sábado, 7 de maio de 2016

O PAPA E A COMUNICAÇÃO

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE PAPA FRANCISCO
PARA O 50º DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS

«Comunicação e Misericórdia: um encontro fecundo»
[8 de Maio de 2016]

Queridos irmãos e irmãs!
O Ano Santo da Misericórdia convida-nos a refletir sobre a relação entre a comunicação e a misericórdia. Com efeito a Igreja unida a Cristo, encarnação viva de Deus Misericordioso, é chamada a viver a misericórdia como traço característico de todo o seu ser e agir. Aquilo que dizemos e o modo como o dizemos, cada palavra e cada gesto deveria poder expressar a compaixão, a ternura e o perdão de Deus para todos. 
O amor, por sua natureza, é comunicação: leva a abrir-se, não se isolando. E, se o nosso coração e os nossos gestos forem animados pela caridade, pelo amor divino, a nossa comunicação será portadora da força de Deus.
Como filhos de Deus, somos chamados a comunicar com todos, sem exclusão. Particularmente próprio da linguagem e das ações da Igreja é transmitir misericórdia, para tocar o coração das pessoas e sustentá-las no caminho rumo à plenitude daquela vida que Jesus Cristo, enviado pelo Pai, veio trazer a todos.
 Trata-se de acolher em nós mesmos e irradiar ao nosso redor o calor materno da Igreja, para que Jesus seja conhecido e amado; aquele calor que dá substância às palavras da fé e acende, na pregação e no testemunho, a «centelha» que os vivifica.
A comunicação tem o poder de criar pontes, favorecer o encontro e a inclusão, enriquecendo assim a sociedade. Como é bom ver pessoas esforçando-se por escolher cuidadosamente palavras e gestos para superar as incompreensões, curar a memória ferida e construir paz e harmonia. As palavras podem construir pontes entre as pessoas, as famílias, os grupos sociais, os povos. E isto acontece tanto no ambiente físico como no digital. 
Assim, palavras e ações devem ser tais que nos ajudem a sair dos círculos viciosos de condenações e vinganças que mantêm prisioneiros os indivíduos e as nações, expressando-se através de mensagens de ódio. Ao contrário, a palavra do cristão visa fazer crescer a comunhão e, mesmo quando deve com firmeza condenar o mal, procura não romper jamais o relacionamento e a comunicação.
Por isso, queria convidar todas as pessoas de boa vontade a redescobrirem o poder que a misericórdia tem de curar as relações dilaceradas e restaurar a paz e a harmonia entre as famílias e nas comunidades. Todos nós sabemos como velhas feridas e prolongados ressentimentos podem aprisionar as pessoas, impedindo-as de comunicar e reconciliar-se. E isto se aplica também às relações entre os povos. 
Em todos estes casos, a misericórdia é capaz de implementar um novo modo de falar e dialogar, como se exprimiu muito eloquentemente Shakespeare: «A misericórdia não é uma obrigação. Desce do céu como o refrigério da chuva sobre a terra. É uma dupla bênção: abençoa quem a dá e quem a recebe» (O mercador de Veneza, Ato IV, Cena I).
É desejável que também a linguagem da política e da diplomacia se deixe inspirar pela misericórdia, que nunca dá nada por perdido. Faço apelo sobretudo àqueles que têm responsabilidades institucionais, políticas e de formação da opinião pública, para que estejam sempre vigilantes sobre o modo como se exprimem a respeito de quem pensa ou age de forma diferente e ainda de quem possa ter errado. 
É fácil ceder à tentação de explorar tais situações e, assim, alimentar as chamas da desconfiança, do medo, do ódio. Pelo contrário, é preciso coragem para orientar as pessoas em direção a processos de reconciliação, mas é precisamente tal audácia positiva e criativa que oferece verdadeiras soluções para conflitos antigos e a oportunidade de realizar uma paz duradoura. «Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. (...) Felizes os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus» (Mt 5, 7.9).
Como gostaria que o nosso modo de comunicar e também o nosso serviço de pastores na Igreja nunca expressassem o orgulho soberbo do triunfo sobre um inimigo, nem humilhassem aqueles que a mentalidade do mundo considera perdedores e descartáveis! 
A misericórdia pode ajudar a mitigar as adversidades da vida e dar calor a quantos têm conhecido apenas a frieza do julgamento. Seja o estilo da nossa comunicação capaz de superar a lógica que separa nitidamente os pecadores dos justos. Podemos e devemos julgar situações de pecado – violência, corrupção, exploração, etc. –, mas não podemos julgar as pessoas, porque só Deus pode ler profundamente no coração delas. É nosso dever admoestar quem erra, denunciando a maldade e a injustiça de certos comportamentos, a fim de libertar as vítimas e levantar quem caiu. O Evangelho de João lembra-nos que «a verdade [nos] tornará livres» (Jo 8, 32). Em última análise, esta verdade é o próprio Cristo, cuja misericórdia repassada de mansidão constitui a medida do nosso modo de anunciar a verdade e condenar a injustiça. É nosso dever principal afirmar a verdade com amor (cf. Ef 4, 15). Só palavras pronunciadas com amor e acompanhadas por mansidão e misericórdia tocam os nossos corações de pecadores. Palavras e gestos duros ou moralistas correm o risco de alienar ainda mais aqueles que queríamos levar à conversão e à liberdade, reforçando o seu sentido de negação e defesa.
Alguns pensam que uma visão da sociedade enraizada na misericórdia seja injustificadamente idealista ou excessivamente indulgente. Mas tentemos voltar com o pensamento às nossas primeiras experiências de relação no seio da família. Os pais amavam-nos e apreciavam-nos mais pelo que somos do que pelas nossas capacidades e os nossos sucessos. Naturalmente os pais querem o melhor para os seus filhos, mas o seu amor nunca esteve condicionado à obtenção dos objetivos. A casa paterna é o lugar onde sempre és bem-vindo (cf. Lc 15, 11-32). Gostaria de encorajar a todos a pensar a sociedade humana não como um espaço onde estranhos competem e procuram prevalecer, mas antes como uma casa ou uma família onde a porta está sempre aberta e se procura aceitar uns aos outros.
Para isso é fundamental escutar. Comunicar significa partilhar, e a partilha exige a escuta, o acolhimento. Escutar é muito mais do que ouvir. Ouvir diz respeito ao âmbito da informação; escutar, ao invés, refere-se ao âmbito da comunicação e requer a proximidade. A escuta permite-nos assumir a atitude justa, saindo da tranquila condição de espectadores, usuários, consumidores. Escutar significa também ser capaz de compartilhar questões e dúvidas, caminhar lado a lado, libertar-se de qualquer presunção de omnipotência e colocar, humildemente, as próprias capacidades e dons ao serviço do bem comum.
Escutar nunca é fácil. Às vezes é mais cômodo fingir-se de surdo. Escutar significa prestar atenção, ter desejo de compreender, dar valor, respeitar, guardar a palavra alheia. Na escuta, consuma-se uma espécie de martírio, um sacrifício de nós mesmos em que se renova o gesto sacro realizado por Moisés diante da sarça-ardente: descalçar as sandálias na «terra santa» do encontro com o outro que me fala (cf. Ex 3, 5). Saber escutar é uma graça imensa, é um dom que é preciso implorar e depois exercitar-se a praticá-lo.
Também e-mails, sms, redes sociais, chat podem ser formas de comunicação plenamente humanas. Não é a tecnologia que determina se a comunicação é autêntica ou não, mas o coração do homem e a sua capacidade de fazer bom uso dos meios ao seu dispor. As redes sociais são capazes de favorecer as relações e promover o bem da sociedade, mas podem também levar a uma maior polarização e divisão entre as pessoas e os grupos. O ambiente digital é uma praça, um lugar de encontro, onde é possível acariciar ou ferir, realizar uma discussão proveitosa ou um linchamento moral.
 Rezo para que o Ano Jubilar, vivido na misericórdia, «nos torne mais abertos ao diálogo, para melhor nos conhecermos e compreendermos; elimine todas as formas de fechamento e desprezo e expulse todas as formas de violência e discriminação» (Misericordiae Vultus, 23). Em rede, também se constrói uma verdadeira cidadania. O acesso às redes digitais implica uma responsabilidade pelo outro, que não vemos mas é real, tem a sua dignidade que deve ser respeitada. A rede pode ser bem utilizada para fazer crescer uma sociedade sadia e aberta à partilha.
A comunicação, os seus lugares e os seus instrumentos permitiram um alargamento de horizontes para muitas pessoas. Isto é um dom de Deus, e também uma grande responsabilidade. Gosto de definir este poder da comunicação como «proximidade». O encontro entre a comunicação e a misericórdia é fecundo na medida em que gerar uma proximidade que cuida, conforta, cura, acompanha e faz festa. Num mundo dividido, fragmentado, polarizado, comunicar com misericórdia significa contribuir para a boa, livre e solidária proximidade entre os filhos de Deus e irmãos em humanidade.

Vaticano, 24 de Janeiro de 2016

O PAPA E O ROSÁRIO


Santo Rosário arma eficaz contra a tristeza e o desânimo.jpg

O ROSÁRIO: ARMA EFICAZ CONTRA A TRISTEZA E O DESÂNIMO

Buenos Aires - Argentina (Quinta-feira, 05-05-2016, Gaudium Press) Um convite para difundir a oração do Santo Rosário nas famílias é que fez o Padre Dante De Sanzzi, diretor das Obras Missionárias Pontifícias (OMP) da Argentina, por ocasião do mês dedicado à Mãe de Deus.Santo Rosário arma eficaz contra a tristeza e o desânimo.jpg

Através de uma mensagem dada a conhecer a partir do website das OMP do país austral, o sacerdote refletiu sobre a intenção missionária pela qual o Pontífice pediu que se ore de maneira especial durante o mês de maio.

"Neste novo mês, o Santo Padre pede às famílias, comunidades e grupos 'a prática de rezar o Santo Rosário pela evangelização e a paz'. Sem dúvidas que o Papa Francisco coloca em meio da cena a figura maternal de Maria. Pedindo a oração do Rosário em todos os ambientes, automaticamente se coloca a Virgem Missionária como centro da evangelização", escreve o sacerdote.

O Padre De Sanzzi também chama a colocar o olhar em Maria, que anima o anúncio do Evangelho: "Sentir a presença da mulher que levou em seu seio o Salvador, nos deve animar na tarefa de anunciar a Nova Notícia aos que estão desanimados ou distanciados".

Um trabalho que por sua vez convoca a dar a conhecer a devoção do Santo Rosário: oração mariana por excelência. "Difundir a devoção do Rosário é nossa missão. Muitas vezes escutamos que se deixa de lado esta devoção por 'tédio' ou 'falta de tempo'; é não deixar a possibilidade que atue a graça de Deus, da mesma maneira que atuou em Maria", sublinha o diretor das OMP Argentina.

"Peçamos a tão grande intercessora, a Mãe de Deus, que nos guie no caminho diário. Um caminho árduo e sinuoso. Rezemos por nossas famílias, os jovens vencidos pelos vícios, as pessoas sem trabalho, as crianças abandonadas (...) Deixemos que nos toque o coração e que o Rosário seja a arma eficaz contra a tristeza e a indiferença", conclui o sacerdote.

Rosário Missionário

O Rosário Missionário é uma das maneiras de orar para pedir pelas necessidades e intenções do mundo inteiro. Assim o pediu São João Paulo II na Carta Encíclica 'Redemptoris Missio', sobre a permanência e validade do mandato missionário: "Entre as formas de participação, o primeiro lugar corresponde à cooperação espiritual: oração, sacrifícios, testemunho de vida cristã. A oração deve acompanhar o caminho dos missionários, para que o anúncio da Palavra resulte eficaz por meio da graça divina".

Eta forma de orar, com a mediação da Virgem Maria, se faz de maneira tradicional rezando o Rosário, mas oferecendo cada um dos cinco mistérios pelas necessidades e intenções dos cinco continentes.

O Rosário Missionário foi idealizado por Dom Fulton Sheen em meados do século passado. O Bispo norte-americano apresentou um guia prático para orar pelos missionários e as missões ao redor do mundo. (GPE/EPC)



Autoriza-se a sua publicação desde que se cite a fonte.

ANDREA BOCELLI COMOVE O PAPA


sexta-feira, 6 de maio de 2016

NOVO MILAGRE EUCARÍSTICO

CustodiaSantisimo_Youtube_22042016    Novo Milagre Eucarístico na Polônia 

LEGNICA, 19 Abr. 16 / 07:00 pm (ACI).- O Bispo de Legnica (Polônia), Dom Zbigniew Kiernikowski, aprovou no dia 17 de abril a veneração de uma hóstia que sangra, a qual “tem as características distintivas de um milagre eucarístico”.

No Natal de 2013, uma hóstia consagrada caiu no chão na paróquia polonesa de Saint Jack, recordou o Bispo em um comunicado, e depois de ser recolhida foi colocada em um recipiente com água.

Pouco depois, apareceram manchas vermelhas na Eucaristia.

Dom Stefan Cichy, então Bispo de Legnica, criou uma comissão para analisar a hóstia. Em fevereiro de 2014, um pequeno fragmento foi colocado sobre um corporal e passou por provas de vários institutos.

O comunicado médico final do Departamento de Medicina Forense analisou que “na imagem histopatológica, encontrou que os fragmentos contêm partes fragmentadas do músculo estriado transversal. É mais semelhante ao músculo do coração”.

As provas também determinaram que o tecido era de origem humana e acharam que apresentava sinais de sofrimento.

Dom Kiernikowski indicou que em janeiro deste ano apresentou este caso à Congregação para a Doutrina da Fé do Vaticano.

Em abril, de acordo com as recomendações da Santa Sé, o Prelado pediu ao pároco da paróquia de Saint Jack, Andrzej Ziombrze, para “preparar um lugar adequado para as Relíquias, de tal forma que os fiéis pudessem venerá-las”.


Que mensagem Deus transmite com novo milagre eucarístico na Polônia?
 POR PROF. FELIPE AQUINO26 DE ABRIL DE 2016NOTÍCIAS, NOTÍCIAS DA IGREJA
site ACI Digital noticiou ontem (25/04/2016) que o Bispo de Legnica, na Polônia, Dom Zbigniew Kiernikowski, aprovou há alguns dias um milagre eucarístico ocorrido no Natal de 2013. Em uma época em que alguns católicos, inclusive sacerdotes, não creem na presença real de Cristo na Eucaristia e quando a liturgia perde a sacralidade que lhe corresponde, cabe perguntar-se: com que objetivo e qual mensagem Deus quer nos transmitir com este novo milagre?
O filósofo e teólogo, Philip Kosloski, autor do livro “Sobre os rastros de um Santo: A visita de João Paulo II a Wisconsin”, tenta responder à pergunta no National Catholic Register e afirma que “parece que uma causa do milagre foi o pouco cuidado com o Santíssimo Sacramento” que caiu durante a comunhão.

“Os acidentes acontecem e não quero acusar alguma pessoa ou algum sacerdote que deixou a hóstia cair. Entretanto, isso nos recorda um tema importante: o uso das patenas”, ressalta.

Na Igreja Católica, a patena é o pequeno prato dourado que o coroinha usa para colocá-lo debaixo da boca ou das mãos da pessoa que recebe a comunhão. Deste modo, se a hóstia ou alguma partícula cai, a patena evita que caia no chão.

“A prática foi abandonada por muitos na Igreja durante as últimas décadas”, apesar de o documento de 2004, Redemptionis Sacramentum, da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, exija seu uso.

O Missal Romano também requer o uso da patena e que esta esteja sobre a credencia ou mesa onde permanecem os paramentos litúrgicos antes de ser levados a altar.

Para Kosloski, “o que este milagre nos ajuda a reconsiderar é como devemos nos aproximar da Santa Eucaristia. Acreditamos realmente que Jesus está presente no pão e vinho na Missa? Cuidamos das hóstias com o devido respeito, sendo extremamente atentos ao distribuir o Precioso Sangue do nosso Senhor?”.

“Não devemos abandonar o uso das patenas na Missa porque parece ‘antiquado’. A razão pela qual usamos as patenas durante a Missa é por nosso amor a Deus!”.

Kosloski comenta também que se cuidamos de nossos filhos e os carregamos para que não caiam, “por que não temos o mesmo cuidado pela hóstia eucarística na Missa, que é Cristo o Senhor? O que sustentamos em nossas mãos não é somente pão!”.

“Talvez este milagre chegou no exato momento ao nosso mundo, quando muitos católicos não acreditam na presença real de Cristo e em um tempo na Igreja no qual não cuidam adequadamente da Eucaristia”, prossegue o filósofo e teólogo.

Finalmente, Kosloski assinala que o tecido do coração do milagre eucarístico mostra “sinas de estresse” e “talvez queria mostrar que Cristo fica ferido quando não cuidamos Dele”.



terça-feira, 3 de maio de 2016

CURSO DE CRISMA

PRIMEIRA PARTE- FORMAÇÃO HUMANA


SEGUNDA PARTE- DOUTRINA




CRISMA 1- INTRODUÇÃO

CURSO DE CRISMA INTEGRAL PARA ADOLESCENTES DO LIVRO CEDIDO A NÓS PELO AUTOR. NÃO VAI MAIS SER IMPRESSO. 





PRIMEIRA PARTE: FORMAÇÃO HUMANA

1-INTRODUÇÃO - VAMOS NOS CONHECER? 


O catequista e os catequizandos fazem um círculo, estando todos sentados. A primeira pessoa à direita do(a) catequista diz o seu nome; a segunda pessoa fala o nome da primeira e o seu nome; a terceira pessoa fala o nome da segunda e o seu nome; a quarta pessoa fala o nome da terceira e o seu nome; a quinta pessoa fala o nome da quarta e o seu nome e assim sucessivamente até chegar ao catequista.
Essa dinâmica mostra que todos nós devemos conhecer bem, para poder nos amar. Deus nos conhece e nos ama. Ele nos conhece pelo nosso nome (Ap 2, 17b). Foi assim que Jesus e os apóstolos começaram a ter amizade, como em Jo 1, 39: "Então (Pedro e André) foram e viram onde (Jesus) morava e permaneceram com ele naquele dia".
Quando conhecemos pessoalmente alguém, deixamos de lado as fofocas e os preconceitos, temos melhores condições de gostar dessa pessoa como realmente ela é e não como os outros pensam que seja.
Em Jo 10, 14 Jesus diz: "Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas e as minhas ovelhas me conhecem". Quanto mais nos conhecemos, melhor podemos amar.

1-FAZENDO AMIGOS

a) Para ler: Eclesiástico 6, 14 – 17
Um amigo bom e fiel vale mais que um tesouro

b) Para conversar
1. Você tem amigos(as)? Muitos ou poucos?
2. O que você acha mais importante numa amizade?
3. Quais são os defeitos que seus amigos(as) observam em sua pessoa? Você concorda ou discorda deles?

c) Para saber
Em Provérbios 18, 24b, lemos: "Há amigos mais queridos do que um irmão". Isso quer dizer que há irmãos que não são amigos! A amizade não acontece ao acaso. Para que duas pessoas sejam amigas, é preciso várias coisas:
- devem conhecer-se bem;
- uma deve respeitar a outra em seus próprios limites e capacidades, em seu modo de vida;
- sinceridade e honestidade em todas as ocasiões;
- devem ajudar-se mutuamente no crescimento pessoal, ou seja, estarem sempre à disposição para os desabafos e os problemas. Se for preciso, devem aconselhar-se nas dificuldades e nos defeitos que uma encontra na outra;
- não podem desprezar ou fazer pouco caso das demais pessoas que não partilham a mesma amizade;
- não devem aproveitar-se uma da outra.
Isso tudo também se aplica à amizade entre pais e filhos, esposo e esposa, irmão e irmã, colegas de trabalho etc.
Sem um entrosamento num círculo bem amplo de amizades, ninguém consegue crescer no amor e na partilha, não progride muito na vida.

d) Para viver
A verdadeira amizade leva até Deus e à prática do Evangelho. Assim sendo, aquela que leve ao pecado, ao vício, ao crime não é verdadeira amizade.
Quem vive sem amigos, isolado, acaba ficando triste, solitário, egoísta, angustiado, pão-duro, só pensa em si mesmo, vive com medo de tudo e de todos, vive inseguro, torna-se antipático.
A amizade verdadeira traz muita alegria às pessoas e confiança na vida. Quem tem verdadeiros amigos e tem também Jesus por amigo vence com facilidade os problemas da vida. Jesus é um amigo que nunca vai nos "deixar na mão".

e) Para fazer
Escreva num papel os nomes das pessoas de sua família, de sua classe, de sua rua, que ainda não são seus amigos, e faça um plano para que passem a ser.

f) Para rezar
Senhor Jesus Cristo,/que fizeste tantos amigos em vossa vida aqui na Terra,/ajudai-nos a ter amigos/ que nos auxiliem a melhor amar-vos./ Vós, que sois Deus com o Pai,/ na unidade do Espírito Santo. Amém.

CRISMA -2-DEFEITOS E QUALIDADES


 

a) Para ler: João 1, 45 - 48 e Provérbios 4, 10 - 27

 

b) Para conversar

1. Porque há coisas que você acha fácil de fazer e as outras pessoas acham difícil?

2. O que você faz com facilidade e o que faz com dificuldade?

3. É possível aprender a fazer bem o que achamos difícil?

 

c) Para saber

Todos nós nascemos com determinado temperamento, também conhecido como "gênio" e caráter. Uns são mais abertos, outros mais fechados, uns mais nervosos, outros mais pacíficos, uns mais apaixonados, outros mais frios etc.

Esses temperamentos trazem muitas características boas, mas também muitas imperfeições, que podem ser notadas já desde que somos crianças. Cabe aos pais e educadores ajudar as crianças e jovens a vencerem os defeitos de seus temperamentos e transformá-los em virtudes. Quando nem os pais e nem os educadores conseguiram essa façanha, cabe a nós mesmo nos transformar, corrigindo os defeitos de nosso temperamento e adquirindo as qualidades que não temos.

A pessoa que corrige seus defeitos, que procura adquirir as qualidades que não possui de nascença, torna-se o que chamamos de "pessoas de bom caráter". Caso contrário, chamamos de "pessoas de mau-caráter". Por exemplo, se você nasceu com o temperamento tipo São Pedro, nervoso, que age antes de pensar, deve tentar tornar-se mais paciente, mais cauteloso. Feito isso, terá adquirido um bom caráter. Outro exemplo: uma pessoa tímida por natureza, que conseguir libertar-se e tornar-se mais extrovertida, mais aberta, adquiriu um bom caráter.

Os santos que conhecemos conseguiram fazer justamente isso: transformaram os pecados e defeitos de seus pensamentos em santidade e virtudes de um bom caráter.

 

d) Para viver

Procure conhecer quais são as suas boas e más tendências. Depois, anote tudo o que você precisa para ser melhor: deixar os vícios, as manias, e muitas vezes o individualismo, para se transformar-se numa pessoas de bom caráter.

As renúncias e os sacrifícios feitos voluntariamente ajudam-nos a formar (e forjar) o nosso caráter. Exemplo: dormir sempre numa mesma hora, não muito tardia, não ficar muito tempo dormindo, procurar trabalhar sempre, aproveitar bem o tempo de estudo, ser humilde e aceitar as críticas que nos fazem, ser equilibrado na comida e na bebida, não ser "baderneiro", respeitar as pessoas, sejam elas mais velhas ou mais novas, respeitar a natureza, não destruindo nada, obedecer aos pais e superiores, manter uma vida de oração, procurar ser sempre amigo, curtir boas amizades etc.

 

e) Para fazer

Tente ver em que você é diferente de seus amigos. Tente descobrir em que eles já melhoraram em relação ao que eram quando crianças.

 

f) Para rezar

Senhor Deus,/ que tanto nos quereis bem,/ ajudai-nos a transformar nossas vidas,/ a fim de que construamos um bom caráter,/ a partir das armas do amor, da renúncia e da oração que vós nos concedeis./ Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.

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CRISMA-3-O PLANO DE DEUS


 

a) Para ler: Marcos 8, 27 – 30

 

b) Para conversar

1. O que os seres humanos estão fazendo aqui neste mundo?

2. Você julga uma pessoa útil? Por quê?

3. Deus ama as pessoas inúteis e criminosas? Explique.

 

c) Para saber

Deus criou o universo todo e este mundo para que tivéssemos condições de existir. Por pior que seja uma pessoa, por mais inútil e criminosa, Deus sempre vai amá-la, sempre vai querer salvá-la e recuperá-la. Ele quis partilhar conosco a sua própria vida.

Para que não tivéssemos uma vida completamente independente dele, deixou-nos a tarefa de conseguir e partilhar com mais pessoas (nossos filhos e netos) os bens e os dons criados. Temos a capacidade da procriação e de deixar aqui na Terra outras pessoas que continuem a construí-la e a melhorá-la. Os animais fazem isso por instinto, mas nós fazemos isso dentro de uma união sólida, no casamento, que por isso mesmo é abençoada por Deus.

Depois de certo tempo trabalhando e lutando para transformar este mundo num paraíso, conhecendo e amando a Deus e ao próximo, ensinando isso aos demais, somos convidados a deixá-lo para que outros continuem o nosso trabalho e, conforme a escolha que fizemos, mudamo-nos para o Céu, onde Deus se mostra a nós com toda a sua glória e esplendor.

 

d) Para viver

Você precisa se conhecer. Procure saber se seus bisavós são brasileiros ou estrangeiros, onde seus pais nasceram, onde você nasceu, se teve algum trauma ou doença na infância. Procure saber como é que os outros veem você. Nunca fique sentido ou nervoso quando alguém lhe aponta algum defeito, mas procure os detalhes e tente mudar, melhorar. Quem se conhece bem, nunca vai se assustar com os defeitos que os outros lhe apontam.

Peça a Deus que ilumine sua vida e sua mente, a fim de você reconhecer os próprios defeitos e poder corrigi-los. Isso é importante para que, pelo menos de sua parte, o Plano de Deus se realize.

 

e) Para fazer

Escreva um resumo de tudo o que você viveu de bom ou de ruim até o presente momento.

 

f) Para rezar

Rezar o Salmo 8, na Bíblia.

CRISMA- 4-ACEITAR-SE


a) Para ler: 1Cor 15, 9 – 10

 

b) Para conversar

1. Você se aceita como é? Explique.

2. Você aceita as pessoas como são? Por quê?

3. Deus aceita você como você é? Por quê?

 

c) Para saber

Diz o bispo D. Pedro Casaldáliga que Deus nos aceita como somos para transformar-nos naquilo que ele quer que nós sejamos. Se Deus nos aceita como somos, também devemos nos aceitar. Jesus disse em Mateus 22, 36 - 40 que os dois mandamentos que resumem todos os outros são: amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. 

Ora, isso significa que devemos amar a Deus, amar a Deus, amar ao próximo, e amar a nós mesmos na mesma medida com que amamos os outros. Não posso amar mais a mim que os outros, mas também seria errado amar mais o outro que a mim mesmo. Quanto a Deus, precisamos amá-lo sobre todas as coisas.

O pior que pode acontecer a um adolescente é viver uma vida falsa, isto é, querer ser o que os outros pensam ou desejam que seja, ter de viver uma vida que os outros acham que ele deve viver. Há pessoas que vivem dois tipos de vida, uma vida dupla: a que elas realmente são e a que as pessoas obrigam-nas a viver (é aí que aparecem muitas frustrações, mágoas, recalques, depressões, complexo de culpa).

Um exemplo bem comum é quando você finge que é rico numa roda de novos amigos, quando na verdade é pobre. Ou quando o rapaz finge que é o "terror da meninas" quando na verdade não é.

Se você na realidade está numa situação social inferior à das pessoas que o cercam, assuma isso. Não invente coisas para parecer melhor ou igual aos demais. A infelicidade que a vida dupla acarreta é demais para qualquer pessoa. Viver uma vida mais honesta e sincera é fonte de muita paz e alegria, sem contar ainda com um grande progresso espiritual e humano.

Em João 8, 32, Jesus nos diz que a verdade nos liberta, nos faz livres e tranquilos. Assumir os próprios defeitos, aceitar-se plenamente, é a base de toda mudança futura que pode ocorrer em si próprio. Por mais que eu minta ao outros, nunca vou poder mentir a mim mesmo e a Deus. Essa é uma verdade que sempre deixa as pessoas vazias, angustiadas e estressadas.

Se você sofreu alguma calúnia e as pessoas pensam que você é “duas caras”, confie em Deus, ofereça isso como reparação de seus pecados e saiba que nós somos o que somos diante de Deus. Nada mais do que isso. 

 

d) Para viver

Em seus momentos de oração, procure lembrar-se de quem você é aos olhos de Deus e de si mesmo. Em seguida peça perdão a Deus de suas faltas, de suas falhas, pelas coisas boas que você deixou de fazer, e peça-lhe que transforme sua vida naquilo que ele gostaria que você fosse. Peça-lhe força para vencer suas limitações e fraquezas. Ele o ajudará. Se você alguma vez viveu uma “vida dupla”, recomece e viva uma vida verdadeira daqui para frente, sem mentiras. 

 

e) Para fazer

Tente escrever num papel o que você realmente é e, em seguida, o que os outros pensam (ou desejam) que você seja. 

 

f) Para rezar

Rezar o Salmo 139(138) em dois coros, na Bíblia.

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CRISMA-5-AMAR OS INIMIGOS


 

a) Para ler: Mateus 5 , 44 – 48

 

b) Para conversar

1. Qual é a diferença entre amar e gostar?

2. Jesus mandou que amássemos ou gostássemos dos outros? Por quê?

3. "O ódio nunca vai ser uma atitude abençoada por Deus." Comente.

 

c) Para saber

Amar é tratar bem as pessoas mesmo que não gostemos delas, dando-lhes comida ou atenção ou o que precisarem. Deus ama a todos indistintamente e por isso devemos também amar a todos, sem exceção. Isso é o que diferencia os cristãos de outros tipos de pessoas: os cristãos amam não apenas os amigos, mas também os inimigos.

Deus faz cair chuva tanto na plantação dos bons, como na plantação dos maus. Somente Deus pode julgar as pessoas, se fizeram isto ou aquilo por maldade ou por ignorância. Somente Deus nos conhece bem. Nunca devemos desprezar ninguém. Ele não mandou que gostássemos das pessoas. Nem Jesus gostava de todos: vivia repreendendo os fariseus. Mas amava a todos, e mandou que também nós amássemos a todos.

Amar nem sempre é fazer o que o outro gosta. Se alguém é criminoso, por exemplo, precisa ser preso para não fazer mal a mais ninguém. Mas não podemos odiá-lo. Talvez se tivesse vivido uma vida melhor, familiar, de carinho e afeto, nunca tivesse cometido tal crime. Ou mesmo talvez tenha sido caluniado e preso sem ter feito o suposto crime. Há muitos casos desses. Se ele tiver fome, é preciso dar-lhe de comer.

Quando o filho faz traquinagens, a mãe o repreende e até lhe dá um pequeno castigo. Ela faz isso porque o ama e quer que ele melhore. Em Hebreus 12,10, diz que Deus nos permite o sofrimento para que, purificados, possamos receber sua santidade. É, pois, por puro amor que ele permite que soframos. Assim também são os pais quando punem com sabedoria os filhos faltosos.

"Mais vale um prato de verduras dado com amor que um boi gordo dado com ódio" (Pr 15, 17).

 

d) Para viver

Se você tiver algum inimigo, procure antes saber se não é devido a algo maldoso que você fez. Se foi culpado, é seu dever pedir desculpas, para que o mal-entendido se desfaça. Ás vezes ofendemos pessoas sem termos consciência disso. 

Procure perceber algumas qualidades no inimigo. Muitas vezes o que você conhece dele deriva apenas de fofocas e preconceitos dos demais. Nunca se fixe na primeira impressão em relação a uma pessoa; procure conhecê-la melhor.

Precisamos abolir de nossa vida os sentimentos negativos e rancorosos. Devemos abraçar e guardar somente os sentimentos positivos de amor, alegria, paciência, misericórdia, caridade.

Se não pudermos amar as pessoas devido às maldades que praticam, que possamos amá-las ao menos por serem pessoas humanas, templos do Espírito Santo, filhas amantíssimas de Deus, redimidas por Jesus Cristo. Amemos as pessoas, e não os pecados que fazem. É o que se chama "Amor exigente": "Gosto de você, mas não gosto do mal que você faz".

 

e) Para fazer

Faça uma lista dos seus inimigos e escreva os motivos dessas suas inimizades, e veja se não tem jeito de melhorar.

 

f) Para rezar

Senhor, / perdoai nossos pecados/ como nós perdoamos a quem nos tem ofendido,/ e que amemos todas as pessoas. Por Cristo, nosso Senhor. Amém � ��" A�K��n

CRISMA- 6- O QUE É DIÁLOGO


a) Para ler: João 8, 1 - 11 e João 4, 7 - 30. 39 - 42

 

b) Para conversar

1. Qual foi o método usado por Jesus para expor suas ideias nos dois trechos acima?

2. Qual é a diferença entre obedecer por medo ou por amor?

3. Por que uma palestra de que você pode participar é mais interessante da que pode somente ouvir? 

 

c) Para saber

Quando só uma pessoa fala e outras escutam, isso é monólogo. Quando duas ou mais pessoas trocam ideias de igual para igual, isso é diálogo. Graças ao diálogo, Jesus conseguiu mostrar àqueles judeus que perdoassem a mulher adúltera. No caso da samaritana, pelo diálogo Jesus mostrou-lhe que ele era o Messias, aquele que tanto esperavam.

No diálogo não se trata de impor a razão do mais forte (isso seria monólogo), mas trocar ideias sobre o que é realmente verdadeiro ou falso na questão discutida. No caso da família, há dois modos de se obedecer: por amor ou por medo. Quando os pais conversam com os filhos e lhes mostram que devem seguir suas orientações por este ou aquele motivo. e ouvem as razões e as explicações dos filhos, há uma espécie de acordo entre eles, e os filhos passam a obedecer porque viram que é o melhor caminho.

Esses pais que sabem dialogar, conversar com os filhos, não precisam se preocupar mais, pois sabem que os filhos vão seguir o bom caminho. Quando os filhos obedecem por medo, logo que estiverem longe do alcance dos pais, vão cair no erro e desobedecê-los.

Saber dialogar, antes de tudo, é reconhecer possíveis erros nas próprias opiniões e ter a humildade de voltar atrás e recomeçar do modo correto. Isso é algo muito difícil e é por esse motivo que há tantas coisas erradas: ou as pessoas não reconhecem que erraram, ou não têm humildade suficiente para assumirem uma direção mais acertada.

Numa palestra-monólogo, o palestrista fala sozinho e muito dormem. Numa palestra dialogada, todos aproveitam melhor, mas o palestrista terá muitas vezes de refazer suas ideias a respeito de várias coisas com as quais o auditório não concordou. Isso é diálogo. Isso é coragem e desejo de acertar. Isso é cristianismo.

 

d) Para viver

Coloque em sua cabeça que algumas coisas que você pensa ou segue podem estar erradas ou no mínimo desatualizadas. Procure conversar (= dialogar) com pessoas que estejam mais por dentro do assunto e faça uma revisão de suas convicções.

A samaritana mudou completamente de opinião depois de seu diálogo com Jesus. Talvez você também precise mudar muitos pontos de vista para crescer na santidade e no amor cristão e como pessoa humana.

 

e) Para fazer

Combine em assistir a algum filme (em suas casas) e depois conversem se houve diálogo ou simples monólogo no trecho assistido e se as pessoas envolvidas nas cenas estavam de acordo com a moral cristã.

 

f) Para rezar

Senhor Deus, / que em nossas orações sempre deixemos alguns instantes de silêncio / para que ela não se torne um simples monólogo, / mas um diálogo, / em que vós possais falar conosco. / Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

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CRISMA 7, 8 E 9 - CONFLITOS

 

7-CONFLITOS COM A COMUNIDADE

 

a) Para ler: 2 Timóteo 4, 1 -5 e Tito 3, 1 – 2

 

b) Para conversar

1. Você tem conhecimento sobre algumas discussões na comunidade?

2. Por que elas ocorreram? Foram motivos válidos ou fúteis?

3. Como evitá-las?

 

c) Para saber

Desde os tempos bíblicos temos problemas nas comunidades. As discussões, desentendimentos, problemas eram comuns até nas comunidades atendidas pelos apóstolos (São Paulo, por exemplo), como está descrito nos dois trechos acima.

Essas brigas e conflitos nascem por vários motivos, mas os principais são a falta de humildade, a falta de conhecimento, a falta de educação, a falta de conversão, traumas trazidos da família em que se vive, complexo de inferioridade, falta de diálogo, mania de querer aparecer a qualquer custo, espiritualidade, mal orientada, falta de caridade.

A falta de humildade. Quando a pessoa perceber que está agindo erradamente, deve mudar de atitude. Isso não é humilhação, mas amor a Deus e aos irmãos.

A falta de conhecimento. Às vezes a pessoa não conhece bem a outra ou aquele assunto e briga pensando que está fazendo o que é certo.

A falta de educação. Muitos são briguentos mesmo e não têm um pingo de educação no relacionamento diário: não formaram ainda um bom caráter.

A falta de conversão. Muitos são pessoas que estão vindo de uma vida mundana ou estiveram ausentes por muito tempo da vida de igreja e não mudaram ainda de modo real o seu coração.          

Traumas trazidos da própria família. São os que em casa são humilhados, ou que não conseguiram atingir seus objetivos de vida e descontam isso na comunidade: querem impor suas ideias a qualquer custo.

Complexo de inferioridade. São os que ficam sentidos por quaisquer palavras que lhes são ditas no sentido de admoestação ou correção.

Falta de diálogo. Os que nunca dialogam, mas sempre e em toda parte querem impor suas ideias.

Mania de querer aparecer a qualquer custo. Isso os leva a pisar nos outros.

Espiritualidade mal orientada. Os que encasquetam uma ideia na cabeça e querem que a comunidade os siga a qualquer custo.

Falta de caridade. Os que acham que as ideias são mais importantes que o tratamento caridoso entre os irmãos.

 

d) Para viver

Procure dialogar com as pessoas briguentas que estejam dando problemas. Se não mudarem de atitude, peça ao pároco que participe da troca de ideias, para decidirem a questão. Não decida sozinho o que fazer.

 

e) Para fazer

Faça uma lista do que precisa mudar na comunidade e converse isso com o (a)catequista.

 

f) Para rezar

João 17, 1b - 5. 18 - 23

 

8-CONFLITOS COM A SOCIEDADE

 

a) Para ler: 1 João 4, 7 - 14

 

b) Para conversar

1. Qual seria pra você a cidade ideal para se viver?

2. Como surgem os conflitos na sociedade de hoje?

3. O que é migração? Seu bairro tem muitos migrantes?

 

c) Para saber

Uma cidade, quer seja grande, quer seja pequena, abriga muitos problemas e conflitos. Sempre costumamos imaginar qual seria uma cidade ideal para morarmos. Nessa cidade de nossos sonhos na certa não haveria conflitos, nem brigas, nem pobreza, nem desabrigados, nem desempregados. Isso está muito longe da realidade, e por vários motivos.

- sempre deixamos aos outros a solução dos problemas;

- muitas vezes nos achamos incapazes de mudar as coisas erradas;

- acomodamo-nos e queremos que todos concordem conosco;

- cada um quer solucionar o problema do seu jeito e isso dá briga; 

- os políticos muitas vezes só pensam em si mesmos; 

- falta diálogo entre as autoridades civis e religiosas da cidade;

- em vez de combatermos os problemas pela raiz, nos escondemos deles e "tapamos o sol com a peneira". Alguns exemplos: em vez de combatermos a pobreza, damos cestas básicas; em vez de combatermos a criminalidade, construímos muros cada vez mais altos nas casas; em vez de acabarmos com as doenças com uma alimentação mais adequada, abrimos farmácias comunitárias.

 

d) Para viver

Não espere milagres para viver feliz. Acostume-se a lutar em conjunto e nunca separadamente para vencer os problemas de seu bairro, de sua cidade. Lembre-se sempre que você também é responsável por muitos problemas que acontecem em sua cidade.

Procure, sobretudo, ocupar o seu tempo no estudo profundo e eficaz, longe das drogas, do cigarro, das bebidas. Engaje-se num grupo de jovens, ou mesmo de amigos de bairro, para ajudar a resolver ou pelo menos a cobrar as soluções dos vereadores e do prefeito. Veja com os amigos como ajudar os migrantes de seu bairro.

 

e) Para fazer

Faça uma lista dos problemas de seu bairro e de sua cidade e um planejamento de como podem ser resolvidos.

 

f) Para rezar

Senhor nosso Deus / nós vos pedimos que nos ilumineis / para que saibamos como viver atuantes / na sociedade onde vivemos, / para torná-la melhor / a fim de que todos vivam como irmãos. / Por Cristo nosso Senhor. Amém.

 

9-CONFLITOS COM A PRÓPRIA FAMÍLIA

 

a) Para ler: Colossenses 2, 18 - 21 e Efésios 5, 21 - 6, 4

 

b) Para conversar

1. Porque acontecem brigas na família?

2. Você já teve vontade de abandonar sua casa?

3. Por que os pais de seus colegas parecem melhores que os seus?

 

c) Para saber

Os conflitos e brigas na família acontecem por vários motivos. É difícil enumerar todos, porém poderíamos sintetizá-los.

Desse modo é preciso ressaltar a falta de diálogo entre pais e  filhos. Os pais tiveram um tipo de educação diferente dos filhos e não percebem que seus filhos hoje vivem num outro mundo. Muitas vezes forçam-nos os filhos a viver segundo um estilo de vida que não mais existe.

Por exemplo, muitos pais viveram até os 20 anos de idade sem conhecer a televisão: apenas conheciam o rádio. Quando a tevê Apareceu, era somente em preto e branco; a colorida apareceu no final da década de 70. As crianças e jovens atuais já nasceram num mundo de TV em cores, videogame, computadores etc. Eles não fazem ideia de como é viver num mundo sem isso. Os pais muitas vezes não pensam nessa situação: educam seus filhos esquecendo-se que eles nunca participaram daquele mundo mais antigo.

Por outro lado, os jovens de hoje precisam aprender também que esse ponto de vista e ter mais paciência com seus pais. No tempo mais antigo, a autoridade dos pais valia muito mais que hoje em dia.

Infelizmente muitos valores, ou seja, muitos bons costumes estão sendo esquecidos ou deixados de lado pelos jovens, o que deixa os pais aflitos. Como por exemplo, posso lembrar os vícios: cigarro, sexo desenfreado, drogas, álcool e outros.

Se os pais quiserem conquistar seus filhos, precisam convencê-los pelo diálogo, pela conversa franca e honesta. Precisam levá-los a obedecer não por medo (isso não funciona mais), mas por concluírem que de outra forma não terão um futuro feliz.

 

d) Para viver

Procure dialogar com seus pais. Não lhes responda com aspereza; ao contrário mostre que você quer ser alguém na vida e precisa de orientação. Se o que eles pedem está fora do tempo e do espaço, faça-os ver isso com jeito e delicadeza. Se for necessário, peça aos pais de um de seus colegas falarem com eles.

E mais: fugir de casa não vai resolver seus problemas. Se você estiver com vontade de fazer uma experiência de viver longe de seus pais, fale com eles. Pode ser que eles o entendam.

 

e) Para fazer

Converse com seus colegas e pergunte-lhes quais são as dificuldades que eles encontram na vivência familiar.

 

f) Para rezar

Rezem de mãos dadas a oração do Pai-Nosso 7z