quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

TRECHOS DA “MISERICORDIAE VULTUS”

Alguns trechos que eu considerei importantes.
§2- Precisamos sempre contemplar o mistério da misericórdia
§3- A misericórdia será sempre maior do que qualquer pecado
§9- A misericórdia é o critério para que Deus saiba quem são seus verdadeiros filhos (parábola do servo sem compaixão, que foi perdoado mas perdoou, em Mateus 18,33-35. Somos chamados a viver de misericórdia!
§10- A arquitrave que suporta a vida da Igreja é a misericórdia.
§11- A misericórdia divina, que a Igreja professa e proclama, é o mais admirável atributo do Criador e do Redentor (cita a encíclica Dives in Misericordia, nº 13).
§13- “Sede misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso” (Lucas 6,36). Deve ser nosso programa de vida!
§14- Não julgueis e não sereis julgados. Não condeneis e não sereis condenados. Perdoai e sereis perdoados (Lucas 6,36-38). Falar mal do irmão, na sua ausência, equivale a deixa-lo mal visto, a comprometer a sua reputação e deixá-lo à mercê das murmurações.
§15- Não nos esqueçamos das palavras de São João da Cruz: “Ao entardecer desta vida, examinar-nos-ão no amor (Ditos de luz e amor, 57).
§16- Neste ano da misericórdia (de 8/12/15 a 20/11/16), vamos fazer o que o profeta Isaías disse em 61,1-2, adaptados aos nossos tempos: levar uma palavra e um gesto de consolação aos pobres, anunciando a libertação a quantos são prisioneiros das novas escravidões da sociedade contemporânea, devolver a vista a quem já não consegue ver porque vive curvado sobre si mesmo, e restituir dignidade àqueles que dela se viram privados. E mais: “Quem pratica a misericórdia, faça-o com alegria” (Romanos 12,8).
§17-Vós, Senhor, sois um Deus que tira a iniquidade e perdoa o pecado, que não se obstina na ira, mas se compraz em usar a misericórdia. Vós, Senhor, voltareis para nós e tereis compaixão do vosso povo. Apagareis as nossas iniquidades e lançareis ao fundo do mar todos os nossos pecados (Miquéias 7,18-19). Vamos meditar sempre essas palavras, principalmente na quaresma, ao lado de tantas outras páginas da Sagrada Escritura.
Também Isaías 58,6-11:  Se retirares da tua vida toda a opressão, o gesto ameaçador e o falar ofensivo, se repartires o teu pão com o faminto e matares a fome do pobre, a tua luz brilhará na escuridão, e as tuas trevas tornar-se-ão como o meio dia. O Senhor te guiará constantemente, saciará a tua alma no árido deserto, dará vigor aos teus ossos. Serás como um jardim bem irrigado, como uma fone de águas inesgotáveis..
Ainda no parágrafo 17, o papa fala sobre o sacramento da confissão. O que me impressionou foram estas palavras: “Não hão de fazer perguntas impertinentes (ao penitente), mas como o pai da parábola, interromperão o discurso preparado pelo filho pródigo, porque saberão entender individualmente, no coração de cada penitente, a invocação de ajuda e o pedido de perdão. Em suma, os confessores são chamados a ser sempre e por todo o lado, em cada situação, e apesar de tudo, o sinal do primado da misericórdia”. Ou seja, confiar na sinceridade do penitente e não o encher de perguntas “indiscretas”.
§19- O papa convida à conversão das pessoas que estão longe da graça de Deus pela sua conduta de vida, principalmente homens e mulheres que pertencem a grupos criminosos, sejam quais forem. “Para vosso bem,. peço-vos que mudeis de vida! Não caiais na terrível cilada de pensar que a vida depende do dinheiro e que, à vista dele, tudo o mais se torna desprovido de valor e dignidade. Não passa de uma ilusão. Não levamos o dinheiro conosco para o além. O dinheiro não nos dá a verdadeira felicidade. (...) Não nos torna poderosos nem imortais”. Ninguém escapa do juízo de Deus, conclui o papa. “Esse é o momento favorável para mudar de vida” (o Ano Santo). “Basta acolher o convite à conversão e submeter-se à justiças, enquanto a Igreja oferece a misericórdia”.
§20- Quanto à justiça, na escritura, “É concebida essencialmente como um abandonar-se confiante à vontade de Deus”.
§21- “É mais fácil que Deus contenha a ira do que a misericórdia” (Santo Agostinho, “Enarratio in Psalmos, 76). “A ira de Deus dura um instante, ao passo que a sua misericórdia é eterna”.
Quanto às punições, o papa fala que a justiça faz parte da misericórdia de Deus. “Quem erra, deve descontar a pena; só que isso não é o fim, mas o início da conversão, porque se experimenta a ternura do perdão”.
§22- A indulgência apaga o cunho negativo que os pecados deixaram nos nossos comportamentos e pensamentos.
§23- Ninguém pode pôr limites à misericórdia divina porque suas portas estão sempre abertas, acreditam também os muçulmanos.
§25- Deixemo-nos surpreender por Deus! Ele nunca se cansa de escancarar a porta do seu coração, para repetir que nos ama e que deseja partilhar conosco, para sempre, a sua vida.


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