terça-feira, 3 de maio de 2016

7.8.3- A CONFISSÃO E A UNÇÃO

-7.8.3- OS SACRAMENTOS DE CURA

 CONFISSÃO E ENFERMOS

A PENITÊNCIA OU RECONCILIAÇÃO

 

Aqueles que se aproximam do sacramento da Penitência obtêm da misericórdia divina o perdão da ofensa feita a Deus e ao mesmo tempo são reconciliados com a Igreja que feriram pecando, e a qual colabora para sua conversão com caridade, exemplo e orações.

Esse sacramento chama-se: 

1. sacramento da Conversão (caminho de volta ao Pai); 

2. da Penitência (esforço de conversão, de arrependimento e de satisfação por parte do cristão pecador); 

3. da Confissão, porque a declaração, a confissão dos pecados diante do sacerdote é um elemento essencial desse sacramento, além da confissão que se faz da santidade de Deus e de sua misericórdia para com o homem pecador; 

4. do Perdão, porque, pela absolvição sacramental do sacerdote, Deus concede "o perdão e a paz";

5. da Reconciliação: porque dá ao pecador o amor de Deus que reconcilia. Quem vive do amor misericordioso de Deus está pronto a responder ao apelo do Senhor: "Vai primeiro reconciliar-te com teu irmão" (Mt 5,24).

A Confissão é necessária porque Jesus nos convida à conversão. A primeira e fundamental conversão é selada com o Batismo. A segunda conversão é uma tarefa ininterrupta para toda a Igreja, e Cristo nos convida pela vida toda a realizá-la. Santo Ambrósio diz que na Igreja existem a água e as lágrimas: a água do Batismo e as lágrimas da Penitência.

Sem a penitência interior, entretanto, as obras de penitência externas são estéreis, vazias e enganadoras. A penitência interior é uma reorientação radical de toda a vida, um retorno, uma conversão para Deus de todo nosso coração, uma ruptura com o pecado, uma aversão ao mal e repugnância às más obras que cometemos. É também o desejo e a resolução de mudar de vida com a esperança da misericórdia divina e a confiança na ajuda de sua graça.

A conversão é, antes de tudo, uma obra da graça de Deus que reconduz nossos corações a ele. É descobrindo a grandeza do amor de Deus que nosso coração experimenta o horror e o peso do pecado e começa a ter medo de ofender a Deus pelo mesmo pecado, e ser separado dele.

Somente Deus perdoa os pecados, mas confiou o exercício do poder de absolvição ao ministério apostólico (bispos e padres). Conferindo aos apóstolos seu próprio poder de perdoar os pecados, o Senhor também lhes dá a autoridade de reconcilia os pecadores com a Igreja.

A reconciliação com a Igreja é inseparável da reconciliação com Deus. O sacramento da Penitência foi instituído por Jesus para aqueles que, depois do Batismo, cometeram pecado grave e com isso perderam a graça batismal e feriram a comunhão eclesial. É uma nova possibilidade de converter-se e de recobrar a graça da justificação.

Há cinco condições para se fazer uma boa confissão: 

1. Examinar a consciência, a fim de descobrir os pecados cometidos; 

2. Arrepender-se dos pecados cometidos, ou seja, querer não cometê-los mais; 

3. Propor não pecar mais. Sem esse propósito, a confissão fica nula.

4. Confessar os pecados ao padre. Somente se é obrigado a confessar os pecados graves, mas é aconselhável confessar todos, tanto os graves como os leves. 

5. Cumprir a penitência que o padre determinar. A Igreja pede que o fiel se confesse ao menos uma vez por ano.

As graças que o sacramento da Penitência e Reconciliação nos oferece são: a reconciliação com Deus, pela qual o penitente recobra a graça; a reconciliação com a Igreja; a remissão da pena eterna devida aos pecados mortais; a remissão, pelo menos em parte, das penas temporais, sequelas do pecado; a paz e a serenidade da consciência, e a consolação espiritual; o acréscimo de forças espirituais para o combate cristão.

A confissão individual e integral dos pecados graves, seguida da absolvição, continua sendo o único meio ordinário de reconciliação com Deus e com a Igreja.

 

A UNÇÃO DOS ENFERMOS

 

É o outro sacramento de cura. Tanto o bispo como o sacerdote ungem o doente com o óleo sagrado pelo bispo e pelos sacerdotes na Semana Santa, a fim de que ele se cure, tenha seus pecados perdoados, e tenha paciência e paz suficientes para suportar a doença quando não acontece a cura.

De fato, a enfermidade tanto pode levar a pessoa à angústia, a fechar-se sobre si mesma, e às vezes até ao desespero e à revolta contra Deus, como pode tornar a pessoa mais madura, ajudá-la a discernir em sua vida o que não é essencial, para voltar-se àquilo que é essencial. Não raro, a doença provoca uma busca de Deus, um retorno a ele.

Na Bíblia, vemos muitas vezes a cura dos enfermos, tanto no Antigo como no Novo Testamento. Jesus mandava que os apóstolos curassem os enfermos (Mc 6,12-13; Mc 16,17-18; Mt 10,8). Entretanto, é em Tg 5,14-1 5 que a Igreja conhece um rito próprio em favor dos doentes. Diz São Tiago: "Alguém de vós está doente? Mande chamar os presbíteros da Igreja para que orem sobre ele, ungindo-o com óleo em nome do Senhor. A oração da fé salvará o doente e o Senhor o porá de pé; e se tiver cometido pecados, estes lhe serão perdoados".

A graça especial do sacramento da Unção dos Enfermos tem como efeitos: a união do doente com a paixão de Cristo, para seu bem e o bem de toda a Igreja; o reconforto, a paz e a coragem para suportar cristãmente os sofrimentos da doença ou da velhice; o perdão dos pecados, se o doente não puder obtê-lo pelo sacramento da Penitência; o restabelecimento da saúde, se isso convier à salvação espiritual; a preparação para a passagem à vida eterna.


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