justo, mas ao mesmo tempo cometem injustiças, não são justos, exploram as pessoas. "Mas eu sou generoso, farei uma bela oferta à Igreja" - 'Mas me diga, tu pagas o justo às tuas domésticas? Paga teus funcionários sem assinar a carteira? Ou como quer a lei, para que possam dar de comer aos seus filhos? '", interrogou Francisco.

Para explicar seu pensamento, o Papa contou um fato ocorrido com o Superior Geral dos Jesuítas, Padre Arrupe.
Um grande homem de negócios procurou o Superior Geral para oferecer-lhe uma doação para suas atividades de evangelização. Ele trazia consigo um fotógrafo e um jornalista e entregou ao Padre um envelope que continha apenas 10 dólares...

O Santo Padre comentou com seus ouvintes:
"Nós também fazemos o mesmo quando não pagamos o justo a nossa gente. Pegamos de nossas penitências, de nossos gestos, do jejum, da esmola, aceitamos uma propina: é o suborno da vaidade, de se mostrar. E isso não é autenticidade, é hipocrisia. É por isso que Jesus diz: ‘Quando vocês rezarem, entrem no seu quarto, fechem a porta, no escondido, quando derem esmola não faça soar a trombeta, quando jejuar não fiquem tristes.
Isto é o mesmo que dizer: Por favor, quando vocês fizerem uma boa obra não aceitem propina desta boa obra, é somente para o Pai."

Isaías e nossos dias
Citando o Profeta Isaías, quando o Senhor fala aos hipócritas sobre o jejum verdadeiro, Francisco afirmou que elas são significativas também "para os nossos dias": 

"Não é este o jejum que escolhi: quebrar as cadeias injustas, desligar as amarras do jugo, tornar livres os que estão detidos, e romper todo tipo de sujeição?
Não consiste talvez em dividir o pão com o faminto, deixar entrar em casa os pobres, os sem-teto, vestir o que está nu sem transcurar os próprios parentes?
Pensemos nestas palavras, pensemos em nosso coração, como nós jejuamos, rezamos, damos esmolas (...)
Nos fará bem pensar nisso."
(Da Redação Gaudium Press, com informações RV)


O JEJUM HIPÓCRITA






Cidade do Vaticano (Segunda-feira, 06-03-2017, Gaudium Press) Em recente homilia feita na Capela da Casa Santa Marta, o Papa Francisco explicou como rezar, fazer jejum e dar esmola durante a quaresma.


O Papa advertiu àqueles que fazem um "jejum hipócrita", que só procuram o reconhecimento dos demais ou a própria satisfação.




Francisco afirmou que "Isto é o mesmo que nós fazemos quando não pagamos o justo a nossos funcionários. Nós recebermos por nossas penitencias, por nossos gestos de oração, de jejum, de esmola, é tirar proveito. É suborno de vaidade, de procurar sermos vistos. E isto não é autenticidade, é hipocrisia.


Por isso, quando Jesus disse: ‘Quando rezarem, façam às escondidas, quando derem esmola não façam soar a trombeta, quando jejuarem não se façam de abatidos', é como se dissesse:


‘Por favor, quando fizerem uma boa obra não tireis proveito desta boa obra. É só para o Pai'".


Conselhos evangélicos


"‘Por acaso não é este o jejum que quero: romper as correntes iníquas, desfazer os laços do jugo, pôr em liberdade os oprimidos e quebrar toda a opressão? Por acaso não consiste em repartir o pão com o faminto, fazer entrar em casa os pobres, aos sem teto, vestir os nus sem descuidar dos parentes?'", relembrou Francisco. 


"Pensemos nestas palavras, pensemos em nosso coração, no modo como jejuamos, rezamos e damos as esmolas. Também vai nos ajudar pensar no que sente um homem depois de um jantar que custou 200 euros, por exemplo, e regressando para sua casa vê um homem faminto, nem olha para ele e segue caminhando. Vai nos fazer bem pensar nisto", concluiu o Papa. 

(JSG)




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Para aprender a fazer o bem: ações concretas e não só com palavras, ensina Francisco


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Inspirando-se na primeira leitura do dia, em sua homilia o Papa indicou o caminho da conversão que a Quaresma pede: fazer o bem com ações concretas, não com palavras.

Na leitura comentada por Francisco, o Profeta Isaías lembra que na conversão deve-se afastar do mal e aprender a fazer o bem, um binômio inseparável neste percurso.

O Papa comentou o trecho afirmando que "cada um de nós, todos os dias, faz algo de mau", pois que, de fato, a Bíblia diz que "o mais santo peca sete vezes ao dia".

O problema, porém, disse Francisco, está em "não se acostumar em viver nas coisas feias" e afastar-se daquilo que "envenena a alma", que a torna pequena.

É preciso aprender a fazer o bem

"Não é fácil fazer o bem: devemos aprendê-lo, sempre. E Ele nos ensina. Mas: aprendam. Como as crianças. No caminho da vida, da vida cristã se aprende todos os dias. Deve-se aprender todos os dias a fazer algo, a ser melhores do que o dia anterior. Aprender. Afastar-se do mal e aprender a fazer o bem: esta é a regra da conversão. Porque converter-se não é consultar uma fada que com a varinha de condão nos converte: não! É um caminho. É um caminho de afastar-se e de aprender".

Aprende-se a fazer o bem com ações concretas

É necessário coragem para afastar-se do mal e humildade para aprender a fazer o bem que se explicita em fatos concretos, o Pontífice:

"Ele, o Senhor, aqui diz três ações concretas, mas existem muitas outras: busquem a justiça, socorram o oprimido, façam justiça ao órfão, defendam a causa da viúva... mas, ações concretas. Aprende-se a fazer o bem com ações concretas, não com palavras. Com fatos... Por isso, Jesus, no Evangelho que ouvimos, repreende esta classe dirigente do povo de Israel, porque ‘diz e não faz', não conhecem a concretude. E se não há concretude, não pode haver a conversão".

Francisco continua seus comentários a propósito da primeira leitura falando do convite do Senhor: "Vinde, debatamos". "Vinde": uma bela palavra, diz ele, uma palavra que Jesus dirigiu aos paralíticos, à filha de Jairo, assim como ao filho da viúva de Naim. E Deus nos dá uma mão para "ir".

E é humilde, se abaixa muito para dizer: "Vinde, debatamos". E o Papa, então, ressalta o modo como Deus nos ajuda: "caminhando juntos para ajudar-nos, para nos explicar as coisas, para nos tomar pela mão".
O Senhor é capaz e procura "fazer este milagre", que é de "nos transformar", continuamente, no caminho da vida e não de um dia para outro:

"Convite à conversão, afastem-se do mal, aprendam a fazer o bem ... ‘Vinde, debatamos, vinde a mim, debatamos e prossigamos'. ‘Mas tenho muitos pecados ...'
- ‘Mas não se preocupe: se os seus pecados são como escarlate, se tornarão brancos como a neve'.

Caminho da conversão

Aqui está o caminho da conversão quaresmal:

É um Pai que fala, é um Pai que nos quer bem, nos quer bem. O Senhor nos acompanha no caminho da conversão. Ele só nos pede que sejamos humildes. Jesus diz aos dirigentes: ‘Quem se exaltar, será humilhado e quem se humilha será exaltado'".

E aí está então, "o caminho da conversão quaresmal":

Afastar-se do mal, aprender a fazer o bem", levantar-se e ir com Ele e "os nossos pecados serão todos perdoados". (JSG)

(Da Redação Gaudium Press, com informações RV)

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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

ABANDONAR A VIDA DUPLA


Cidade do Vaticano (Quinta-feira, 23-02-2017, Gaudium Press) O Papa Francisco iniciou sua homilia da Missa celebrada na Casa Santa falando do escândalo e comentou também a "vida dupla".














"Mas o que é o escândalo? O escândalo é dizer uma coisa e fazer outra; é ter vida dupla. Vida dupla em tudo: sou muito católico, vou sempre à missa, pertenço a esta e aquela associação; mas a minha vida não é cristã. Não pago o que é justo aos meus funcionários, exploro as pessoas, faço jogo sujo nos negócios, reciclo dinheiro, vida dupla. Muitos católicos são assim. Eles escandalizam. Quantas vezes ouvimos dizer, nos bairros e outras partes: ‘Ser católico como aquele, melhor ser ateu'. O escândalo é isso. Destrói. Joga você no chão. Isso acontece todos os dias, basta ver os telejornais e ler os jornais. (...) Com os escândalos se destrói. " 

Francisco continuou lembrando palavras do Evangelho:

"No Evangelho, Jesus fala daqueles que escandalizam, sem dizer a palavra escândalo, mas se entende: ‘Você chegará ao Céu, baterá à porta e: Sou eu, Senhor! Não se lembra? Eu ia à Igreja, estava sempre com você, pertencia a tal associação, fazia muitas coisas. Não se lembra de todas as ofertas que eu fiz? Sim, lembro-me! As ofertas! Lembro-me bem: todas sujas, roubadas aos pobres. Não o conheço. Esta será a resposta de Jesus aos escandalosos que fazem vida dupla."

Vida Dupla

"A vida dupla provém do seguir as paixões do coração, os pecados mortais que são as feridas do pecado original", disse o Papa.

A Primeira Leitura exorta a não se deixar levar pelas paixões do coração e a não confiar nas riquezas. A não dizer: "Contento a mim mesmo".

Então o Santo Padre recomendou a não adiar a conversão:

"A todos nós, a cada um de nós, fará bem, hoje, pensar se há algo de vida dupla em nós, de parecer justos. Parecer bons fiéis, bons católicos, mas por baixo fazer outra coisa; se há algo de vida dupla, se há uma confiança excessiva: O Senhor me perdoará tudo. Então, continuo. Isso não é bom. Irei me converter, mas hoje não! Amanhã. Pensemos nisso. Aproveitemos da Palavra do Senhor e pensemos que o Senhor nisso é muito duro. O escândalo destrói." 

"Cortar a mão", "arrancar o olho", mas "não escandalizar os pequeninos", ou seja, os justos, "os que confiam no Senhor, que simplesmente creem no Senhor".

O Papa citou o exemplo de uma empresa importante que estava à beira da falência. As autoridades queriam evitar uma greve justa, mas que não faria bem e queriam conversar com os chefes da empresa. As pessoas não tinham dinheiro para arcar com as despesas cotidianas, pois não recebiam o salário. O responsável, um católico, estava de férias numa praia no Oriente Médio e as pessoas souberam disso mesmo que a notícia não tenha saído nos jornais. "Estes são escândalos", disse Francisco:

"A vida dupla provém do seguir as paixões do coração, os pecados mortais que são as feridas do pecado original", disse o Papa. A Primeira Leitura exorta a não se deixar levar pelas paixões do coração e a não confiar nas riquezas. A não dizer: "Contento-me de mim mesmo". Francisco convidou a não adir a conversão:

"A todos nós, a cada um de nós, fará bem, hoje, pensar se há algo de vida dupla em nós, de parecer justos. Parecer bons fiéis, bons católicos, mas por baixo fazer outra coisa; se há algo de vida dupla, se há uma confiança excessiva: O Senhor me perdoará tudo. Então, continuo. Ok! Isso não é bom. Irei me converter, mas hoje não! Amanhã. Pensemos nisso. Aproveitemos da Palavra do Senhor e pensemos que o Senhor nisso é muito duro. O escândalo destrói." (JSG)


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JESUS E ZAQUEU – TEATRINHO


Este texto pode ser usado como jogral (mais fácil) ou teatrinho. Com os parêntesis, é teatro. Sem os parêntesis, é jogral.

(1ª CENA)

Comentarista (C): (mesa e cadeira no palco. Zaqueu está sentado e Obed em pé, diante da mesa). Zaqueu atende um judeu chamado Obed.
Zaqueu (Z)- Obed, você vai ou não pagar o imposto?
Obed (O)- “Seu” Zaqueu, é muito alto! O senhor está cobrando mais do que é justo! Não tenho como pagar tudo isso! Tenha piedade!
Z- Se não pagar, vou ficar com suas terras!
O- Mas é o único bem que possuo! E os meus filhos? Como vou cuidar deles?
Z- Você deveria ter pensado nisso antes de pô-los no mundo!
O- Me dê um tempo!
C- Zaqueu pensa um pouco (se for teatro, não é preciso dizer isso)
Z- Está bem! Só uma semana a mais!
O- (beijando a mão de Zaqueu). Obrigado, Seu Zaqueu, obrigado! O senhor não vai se arrepender! (e sai).

      (2ª CENA)
(Zaqueu fica sozinho. Uma música lenta e triste toca ao fundo. O comentarista fala ao microfone enquanto Zaqueu olha para um papel sobre a mesa, pensativo).
C- Zaqueu vivia uma vida vazia, inquieta, triste. Não estava feliz com o que fazia, embora não tivesse forças ou incentivo para sair dela. Sentia falta de alguma coisa ou de alguém, que lhe mostrasse algo pelo qual valesse apena viver. Sua esposa e filhos viviam no luxo, financiado pelo dinheiro que ele roubava dos outros na cobrança de impostos. Chefiava não um grupo de trabalhadores, mas na verdade como que uma quadrilha organizada e apoiada pelo governo romano. Até quando viveria esse tipo de vida mesquinha e desonesta?
     
      (3ª CENA)
(Zaqueu ainda está pensativo quando entra um de seus subordinados com um pequeno saco de dinheiro)

C- Certo dia, pensando nessas coisas, um de seus subordinados entra com um pequeno saco de dinheiro e lhe diz:
EMPREGADO (E)- Seu Zaqueu, eu consegui receber o imposto daquele homem que mora perto da pedra grande.
Z- (olhando para ele, após pegar o saco de dinheiro e guardá-lo numa caixa ou outro lugar). Muito bem! Você é o meu melhor empregado! Sempre consegue tirar dinheiro desses trouxas!
E- Eu estou achando o senhor meio cansado! O que houve?
Z-Nada, nada! Muito trabalho e problemas! O povo está sem dinheiro! Está difícil ganhar a nossa comissão!
E- Seu Zaqueu, não vá se zangar, mas não acha que estamos cobrando muita comissão?
Z- (olhando para cima e voltando a encará-lo). É o nosso ofício! Se abaixarmos o imposto, eles vão ficar sabendo que o imposto cobrado por Roma é bem menor do que o que cobramos!
E- É...isso é verdade! Eu preciso ir embora
Z- Dou sua parte na semana que vem!
E- Confio no senhor. Até amanhã!
Z- Até amanhã!
E- (voltando)Ah! Estava me esquecendo de dizer que está na cidade um cara famoso chamado Jesus. Dizem que é muito bom, não discrimina as pessoas, vive pobremente, não aceita subornos, cura doentes, fala bonito e até ressuscita mortos!
[no jogral o comentarista diz: Zaqueu olha para a janela]
(no teatrinho, Zaqueu olha para a janela)
Z-É! Já ouvi falar dele! Como eu gostaria de conhecê-lo! Deve ser um homem muito interessante! Mas deve ser como esses fariseus de uma figa, que se acham importantes e vivem separado dos que têm profissão como a nossa! Eu vou ser repudiado por ele, por causa da profissão. Mas não haveria um modo de vê-lo sem ser visto?
E- Suba numa árvore que as folham vão cobri-lo!
Z- É uma boa ideia! Vou pensar nisso!

      (4ª CENA)
(Zaqueu fica outra vez sozinho, música bonita e lenta. Olha pela janela, para o infinito, passa a mão pelo queixo, num tom de quem está pensando).
C- Zaqueu não sabia ainda, mas estava para perceber que se sentia atraído por tudo o que falavam de Jesus, tão diferente dele. Será que ele o receberia? Ou lhe viraria o rosto? Zaqueu queria conhecê-lo, mas tinha medo de duas coisas: de que Jesus o rejeitasse e de que ele conseguisse penetrar seus pensamentos e visse que ele era pecador. Sentia-se incapaz de mudar de vida, pois não conseguiria viver de outro modo. Que vida estava agora vivendo? Uma vida vazia. Apesar de ser muito rico, não era feliz. Não percebera a graça de Deus já percorrendo seus ossos, seu corpo, sua alma, sua vida! De repente, Zaqueu avistou ao longe Jesus pela janela e disse, saindo correndo da casa:)
Z- É ele! É ele que está passando ali! (e sai correndo)

      (5ª CENA)
(Zaqueu está de pé. Pode ser numa cadeira ou numa escadinha, com uma placa: ÁRVORE, num canto do palco, e Jesus está no outro canto).
C-Zaqueu subiu numa árvore, um pouco distante de Jesus, para vê-lo sem ser visto. Jesus estava dirigindo-se a outro canto da cidade, mas avistou Zaqueu (Jesus pára e olha para Zaqueu) e percebeu, mesmo de longe, que nele havia sinceridade no desejo de conversão, de mudança de vida. Jesus lê nossos pensamentos e enxerga as qualidades, às vezes adormecidas, que temos. Ele tem o poder de fazer frutificar essas qualidades e aumentá-las a tal ponto que superem, em muito, os defeitos. Uma pessoa, quando pede perdão de seus pecados, é plenamente perdoada, pode recomeçar vida nova. Entretanto, não devemos parar no pedido de perdão, mas ir além, mudando nosso modo de agir e de tratar as outras pessoas. Em resumo: mudar não só de ideias, mas de vida, nossa vida toda. Jesus muda de trajeto, vai para perto de Zaqueu e lhe diz:
JESUS- (Dirigindo-se a Zaqueu com algumas pessoas representando o povo que o seguia): Zaqueu! Desça dessa árvore porque quero jantar em sua casa!
Z- Mestre, como o senhor me viu?
C- Jesus não respondeu. Limitou-se a esperar que ele descesse da árvore.
Z- Será um grande prazer recebê-lo em minha casa!

      (6ª CENA)

(Uma mesa. Jesus sentado numa ponta e Zaqueu na outra, ambos de lado para o público. Algumas pessoas estão sentadas ao redor deles, incluindo os dois homens que apareceram anteriormente).
C- Já na casa de Zaqueu, com vários convidados, entre eles os dois que haviam falado com ele, Zaqueu perguntou:
Z- Senhor, gostou do alimento?
J- Zaqueu, não vim até aqui exatamente para me alimentar, mas para alimentar a sua fome de Deus! Converta-se e creia em minhas palavras!
Z- Eu já ouvi falar do que o senhor faz e fala, e gostei de ouvir, mas sou muito pecador! Como posso mudar de vida?
Jesus- Desfaça as coisas erradas que você tem feito e seja misericordioso como o Pai é misericordioso. Seja santo como o Senhor é Santo!
C- Zaqueu fica um pouco pensativo. Após uns instantes de indecisão, olhando para o lado, levanta-se, num ímpeto de decisão, levanta-se, vai ao lado de Jesus, ajoelha-se, pega em sua mão e lhe diz:
Z-Senhor, de tudo o que roubei vou devolver quatro vezes mais, segundo manda a lei, e darei a metade do que tenho aos pobres!
J- (olhando para Zaqueu) Muito bem, Zaqueu! Você está fazendo o que agrada a Deus! (depois para os demais): E digo a todos vocês: Hoje a salvação entrou nesta casa, pois aqui está um verdadeiro descendente de Abraão, que abraçou a mesma fé que esse Patriarca. (O homem que devia a Zaqueu faz um gesto de alegria).
C- E assim, a paz entrou na vida de Zaqueu, que nunca a tivera antes. Vários dos seus amigos também se converteram, e pelo menos por um tempo, os pobres daquela cidade respiraram aliviados, até que o Império Romano nomeasse outro chefe de publicanos mais durão do que o que ficara no lugar de Zaqueu.
TODOS (ou do jogral ou que estão no palco, virados para o público:) E nós, a que precisamos renunciar para sermos santos?
FIM



quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

JACINTA, FRANCISCO E LÚCIA



Fátima - Portugal (Terça-feira, 21-02-2017, Gaudium Press) A Igreja celebra em 20 de fevereiro a festa litúrgica dos beatos Francisco e Jacinta Marto, dois dos três pastorinhos videntes de Nossa Senhora, em 1917. A data coincide com a morte da Beata Jacinta Marto, a primeira delas a morrer.


Autoriza-se a sua publicação desde que se cite a fonte. 





Neste ano de 2017 a festa reveste-se de um significado especial, pois, o mundo católico celebra o Primeiro Centenário das Aparições de Fátima. No Santuário de Fátima as comemorações a propósito deste fato se desenrolam lembrando sempre a figura dos protagonistas das aparições e a recordação dos ensinamentos que a Virgem trouxe para o mundo.



O bispo de Leiria-Fátima, comentando esta festividade, disse destacou esta festa litúrgica como sendo "ponto alto da celebração do Centenário das Aparições", por ser um convite a "descobrir a beleza da santidade destas crianças".



Duas Estrela que brilham



Para a celebração da liturgia da festa dos dois pequenos beatos, no local mesmo das aparições, quem presidiu a Santa Missa na Basílica da Santíssima Trindade foi Dom Antônio Marto, Bispo de Leiria-Fátima.



Em sua homilia ele destacou a importância e atualidade do insigne acontecimento de 2017 e apontou Francisco e Jacinta como sendo "estrelas" que refulgem na "noite" da sociedade atual.



Francisco e Jacinta são como "duas pequenas estrelas que brilham no céu de Portugal e do mundo, para iluminar nesta noite que o mundo atravessa, de dúvida e incerteza, no presente e no futuro", afirmou Dom Antônio.



"A santidade simpática dos pequenos videntes --afirmou o bispo de Fátima-- é uma aprendizagem, porque as crianças também ensinam os adultos na sua simplicidade infantil".



Francisco e Jacinta



O bispo de Leiria-Fátima destacou em suas palavras da homilia que os pastorinhos são "apresentados como modelo de santidade contemporâneo no nosso quotidiano", porque é possível "contemplar a beleza de Deus envolvidos na beleza das suas vidas".



"O Francisco é um menino que se deixa habitar pela presença inefável de Deus, e sentiu o apelo à oração e à contemplação de Deus", descreveu o prelado.



"À pequena Jacinta sobressai o espírito de compaixão pelos que sofrem, e o desejo de se fazer como nosso Senhor, na sua compaixão pela humanidade", descreveu Dom Antônio.



Crianças



Vindos de vários lugares, centenas de crianças estavam no Santuário no dia festa dos dois pastorinhos. Elas tiveram uma programação especial para este dia. No final da celebração, D. António Marto as convidou para irem até ao altar. Ele pediu para elas a interseção dos dois pequenos Beatos e deu-lhes a sua Bênção. (JSG)



Autoriza-se a sua publicação desde que se cite a fonte.


J


acinta de Jesus Marto (Aljustrel, Fátima11 de Março de 1910 — Lisboa20 de Fevereiro de 1920)[1][2] foi uma dos três pastorinhos que afirmou ter visto Nossa Senhora na Cova da Iria, entre 13 de Maio e 13 de Outubro de 1917.





Índice [esconder] 







Filha mais nova de Manuel Pedro Marto e de sua mulher Olímpia de Jesus dos Santos, Jacinta era uma criança típica do Portugalrural da época. Como de início não frequentava a escola, Jacinta trabalhava como pastora em conjunto com o seu irmão Francisco Marto e a sua prima Lúcia dos Santos. Mais tarde, logo após as aparições na Cova da Iria e segundo as mensagens recebidas, por recomendação de Nossa Senhora entrou na escola primária. De acordo com as memórias da Irmã Lúcia, Jacinta era uma criança afectiva e muito afável e emocionalmente frágil.




Lúcia dos Santos (aos dez anos de idade, no meio) e seus dois primos: Francisco Marto (de nove anos) e Jacinta Marto (de sete anos) segurando seus rosários.

Na sequência das aparições, os dois irmãos foram influenciados porque terão visto o inferno, durante a terceira aparição (em Julho de 1917). Deslumbrada com a triste sorte dos pecadores, na sua simplicidade, decide responder ao apelo da Virgem Maria e fazer penitência e sacrifício pela conversão dos pecadores.



As três crianças, mas particularmente Jacinta, praticavam mortificações e penitências. É possível que prolongados jejuns a tenham enfraquecido ao ponto de ter sucumbido à epidemia gerada pela pneumónica que varreu a Europa em 1918, em consequência da Primeira Guerra Mundial. Jacinta, que sofria de pleurisia e não podia ser anestesiada devido à má condição do seu coração, foi assistida em vários hospitais, esteve acolhida temporariamente no Orfanato de Nossa Senhora dos Milagres, na Rua da Estrela n.º 17, em Lisboa (atual Mosteiro do Imaculado Coração de Maria, junto ao Jardim da Estrela), o qual foi fundado e dirigido pela Madre Maria da Purificação Godinho, acabando por falecer a 20 de fevereiro de 1920, no Hospital de Dona Estefânia da mesma cidade.[3]



Jacinta Marto foi beatificada, juntamente com o seu irmão Francisco, pelo Papa João Paulo II a 13 de Maio de 2000; é a cristã mais nova não-mártir a ser beatificada. O seu dia festivo é 20 de fevereiro; no dia 11 de março de 2010 celebrou-se o Centenário do nascimento da Beata Jacinta Marto, com a audiência do Papa Bento XVI.
As aparições particulares a Jacinta[editar | editar código-fonte]



De acordo com As Memórias da Irmã Lúcia, Jacinta Marto, posteriormente às aparições de Fátima, terá recebido ainda algumas aparições particulares de Nossa Senhora. Dessas aparições marianas particulares, a Irmã Lúcia destacou as seguintes:



Jacinta vê o Santo Padre - Lúcia assim relata na sua Terceira Memória: "Um dia, fomos passar as horas da sesta para junto do poço de meus pais. A Jacinta sentou-se nas lajes do poço; o Francisco, comigo, foi procurar o mel silvestre nas silvas dum silvado duma ribanceira que aí havia. Passado um pouco de tempo, a Jacinta chama por mim: – Não viste o Santo Padre? – Não! – Não sei como foi! Eu vi o Santo Padre em uma casa muito grande, de joelhos, diante de uma mesa, com as mãos na cara, a chorar. Fora da casa estava muita gente e uns atiravam-lhe pedras, outros rogavam-lhe pragas e diziam-lhe muitas palavras feias. Coitadinho do Santo Padre! 

Temos que pedir muito por Ele. Em outra ocasião, fomos para a Lapa do Cabeço. Chegados aí, prostramo-nos por terra, a rezar as orações do Anjo. Passado algum tempo, a Jacinta ergue-se e chama por mim: – Não vês tanta estrada, tantos caminhos e campos cheios de gente, a chorar com fome, e não tem nada para comer? E o Santo Padre em uma Igreja, diante do Imaculado Coração de Maria, a rezar? E tanta gente a rezar com Ele?

Visões da guerra - "Um dia fui a sua casa, para estar um pouco com ela. Encontrei-a sentada na cama, muito pensativa. – Jacinta, que estás a pensar? – Na guerra que há-de vir. Há-de morrer tanta gente! E vai quase toda para o inferno! Hão-de ser arrasadas muitas casas e mortos muitos Padres (tratava-se da Segunda Guerra Mundial). Olha: eu vou para o Céu. E tu, quando vires, de noite, essa luz que aquela Senhora disse que vem antes, foge para lá também! – Não vês que para o Céu não se pode fugir? – É verdade! Não podes. Mas não tenhas medo! Eu, no Céu, hei-de pedir muito por ti, por o Santo Padre, por Portugal, para que a guerra não venha para cá, e por todos os Sacerdotes.



Visitas de Nossa Senhora - A 23 de Dezembro de 1918, Francisco e Jacinta adoeceram ao mesmo tempo. Indo visitá-los, Lúcia encontrou Jacinta no auge da alegria. Na sua Primeira Memória, Lúcia conta: "Um dia mandou-me chamar: que fosse junto dela depressa. Lá fui, correndo. – Nossa Senhora veio-nos ver e diz que vem buscar o Francisco muito breve para o Céu. E a mim perguntou-me se queria ainda converter mais pecadores. Disse-Lhe que sim. Disse-me que ia para um hospital, que lá sofreria muito; que sofresse pela conversão dos pecadores, em reparação dos pecados contra o Imaculado Coração de Maria e por amor de Jesus. Perguntei se tu ias comigo. Disse que não. Isto é o que me custa mais. Disse que ia minha mãe levar-me e, depois, fico lá sozinha! Em fins de Dezembro de 1919, de novo a Santíssima Virgem se dignou visitar a Jacinta, para lhe anunciar novas cruzes e sacrifícios. Deu-me a notícia e dizia-me: – Disse-me que vou para Lisboa, para outro hospital; que não te torno a ver, nem os meus pais; que, depois de sofrer muito, morro sozinha, mas que não tenha medo; que me vai lá Ela buscar para o Céu. Durante a sua permanência de 18 dias no hospital em Lisboa, Jacinta foi favorecida com novas visitas de Nossa Senhora, que lhe anunciou o dia e a hora em que haveria de morrer. Quatro dias antes de a levar para o Céu, a Santíssima Virgem tirou-lhe todas as dores. Nas vésperas da sua morte, alguém lhe perguntou se queria ver a mãe, ao que ela respondeu: - A minha família durará pouco tempo e em breve se encontrarão no Céu… Nossa Senhora aparecerá outra vez, mas não a mim, porque com certeza morro, como Ela me disse".[4]

Eventos históricos[editar | editar código-fonte]



Os três pastorinhos de FátimaLúciaFrancisco e Jacinta.

Apresenta-se a seguir uma cronologia de alguns eventos históricos relacionados com a vida de Jacinta Marto:


11 de Março de 1910 - Nasce em AljustrelFátima.

1916 - Lúcia, Francisco e Jacinta têm as primeiras aparições: afirmam ver o Anjo de Portugal.

1917 - De Maio a Outubro, os três pastorinhos afirmam ver Nossa Senhora na Cova da Iria.

23 de Dezembro de 1918 - Jacinta e Francisco adoecem, vítimas de pneumônica.

21 de Janeiro de 1920 - É levada para Lisboa, onde fica internada no Orfanato de Nossa Senhora dos Milagres, na Rua da Estrela, n.º 17, atual Mosteiro do Imaculado Coração de Maria. No dia 2 de Fevereiro de 1920 é levada para o Hospital de Dona Estefânia, em Lisboa.

20 de Fevereiro de 1920 - Morre no Hospital de Dona Estefânia. É sepultada no cemitério de Vila Nova de Ourém, no jazigo da família do Barão de Alvaiázere.

12 de Setembro de 1935 - Os seus restos mortais são trasladados para o cemitério de Fátima, data em que a urna foi aberta e revelado o seu corpo incorrupto.

1 de Maio de 1951 - Os seus restos mortais são trasladados para a Basílica de Nossa Senhora do Rosário, no Santuário de Fátima, onde é sepultada.

13 de Maio de 1989 - O Papa João Paulo II publica o decreto que proclama a heroicidade das virtudes dos videntes Francisco e Jacinta Marto.

13 de Maio de 2000 - Beatificação em Fátima dos pastorinhos Francisco e Jacinta Marto pelo Papa João Paulo II.

11 de Março de 2010 - Celebração do centenário do seu nascimento com a audiência do Papa Bento XVI.


12 e 13 de Maio de 2010 - O Papa Bento XVI visita o Santuário de Fátima no 10.º aniversário da beatificação dos pastorinhos Jacinta e Francisco.[5][6]