sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

ABANDONAR A VIDA DUPLA


Cidade do Vaticano (Quinta-feira, 23-02-2017, Gaudium Press) O Papa Francisco iniciou sua homilia da Missa celebrada na Casa Santa falando do escândalo e comentou também a "vida dupla".














"Mas o que é o escândalo? O escândalo é dizer uma coisa e fazer outra; é ter vida dupla. Vida dupla em tudo: sou muito católico, vou sempre à missa, pertenço a esta e aquela associação; mas a minha vida não é cristã. Não pago o que é justo aos meus funcionários, exploro as pessoas, faço jogo sujo nos negócios, reciclo dinheiro, vida dupla. Muitos católicos são assim. Eles escandalizam. Quantas vezes ouvimos dizer, nos bairros e outras partes: ‘Ser católico como aquele, melhor ser ateu'. O escândalo é isso. Destrói. Joga você no chão. Isso acontece todos os dias, basta ver os telejornais e ler os jornais. (...) Com os escândalos se destrói. " 

Francisco continuou lembrando palavras do Evangelho:

"No Evangelho, Jesus fala daqueles que escandalizam, sem dizer a palavra escândalo, mas se entende: ‘Você chegará ao Céu, baterá à porta e: Sou eu, Senhor! Não se lembra? Eu ia à Igreja, estava sempre com você, pertencia a tal associação, fazia muitas coisas. Não se lembra de todas as ofertas que eu fiz? Sim, lembro-me! As ofertas! Lembro-me bem: todas sujas, roubadas aos pobres. Não o conheço. Esta será a resposta de Jesus aos escandalosos que fazem vida dupla."

Vida Dupla

"A vida dupla provém do seguir as paixões do coração, os pecados mortais que são as feridas do pecado original", disse o Papa.

A Primeira Leitura exorta a não se deixar levar pelas paixões do coração e a não confiar nas riquezas. A não dizer: "Contento a mim mesmo".

Então o Santo Padre recomendou a não adiar a conversão:

"A todos nós, a cada um de nós, fará bem, hoje, pensar se há algo de vida dupla em nós, de parecer justos. Parecer bons fiéis, bons católicos, mas por baixo fazer outra coisa; se há algo de vida dupla, se há uma confiança excessiva: O Senhor me perdoará tudo. Então, continuo. Isso não é bom. Irei me converter, mas hoje não! Amanhã. Pensemos nisso. Aproveitemos da Palavra do Senhor e pensemos que o Senhor nisso é muito duro. O escândalo destrói." 

"Cortar a mão", "arrancar o olho", mas "não escandalizar os pequeninos", ou seja, os justos, "os que confiam no Senhor, que simplesmente creem no Senhor".

O Papa citou o exemplo de uma empresa importante que estava à beira da falência. As autoridades queriam evitar uma greve justa, mas que não faria bem e queriam conversar com os chefes da empresa. As pessoas não tinham dinheiro para arcar com as despesas cotidianas, pois não recebiam o salário. O responsável, um católico, estava de férias numa praia no Oriente Médio e as pessoas souberam disso mesmo que a notícia não tenha saído nos jornais. "Estes são escândalos", disse Francisco:

"A vida dupla provém do seguir as paixões do coração, os pecados mortais que são as feridas do pecado original", disse o Papa. A Primeira Leitura exorta a não se deixar levar pelas paixões do coração e a não confiar nas riquezas. A não dizer: "Contento-me de mim mesmo". Francisco convidou a não adir a conversão:

"A todos nós, a cada um de nós, fará bem, hoje, pensar se há algo de vida dupla em nós, de parecer justos. Parecer bons fiéis, bons católicos, mas por baixo fazer outra coisa; se há algo de vida dupla, se há uma confiança excessiva: O Senhor me perdoará tudo. Então, continuo. Ok! Isso não é bom. Irei me converter, mas hoje não! Amanhã. Pensemos nisso. Aproveitemos da Palavra do Senhor e pensemos que o Senhor nisso é muito duro. O escândalo destrói." (JSG)


Autoriza-se a sua publicação desde que se cite a fonte.

JESUS E ZAQUEU – TEATRINHO


Este texto pode ser usado como jogral (mais fácil) ou teatrinho. Com os parêntesis, é teatro. Sem os parêntesis, é jogral.

(1ª CENA)

Comentarista (C): (mesa e cadeira no palco. Zaqueu está sentado e Obed em pé, diante da mesa). Zaqueu atende um judeu chamado Obed.
Zaqueu (Z)- Obed, você vai ou não pagar o imposto?
Obed (O)- “Seu” Zaqueu, é muito alto! O senhor está cobrando mais do que é justo! Não tenho como pagar tudo isso! Tenha piedade!
Z- Se não pagar, vou ficar com suas terras!
O- Mas é o único bem que possuo! E os meus filhos? Como vou cuidar deles?
Z- Você deveria ter pensado nisso antes de pô-los no mundo!
O- Me dê um tempo!
C- Zaqueu pensa um pouco (se for teatro, não é preciso dizer isso)
Z- Está bem! Só uma semana a mais!
O- (beijando a mão de Zaqueu). Obrigado, Seu Zaqueu, obrigado! O senhor não vai se arrepender! (e sai).

      (2ª CENA)
(Zaqueu fica sozinho. Uma música lenta e triste toca ao fundo. O comentarista fala ao microfone enquanto Zaqueu olha para um papel sobre a mesa, pensativo).
C- Zaqueu vivia uma vida vazia, inquieta, triste. Não estava feliz com o que fazia, embora não tivesse forças ou incentivo para sair dela. Sentia falta de alguma coisa ou de alguém, que lhe mostrasse algo pelo qual valesse apena viver. Sua esposa e filhos viviam no luxo, financiado pelo dinheiro que ele roubava dos outros na cobrança de impostos. Chefiava não um grupo de trabalhadores, mas na verdade como que uma quadrilha organizada e apoiada pelo governo romano. Até quando viveria esse tipo de vida mesquinha e desonesta?
     
      (3ª CENA)
(Zaqueu ainda está pensativo quando entra um de seus subordinados com um pequeno saco de dinheiro)

C- Certo dia, pensando nessas coisas, um de seus subordinados entra com um pequeno saco de dinheiro e lhe diz:
EMPREGADO (E)- Seu Zaqueu, eu consegui receber o imposto daquele homem que mora perto da pedra grande.
Z- (olhando para ele, após pegar o saco de dinheiro e guardá-lo numa caixa ou outro lugar). Muito bem! Você é o meu melhor empregado! Sempre consegue tirar dinheiro desses trouxas!
E- Eu estou achando o senhor meio cansado! O que houve?
Z-Nada, nada! Muito trabalho e problemas! O povo está sem dinheiro! Está difícil ganhar a nossa comissão!
E- Seu Zaqueu, não vá se zangar, mas não acha que estamos cobrando muita comissão?
Z- (olhando para cima e voltando a encará-lo). É o nosso ofício! Se abaixarmos o imposto, eles vão ficar sabendo que o imposto cobrado por Roma é bem menor do que o que cobramos!
E- É...isso é verdade! Eu preciso ir embora
Z- Dou sua parte na semana que vem!
E- Confio no senhor. Até amanhã!
Z- Até amanhã!
E- (voltando)Ah! Estava me esquecendo de dizer que está na cidade um cara famoso chamado Jesus. Dizem que é muito bom, não discrimina as pessoas, vive pobremente, não aceita subornos, cura doentes, fala bonito e até ressuscita mortos!
[no jogral o comentarista diz: Zaqueu olha para a janela]
(no teatrinho, Zaqueu olha para a janela)
Z-É! Já ouvi falar dele! Como eu gostaria de conhecê-lo! Deve ser um homem muito interessante! Mas deve ser como esses fariseus de uma figa, que se acham importantes e vivem separado dos que têm profissão como a nossa! Eu vou ser repudiado por ele, por causa da profissão. Mas não haveria um modo de vê-lo sem ser visto?
E- Suba numa árvore que as folham vão cobri-lo!
Z- É uma boa ideia! Vou pensar nisso!

      (4ª CENA)
(Zaqueu fica outra vez sozinho, música bonita e lenta. Olha pela janela, para o infinito, passa a mão pelo queixo, num tom de quem está pensando).
C- Zaqueu não sabia ainda, mas estava para perceber que se sentia atraído por tudo o que falavam de Jesus, tão diferente dele. Será que ele o receberia? Ou lhe viraria o rosto? Zaqueu queria conhecê-lo, mas tinha medo de duas coisas: de que Jesus o rejeitasse e de que ele conseguisse penetrar seus pensamentos e visse que ele era pecador. Sentia-se incapaz de mudar de vida, pois não conseguiria viver de outro modo. Que vida estava agora vivendo? Uma vida vazia. Apesar de ser muito rico, não era feliz. Não percebera a graça de Deus já percorrendo seus ossos, seu corpo, sua alma, sua vida! De repente, Zaqueu avistou ao longe Jesus pela janela e disse, saindo correndo da casa:)
Z- É ele! É ele que está passando ali! (e sai correndo)

      (5ª CENA)
(Zaqueu está de pé. Pode ser numa cadeira ou numa escadinha, com uma placa: ÁRVORE, num canto do palco, e Jesus está no outro canto).
C-Zaqueu subiu numa árvore, um pouco distante de Jesus, para vê-lo sem ser visto. Jesus estava dirigindo-se a outro canto da cidade, mas avistou Zaqueu (Jesus pára e olha para Zaqueu) e percebeu, mesmo de longe, que nele havia sinceridade no desejo de conversão, de mudança de vida. Jesus lê nossos pensamentos e enxerga as qualidades, às vezes adormecidas, que temos. Ele tem o poder de fazer frutificar essas qualidades e aumentá-las a tal ponto que superem, em muito, os defeitos. Uma pessoa, quando pede perdão de seus pecados, é plenamente perdoada, pode recomeçar vida nova. Entretanto, não devemos parar no pedido de perdão, mas ir além, mudando nosso modo de agir e de tratar as outras pessoas. Em resumo: mudar não só de ideias, mas de vida, nossa vida toda. Jesus muda de trajeto, vai para perto de Zaqueu e lhe diz:
JESUS- (Dirigindo-se a Zaqueu com algumas pessoas representando o povo que o seguia): Zaqueu! Desça dessa árvore porque quero jantar em sua casa!
Z- Mestre, como o senhor me viu?
C- Jesus não respondeu. Limitou-se a esperar que ele descesse da árvore.
Z- Será um grande prazer recebê-lo em minha casa!

      (6ª CENA)

(Uma mesa. Jesus sentado numa ponta e Zaqueu na outra, ambos de lado para o público. Algumas pessoas estão sentadas ao redor deles, incluindo os dois homens que apareceram anteriormente).
C- Já na casa de Zaqueu, com vários convidados, entre eles os dois que haviam falado com ele, Zaqueu perguntou:
Z- Senhor, gostou do alimento?
J- Zaqueu, não vim até aqui exatamente para me alimentar, mas para alimentar a sua fome de Deus! Converta-se e creia em minhas palavras!
Z- Eu já ouvi falar do que o senhor faz e fala, e gostei de ouvir, mas sou muito pecador! Como posso mudar de vida?
Jesus- Desfaça as coisas erradas que você tem feito e seja misericordioso como o Pai é misericordioso. Seja santo como o Senhor é Santo!
C- Zaqueu fica um pouco pensativo. Após uns instantes de indecisão, olhando para o lado, levanta-se, num ímpeto de decisão, levanta-se, vai ao lado de Jesus, ajoelha-se, pega em sua mão e lhe diz:
Z-Senhor, de tudo o que roubei vou devolver quatro vezes mais, segundo manda a lei, e darei a metade do que tenho aos pobres!
J- (olhando para Zaqueu) Muito bem, Zaqueu! Você está fazendo o que agrada a Deus! (depois para os demais): E digo a todos vocês: Hoje a salvação entrou nesta casa, pois aqui está um verdadeiro descendente de Abraão, que abraçou a mesma fé que esse Patriarca. (O homem que devia a Zaqueu faz um gesto de alegria).
C- E assim, a paz entrou na vida de Zaqueu, que nunca a tivera antes. Vários dos seus amigos também se converteram, e pelo menos por um tempo, os pobres daquela cidade respiraram aliviados, até que o Império Romano nomeasse outro chefe de publicanos mais durão do que o que ficara no lugar de Zaqueu.
TODOS (ou do jogral ou que estão no palco, virados para o público:) E nós, a que precisamos renunciar para sermos santos?
FIM



quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

JACINTA, FRANCISCO E LÚCIA



Fátima - Portugal (Terça-feira, 21-02-2017, Gaudium Press) A Igreja celebra em 20 de fevereiro a festa litúrgica dos beatos Francisco e Jacinta Marto, dois dos três pastorinhos videntes de Nossa Senhora, em 1917. A data coincide com a morte da Beata Jacinta Marto, a primeira delas a morrer.


Autoriza-se a sua publicação desde que se cite a fonte. 





Neste ano de 2017 a festa reveste-se de um significado especial, pois, o mundo católico celebra o Primeiro Centenário das Aparições de Fátima. No Santuário de Fátima as comemorações a propósito deste fato se desenrolam lembrando sempre a figura dos protagonistas das aparições e a recordação dos ensinamentos que a Virgem trouxe para o mundo.



O bispo de Leiria-Fátima, comentando esta festividade, disse destacou esta festa litúrgica como sendo "ponto alto da celebração do Centenário das Aparições", por ser um convite a "descobrir a beleza da santidade destas crianças".



Duas Estrela que brilham



Para a celebração da liturgia da festa dos dois pequenos beatos, no local mesmo das aparições, quem presidiu a Santa Missa na Basílica da Santíssima Trindade foi Dom Antônio Marto, Bispo de Leiria-Fátima.



Em sua homilia ele destacou a importância e atualidade do insigne acontecimento de 2017 e apontou Francisco e Jacinta como sendo "estrelas" que refulgem na "noite" da sociedade atual.



Francisco e Jacinta são como "duas pequenas estrelas que brilham no céu de Portugal e do mundo, para iluminar nesta noite que o mundo atravessa, de dúvida e incerteza, no presente e no futuro", afirmou Dom Antônio.



"A santidade simpática dos pequenos videntes --afirmou o bispo de Fátima-- é uma aprendizagem, porque as crianças também ensinam os adultos na sua simplicidade infantil".



Francisco e Jacinta



O bispo de Leiria-Fátima destacou em suas palavras da homilia que os pastorinhos são "apresentados como modelo de santidade contemporâneo no nosso quotidiano", porque é possível "contemplar a beleza de Deus envolvidos na beleza das suas vidas".



"O Francisco é um menino que se deixa habitar pela presença inefável de Deus, e sentiu o apelo à oração e à contemplação de Deus", descreveu o prelado.



"À pequena Jacinta sobressai o espírito de compaixão pelos que sofrem, e o desejo de se fazer como nosso Senhor, na sua compaixão pela humanidade", descreveu Dom Antônio.



Crianças



Vindos de vários lugares, centenas de crianças estavam no Santuário no dia festa dos dois pastorinhos. Elas tiveram uma programação especial para este dia. No final da celebração, D. António Marto as convidou para irem até ao altar. Ele pediu para elas a interseção dos dois pequenos Beatos e deu-lhes a sua Bênção. (JSG)



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J


acinta de Jesus Marto (Aljustrel, Fátima11 de Março de 1910 — Lisboa20 de Fevereiro de 1920)[1][2] foi uma dos três pastorinhos que afirmou ter visto Nossa Senhora na Cova da Iria, entre 13 de Maio e 13 de Outubro de 1917.





Índice [esconder] 







Filha mais nova de Manuel Pedro Marto e de sua mulher Olímpia de Jesus dos Santos, Jacinta era uma criança típica do Portugalrural da época. Como de início não frequentava a escola, Jacinta trabalhava como pastora em conjunto com o seu irmão Francisco Marto e a sua prima Lúcia dos Santos. Mais tarde, logo após as aparições na Cova da Iria e segundo as mensagens recebidas, por recomendação de Nossa Senhora entrou na escola primária. De acordo com as memórias da Irmã Lúcia, Jacinta era uma criança afectiva e muito afável e emocionalmente frágil.




Lúcia dos Santos (aos dez anos de idade, no meio) e seus dois primos: Francisco Marto (de nove anos) e Jacinta Marto (de sete anos) segurando seus rosários.

Na sequência das aparições, os dois irmãos foram influenciados porque terão visto o inferno, durante a terceira aparição (em Julho de 1917). Deslumbrada com a triste sorte dos pecadores, na sua simplicidade, decide responder ao apelo da Virgem Maria e fazer penitência e sacrifício pela conversão dos pecadores.



As três crianças, mas particularmente Jacinta, praticavam mortificações e penitências. É possível que prolongados jejuns a tenham enfraquecido ao ponto de ter sucumbido à epidemia gerada pela pneumónica que varreu a Europa em 1918, em consequência da Primeira Guerra Mundial. Jacinta, que sofria de pleurisia e não podia ser anestesiada devido à má condição do seu coração, foi assistida em vários hospitais, esteve acolhida temporariamente no Orfanato de Nossa Senhora dos Milagres, na Rua da Estrela n.º 17, em Lisboa (atual Mosteiro do Imaculado Coração de Maria, junto ao Jardim da Estrela), o qual foi fundado e dirigido pela Madre Maria da Purificação Godinho, acabando por falecer a 20 de fevereiro de 1920, no Hospital de Dona Estefânia da mesma cidade.[3]



Jacinta Marto foi beatificada, juntamente com o seu irmão Francisco, pelo Papa João Paulo II a 13 de Maio de 2000; é a cristã mais nova não-mártir a ser beatificada. O seu dia festivo é 20 de fevereiro; no dia 11 de março de 2010 celebrou-se o Centenário do nascimento da Beata Jacinta Marto, com a audiência do Papa Bento XVI.
As aparições particulares a Jacinta[editar | editar código-fonte]



De acordo com As Memórias da Irmã Lúcia, Jacinta Marto, posteriormente às aparições de Fátima, terá recebido ainda algumas aparições particulares de Nossa Senhora. Dessas aparições marianas particulares, a Irmã Lúcia destacou as seguintes:



Jacinta vê o Santo Padre - Lúcia assim relata na sua Terceira Memória: "Um dia, fomos passar as horas da sesta para junto do poço de meus pais. A Jacinta sentou-se nas lajes do poço; o Francisco, comigo, foi procurar o mel silvestre nas silvas dum silvado duma ribanceira que aí havia. Passado um pouco de tempo, a Jacinta chama por mim: – Não viste o Santo Padre? – Não! – Não sei como foi! Eu vi o Santo Padre em uma casa muito grande, de joelhos, diante de uma mesa, com as mãos na cara, a chorar. Fora da casa estava muita gente e uns atiravam-lhe pedras, outros rogavam-lhe pragas e diziam-lhe muitas palavras feias. Coitadinho do Santo Padre! 

Temos que pedir muito por Ele. Em outra ocasião, fomos para a Lapa do Cabeço. Chegados aí, prostramo-nos por terra, a rezar as orações do Anjo. Passado algum tempo, a Jacinta ergue-se e chama por mim: – Não vês tanta estrada, tantos caminhos e campos cheios de gente, a chorar com fome, e não tem nada para comer? E o Santo Padre em uma Igreja, diante do Imaculado Coração de Maria, a rezar? E tanta gente a rezar com Ele?

Visões da guerra - "Um dia fui a sua casa, para estar um pouco com ela. Encontrei-a sentada na cama, muito pensativa. – Jacinta, que estás a pensar? – Na guerra que há-de vir. Há-de morrer tanta gente! E vai quase toda para o inferno! Hão-de ser arrasadas muitas casas e mortos muitos Padres (tratava-se da Segunda Guerra Mundial). Olha: eu vou para o Céu. E tu, quando vires, de noite, essa luz que aquela Senhora disse que vem antes, foge para lá também! – Não vês que para o Céu não se pode fugir? – É verdade! Não podes. Mas não tenhas medo! Eu, no Céu, hei-de pedir muito por ti, por o Santo Padre, por Portugal, para que a guerra não venha para cá, e por todos os Sacerdotes.



Visitas de Nossa Senhora - A 23 de Dezembro de 1918, Francisco e Jacinta adoeceram ao mesmo tempo. Indo visitá-los, Lúcia encontrou Jacinta no auge da alegria. Na sua Primeira Memória, Lúcia conta: "Um dia mandou-me chamar: que fosse junto dela depressa. Lá fui, correndo. – Nossa Senhora veio-nos ver e diz que vem buscar o Francisco muito breve para o Céu. E a mim perguntou-me se queria ainda converter mais pecadores. Disse-Lhe que sim. Disse-me que ia para um hospital, que lá sofreria muito; que sofresse pela conversão dos pecadores, em reparação dos pecados contra o Imaculado Coração de Maria e por amor de Jesus. Perguntei se tu ias comigo. Disse que não. Isto é o que me custa mais. Disse que ia minha mãe levar-me e, depois, fico lá sozinha! Em fins de Dezembro de 1919, de novo a Santíssima Virgem se dignou visitar a Jacinta, para lhe anunciar novas cruzes e sacrifícios. Deu-me a notícia e dizia-me: – Disse-me que vou para Lisboa, para outro hospital; que não te torno a ver, nem os meus pais; que, depois de sofrer muito, morro sozinha, mas que não tenha medo; que me vai lá Ela buscar para o Céu. Durante a sua permanência de 18 dias no hospital em Lisboa, Jacinta foi favorecida com novas visitas de Nossa Senhora, que lhe anunciou o dia e a hora em que haveria de morrer. Quatro dias antes de a levar para o Céu, a Santíssima Virgem tirou-lhe todas as dores. Nas vésperas da sua morte, alguém lhe perguntou se queria ver a mãe, ao que ela respondeu: - A minha família durará pouco tempo e em breve se encontrarão no Céu… Nossa Senhora aparecerá outra vez, mas não a mim, porque com certeza morro, como Ela me disse".[4]

Eventos históricos[editar | editar código-fonte]



Os três pastorinhos de FátimaLúciaFrancisco e Jacinta.

Apresenta-se a seguir uma cronologia de alguns eventos históricos relacionados com a vida de Jacinta Marto:


11 de Março de 1910 - Nasce em AljustrelFátima.

1916 - Lúcia, Francisco e Jacinta têm as primeiras aparições: afirmam ver o Anjo de Portugal.

1917 - De Maio a Outubro, os três pastorinhos afirmam ver Nossa Senhora na Cova da Iria.

23 de Dezembro de 1918 - Jacinta e Francisco adoecem, vítimas de pneumônica.

21 de Janeiro de 1920 - É levada para Lisboa, onde fica internada no Orfanato de Nossa Senhora dos Milagres, na Rua da Estrela, n.º 17, atual Mosteiro do Imaculado Coração de Maria. No dia 2 de Fevereiro de 1920 é levada para o Hospital de Dona Estefânia, em Lisboa.

20 de Fevereiro de 1920 - Morre no Hospital de Dona Estefânia. É sepultada no cemitério de Vila Nova de Ourém, no jazigo da família do Barão de Alvaiázere.

12 de Setembro de 1935 - Os seus restos mortais são trasladados para o cemitério de Fátima, data em que a urna foi aberta e revelado o seu corpo incorrupto.

1 de Maio de 1951 - Os seus restos mortais são trasladados para a Basílica de Nossa Senhora do Rosário, no Santuário de Fátima, onde é sepultada.

13 de Maio de 1989 - O Papa João Paulo II publica o decreto que proclama a heroicidade das virtudes dos videntes Francisco e Jacinta Marto.

13 de Maio de 2000 - Beatificação em Fátima dos pastorinhos Francisco e Jacinta Marto pelo Papa João Paulo II.

11 de Março de 2010 - Celebração do centenário do seu nascimento com a audiência do Papa Bento XVI.


12 e 13 de Maio de 2010 - O Papa Bento XVI visita o Santuário de Fátima no 10.º aniversário da beatificação dos pastorinhos Jacinta e Francisco.[5][6]


segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

SANTA FAUSTINA


veja o filme dublado de Sta. Faustina no You Tube digitando

https://www.youtube.com/watch?v=-LpA_FD0y8w Se o filme estiver no final, clique-o no início.

Instalada no Brasil primeira comunidade da congregação de Santa Faustina Kowalska (2).png
veja notícia mais abaixo|: Instalada no Brasil a primeira comunidade da congregação de Santa Faustina Kowalska


Anotações tiradas do livrinho compilado por Eliana Sá, 15ª edição, da Comunidade Canção Nova (editora@cancaonova.com - site:
  http://www.cancaonova.com).

Introdução, por Eliana Sá

"Reconheço minhas imperfeições e misérias(...) Nas provações, eu dizia:"eu mereço!"(...) Eu ouvia uma voz dizendo:"humilhe-se. Reconheça sua miséria e fraqueza!" E outra voz dizendo:"Você deixou tudo e veio para uma comunidade. Você tem direito de ser feliz e receber amor, carinho, cooperação das pessoas. Você é formadora e coordenadora dessa missão. Você tem direito!" (a primeira voz era do Espírito Santo, mas a segunda era a do demônio, segundo a autora).

Outras reflexões da autora se seguem:

- é preciso que reconheçamos nossas faltas e não as justifiquemos, nem termos auto-piedade. 

- é preciso aprender a perdoar sempre, tenhamos ou não razão.
Santa Faustina diz que com a graça de Deus, nossos sofrimentos podem transformar-se em prazer. A autora do livrinho sofria câncer e passou por várias cirurgias, com dores terríveis, e Santa Teresinha "Foi ela quem me ensinou a viver a enfermidade do câncer".

- Nosso caminho de sofrimento, estreito, é um treinamento de santidade. Depois da enfermidade do câncer, a autora diz que conheceu e cresceu numa outra devoção, a ensinada por Santa Faustina, que inclui o terço da misericórdia.

 ALGUNS ENSINAMENTOS DE STA. FAUSTINA:

- a alegria do coração provém do amor sincero a Deus.

- às 15 horas, implorar a Jesus Misericordioso pelos pecadores e refletir sobre o abandono em que Jesus enfrentou no momento de agonia. É uma hora de grande misericórdia para o mundo inteiro. "Nessa hora nada negarei à alma que me pedir pela minha paixão"(Jesus a Sta. Faustina).

CONFIANÇA (diário, nº1578)

"Desejo que essas almas se distingam por uma ilimitada confiança na minha misericórdia. Eu mesmo me ocupo com a santificação dessas almas: eu lhes fornecerei tudo o que for necessário para a sua santidade (...) Quanto mais a alma confiar, tanto mais receberá (...) Alegro-me por pedirem muito" .

HUMILDADE (nº1701)

"Não reclames nunca os teus direitos. Suporta todas as vicissitudes da vida com grande serenidade e paciência. Não te defendas, quando toda a vergonha recair sobre ti inocentemente. Permite que triunfem os outros. Não deixar de ser boa (...) Quando for necessário, Eu mesmo reclamarei por ti. Sê grata pela menor graça minha, porque essa gratidão me obriga a conceder-te novas graças".

LUTA ESPIRITUAL (nº 1760)

- nunca principies disputa com nenhuma tentação (procurar logo Jesus e, logo que puder, falar com o confessor).

- com grande paciência, suportar-se a si mesma

- não se descuidar das mortificações interiores

- fugir dos que murmuram, como se foge da peste.

- deixar que todos procedam como lhes aprouver; ela, entretanto, deveria proceder como Jesus estava exigindo dela.

- evitar a dissipação.

- calar-se quando a repreendiam

- não pedir a opinião de todos, mas apenas do diretor dela. Diante dele, ou da diretora, ser sincera e simples como uma criança

- não se desanimar com a ingratidão.

- não investigar curiosamente os caminhos pelos quais Jesus a conduzia.

- diante do enfado e do desânimo, fugir dela mesma e esconder-se no coração de Jesus. Não ter medo da luta. A própria coragem muitas vezes afasta as tentações, que não ousam, então, nos acometer.

- lutar sempre com a convicção de que Jesus estava com ela.

-não se guiar pelo sentimento, mas pela vontade.
- obedecer sempre.

- não temer demasiadamente, porque ela não estava sozinha. 

SACRIFÍCIO E ORAÇÃO (nº 1767)

- pela oração e pelo sofrimento ela salvaria mais almas do que o missionário apenas pelos ensinamentos e sermões (sem a oração)

- exteriormente, o sacrifício dela deve ter a aparência de oculto, silencioso, repleto de amor, embebido de oração, puro, cheio de humildade. Ela deveria aceitar com amor todos os sofrimentos.

- ainda que em certas horas ela não sentisse Jesus, Ele estaria junto dela. Não deveria nunca temer, pois a graça de Jesus estaria com ela. 

TIBIEZA (nº 1702-1703)

"Assim, porque és morno, nem frio nem quente, estou para te vomitar de minha boca" (Apoc 3,16).

"Permitirei que sejam destruídos conventos e igrejas: essa glória (que fazem a Jesus nos conventos) fere o meu Coração, porque o amor foi expulso dos conventos. Almas sem amor e dedicação, cheias de egoísmo e amor-próprio, orgulhosas e presunçosas, cheias de perversidade e falsidade, tíbias, que têm calor apenas para se manterem vivas. O meu coração não pode suportar isso." 

"Todas as graças que diariamente derramo sobre elas descem como por uma rocha. Não posso suportá-las, porque não são boas nem más. Instituí os conventos para, por eles, santificar o mundo e deles deve brotar uma forte chama de amor e sacrifício. E se não se converterem e não se inflamarem do amor primitivo, farei com que pereçam com o mundo (...) As suas culpas são mais graves que as do mundo, (pois) não há penitência nem reparação... Ah, coração que me recebestes de manhã, ao meio dia respiras ódio contra mim, sob as mais diversas formas. Ah, coração por mim especialmente escolhido, será pra me fazeres sofrer mais?"

"Quanto a mim, repreendo e educo todos aqueles que amo. Recobra, pois, o fervor e converte-te! Eis que estou à porta e bato: se alguém ouvir a minha voz e abrir-me a porta, eu entrarei em sua casa, cearei com ele, e ele comigo". (Apoc 3,19-20).

TERÇO DA MISERICÓRDIA

 
Pai-Nosso...

Ave-Maria...

Creio...


Nas contas do Pai-Nosso, reza-se:
Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e Sangue, Alma e Divindade de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e do mundo inteiro.

Nas contas das Ave-Marias, reza-se:
Pela Sua dolorosa Paixão, tende misericórdia de nós e do mundo inteiro. (10 vezes)
Ao final do terço, reza-se:
Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteiro.

Instalada no Brasil primeira comunidade da congregação de Santa Faustina Kowalska.png
Rio de Janeiro (Quinta-feira, 23-02-2017, Gaudium Press) A Igreja do Rio de Janeiro acolheu a celebração de instalação canônica da primeira comunidade da Congregação das Irmãs de Nossa Senhora Mãe da Misericórdia no Brasil, a mesma que Santa Faustina Kowalska fez parte. A cerimônia ocorreu no Educandário Gonçalves de Araújo, em São Cristóvão.


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De acordo com o Cardeal Arcebispo Orani João Tempesta, a missão da congregação será destinada, inicialmente, ao trabalho e evangelização de crianças. Contudo, já existem jovens que desejam ingressar e realizar uma experiência vocacional na congregação.
"A congregação exerce uma atração muito grande para as vocações. Já havia pedidos de muitas jovens que gostariam de fazer essa experiência. Além disso, elas possuem um trabalho muito importante com crianças. Surgiu, assim, a necessidade de uma instituição com um trabalho destinado às crianças, então convidamos as irmãs. Elas vão cuidar do Educandário Gonçalves de Araújo, junto à Irmandade do Santíssimo Sacramento da Candelária e, ao mesmo tempo, de todas as jovens que estão interessadas em consagrar-se a Deus, no carisma dessa congregação", afirmou.
A Congregação das Irmãs de Nossa Senhora Mãe da Misericórdia tem como carisma o trabalho com a misericórdia, auxiliando pessoas que se encontram perdidas na vida, trazendo-as novamente a Jesus Cristo. Na Polônia, por exemplo, o trabalho é realizado especificamente com meninas em situação de vulnerabilidade social.
Para a irmã Solange Diniz, a fundação da congregação é a realização de um desejo que ela carrega desde o dia em que embarcou para a Polônia a fim de viver conforme os ensinamentos deixados por Santa Faustina.
"Quando ingressei na congregação, na Polônia, em 1997, já sentia o desejo de trazê-la ao Brasil, fundando uma casa no Rio de Janeiro. Esse desejo existe há 20 anos. Ainda não consigo acreditar no que está acontecendo, tudo ainda é muito novo. Sinto uma grande alegria em realizar essa missão, tendo a oportunidade de difundir a mensagem de Jesus Misericordioso diretamente da fonte, de onde nasceu. Apesar de toda sua simplicidade, Santa Faustina foi escolhida para relembrar ao mundo inteiro uma verdade muito antiga, presente nas Sagradas Escrituras: a misericórdia é maior que a justiça", declarou.
Por sua vez, a madre-geral, Petra Kowalczyk, ressaltou que a vontade de Deus está sendo realizada através do "sim" da congregação para a missão no Rio de Janeiro.


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