domingo, 9 de agosto de 2015

NOV. NATAL n° 2-5º DIA


QUINTO DIA
ORAÇÃO PARA TODOS OS DIAS
INICIAL: um cântico, um terço ou uma dezena do terço.
FINAL:  Senhor Deus, que nós nos preparemos dignamente para o Natal de vosso Filho, tirando de nossos corações a tristeza, a falsa alegria, o desânimo, o apego ao pecado, o individualismo, a falta de amor e a falta de autodoação. Fortalecei-nos, para que transformemos a nós mesmos e o mundo que nos circunda, por Cristo, nosso Senhor, que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo. Amém.
PARA LER
Filipenses 4,5-7: “Que a vossa bondade seja conhecida por todos os homens! O Senhor está próximo! Não vos inquieteis com coisa alguma, mas apresentai as vossas necessidades a Deus, em oração e súplica acompanhadas de ação de graças. E a paz de Deus, que ultrapassa todo o entendimento, guardará os vossos corações e pensamentos em Cristo Jesus”.

PARA RESPONDER
1- Por que Jesus censurou Marta em Lucas 10,38-42?
2- Como é que Marta prepararia o Natal? E Maria, sua irmã?
3- No texto lido, a paz de Deus provém do quê?

PARA REFLETIR
O papa falou à Cúria Romana no Natal de 2014 para nos livrarmos da “doença do martismo” (agir como Marta em Lucas 10,38-42, ou seja, na atividade, mas sem a oração). É a “doença” “da atividade excessiva, ou seja, daqueles que mergulham no trabalho, deixando de lado inevitavelmente a “melhor parte”: sentar-se aos pés de Jesus. Por isso, Jesus convidou os seus discípulos a “descansar um pouco” (Marcos 6,31), porque descuidar do descanso necessário leva ao estresse e à agitação (...). Passar algum tempo com os familiares e respeitar as férias como momentos de recarga espiritual e física”.
No salmo 126 (127) lemos: “Se o Senhor não construir a casa, em vão trabalharão os construtores”. Nosso trabalho é inútil sem a graça de Deus! E esta, nós só  a obtemos no momento de contato com ele na oração.
“Não vos inquieteis com coisa alguma” diz o texto de hoje. Quem coloca toda a sua atividade nas mãos do Senhor, não precisa se inquietar.
O Cardeal Van Thuan ficou preso por 13 nos no Vietnã, sendo 9 só de solitária (leia no site Vivendo Nazaré o resumo do livro que ele escreveu na prisão). Ao ficar desesperado, na semana de sua prisão, por tantas obras sociais que deixara, começou a se perguntar como ficariam, quem tomaria conta delas. Após uma semana, teve uma inspiração e disse, com coragem: “Eu escolhi Deus, e não as suas obras” E a partir dali dedicou-se à única coisa que podia fazer na solitária: a contemplação. Teve oportunidade também de convencer alguns guardas sobre a fé católica e conseguiu um litro de vinho, que passou por remédio de estômago. Celebrava a Missa na palma da mão, usando uma gota de vinho e duas de água...
Marta prepararia o Natal como muitos hoje em dia, pensando no que iriam comer e nos presentes. Maria, sua irmã, faria a novena do Natal e prepararia seu espírito para essa data tão importante: o nascimento do homem-Deus que nos salvou.

A paz, a quietude, provém da oração confiante, em que colocamos tudo nas mãos de Deus, como diz o texto de hoje. A oração constante, confiante e perseverante e a misericórdia são as bases para termos a paz de Deus, que “ultrapassa todo o entendimento”.

Nenhum comentário:

Postar um comentário