domingo, 11 de outubro de 2015

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sexta-feira, 9 de outubro de 2015

PALAVRAS DO PAPA

Ultimas palavras do querido Papa Francisco antes de iniciar o Sínodo sobre a família. Inspirado no rebelde profeta Jonas.

Poderia ser mais claro e explicito o seu recado???.

Rezemos que prevaleça a misericória.

Grande e fraterno abraço.
+ edson damian (bispo de S. Gabriel da Cachoeira, AM)


O grito do Papa: “Não à rigidez; Deus quer misericórdia”.
O coração duro é o verdadeiro perigo para o ser humano, porque não deixa entrar a misericórdia de Deus. O destaque é do Papa Francisco e feito durante a homilia na missa matutina na Capela da Casa Santa
Marta, antes de se dirigir, segundo indicou a Rádio Vaticano, à aula nova do Sínodo, onde acontece a assembleia geral dos bispos sobre o tema da família.

A reportagem é de Domenico Agasso Jr e publicada por Vatican Insider, 

06-10-2015. A tradução é de André Langer.

O Pontífice pediu para não obstaculizar a misericórdia do Senhor, considerando mais importantes as próprias ideias ou uma lista de mandamentos que devem ser seguidos. Disse-o referindo-se ao profeta
Jonas, que resiste à vontade de Deus, mas que depois aprende que deve obedecer. 

Francisco baseou sua homilia na primeira leitura do dia, do livro de Jonas, e destacou que a cidade de Nínive converte-se graças à sua pregação: “Realmente faz um milagre, porque neste caso ele deixou sua teimosia de lado e obedeceu à vontade de Deus, e fez aquilo que o Senhor lhe havia pedido”.

Nínive converte-se e por este motivo Jonas, homem “não dócil ao Espírito de Deus, se enfurece: sentiu um enorme desgosto e foi desdenhado”. E vai além, chegando inclusive a se queixar de Deus.

O Papa explicou que a história de Jonas e Nínive articula-se em três pontos: o primeiro é “a resistência à missão que o Senhor lhe confia”; o segundo é “a obediência, e quando se obedece, milagres acontecem. A obediência à vontade de Deus, e Nínive se converte”. O terceiro, “a resistência à misericórdia de Deus”.

Francisco prosseguiu refletindo sobre a dureza dos corações. “‘Senhor, não era justamente isso que eu dizia quando estava ainda em minha terra? Porque Tu és um Deus misericordioso e piedoso’, e eu fiz todo o trabalho de pregar, cumpri bem meu dever, e Tu os perdoas? É o coração com aquela dureza que não deixa entrar a misericórdia de Deus. É mais importante a minha pregação, são mais importantes os meus pensamentos, é mais importante a lista de mandamentos que devo observar, tudo, exceto a misericórdia de Deus”.

E esta situação, “este drama”, o próprio Jesus o viveu “com os doutores da Lei, que não entendiam porque ele não permitiu que a mulher adúltera fosse apedrejada, como ele fazia refeições junto com os publicanos e os pecadores: eles não entendiam. Não entendiam a misericórdia. ‘Tu és misericordioso e piedoso’”.

Mas o Salmo do dia sugere esperar “o Senhor, porque com o Senhor está a misericórdia, e grande é com Ele a redenção”.

O Papa acentuou: “Onde está o Senhor está a misericórdia. E Santo Ambrósio acrescentava: ‘E onde há rigidez ali estão seus ministros’. A teimosia que desafia a missão, que desafia a misericórdia”.

Assim, enquanto nos aproximamos do Ano da Misericórdia, recordou o Papa, “rezemos ao Senhor para que nos faça entender como é seu coração, o que significa ‘misericórdia’, o que quer dizer quando Ele diz: ‘Quero misericórdia e não sacrifício!’”