terça-feira, 3 de maio de 2016

7.8-OS SACRAMENTOS


 

7.8.1-INTRODUÇÃO

 

Toda a vida litúrgica da Igreja está em função do Sacrifício Eucarístico e dos sacramentos que são o Batismo, a Confirmação, a Eucaristia, a Penitência, a Unção dos Enfermos, a Ordem, o Matrimónio. Como forças que saem do corpo de Cristo, sempre vivo e vivificante, ações do Espírito Santo em operação no seu Corpo que é a Igreja, os sacramentos são as obras-primas de Deus na Nova e Eterna Aliança.

 

Foram instituídos por nosso Senhor Jesus Cristo. O sacramento não é realizado pela justiça do homem que o confere ou o recebe, mas pelo poder de Deus. Não depende da santidade do ministro. Os frutos do sacramento, entretanto, dependem também das disposições de quem os recebe.

Os celebrantes da Liturgia Sacramental, graças ao sacerdócio comum dos leigos, são toda a comunidade, o corpo de Cristo unido à sua Cabeça; é o povo santo, unido e ordenado sob a direção dos bispos. Não tem muito sentido a celebração individual ou quase privada. Certos membros da comunidade são escolhidos e consagrados pelo sacramento da ordem, através do qual o Espírito Santo os torna aptos a agir na pessoa de Cristo-Cabeça para o serviço de todos os membros da Igreja.

E, uma vez que o sacramento da Igreja manifesta-se plenamente na Eucaristia, é na presidência da Eucaristia que o ministério do Bispo aparece primeiro, e, em comunhão com ele, o dos presbíteros e diáconos. Há também outros ministérios particulares, não consagrados pelo sacramento da ordem: os ajudantes, os leitores, os comentaristas e os membros do coral, que desempenham um verdadeiro ministério litúrgico.

Quanto ao "como" celebrar os sacramentos, é preciso lembrar que na vida humana os sinais e símbolos ocupam um lugar importante, por ser o homem ao mesmo tempo um ser corporal e espiritual. Um ser social que precisa de sinais e símbolos para comunicar-se com os outros através de linguagem, gestos, ações, assim como para comunicar-se com Deus.

Deus fala ao homem através da criação visível: luz, noite, vento, fogo, água, terra, árvore, frutos. Da mesma forma lavar e ungir, partir o pão e partilhar o cálice podem exprimir a presença santificante de Deus e a gratidão do homem diante de seu criador.

A Igreja vê nos sinais da aliança: circuncisão, unção e consagração dos reis e dos sacerdotes, imposição das mãos, sacrifícios, páscoa, uma prefiguração dos sacramentos da Nova Aliança.

Na sua pregação, o Senhor Jesus serve-se muitas vezes dos sinais da criação para dar a conhecer os mistérios do Reino de Deus; realiza suas curas ou sublinha sua pregação com sinais materiais ou gestos simbólicos. Dá um sentido novo aos fatos e aos sinais da Antiga Aliança, particularmente ao Êxodo e à Páscoa, por ser ele mesmo o sentido de todos esses sinais.

Desde Pentecostes, é através dos sinais sacramentais que o Espírito Santo realiza a santificação. Os sacramentos da Igreja não anulam, mas purificam e integram toda a riqueza dos sinais e dos símbolos do cosmos e da vida social. Além disso, realizam os tipos e as figuras da Antiga Aliança, significam e realizam a salvação operada por Cristo, e prefiguram e antecipam a glória do céu.

A celebração sacramental, encontro dos filhos de Deus com seu Pai, em Cristo e no Espírito Santo, exprime-se como um diálogo, mediante ações e palavras, mesmo que as ações simbólicas sejam em si mesmas uma linguagem. A Palavra de Deus e a resposta de fé acompanham e vivificam essas ações, para que a semente do Reino produza seu fruto na terra fértil.

As ações litúrgicas significam o que a Palavra de Deus exprime: a iniciativa gratuita de Deus e ao mesmo tempo a resposta de fé do seu povo.

A liturgia da palavra é parte integrante das celebrações sacramentais, e leva a uma valorização necessária do livro da palavra (lecionário), sua veneração (procissão, incenso, luz), o lugar de onde é anunciado (ambão), sua leitura audível e inteligível, a homilia do ministro, que prolonga sua proclamação, as respostas da assembleia (aclamações, salmos responsoriais, ladainhas, profissão de fé etc.).

 

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