segunda-feira, 10 de agosto de 2015

TEATRINHOS



Há vários textos que podem ser usados como teatrinhos ou jograis no nosso site Eremitas Vivendo Nazaré e um deste blog:

No site Eremitas Vivendo Nazaré: Natal Interrompido e Seu Amigo se chamava Angélico

deste blog: teatrinho de natal


Veja também as HISTÓRIAS CURTAS do nosso site Eremitas Vivendo Nazaré. Lá há muitas historinhas que podem ser aproveitadas. Ou mesmo no blog Meus Pobres Rascunhos, neste link: textos

TEATRINHO DE NATAL 1º ATO


É bem simples e pode ser feito até dentro da igreja.

1º ATO
Comentarista- Dona Marly está pedindo para o padre Júlio que empreste o salão paroquial e o pátio para uma quermesse. Ela é milionária.
(Dona Marly em frente ao padre Júlio, ambos sentados e de lado para o público).
Padre- Como tem passado, dona Marly?
D. Marly- Ai, padre, só problemas! Só pro-ble-mas!
Pe- Como vai seu esposo?
D. M.- Ah! Ele está no Guarujá. O nosso iate está velho e ele foi trocá-lo por um novo!
Pe. Velho? Quantos anos vocês o possuem?
D.M.- Imagine, padre Júlio! Já faz três longos anos que o utilizamos! Não aguento mais navegar nessa “arca de Noé”!
Pe- Três anos? Só? Mas... D. Marly, é pouco tempo!
D.M.- Padre Júlio, o senhor não troca seu carro de vez em quando?
Pe.- O Xavier? Não! Ele é de 1985!
D.M.- Ah, Esqueci-me de que seu Uno se chama Xavier! Mas... por que ainda não o trocou?
Pe- Não tenho dinheiro suficiente. Mas a paróquia está pagando o consórcio de um pálio. O Xavier é meu, não é da paróquia. Vou dá-lo para a minha mãe, quando chegar o carro novo. Eu adoro esse carrinho!
D.M. Eu poderia ajudar a compra o carro, mas estamos com tantos gastos! O senhor sabe quanto vou pagar pela nova piscina que estamos instalando em nossa mansão?
Pe.- Não faço ideia. Mas... o que a trouxe aqui?
D.M.- Eu preciso de seu salão e do pátio para montar um desfile de modas beneficente.
Pe.- Para ajudar a quem? Os pobres da paróquia?
D.M.- Não! Os pobres o senhor já ajuda! É para o Natal dos cachorros de dona Dida! São oitenta! Vamos comprar uma carne melhor e leva-los a um salão de beleza canina! Vão ficar uns amores!
Pe.- Ah! Que interessante! (Olha para o público e faz um sinal de quem diz: “vejam se pode uma coisa dessas!” Olha novamente para ela e diz): mas eu pensei... eu pensei...
D. M.- (interrompendo-o) Ora, padre Júlio, o senhor já tem bastante gente que ajuda a “pobrada”!
Pe- Sim, mas há muitos pobres e o dinheiro é sempre pouco!
D.M.- Ora, padre, Sei que o senhor se vira!
Pe.- O Natal ainda demora alguns meses! E também por que a senhora quer usar o pátio?
D.M.- É que vamos fazer convites a determinado preço, com direito a certa quantia de salgadinhos e refrigerante, que serão servidos lá fora, em barracas.
Pe.- Bem... eu vou falar com o conselho de finanças e de festas e depois lhe dou a resposta. Ou melhor, eu a convidarei para nossa reunião. Tudo bem?
D.M.- (levantando-se e se despedindo)- Tudo bem, padre. Aguardarei com ansiedade! Obrigado! Os cachorrinhos de D. Dida já estão latindo de alegria!
Pe.- Passe bem, D. Marly, e que Deus a abençoe!
(Quando ela sai, o padre faz um sinal de protesto com o punho fechado e diz, virado para o público:) Só por cima do meu cadáver, D. Marly! Nunca vou deixar que isso aconteça! (fazendo careta) “Os cachorrinhos de D. Dida”... Só essa faltava!
Comentarista – (enquanto um rapaz de uns 18 anos ou pouco mais entra e senta-se em frente ao padre, que o está recebendo):Naquele mesmo dia, o padre Júlio recebe um jovem da pastoral da juventude.
 Pe- Tudo bem, Carlos? Como vai?
Carlos- Tudo bem, padre.
Pe. E o grupo de jovens, a quantas anda?
C- Foi exatamente sobre isso que vim lhe falar. Estamos fazendo um trabalho no lixão da cidade...
Pe- Estão catando lixo?
C- Não, padre Júlio (rindo). Estamos dando assistência ao pessoal que trabalha lá sem condições! É uma tristeza!
Pe- Eu imagino! Com o meu trabalho na paróquia não tenho muito tempo de ir a esses lugares!
C- O senhor me perdoe, padre, mas deveria encontrar um tempinho! Valeria a pena!
Pe.- Fale-me um pouco do trabalho de vocês!
C- Falei  com um rapaz, o Luís, e com sua mãe, Felisbina, entre outros, mas percebi que eles exercem uma certa liderança entre os catadores de papel e material reciclável!
Pe.- Que bom! E como eles vivem?
C- Numa miséria incrível! Bebem chá mate e pão duro que ganham. O dinheiro obtido com o lixo mal dá para o alimento básico!
Pe.- E o esposo de D. Felisbina?
C- Está preso! E eles não podem comer tudo o que vem no lixão, pois há muita coisa estragada, mas aproveitam certos tipos de alimentos, além de catarem o material que transportam para um local meio distante daqui, para a reciclagem. Nem sei como ainda não morreram envenenados!
Pe.- E o que vocês pretendem fazer para ajuda-los?
C- Criar um posto de reciclagem de lixo aproveitável!
Pe.- Que ideia boa!
C- Haverá melhores condições de separar o lixo e embalar o lixo reciclável para o envio às indústrias especializadas nisso!
Pe.- Mas não temos um lugar para isso!
C- Sei de alguém que tem um terreno com um barracão que está há muito tempo sem uso!
Pe.- E o dinheiro, como conseguirão?
C- É aí que o senhor entra na história. Precisamos do salão e do pátio, várias vezes, até o Natal, para quermesses, a fim de obtermos o dinheiro necessário.
Pe.- Tudo bem, concordo com a ideia, mas há um outro pedido de utilização do salão que preciso propor ao conselho de finanças. Convido você a participar de uma reunião em que resolveremos isso. Tudo bem?
C- O.K., padre. Voltarei nesse dia. O senhor me avisa?
(Carlos, já em pé, cumprimenta o padre)
Pe- (dando-lhe a mão)- Aviso. Até logo!

C- (saindo) Até! Vamos mudar a vida dessa gente!

TEATRINHO DE NATAL 2º ATO


2º ato
(D. Felisbina e o Luís, um rapaz de uns 15 ou 16 anos, mal vestidos. Eles estão num semi-círculo com o padre, o Carlos, D. Marly, e mais dois homens, o Gustavo e o Paulo, do conselho de finanças).
Comentarista- A tal reunião chegou. Após uma oração inicial, o padre Júlio explicou a todos o motivo da reunião. Estão ali o padre, o Carlos, D. Marly, o Luís, D. Felisbina, o Paulo e o Gustavo, que são do conselho de finanças e festas.
Pe.- Amigos, juntos vamos decidir quem vai e quem não vai utilizar o salão e o pátio nestes meses até o Natal. O Paulo e o Gustavo fazem parte do conselho de finanças. Vocês conhecem D. Marly, que não precisa de apresentação. Ela é nossa colaboradora
D.M (roubando a palavra)-E saibam que de onde veio o dinheiro com o qual por várias vezes ajudei a paróquia, tem mais!
Carlos- A senhora quer dizer com isso que se não for atendida vamos ficar sem a sua ajuda?
D. M.- É por aí! É dando que se recebe!
Paulo- Mas... padre Júlio! Isso é uma pressão! É injusto!
Gustavo-(meio afetado)- Gente, eu sempre fui fã de D. Marly e acho que ela sempre será bem vinda a esta paróquia. Atendê-la e dar a esses cachorrinhos um Natal mais gostoso vai custar menos e é algo mais realizável do que um posto de reciclagem, que demanda mais recursos materiais e humanos! A reciclagem pode esperar mais um tempo!
D.M- Seu Gustavo, muito obrigada! Quando o senhor precisar de alguma coisa, qualquer que seja, me procure!
Pe.- É... parece que já começamos a discussão!
Carlos- Ô, padre, a D. Marly é milionária e pode muito bem dar ela mesma os panetones para os cachorros, se quiser, e até mesmo uma cesta de Natal para cada um deles!(Todos riem, menos D. Marly). Mas as quermesses seriam muito úteis para a montagem do nosso posto de reciclagem!
D.M .- Não gosto de piadinhas maldosas, Sr. Carlos.
Pe. – Bem... vamos ouvir os outros dois, que ainda não falaram!
D.M-(interrompendo)- Antes que eles falem, devo dizer ao Sr. Carlos que não posso ajudar a D. Dida porque tenho que terminar a reforma de minha piscina e trocar o meu iate! Essas coisas custam dinheiro!
Pe. – Por favor, fale, D. Felisbina!
D. Felisbina- Ôceis mi discurpe d’eutá aqui, mais a recicrage vai sê bão pra muita genti! Vai dá mais dinhêro pros pobre como nóis!
Carlos- O Brasil desperdiça muito lixo reciclável e mujita matéria prima. Vejam estes dados (lê num papel): 50 Kg de papel usado substituem 1 árvore, que não precisa ser derrubada. 1000 kg de alumínio substituem 5000 kg de minério, que não precisa ser extraído! 1 kg de vidro quebrado dá exatamente 1 kg de vidro novo, mas se utilizarmos matéria prima, serão necessários 1 kg e 300 gramas para fazer 1 kg de vidro novo!
Pe.- Muito obrigado, Carlos, valeu! (Voltando-se à D. Marly) Dona Marly, a senhora já passou fome?
D. M.- Por que essa pergunta, padre?
Pe.- Simplesmente responda!
D.M.- Sim, por conta dos regimes que faço para emagrecer.
Pe- É bom passar fome?
D.M.- Eu detesto. Fico nervosa, angustiada, fraca.
Pe.- Quantas refeições a senhora faz por dia?
D.M- Bem... de manhã tomo o café da manhã
Pe. – Do que consiste?
D.M.- Ovos mexidos, iogurte, presunto, queijo, geleia, frutas, sucos naturais, bacon etc
Pe. –E o almoço?
D.M- O senhor se esqueceu do lanchinho das 10 hs: torradas com caviar e grapefruit (pronuncia-se greipefrut)
Luís- Nossa! U qui é issu, sô?
D. M.- É uma fruta chamada toronja. É parecida com a laranja, mas é importada. No almoço coisas mais simples: salmão, arroz à grega, molho tártaro, filé mignom com cogumelos ao molho suíço, salada mista.. às vezes capeletti ao molho de frango (o coordenador do teatrinho pode inventar outras comidas chiques).
Pe. – Sobremesa...
D.M.- Sorvete de nozes, ou doce de leite cremoso vindo diretamente da minha fazenda de Minas, ou coisas assim.
Pe. Café da tarde?
D.M. – Suco de laranja com bolo light.
Pe. – O jantar...
D.M- Salada mista, bisteca de boi ou de porco, sopa finlandesa, ou brodo italiano com vinho importado, ou presunto, ou simplesmente um xistudo, ou um prato árabe, como o tabule...
Pe.- E para o término da noite?
D.M.- Um aperitivo tipo Martini com petiscos, ou um achocolatado importado.
Pe. – Agora quero perguntar o mesmo a vocês dois (dirigindo-se ao Luís e à D. Felisbina). O que vocês tomam no café da manhã?
(D. Felisbina dá uma cotovelada no Luís, para ele falar)
Luís- Chá mate, quando tem, e, às veiz, pão duro qui a gente ganha da padaria. Num temo gais pra torrá u pão. Ás veiz a genti acha um pedaço de pissa (ele fala assim mesmo, com dois esses) no lixão (D. Marly faz uma careta de nojo)
Pe.- E o almoço?
Luís- Arrois, feijão, cebola cru
Pe.- Só cebola?
Luís – Não! Às veiz nóis encontra lata de sardinha ou ôtras coisa vencida, e ovo cuzido. Nóis num frita pruquê nóis num tem óio pra fritá.
Pe – Tem sobremesa?
Luís- Às veiz nóis comi fruita do lixão, ou pega fruita no fim da fêra. Só qui vai tanta genti qui quase num sobra.
Pe.- Comem alguma coisa à tarde?
Luís- Não. Só um chá mati, às veiz.
Pe.- E o jantar?
Luís- Nóis comi o qui sobra no armoço. Às veiz nóis consegui pão cum margarina, qui nóis come cum chá.
Pe- E para terminar o dia?
Luís-Chá mate. Às veiz, café, mais só di veiz im quando.
(Todos param de se movimentar, como se a cena se congelasse. O comentarista toma lugar à frente do palco ou de onde se está apresentando a peça e diz:)
Comentarista: Caros amigos e amigas: o autor deste teatrinho ficou em dúvida: Dona Marly se converterá ou não com essa demonstração de pobreza? Ela abriria as mãos para ajuda-los? Abriria mão de seu pedido para que eles conseguissem o dinheiro para o posto de reciclagem? Hoje em dia precisamos reciclar tudo o que for preciso, até a nós mesmos! Estamos falando do tempo de Natal, em que tudo é possível, os milagres acontecem... ou será que isso é apenas uma ilusão? Como ficará o coração de D. Marly? O Natal não se identifica com comes e bebes. Nós precisamos comemorá-lo mudando nossa vida para melhor! Jesus nasceu para tornar-nos cidadãos do céu, mas nós insistimos em viver aqui na terra, mesmo se isso for dolorido e penoso! Uma senhora, a D. Maria de Aguiar, filha de escravos, sempre dizia à uma sua amiga que fazia jejum no dia 24 de dezembro porque Maria, nesse dia, estava com todos os incômodos do nascimento de uma criança, no caso Jesus, e decerto não comeu nada! O Natal é a festa do amor que se encarnou, da misericórdia, da fraternidade, que muitas vezes confundimos com comes e bebes, e sempre com mais “bebes” do que “comes”! Que a comemoração do nosso Natal tenha esse sentido espiritual, e não material como costumamos fazer! Procuremos ser generosos e partilharmos com os que passam fome, não só nesse tempo, mas sempre! Mas agora vamos ver como o autor achou por bem terminar esta história!
(Dona Marly levanta-se, furiosa, dizendo:
DM- Isto é um complô contra mim! Foi tudo ensaiado! Nunca fui tão humilhada! Jesus mesmo disse que sempre haveria pobres! E ele deixou a pecadora ungir seus pés com perfume caro, em vez de gastar aquele dinheiro com os pobres do seu tempo! Padre Júlio, por favor, se esqueça de mim e do meu rico dinheirinho! (E sai, batendo os pés. Gustavo levanta-se e a segue, dizendo):
Gustavo- Eu vou acompanhá-la!
Pe.- Sr. Paulo, o que me diz?
Paulo- Sem dúvida alguma, padre, sou a favor da reciclagem1
Pe.- Que bom! É o melhor presente que esta comunidade recebeu! Não é um presente-consumo, comprado em lojas! (Dirigindo-se à D. Felisbina e ao Luís:) Quanto a mim, D. Felisbina, Luís, conhecê-los e fazer esta reunião foi o meu presente de Natal. Aproximou-me da classe mais humilde, falha esta que sempre quis superar, mas nunca tinha tido coragem ou oportunidade! Que bom é poder partilhar sempre (se abraçam).

D.Felisbina – Como o sinhô falô bunito!

TEATRINHO DE NATAL 3º ATO

3º ato
(Se se estiver na igreja, o comentarista fala:)
Comentarista: Já se passaram vários meses desde a reunião e estamos no final da missa de Natal. O padre Júlio terminou a missa e faz a apresentação final.
(Se não se estiver na igreja)
Comentarista – Este lugar agora representa a igreja, no final da missa de Natal, e vocês são os paroquianos do padre Júlio. Já se passaram vários meses desde aquela reunião. O padre Júlio terminou a missa e faz a apresentação final;
(Em cena D. Felisbina, Luís (bem vestidos), Paulo, Carlos).
Pe. Júlio- Caros irmãos e irmãs, oque há alguns meses parecia um sonho, agora tornou-se realidade. O posto de reciclagem foi montado com o dinheiro da quermesse, e já está funcionando. Os que trabalham no lixão agora ganham mais, são mais respeitados e vivem como todos os seres humanos merecem viver. Isto é Natal! Agradeço à D. Felisbina, ao Luís e ao conselho de finanças pela finalização deste projeto (todos fazem uma reverência, ao ser pronunciados seus nomes). Unidos, poderemos realizar esse sonho de tantos irmãos nossos, além de sabermos que muitos materiais, antes jogados fora, são agora reaproveitados. Espero que neste Natal todos nos tornemos verdadeiros irmãos, perdoando-nos mutuamente. É o amor verdadeiro, que dá sentido ao natal, e não o amor baseado em comes e bebes. Aliás, se nos dermos bem, se vivermos com amor, qualquer tipo de alimentação é aceito com alegria. UM FELIZ NATAL PARA TODOS, E UM ÓTIMO INÍCIO DE ANO NOVO
(Se houver tempo, colocar o que o Natal não é, que está no 9º dia da novena).

domingo, 9 de agosto de 2015

NOVENA DE NATAL N° 02- ÍNDICE E ROTEIRO


Pode ser feita em grupo ou em particular. Os cânticos são os escolhidos pela(s) própria(s) que está(ão) fazendo a novena. Se você for imprimi-la, faça primeiro uma cópia no seu computador e diminua o tamanho da letra, como for melhor. O teatrinho do 9º dia é opcional. Você pode fazer a celebração alternativa, se preferir.

ORAÇÃO PARA TODOS OS DIAS
INICIAL: um cântico, um terço ou uma dezena do terço.


FINAL:  Senhor Deus, que nós nos preparemos dignamente para o Natal de vosso Filho, tirando de nossos corações a tristeza, a falsa alegria, o desânimo, o apego ao pecado, o individualismo, a falta de amor e a falta de autodoação. Fortalecei-nos, para que transformemos a nós mesmos e o mundo que nos circunda, por Cristo, nosso Senhor, que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo. Amém.

NOV.NATAL n°02-1º DIA



PRIMEIRO DIA
1ª Tessalonicenses 5,17.19.22
“Estais sempre alegres! Rezai sem cessar (...) Não apagueis o espírito! Afastai-vos de toda espécie de maldade! Que o próprio Deus da paz vos santifique totalmente, e que tudo aquilo que sois, espírito, alma, corpo, seja conservado sem mancha alguma para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.”
PARA RESPONDER
1- Como podemos “estar sempre alegres”?
2- O que você entende por “rezar sem cessar”?
3- Como se afastar da maldade? É possível ficar sem mancha alguma de pecado?

PARA REFLETIR
O papa falou aos cardeais e colaboradores da Cúria Romana, preparando-os para o Natal de 2014, sobre várias doenças, entre elas, a “doença da cara fúnebre”, ou seja, sermos “pessoas rudes e amargas, que consideram que, para ser sério, é preciso pintar o rosto de melancolia, de severidade, e tratar os outros, sobretudo os considerados inferiores, com rigidez, rudeza e arrogância. Na realidade, muitas vezes a severidade teatral e o pessimismo estéril” (O que não dá fruto) “são sintomas de insegurança de si mesmo(...). Um coração cheio de Deus é um coração feliz, que irradia e contagia com a alegria todos os que estão ao seu redor (...), pessoas amáveis, mesmo nas situações difíceis”.
Podemos, pois, estar sempre alegre, “repletos de Deus”, quando buscamos a santidade. É preciso preparar-se para o Natal com a alegria e confiança, pois Jesus nasceu para nos livrar da morte eterna. A tristeza é sinal de morte, a não ser quando é causada pelo nosso arrependimento de pecados cometidos. Mas, mesmo assim, devemos nos alegrar pelo perdão divino.
Muitas vezes sentimos tristeza porque não somos bajulados, paparicados ou engrandecidos. Às vezes temos dó de nós mesmos! É dos pobres, necessitados, doentes, injustiçados e desviados do bom caminho que devemos sentir dó! Quanto aos nossos sofrimentos, ofereçamo-los como reparação dos nossos pecados e os das outras pessoas!
Para que isso aconteça, é preciso dedicar-se um tempo diário à oração, que seja “semeado, espalhado” durante o dia todo. “Rezar sem cessar” se consegue lutando contra o pecado, mantendo-se em estado de graça, como diz Sto. Agostinho. Ele afirma que uma tal pessoa está rezando até quando faz algum trabalho. Dê uma chegadinha no nosso texto “Estudo sobre a Oração”, deste blog.
Afastar-se da maldade implica em conhecê-la, saber identificá-la, não só nos outros como em nós próprios. Tudo o que desagrada a Deus pode ser considerado maldade. Vigiar sempre, com prudência e inteligência, e orar sem cessar: essas são as armas contra a maldade, e assim não teremos mancha alguma de pecado. Rezemos pelos que praticam a maldade!

Nesta novena, estejamos nas mãos de Deus em “espírito, alma e corpo” para que Jesus possa permanecer sempre conosco!

NOV. NATALn° 2-2º DIA

SEGUNDO DIA
ORAÇÃO PARA TODOS OS DIAS
INICIAL: um cântico, um terço ou uma dezena do terço.
FINAL:  Senhor Deus, que nós nos preparemos dignamente para o Natal de vosso Filho, tirando de nossos corações a tristeza, a falsa alegria, o desânimo, o apego ao pecado, o individualismo, a falta de amor e a falta de autodoação. Fortalecei-nos, para que transformemos a nós mesmos e o mundo que nos circunda, por Cristo, nosso Senhor, que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo. Amém.
PARA LER
Romanos 13,11-14 : “Vós sabeis em que tempo estamos, pois já é hora de acordar. Com efeito, agora a salvação está mais perto de nós do que quando alcançamos a fé. A noite já vai adiantada, o dia vem chegando: despojemo-nos das ações das trevas” (glutonerias, bebedeiras, orgias, imoralidades, brigas, vícios perniciosos, rivalidades) “e vistamo-nos as armas da luz”.

PARA RESPONDER
1- Você se esforça em praticar o que ensina aos outros, aos filhos?
2- Você se conhece? Aceita os seus próprios defeitos?
3- Ainda há algum traço dessas “ações das trevas” no seu dia a dia?

PARA REFLETIR
O papa falou à Cúria Romana no Natal de 2014 que muitos têm a “doença da esquizofrenia existencial”, ou seja, “criam um mundo paralelo seu, onde põem de lado tudo o que ensinam severamente aos outros e começam a viver uma vida escondida e muitas vezes dissoluta. A conversão é muito urgente e indispensável para esta gravíssima doença”.
É preciso conhecermo-nos, saber quais defeitos temos, e aceitarmo-nos como somos, pedindo a Deus que nos transforme naquilo que ele quer que sejamos (um bispo disse isso, mas não me lembro quem). Isto conseguimos não apenas pela oração em si, mas também ouvindo o que os outros dizem a nosso respeito. Depois de os ouvirmos, reflitamos imparcialmente e nos descubramos!
Muitas pessoas não têm consciência de seus próprios pecados, embora o apontem nos outros. A conversão pessoal consiste justamente nisto: tomarmos consciência de nossas faltas e defeitos e pedir a Deus e a ajuda dos irmãos para que possamos vencê-los.
Os vícios mencionados no texto nos trazem tribulações, tristezas, depressão, desânimo, desejo de morrer ou de matar (ou prejudicar) a quem nos oprime, desejo de vingança, dependência química, miséria (vende-se tudo o que se tem para sustentar os vícios), e as doenças.
Jesus veio a este mundo para nos salvar e nos dar paz, amor, bondade, perdão, hábito da oração, fraternidade, sobriedade, a pertença a uma comunidade eclesial, a luta contra as injustiças etc. Ele nos oferece um suave, um peso leve (=levar nossa cruz com alegria), tão diferente do que nos trazem os vícios e as obras das trevas (=dependência, ódio, sofrimento quando não os obtemos, roubos, prostituição, aids, doenças, depressão etc). O jugo de Jesus Cristo nos dá como prêmio a vida eterna, o paraíso.

Estamos nos preparando para o Natal, que é um tempo de luz, em que não há trevas. É um tempo de, humildemente, encontrarmos os nossos pontos fracos, as nossas atitudes que ainda estão nas trevas. 

NOV.NATAL n°2-3° DIA

TERCEIRO DIA
ORAÇÃO PARA TODOS OS DIAS
INICIAL: um cântico, um terço ou uma dezena do terço.
FINAL:  Senhor Deus, que nós nos preparemos dignamente para o Natal de vosso Filho, tirando de nossos corações a tristeza, a falsa alegria, o desânimo, o apego ao pecado, o individualismo, a falta de amor e a falta de autodoação. Fortalecei-nos, para que transformemos a nós mesmos e o mundo que nos circunda, por Cristo, nosso Senhor, que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo. Amém.
PARA LER
Mateus 3,2-2: Dizia João Batista: “Convertei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo. João foi anunciado pelo profeta Isaías que disse: Esta é a voz daquele que grita no deserto: preparai o caminho do Senhor, endireitai suas veredas!”
PARA RESPONDER
1- O que você entende por “conversão”?
2- Como podemos “preparar o caminho do Senhor?
3- O que você entende por “endireitai suas veredas”?

PARA REFLETIR
O papa falou à Cúria Romana no Natal de 2014 que muitos têm a doença do “Alzheimer espiritual”: esquecem-se da história da Salvação, da história pessoal com o Senhor, do “primitivo amor” (Apoc. 2,4). São pessoas que “dependem completamente do seu presente, das suas paixões, caprichos e manias; que constroem em torno de si muros e costumes, tornando-se cada vez mais escravos dos ídolos que esculpiram com as próprias mãos”.
É preciso, pois, uma conversão sincera: tomar consciência dos próprios erros e mudar radicalmente de vida, a fim de caminharmos nos caminhos indicados por Jesus.
Quem se converte começa a dar bons frutos: adere a uma comunidade de Igreja, a praticar o bem, a rezar diariamente, a evitar as ocasiões de pecado e a lutar contra ele, ler diariamente a bíblia e meditá-la, aconselhar-se com alguém capacitado, buscar ajuda quando necessário para sair dos vícios ou problemas intrincados etc.
Não adianta nada andar correndo se o caminho for o errado. É melhor andar, mesmo mancando, mas no caminho certo, pois aí se chegará ao objetivo desejado (Sto. Tomás de Aquino).
Nós preparemos o caminho do Senhor primeiramente fazendo um bom exame de consciência para descobrirmos os pecados que cometemos ou o bem que deixamos de fazer. Em seguida pedir perdão dos pecados sinceramente, com propósito de não pecar mais.
Endireitar as veredas do caminho do Senhor é trabalhar com ardor na comunidade e na sociedade para acabar comas doenças, misérias, marginalização, promover os marginalizados, combater o analfabetismo, a ignorância religiosa, acabar com as brigas, discussões, violência, vinganças, mau-humor, tristeza egoísta, ganância, inveja, vícios, e tudo o que desagrada a Deus.

João Batista prepara não o nascimento, mas a acolhida de Jesus. Não adianta nada se eu comemorar o Natal, mas não acolher o que Jesus ensinou nos três anos de vida pública e passar o restante da vida para pô-lo em prática. 

NOV.NATAL n° 2-4º DIA


QUARTO DIA
ORAÇÃO PARA TODOS OS DIAS
INICIAL: um cântico, um terço ou uma dezena do terço.
FINAL:  Senhor Deus, que nós nos preparemos dignamente para o Natal de vosso Filho, tirando de nossos corações a tristeza, a falsa alegria, o desânimo, o apego ao pecado, o individualismo, a falta de amor e a falta de autodoação. Fortalecei-nos, para que transformemos a nós mesmos e o mundo que nos circunda, por Cristo, nosso Senhor, que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo. Amém.
PARA LER
1ª Tessalonicenses 3,12-13: “ O Senhor vos conceda que o amor entre  vós e para com todos aumente e transborde sempre mais, a exemplo do amor que temos por vós. Que assim ele confirme os vossos corações numa santidade sem defeito aos olhos de Deus, nosso Pai, no dia da vinda de nosso Senhor Jesus, com todos os seus santos”.
PARA RESPONDER
1- Como você entende o amor aos inimigos?
2- O que significa ter uma “santidade sem defeito”?
3- Você está preparado (a) para o seu julgamento após a morte? Por que?

PARA REFLETIR
O papa falou à Cúria Romana no Natal de 2014 que há também a “doença da indiferença para com os outros, quando cada um só pensa em si mesmo e perde a sinceridade e o calor das relação humanas (...). Quando, por ciúmes ou por astúcia, sente alegria ao ver o outro cair, em vez de levantá-lo e encorajá-lo”.
Não basta amar os próprios familiares. É preciso amar a todos os demais, inclusive os inimigos. Entretanto, há diferença entre amar e gostar. Nós não precisamos gostar de nossos inimigos, mas precisamos trata-los bem, como a seres humanos. “Se teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer (...).Estarás como que juntando brasas (de remorso, de arrependimento) sobre a cabeça dele”(Romanos 12,20).
Jesus nunca disse: “não tenhais inimigos”. Se os temos, é sinal de que não gostamos deles (Veja no blog “amar ou gostar”?)
Há alguns que não amam nem a família. Na semana passada ouvi um jovem dizer: “ Não sei onde está a minha mãe e nem quero saber. Quero que ela se dane e nunca apareça!” Eu tremi de indignação quando ouvi isso, e rezei por ele. Não pude falar nada, devido à circunstância em que nos encontrávamos.
“Santidade sem defeito” é a que não é fingida. Muitos se fazem de santos  para que os outros pensem que são santos. É apenas externa.
Santidade sem defeito implica sinceridade no amor a Deus e aos irmãos, e a luta para não pecar mesmo quando a sós. É estar sempre a serviço. Quantos conseguem nos enganar e um dia a “casa deles cai”!
Quanto ao julgamento após a morte, penso que ninguém está verdadeiramente preparado (a), mas a notícia boa é que se morrermos lutando contra o pecado, vamos receber o prêmio dos santos. Ainda temos um tempo, mesmo curto, para nos arrepender. Se você está fazendo esta novena, é porque ainda tem tempo!

O que não podemos é cair na tibieza, sermos “água-morna”, pois Jesus disse que gente água morna, ele vai vomitar de sua boca (Apocalipse 3,6).

NOV. NATAL n° 2-5º DIA


QUINTO DIA
ORAÇÃO PARA TODOS OS DIAS
INICIAL: um cântico, um terço ou uma dezena do terço.
FINAL:  Senhor Deus, que nós nos preparemos dignamente para o Natal de vosso Filho, tirando de nossos corações a tristeza, a falsa alegria, o desânimo, o apego ao pecado, o individualismo, a falta de amor e a falta de autodoação. Fortalecei-nos, para que transformemos a nós mesmos e o mundo que nos circunda, por Cristo, nosso Senhor, que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo. Amém.
PARA LER
Filipenses 4,5-7: “Que a vossa bondade seja conhecida por todos os homens! O Senhor está próximo! Não vos inquieteis com coisa alguma, mas apresentai as vossas necessidades a Deus, em oração e súplica acompanhadas de ação de graças. E a paz de Deus, que ultrapassa todo o entendimento, guardará os vossos corações e pensamentos em Cristo Jesus”.

PARA RESPONDER
1- Por que Jesus censurou Marta em Lucas 10,38-42?
2- Como é que Marta prepararia o Natal? E Maria, sua irmã?
3- No texto lido, a paz de Deus provém do quê?

PARA REFLETIR
O papa falou à Cúria Romana no Natal de 2014 para nos livrarmos da “doença do martismo” (agir como Marta em Lucas 10,38-42, ou seja, na atividade, mas sem a oração). É a “doença” “da atividade excessiva, ou seja, daqueles que mergulham no trabalho, deixando de lado inevitavelmente a “melhor parte”: sentar-se aos pés de Jesus. Por isso, Jesus convidou os seus discípulos a “descansar um pouco” (Marcos 6,31), porque descuidar do descanso necessário leva ao estresse e à agitação (...). Passar algum tempo com os familiares e respeitar as férias como momentos de recarga espiritual e física”.
No salmo 126 (127) lemos: “Se o Senhor não construir a casa, em vão trabalharão os construtores”. Nosso trabalho é inútil sem a graça de Deus! E esta, nós só  a obtemos no momento de contato com ele na oração.
“Não vos inquieteis com coisa alguma” diz o texto de hoje. Quem coloca toda a sua atividade nas mãos do Senhor, não precisa se inquietar.
O Cardeal Van Thuan ficou preso por 13 nos no Vietnã, sendo 9 só de solitária (leia no site Vivendo Nazaré o resumo do livro que ele escreveu na prisão). Ao ficar desesperado, na semana de sua prisão, por tantas obras sociais que deixara, começou a se perguntar como ficariam, quem tomaria conta delas. Após uma semana, teve uma inspiração e disse, com coragem: “Eu escolhi Deus, e não as suas obras” E a partir dali dedicou-se à única coisa que podia fazer na solitária: a contemplação. Teve oportunidade também de convencer alguns guardas sobre a fé católica e conseguiu um litro de vinho, que passou por remédio de estômago. Celebrava a Missa na palma da mão, usando uma gota de vinho e duas de água...
Marta prepararia o Natal como muitos hoje em dia, pensando no que iriam comer e nos presentes. Maria, sua irmã, faria a novena do Natal e prepararia seu espírito para essa data tão importante: o nascimento do homem-Deus que nos salvou.

A paz, a quietude, provém da oração confiante, em que colocamos tudo nas mãos de Deus, como diz o texto de hoje. A oração constante, confiante e perseverante e a misericórdia são as bases para termos a paz de Deus, que “ultrapassa todo o entendimento”.

NOV.NATAL n° 2- 6º DIA


SEXTO DIA
ORAÇÃO PARA TODOS OS DIAS
INICIAL: um cântico, um terço ou uma dezena do terço.
FINAL:  Senhor Deus, que nós nos preparemos dignamente para o Natal de vosso Filho, tirando de nossos corações a tristeza, a falsa alegria, o desânimo, o apego ao pecado, o individualismo, a falta de amor e a falta de autodoação. Fortalecei-nos, para que transformemos a nós mesmos e o mundo que nos circunda, por Cristo, nosso Senhor, que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo. Amém.
PARA LER
Filipenses 3,20-21: “Nós somos cidadãos do céu. De lá aguardamos o nosso Salvador, o Senhor Jesus Cristo. Ele transformará o nosso corpo humilhado e o tornará semelhante ao seu corpo glorioso, com o poder que tem de sujeitar a si todas as coisas”

PARA RESPONDER
1- Você tem consciência de que esta vida passa e vamos morrer? Como se sente ao pensar nisso?
2- Nas frase: “Se não vigiarmos, poderemos cair mais baixo do que os pecadores que criticamos” – é verdadeira ou falsa? Por quê?
3- “Nós somos cidadãos do céu”- explique o que você pensa.

PARA REFLETIR
O papa falou à Cúria Romana no Natal de 2014 que muitos têm a “doença de se sentir imortal, com as características: sentir-se “imortal”, “imune”, “indispensável”, sem praticar a autocrítica, sem se atualizar, sem procurar melhorar, sentir-se superior a todos e não ao serviço de todos, achar-se um dos “eleitos”, narcisismo que se apaixona pela própria imagem e não vê a imagem de Deus gravada no rosto dos outros, especialmente dos mais frágeis e necessitados (...). É a doença do rico insensato do evangelho que pensava viver eternamente (Lucas 12,13-21), mas morreu no mesmo dia(...) O antídoto para esta epidemia é a graça de nos sentirmos pecadores e dizer de todo o coração: “Somos servos inúteis, fizemos o que deveríamos fazer” (Lucas 17,10)”.
São Paulo nos diz que a felicidade celeste não tem como ser mostrada na linguagem humana e que vale a pena tudo o que sofremos tendo em vista sermos um dia “cidadãos do céu”.

Esta vida vai passar, mas a do céu é eterna! E todos somos chamados a viver no céu. Pertencemos ao céu e não à terra. Estamos aqui apenas de passagem! Vale a pena vivermos nossos 80 ou 90 anos de nossa vida na graça de Deus, para entrarmos nos bilhões de trilhões de trilhões de anos que vamos viver no céu, ou seja, eternamente?

NOV.NATAL n° 2 -7º DIA

SÉTIMO DIA
ORAÇÃO PARA TODOS OS DIAS
INICIAL: um cântico, um terço ou uma dezena do terço.
FINAL:  Senhor Deus, que nós nos preparemos dignamente para o Natal de vosso Filho, tirando de nossos corações a tristeza, a falsa alegria, o desânimo, o apego ao pecado, o individualismo, a falta de amor e a falta de autodoação. Fortalecei-nos, para que transformemos a nós mesmos e o mundo que nos circunda, por Cristo, nosso Senhor, que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo. Amém.
PARA LER
Filipenses2,14-15: “Fazei tudo sem murmurações nem discussões, para serdes irrepreensíveis e íntegros”. vv 3-4: “Não façais nada por ambição, nem por vaidade, mas com humildade”. Em 1ª Cor 13,4: “A caridade é paciente, é benigna; não é invejosa, não é vaidosa, não se ensoberbece; não faz nada de inconveniente, não é interesseira, não se encoleriza, não guarda rancor, não se alegra com a iniquidade, mas se regozija com a verdade, suporta tudo, crê tudo, espera tudo, desculpa tudo”.


PARA RESPONDER
1- O que é ser humilde?
2- Por que as pessoas falam mal das outras e até as caluniam?
3- O que você entende por “bisbilhotice, murmuração, crítica?

PARA REFLETIR
O papa falou à Cúria Romana no Natal de 2014 que há também a “doença” da vanglória, da bisbilhotice, das murmurações e das críticas. “Começa de forma simples, talvez por duas bisbilhotices apenas, e acaba por apoderar-se da pessoa, fazendo dela uma “semeadora de cizânia” (como satanás) e, em muitos casos, homicida a sangue frio da fama dos próprios colegas e confrades. É a doença das pessoas velhacas que, não tendo coragem de dizer diretamente, falam pelas costas”.
Há também a “doença da rivalidade, da vanglória. Quando a aparência, as cores das vestes e as insígnias de honra se tornam o objetivo primário da vida (...). É a doença que leva as pessoas a serem falsas e a viverem um falso “misticismo” e um falso “quietismo” (...) São presos às coisas da terra, diz S. Paulo (Fil 3,18-19).
Só conseguimos ser humildes se nos conhecemos e aceitarmos nossas limitações plenamente, não nos envergonhando de sermos o que somos. O humilde nunca mente para se mostrar que não é. Quando não podemos falar sobre determinado assunto, por ser muito particular, limitemo-nos a dizer: “Não posso (ou não quero) falar sobre isso”. Mas não minta!
As pessoas falam mal dos outros para chamarem a atração para si próprias. Quando eu falo, por exemplo, que minha vizinha varre mal sua área, eu estou querendo realmente dizer que eu varro bem a minha!
A bisbilhotice é xeretear a vida dos outros sem motivo ou por motivos fúteis; a murmuração é estar sempre reclamando de tudo e de todos; a crítica é apontar a(s) falha(s) alheias.
A crítica construtiva é sempre bem vinda, principalmente se a pessoa criticada é seu (sua) subordinado (a), e sempre deve ser feita com muita caridade, educação, humildade, e na presença da pessoa, nunca pelas costas. Eu me arrependo muito de não ter feito isso que agora lhes digo, na minha juventude. Eu era um “cavalo” para lidar com certos (as) paroquianos (as).
Vanglória é gabar-se das coisas que fazemos bem, sem lembrar-se de que é Deus quem nos dá a oportunidade de realizá-las. É usar a autoridade ou as próprias virtudes para engrandecer-se, dominar, humilhar os outros. Daí vem o “falso misticismo” e o falso ascetismo” de que o papa fala: mostramos um modo falso de viver a religião. Jesus é humilde e só acolhe os humildes, ou seja, os (as) que procuram estar sempre a serviço, tratando todos como se fossem superiores a eles (as).
O humilde sempre sabe qual é o seu lugar na vida, na comunidade, na história, e sabe que isso lhe vem de Deus e não de suas próprias forças. “Sem Deus, a criatura se reduz a nada”, diz um documento do Concílio.

Cabe ainda sempre lembrar Mateus 7,1-5; “Não julgueis para não serdes julgados!”

NOV. NATAL n° 2--8º DIA


OITAVO DIA
ORAÇÃO PARA TODOS OS DIAS
INICIAL: um cântico, um terço ou uma dezena do terço.

FINAL:  Senhor Deus, que nós nos preparemos dignamente para o Natal de vosso Filho, tirando de nossos corações a tristeza, a falsa alegria, o desânimo, o apego ao pecado, o individualismo, a falta de amor e a falta de autodoação. Fortalecei-nos, para que transformemos a nós mesmos e o mundo que nos circunda, por Cristo, nosso Senhor, que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo. Amém.

PARA LER

Lucas 1,39-45: “Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judeia. Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel”.

PARA RESPONDER

1- Maria planejou esse encontro com Isabel? Por quê?
2- Você planeja pouco ou muito suas atividades?
3- Planejar demais pode ou não impedir a ação do Espírito Santo?

PARA REFLETIR

O papa falou à Cúria Romana no Natal de 2014 que devemos evitar “A doença da planificação excessiva e do funcionalismo(...) É necessário preparar tudo bem, mas sem nunca cair na tentação de querer conter e pilotar a liberdade do Espírito Santo, que sempre permanece maior e mais generosa do que toda a planificação humana: “O Espírito sopra onde quer” (João 3,8).
S. Paulo disse que a sua pregação mais planejada foi também a mais fracassada, a de Atenas (Atos 17,23). Planejar muito impede a ação do Espírito Santo porque ele respeita nossa liberdade e não age até que lhe peçamos. Todos os que fomos batizados temos o Espírito Santo, mas Ele só interfere em nossas ações quando permitimos que entre em ação.
O chamado “Batismo no Espírito Santo, que alguns grupos insistem que façamos, fora do nosso batismo, não é mais do que permitirmos que ele aja, que ele tome posse de nossa vida.
Maria foi à casa de Isabel por uma inspiração momentânea causada pelo anúncio do anjo sobre a gravidez de Isabel e, portanto, não planejou a visita. Aliás, ela não planejou nada em sua vida. Apenas colocou-se diante do Senhor, pedindo que sempre se fizesse a vontade de Deus em sua vida.

Planejar demais impede a ação do Espírito Santo pelo simples fato de não deixarmos um espaço para Ele agir, além do fato de que Ele não vai interferir em nosso planejamento, se nós não pedimos sua ajuda para faz