domingo, 9 de agosto de 2015

NOV.NATAL n° 2 -7º DIA

SÉTIMO DIA
ORAÇÃO PARA TODOS OS DIAS
INICIAL: um cântico, um terço ou uma dezena do terço.
FINAL:  Senhor Deus, que nós nos preparemos dignamente para o Natal de vosso Filho, tirando de nossos corações a tristeza, a falsa alegria, o desânimo, o apego ao pecado, o individualismo, a falta de amor e a falta de autodoação. Fortalecei-nos, para que transformemos a nós mesmos e o mundo que nos circunda, por Cristo, nosso Senhor, que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo. Amém.
PARA LER
Filipenses2,14-15: “Fazei tudo sem murmurações nem discussões, para serdes irrepreensíveis e íntegros”. vv 3-4: “Não façais nada por ambição, nem por vaidade, mas com humildade”. Em 1ª Cor 13,4: “A caridade é paciente, é benigna; não é invejosa, não é vaidosa, não se ensoberbece; não faz nada de inconveniente, não é interesseira, não se encoleriza, não guarda rancor, não se alegra com a iniquidade, mas se regozija com a verdade, suporta tudo, crê tudo, espera tudo, desculpa tudo”.


PARA RESPONDER
1- O que é ser humilde?
2- Por que as pessoas falam mal das outras e até as caluniam?
3- O que você entende por “bisbilhotice, murmuração, crítica?

PARA REFLETIR
O papa falou à Cúria Romana no Natal de 2014 que há também a “doença” da vanglória, da bisbilhotice, das murmurações e das críticas. “Começa de forma simples, talvez por duas bisbilhotices apenas, e acaba por apoderar-se da pessoa, fazendo dela uma “semeadora de cizânia” (como satanás) e, em muitos casos, homicida a sangue frio da fama dos próprios colegas e confrades. É a doença das pessoas velhacas que, não tendo coragem de dizer diretamente, falam pelas costas”.
Há também a “doença da rivalidade, da vanglória. Quando a aparência, as cores das vestes e as insígnias de honra se tornam o objetivo primário da vida (...). É a doença que leva as pessoas a serem falsas e a viverem um falso “misticismo” e um falso “quietismo” (...) São presos às coisas da terra, diz S. Paulo (Fil 3,18-19).
Só conseguimos ser humildes se nos conhecemos e aceitarmos nossas limitações plenamente, não nos envergonhando de sermos o que somos. O humilde nunca mente para se mostrar que não é. Quando não podemos falar sobre determinado assunto, por ser muito particular, limitemo-nos a dizer: “Não posso (ou não quero) falar sobre isso”. Mas não minta!
As pessoas falam mal dos outros para chamarem a atração para si próprias. Quando eu falo, por exemplo, que minha vizinha varre mal sua área, eu estou querendo realmente dizer que eu varro bem a minha!
A bisbilhotice é xeretear a vida dos outros sem motivo ou por motivos fúteis; a murmuração é estar sempre reclamando de tudo e de todos; a crítica é apontar a(s) falha(s) alheias.
A crítica construtiva é sempre bem vinda, principalmente se a pessoa criticada é seu (sua) subordinado (a), e sempre deve ser feita com muita caridade, educação, humildade, e na presença da pessoa, nunca pelas costas. Eu me arrependo muito de não ter feito isso que agora lhes digo, na minha juventude. Eu era um “cavalo” para lidar com certos (as) paroquianos (as).
Vanglória é gabar-se das coisas que fazemos bem, sem lembrar-se de que é Deus quem nos dá a oportunidade de realizá-las. É usar a autoridade ou as próprias virtudes para engrandecer-se, dominar, humilhar os outros. Daí vem o “falso misticismo” e o falso ascetismo” de que o papa fala: mostramos um modo falso de viver a religião. Jesus é humilde e só acolhe os humildes, ou seja, os (as) que procuram estar sempre a serviço, tratando todos como se fossem superiores a eles (as).
O humilde sempre sabe qual é o seu lugar na vida, na comunidade, na história, e sabe que isso lhe vem de Deus e não de suas próprias forças. “Sem Deus, a criatura se reduz a nada”, diz um documento do Concílio.

Cabe ainda sempre lembrar Mateus 7,1-5; “Não julgueis para não serdes julgados!”

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