segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

O ESTABILIZADOR DE ENERGIA


22/10/16

Quando criança morávamos num lugar em que a energia não passava de 90 volts. Era necessário um “transformador” pequeno, tipo estabilizador, a fim de podermos ligar alguns aparelhos eletrônicos, como o rádio a válvulas e, mas tarde, no final dos anos 60, a televisão, que também era a válvula.
Hoje, lendo um trecho de São Paulo aos Efésios, vi que nossos sofrimentos, orações, esforços, são “plenificados” por Cristo (Efésios 4,7-16). Lembrei-me do estabilizador (ou transformador) e percebi que Jesus faz justamente isso conosco: quando nos colocamos totalmente à mercê dele, ele une os nossos pequenos sofrimentos, as nossas pobres orações, as nossas pequenas boas ações, aos sofrimentos dele, como diz Colossenses 1,24: “Completo em minha carne o que falta à paixão de Cristo”.
Jesus completa os méritos de nossas ações e as “amplifica” como aquele transformador da minha infância. Sem o transformador não dava para ouvir o rádio grande de válvulas. Sem o auxílio e a Graça de Jesus não temos merecimento algum diante do Pai.
É claro que se nada fizermos para mudar nossa vida para melhor, para cada vez mais nos unirmos a Deus por meio de uma união amorosa e sincera com os irmãos, não há “entrada de energia” para que Jesus possa “amplificar”. Sem eletricidade o transformador ou o estabilizador de energia não serve para nada. É uma peça inútil, que talvez só sirva como peso para papéis.
Diz o documento da Igreja Lumen Gentium que sem Deus, a criatura se reduz a nada.

É preciso, então, que eu sempre me esforce para estar sempre unido a Deus pela oração e dar minha vida a ele, a fim de que me oriente, me corrija e me fortaleça com seus dons e assim ter algo nas mãos e no coração para oferecer-lhe e por ele ser transformado, amplificado, plenificado. E você, irmão, irmã, o que pensa disso?

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