quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

LIVRO MUITO BOM

VEJA NO NOSSO SITE O RESUMO DO ÓTIMO LIVRO DO PE. RENÉ VOILLAUME:

Basta clicar aqui:

RESUMO DO LIVRO IRMÃO DE TODOS,, DO PADRE RENÉ VOILLAUME
Eis um trecho do resumo: AS REGRAS DE OURO DA CONVIVÊNCIA
A palavra, uma vez proferida, não mais pode ser recolhida e, não raro, nossa expressão trai nosso pensamento! Ver Tiago 3,2-12 sobre os problemas da língua!
Fazemos muito mal quando falamos sem discernimento. Alguns exemplos do que devemos evitar:
1- falar de forma desfavorável de uma pessoa ausente;
2- criticar um responsável ou a decisão de uma autoridade;
3- deixar-se levar a observações demasiadamente frequentes ou injuriosas, ou a gracejos que ferem e humilham;
4- emitir juízos apressados de outras pessoas;
5- fazer eco aos julgamentos desfavoráveis sobre o próximo, mesmo que esses julgamentos pareçam fundamentados;
6- não se esquecer que contar o defeito de alguém é murmurar, quando não é caluniar!
7- reparar os prejuízos causados quando falamos mal ou criticamos.
8- nada falar de alguém que não se possa falar na presença dele

Estas normas aplicam-se também a grupos de pessoas, a um país ou a uma raça.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

O AMOR DE DEUS



DEUS CONOSCO (12/9/15)

1- O AMOR DE DEUS

Jeremias 3,13: “Eu te amei com um amor eterno”
Essas palavras do Senhor continuam deste modo: “Por isso conservei para ti o amor. Eu te construirei de novo e serás reconstruída, Virgem de Israel”
Se dirigida ao povo, está sendo dirigida também a mim e a você. Deus nos ama intensamente, apaixonadamente.

Nos meus dias vividos ( Já são 25.713 dias e mais 9 meses de gestação), pude perceber a graça e o amor de Deus sem limites, sem condições, sem subterfúgios

Deus nos quer sempre juntos a Ele e faz de tudo para chamar nossa atenção para Ele, impondo-se como limite apenas de não ferir a nossa liberdade. Deus pode fazer tudo o que quiser, mas só nos recebe se quisermos estar com Ele. Até se formos ao inferno Ele vai nos amar. Infelizmente, se decidirmos ir para lá (por meio de uma  vida pecaminosa), nós não vamos amá-lo nem pedir-lhe perdão. Santa Catarina de Sena dizia que se uma alma “penada” dissesse algo parecido com “Senhor, me ajude”, sairia no mesmo instante do inferno e iria ao Purgatório.

Amar “com amor eterno” significa nunca mais deixar de amar-nos e sempre ter-nos amado. O amor de Deus é sem rodeios, é direto! Nosso amor por ele é limitado, misturado com amor mundano, impuro, não é um amor gratuito.

O amor de Deus por nós é 100% gratuito, ou seja, Deus nos ama sem receber nada em troca. Ninguém mais ama gratuitamente, a não ser Deus. Por mais gratuito que seja o nosso amor, nós amamos para receber o paraíso em recompensa; então, não é mais tão gratuito assim! Isaías 54,8 também nos diz: “ Logo me compadeci de ti, levado por amor eterno”.

ROMANOS 11,29

“Os dons e o chamado de Deus são sem arrependimento”. 1ª João 4,19:”Quanto a nós, amemos, porque ele nos amou primeiro”

Deus não se arrepende de ter-nos criado, não se arrepende de nos amar. Ele espera pelo nosso sim, nossa resposta positiva ao seu amor eterno. Deus não desiste de nós, em hipótese alguma. Ele está sempre “a fim” de nós e “torce” para que o aceitemos e o recebamos em nossa vida. Basta um pedido sincero de perdão!

Você já se arrependeu de algo que fez? Deus não precisa se arrepender, porque não faz nada de errado. Tudo o que ele faz é bom”(Gênesis 1,25 “Deus viu que tudo era bom” , até o chato do pernilongo...). A única coisa impossível para Deus é mentir.

Ele não “errou” quando nos criou livres. Um  dos motivos desta minha afirmação se refere ao fato de que a alternativa seria criar-nos como bonecos, como robôs! Deus quer ser amado “De igual para igual”, “face a face”, por seres livres, que O escolheram livremente. Por isso, nunca, nunca se arrepende de dar-nos seus dons e de nos chamarmos para realizarmos com ele o seu Reino de Amor.

Nós somos os queridinhos de Deus. Somos seus protegidos. Ele nos quer ao seu lado, mas de nossa livre e espontânea vontade. Por isso é que nos criou “ à sua imagem e semelhança”. Somos semelhantes a Deus porque temos a capacidade de amá-lo livremente. E sempre, sempre seremos recebidos. Ele nunca vai se arrepender de chamar-nos e ajudar-nos na caminhada.

JOÃO 3,16

“Pois Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho único, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.

O amor que Deus tem por nós é eterno e sem arrependimento, como eu disse acima. Entretanto, nós somos fracos e nos deixamos levar por outros amores idolátricos (poder, sexo, dinheiro, consumismo, ira, inveja, avareza, maldade).

Para conseguir que ficássemos juntos a ele, teve essa feliz ideia de nascer aqui conosco, na pessoa de seu Filho, Jesus Cristo, que é tão Deus quanto o Pai e o Espírito Santo, e tomou uma carne semelhante à nossa, onde passou a ser não só 100% Deus, mas também 100% homem, homem perfeito e sem pecado. Jesus foi semelhante a nós em tudo, menos no pecado.

Todos os que crerem e confiarem em Jesus não perecerão, mas terão a vida eterna. Que notícia gratificante! Deus facilitou extremamente a ida até Ele, e se encontrou plenamente com o ser humano na pessoa de Jesus Cristo.

Os que forem para o inferno, terão ido por pura arrogância de não quererem dizer “Sim” a Deus e pedir-lhe perdão. Muitas vezes não reconhecem seus pecados: não se acham pecadores. O único pecado que não tem perdão é não pedir perdão a Deus, seja por qual motivo for. Se pedirmos perdão, seremos perdoados com certeza. Se não nos vem um arrependimento sincero, peçamos perdão assim mesmo que, se propormos não fazer mais os tais pecados, Ele nos perdoará e, mais ainda, nos dará a graça do arrependimento, que é um dom de Deus.

Que amor pode haver maior que o de um Deus que se faz homem para mostrar-nos o verdadeiro caminho da felicidade, que é a nossa realização plena em seu Reino de Amor e morreu por nós?

ISAÍAS 54,10

“Os montes podem mudar de lugar e as colinas podem abalar-se, porém meu amor não mudará, minha aliança de paz não será abalada, diz o Senhor, aquele que se compadece de ti”

É, amigos! Vejam por esse trecho o que eu disse até agora: o amor de Deus é eterno, não tem necessidade de arrependimento  e se encarnou para que o víssemos e o sentíssemos no tempo e no espaço, ás custas de uma morte ignominiosa e cruel.

ISAÍAS 49,15-16

“Ainda que as mulheres se esquecessem (de seus filhos), eu não me esquecerei de ti. Eu te tatuei na palma de minha mão”.

Deus nos tatuou (não o nosso nome, mas nós próprios) nas palmas de suas mãos, ou seja, nunca vai nos esquecer. Nós nos esquecemos facilmente de pessoas e de coisas, mas Deus nunca nos esquece. Por mais que sejamos pecadores.

GÁLATAS 6,7

“Não vos iludais! De Deus não se zomba!”

Penso aqui que, por mais misericordioso que Deus seja, por mais que Ele nos ame, não podemos mentir-lhe. Não podemos zombar dele, como os que dizem que no final da vida vão pedir perdão. Quem ama, busca a pessoa amada. Quem ama procura todos os meios para agradar a pessoa amada. Deixar a conversão para o final da vida é o mesmo que não aceitar Deus, que recusá-lo, que zombar dele. O versículo 8 completa: “Quem semear na sua carne, da carne colherá corrupção; quem semear no espírito, do espírito colherá a vida eterna.

SABEDORIA 11,24

“Sim, tu amas tudo o que criaste, não te aborreces com nada do que fizeste; se alguma coisa tivesses odiado, não a terias criado”.

Não é só a nós que Deus ama, mas a tudo o que Ele criou. Do contrário, ele não as teria criado. Eu sempre penso: “o que Deus tinha em mente quando criou o percevejo, a pulga, o pernilongo, o carrapato?” Não sei, mas tenho uma teoria: no futuro ainda vão descobrir poder curativo nesses insetos. Um exemplo disso é que descobriram que a saliva do carrapato “estrela” cura uma certa doença (não me lembro qual).

EFÉSIOS 3,20

“Deus é poderoso para fazer muito além, infinitamente além de tubo o que nós podemos pedir ou perceber”.

Esse versículo me enche de alegria, paz, confiança e tranquilidade. Deus pode tudo e sabe tudo, como diz o salmo 139 (138): “Senhor, vós me sondais e conheceis”. E o salmo 56(55): “Já contaste os meus passos de errante, recolhes minhas lágrimas em teu odre! Não está no teu livro de contas?” Ou, na tradução do Ofício das Horas: “Do meu exílio registrastes cada passo, em vosso odre recolhestes cada lágrima, e anotastes tudo isso em vosso livro!” (Oração durante o dia, 2ª 5ª feira).

Se Deus é poderoso para realizar em nós infinitamente além do que pedimos ou pensamos, por que nos preocupar? É como diz o Beato Carlos de Foucauld no texto do dia 12/09, no livrinho “365 dias com o Irmão Carlos”: O fundo de nossa alma, o que não deve mudar, o fundamento invariável, o fundamento inquebrantável, é a conformidade com a vontade de Deus, qualquer que ela seja”.

De fato, qualquer que seja a vontade de Deus a nosso respeito, vale a pena segui-la, pois Ele nos ama infinitamente e nos conhece plenamente, de modo que nunca vai nos levar a um caminho que nos separe dele, que nos leve á infelicidade.

Amigos, vocês perceberam a consequência disso? É uma plana confiança nele, uma paz completa que devemos cultivar na vida, pois ela está nas mãos desse Deus todo poderoso, todo misericordioso e todo sábio. Por que nos preocuparmos com nosso futuro? Confiemos em Deus! Afinal, “Deus é bom. O seu amor é para sempre, e sua verdade de geração em geração” (Salmo 100(99),5).

LUCAS 13,34

“ Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes quis reunir teus filhos como a galinha recolhe seus pintinhos debaixo das asas, mas não quisestes!”

Jesus, Deus e Homem verdadeiro, mostra-nos todo o seu amor humano e divino. Ele é o “Kyrios”, o Senhor (no Novo Testamento corresponde à tradução para o grego de “Javé”, “Jeová” e “Adonai”).

Quando falamos do amor de Jesus, falamos do amor da Santíssima Trindade, pois Deus, apesar de ser três pessoas, é um Deus só. E o amor do Pai e do Espírito Santo se transmite a nós por Jesus Cristo. Ele é o encontro único da divindade com a humanidade. Ele é o nosso único intercessor junto ao Pai: “Filipe, quem me vê, vê o Pai! Não crês que estou no Pai e o Pai em mim?” (João 14,9-10).

É surpreendente a humildade de Jesus quando se compara a uma galinha choca! Quando eu era pequeno gostava muito de ver os pés dos pintinhos sob a galinha, todos pipilando um som que dava a entender que estavam satisfeitos com o aconchego!

Que ternura, meu Deus! Que alegria o Senhor sente em poder “ter-nos sob suas asas”! Mas muitas vezes nós escapamos dele e somos “comidos pelo gato”, ou seja, somos enganados pelo demônio.

É como nos diz 1ª Pedro 5,8-9: “Sede sóbrios e vigilantes! Eis que o vosso adversário, o diabo, vos rodeia como leão a rugir, procurando a quem devorar. Resisti-lhe, firmes na fé!”.

Vigiar e rezar nos dá forças para resistirmos ao pecado e, assim, podermos permitir que Deus nos ame. Ou seja, nessa comparação acima, que nós permaneçamos sob as asas da galinha, a fim de que o gato não nos pegue.

Deus pode fazer conosco o que ele bem entender, mas prefere estar conosco só se nós  quisermos. Quero dizer, Ele sempre está conosco, mas só se dá a conhecer, só se revela ao nosso lado, se o acolhermos. Veja o que diz o livro da Sabedoria 1,1-4: “Procurai o Senhor com simplicidade de coração, porque ele se deixa encontrar por aqueles que não o tentam, ele se revela aos que não lhe recusam a fé. Pois os pensamentos tortuosos afastam de Deus (...). A sabedoria não entra numa alma maligna, ele não habita num corpo devedor ao pecado”!

Em outras palavras, amar a Deus não é nada mais do que deixar-se amar por ele. Em Provérbios 23,26: “Meu filho, dá-me o teu coração, e que teus olhos gostem dos meus caminhos!” Preciso dizer mais?

JOÃO 14,1-4.6

“(...) Vou preparar-vos um lugar (...) vos levarei comigo, a fim de que, onde eu estiver, estejais vós também. E para onde eu vou, conheceis o caminho(...). Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”!
Quem ama não quer separar-se da pessoa amada. Jesus, Deus Eterno, quer estar conosco sempre, e não só agora, enquanto estamos vivos e o procuramos de vez em quando.

Enquanto estivermos vivos, sempre poderemos procurá-lo. Se formos para o inferno, nunca mais poderemos desejá-lo, nunca mais o buscaremos. Jesus sabe disso e quer-nos para sempre ao seu lado.

O caminho para o céu é o próprio Jesus! Ele é também a Verdade e a Vida. Ele não quer me perder, mas também, como eu já disse, não quer forçar nossa participação. Quer que caminhemos livremente por esse caminho que é ele próprio.

Temos uma casa, no paraíso, que vai ficar fechada para sempre se não optarmos por Jesus. “Na casa de meu Pai há muitas moradas” (João 14,2).

Se nós realmente amamos a Deus, nosso maior desejo deveria estar sempre ao seu lado, não é mesmo? Se não sentimos esse desejo, só posso entender que ainda não o amamos!

JOÃO 13,1

“Jesus, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim”
João 13,34: “Como eu vos amei, amai-vos também uns aos outros”.
João 15,9: “Assim como o Pai me amou, eu também vos amei. Permanecei no meu amor!”
João 17,23:”Que o mundo reconheça que me enviaste e os amaste como amaste a mim”
Gálatas 3,20: “Jesus me amou e se entregou a si mesmo por mim”.
Efésios 3,19: “O amor de Cristo excede todo conhecimento”

Tudo o que Deus faz é tão infinito como ele. Assim, o amor que ele tem por nós é o mesmo que oque ele tem para com o seu Filho Jesus! (João 17,23).

O amor de Deus é tão profundo que supera todo o conhecimento (Efésios 3,19), de modo que ele permanece misterioso para nós, seres finitos, limitados, que só temos condição de abranger uma certa intensidade do amor e não conseguimos ir além.

Diz Isaías 40,28-31 , trecho tão comentado pela pastora Joyce Meyer: “O Senhor é Deus eterno (...).Ele não se cansa nem se fatiga. Sua inteligência é insondável! Ele dá força ao cansado (...) Os que põem sua esperança no Senhor, renovam as suas forças, abrem as asas como as águias, correm e não se esgotam, caminham e não se cansam”

Não só sua inteligência, mas também seu amor é insondável. Não porque não pode ser medido e visto, mas porque excede a nossa capacidade de medir!

O amor de Deus nos torna incansáveis no caminho do Reino dos Céus. Se colocarmos nele nossa esperança e nossa confiança, os canais são desobstruídos e seu amor pode nos envolver, entrar em nossa vida e nunca desanimaremos, nunca entraremos na inércia.


Entretanto, tudo isso só se concretizará se nos amarmos uns aos outros como Jesus nos amor (Jo15,9). Sem o amor ao próximo, o amor de Deus por nós nunca estará realmente sendo retribuído por nós. Como diz 1ªJoão 4,20-21: “Quem odeia o seu irmão (que vê) mas diz que ama a Deus (que não vê)é um mentiroso (e o amor de Deus não está nele). Aquele que ama a Deus, ame também seu irmão”.

A MISERICÓRDIA DIVINA

 MIQUEIAS 7,19
“Mais uma vez ele (Deus) terá piedade de nós, pisará aos pés nossas faltas, lançará no fundo do mar todos os nossos pecados”.
Começo esse tema com esse versículo maravilhoso, que nos enche de alegria. O Senhor quer nos perdoar e jogará no mar os nossos pecados e com um detalhe importante: no mais fundo do mar. Antes de jogá-los no mar, ele os pisará e os destruirá. É incrível como Deus releva nossas faltas para que estejamos possibilitados de estar junto dele! Digo isto porque Deus nunca se afasta de nós: nós é que nos afastamos dele.
Sempre comparo essa situação com os pais que permitiram que o filho abandonasse o carro em que estariam viajando, mas continuam dirigindo ao seu lado, até que o filho resolva entrar novamente no carro.
O perdão de Deus é isso: deixar que voltemos aos seus braços.
O segredo de recebermos o perdão divino é o arrependimento de nossos pecados ou, pelo menos, o desejo sincero de não pecar mais.
Diz um artigo da revista Aparecida de setembro de 2015, pág. 23, do Pe. Evaldo: “ O julgamento feito por Deus, que não se revesse pela simples acusação das culpas, mas se reveste pela acolhida misericordiosa de Deus, que a todos perdoa, contanto que haja no coração do penitente o arrependimento de seus crimes e pecados”.
Não devo ter vergonha nem receio de me achegar a Deus para pedir perdão.
Há muitos trechos de menção do perdão divino no livro de Isaías e dos demais profetas, mas escolhi um deles que me marcou muito:
ISAÍAS 40,1-2 : “Consolai, consolai meu povo, diz o vosso Deus, falai ao coração de Jerusalém e dizei-lhe em alta voz que seu serviço está cumprido, que sua iniquidade foi expiada, que ela recebeu da mão do Senhor paga dobrada por todos os seus pecados”.
Deus sempre recebe de volta os “filhos pródigos” que se afastam dele, e abomina o filho que não quer receber o outro que voltou. A misericórdia divina é infinita. Como diz o papa Francisco em sua carta sobre a Misericórdia: “ A misericórdia será sempre maior do que qualquer pecado”.
Confiemos plenamente em Deus! Ele realmente nos ama, nos quer junto dele, mas, como não quer robôs, espera que nos cheguemos a Ele com o pedido de perdão e com os propósitos que permitem essa aproximação. Às vezes nos parece que Deus não está nem aí conosco, não O ouvimos e achamos que nos abandonou. Eu pergunto: fazemos silêncio interno para que O ouçamos?
O Leonardo Boff após o Pe. Arturo Paoli, recentemente falecido, com 102 anos (morreu em 13/07/15), haver terminado uma de suas Horas Santas diárias perguntou a ele o que Deus falava nessas ocasiões. Ele respondeu: “Absolutamente nada!” Aí o Leonardo lhe perguntou: “ E por que você insiste em ficar aí em oração?” O Arturo lhe respondeu: “Para que, quando Ele resolver falar comigo, eu esteja aqui ouvindo-o, pois Ele vem apenas uma vez, como outrora”.
Que fé maravilhosa para alguém que fora ateu na mocidade e se converteu plenamente só aos 46 anos, dedicando-se, a partir daí, aos pobres e injustiçado, a ponto de ter sido expulso de vários países por ser “persona non grata”!
Portanto, confiemos em Deus totalmente! Ele nos perdoa, nos ama e nos quer no paraíso com ele, para sempre!
DEUS DÁ O EXEMPLO
MATEUS 18,21-22
“Não te digo (perdoar teu irmão) sete vezes, mas setenta vezes sete”.
“Se teu irmão pecar contra ti sete vezes por dia e sete vezes retornar arrependido dizendo ’estou arrependido’, tu lhe perdoarás”.
Se Jesus mandou que fizéssemos isso, é porque Ele também nos perdoa. Ele praticava tudo o que pedia que os demais praticassem. Se nos pede para perdoar sempre, é porque sempre nos perdoará, contanto que estejamos arrependidos.
Por que temos tanta desconfiança do perdão, do amor de Deus? Talvez porque não perdoamos ou temos dificuldade em perdoar, como dizia o Beato Carlos de Foucauld: “ As faltas passadas não me assustam. Os homens não perdoam porque não podem retornar à pureza perdida, mas Deus perdoa porque ele apaga até as manchas e torna à sua plenitude a beleza primeira”.
Temos a tendência de projetar em Deus nossos limitados pensamentos e tendência. Se aprendermos a perdoar tantas vezes quantas o irmão vier nos pedir perdão, acabaremos acreditando que Deus, fonte do amor, do perdão e da paz, também nos perdoará.
ROMANOS 12,20-21
Se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer. Se tiver sede, dá-lhe de beber. Agindo dessa forma estarás acumulando brasas sobre a cabeça dele. Não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem”.
Eis outro texto que nos faz lembrar que, se Deus inspirou Paulo para nos dar esse conselho, é porque Ele faz isso também. Quando Deus continua a dar suas graças mesmo aos que não o amam, está colocando “brasas” de remorso sobre suas cabeças. E se formos nós que os perdoarmos e não lhes negarmos um prato de comida se ele estiver com fome, o nosso inimigo vai começar a pensar nessa atitude e sua “surpresa” pode se transformar uma conversão de vida!
Se nós precisamos “vencer o mal com o bem”, é sinal de que Deus também não se vinga de nós, mas está sempre pronto a nos perdoar.
A uma ação corresponde uma reação igual. Se tratarmos os outros com raiva e ódio, a resposta será de raiva e ódio. Se a ação for feita com amor, no primeiro instante talvez a reação será de revolta, mas num segundo instante será também de amor.
MATEUS 12,7
“Se soubésseis o que significa: misericórdia é o que eu quero e não sacrifício, não condenaríeis os que não têm culpa”.
Jesus está falando aí que o repouso do sábado (para nós no domingo) ou qualquer outra nossa atividade não deve ser algo absolutamente de acordo com uma lei rígida, mas deve ter a maleabilidade da misericórdia, que é superior a qualquer ato litúrgico (=sacrifício).
Não podemos entender aqui “sacrifício” como “penitência”, mas como ato sacrifical do oferecimento de algo ou de nossa vida a Deus. Deus não vai aceitar o nosso oferecimento, se estivermos numa atitude de não-perdão ou de vingança contra os irmãos. Veja por exemplo:
ISAÍAS 1,10-20: Deus pede que ante de irem oferecer touros e carneiros a ele (hoje seriam os atos litúrgicos, como a Missa), que as pessoas praticassem a caridade e a misericórdia. “ Tirai de minha vista vossas más ações! Cessai de praticar o mal, aprendei a fazer o bem! Buscai o direito, corrigi o opressor! Fazei justiça ao órfão, defendei a causa da viúva!” Em seguida diz que aí, sim, seus pecados ficarão perdoados, ou seja, se fizerem o que ele pediu.
JEREMIAS 2,33-36
Nos versículos 33 e 34, Deus, por Jeremias, lembra os crimes (assassinatos e roubos) que as pessoas faziam e depois diziam: “Eu sou inocente, certamente a sua ira vai afastar-se de mim!”. Eis que eu te julgarei (diz Deus) porque dizes: “Eu não pequei”.
No versículo 36: “Quão pouco te custa mudar o teu caminho!”
Esta é uma constatação verdadeira, que nos devia encher de esperança. Mudar nosso caminho, nosso estilo de vida, é muito importante para poder continuarmos a receber Deus em nossa vida.
Em JEREMIAS 7,1-20 Deus manda Jeremias conscientizar os que pecam e depois vão oferecer sacrifícios no templo, pensando que isso lhes dá direito a voltar a pecar. Não receberão o perdão, pois de Deus não se zomba. Com Deus não se brinca!

O arrependimento implica em não queremos pecar mais. Só assim receberemos o perdão. E se não conseguimos nos arrepender, pelo menos nos comprometamos a não voltar mais a pecar. A luta contra o pecado é necessária e muito importante. 

TRECHOS DA “MISERICORDIAE VULTUS”

Alguns trechos que eu considerei importantes.
§2- Precisamos sempre contemplar o mistério da misericórdia
§3- A misericórdia será sempre maior do que qualquer pecado
§9- A misericórdia é o critério para que Deus saiba quem são seus verdadeiros filhos (parábola do servo sem compaixão, que foi perdoado mas perdoou, em Mateus 18,33-35. Somos chamados a viver de misericórdia!
§10- A arquitrave que suporta a vida da Igreja é a misericórdia.
§11- A misericórdia divina, que a Igreja professa e proclama, é o mais admirável atributo do Criador e do Redentor (cita a encíclica Dives in Misericordia, nº 13).
§13- “Sede misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso” (Lucas 6,36). Deve ser nosso programa de vida!
§14- Não julgueis e não sereis julgados. Não condeneis e não sereis condenados. Perdoai e sereis perdoados (Lucas 6,36-38). Falar mal do irmão, na sua ausência, equivale a deixa-lo mal visto, a comprometer a sua reputação e deixá-lo à mercê das murmurações.
§15- Não nos esqueçamos das palavras de São João da Cruz: “Ao entardecer desta vida, examinar-nos-ão no amor (Ditos de luz e amor, 57).
§16- Neste ano da misericórdia (de 8/12/15 a 20/11/16), vamos fazer o que o profeta Isaías disse em 61,1-2, adaptados aos nossos tempos: levar uma palavra e um gesto de consolação aos pobres, anunciando a libertação a quantos são prisioneiros das novas escravidões da sociedade contemporânea, devolver a vista a quem já não consegue ver porque vive curvado sobre si mesmo, e restituir dignidade àqueles que dela se viram privados. E mais: “Quem pratica a misericórdia, faça-o com alegria” (Romanos 12,8).
§17-Vós, Senhor, sois um Deus que tira a iniquidade e perdoa o pecado, que não se obstina na ira, mas se compraz em usar a misericórdia. Vós, Senhor, voltareis para nós e tereis compaixão do vosso povo. Apagareis as nossas iniquidades e lançareis ao fundo do mar todos os nossos pecados (Miquéias 7,18-19). Vamos meditar sempre essas palavras, principalmente na quaresma, ao lado de tantas outras páginas da Sagrada Escritura.
Também Isaías 58,6-11:  Se retirares da tua vida toda a opressão, o gesto ameaçador e o falar ofensivo, se repartires o teu pão com o faminto e matares a fome do pobre, a tua luz brilhará na escuridão, e as tuas trevas tornar-se-ão como o meio dia. O Senhor te guiará constantemente, saciará a tua alma no árido deserto, dará vigor aos teus ossos. Serás como um jardim bem irrigado, como uma fone de águas inesgotáveis..
Ainda no parágrafo 17, o papa fala sobre o sacramento da confissão. O que me impressionou foram estas palavras: “Não hão de fazer perguntas impertinentes (ao penitente), mas como o pai da parábola, interromperão o discurso preparado pelo filho pródigo, porque saberão entender individualmente, no coração de cada penitente, a invocação de ajuda e o pedido de perdão. Em suma, os confessores são chamados a ser sempre e por todo o lado, em cada situação, e apesar de tudo, o sinal do primado da misericórdia”. Ou seja, confiar na sinceridade do penitente e não o encher de perguntas “indiscretas”.
§19- O papa convida à conversão das pessoas que estão longe da graça de Deus pela sua conduta de vida, principalmente homens e mulheres que pertencem a grupos criminosos, sejam quais forem. “Para vosso bem,. peço-vos que mudeis de vida! Não caiais na terrível cilada de pensar que a vida depende do dinheiro e que, à vista dele, tudo o mais se torna desprovido de valor e dignidade. Não passa de uma ilusão. Não levamos o dinheiro conosco para o além. O dinheiro não nos dá a verdadeira felicidade. (...) Não nos torna poderosos nem imortais”. Ninguém escapa do juízo de Deus, conclui o papa. “Esse é o momento favorável para mudar de vida” (o Ano Santo). “Basta acolher o convite à conversão e submeter-se à justiças, enquanto a Igreja oferece a misericórdia”.
§20- Quanto à justiça, na escritura, “É concebida essencialmente como um abandonar-se confiante à vontade de Deus”.
§21- “É mais fácil que Deus contenha a ira do que a misericórdia” (Santo Agostinho, “Enarratio in Psalmos, 76). “A ira de Deus dura um instante, ao passo que a sua misericórdia é eterna”.
Quanto às punições, o papa fala que a justiça faz parte da misericórdia de Deus. “Quem erra, deve descontar a pena; só que isso não é o fim, mas o início da conversão, porque se experimenta a ternura do perdão”.
§22- A indulgência apaga o cunho negativo que os pecados deixaram nos nossos comportamentos e pensamentos.
§23- Ninguém pode pôr limites à misericórdia divina porque suas portas estão sempre abertas, acreditam também os muçulmanos.
§25- Deixemo-nos surpreender por Deus! Ele nunca se cansa de escancarar a porta do seu coração, para repetir que nos ama e que deseja partilhar conosco, para sempre, a sua vida.


DEUS NOS CHAMA


Deus é santo e nos chama à santidade, por meio de várias vocações: sacerdotal, missionária, religiosa, eremítica, monacal, de cristão leigo, cristã leiga. “ Deus capacita a quem ele chama”, diz um ditado.
1ª PEDRO 1,16:
“Sede santos porque eu sou santo (também Levítico 19,2).
Mateus 5,48: “Sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito”
Muitos dizem que é impossível ficar sem pecar. Então, o que é a santidade? É ficar sem pecado? Eu diria que, se Deus nos chamou à perfeição e à santidade, é possível, sim, ficar sem pecar, embora continuemos pecadores na “teoria”. Somos pecadores principalmente no sentido de que sempre estamos no perigo de pecar. Os santos viveram praticamente sem pecados, apenas com algumas pequenas faltas motivadas pela impaciência, talvez causada muitas vezes pelo cansaço, distrações nas orações e coisas assim.
Para não cometermos pecado é preciso que não queiramos pecar. Se queremos pecar, a matéria é grave e sabemos disso, fazermos um pecado mortal. Entretanto, mesmo não sendo matéria grave, o “querer” pecar demonstra má índole e acabaremos caindo em pecado mortal (ou grave). Veja Romanos 7, 14-25, em São Paulo percebe nele uma força que o leva a fazer o que não quer e não fazer o que quer.
O cristão deve tirar da mente o desejo de pecar, como diz S. Paulo: “Tornai-vos sóbrios, como é necessário, e não pequeis!” Veja que ele não fala “não cometais pecados graves”, mas sim, “não pequeis”, ou seja, não cometer pecado algum!  Ora, se ele está pedindo para não cometermos nenhum pecado, é porque isso é possível! Ele, como Apóstolo, nunca iria pedir-nos que fizéssemos o impossível.
Em todo caso, eu diria que precisamos nos colocar sempre diante de Deus, humildemente, pedindo perdão pelos pecados que ainda não conseguimos dominar e recomeçar a cada dia a luta para atendermos São Pedro e, antes dele, Jesus: “Sede perfeitos (santo) como o vosso Pai é perfeito (Santo)”.
A santidade depende muito do “vigiai e orai” de Mateus 26,41, Marcos 14,28 e também Mateus 24,42; 25.13; Marcos 13,35; Mateus 13,33; 37; 1ª Pedro 5,8 etc. Sem a vigilância, acabaremos deixando a oração e, sem a oração, acabaremos não vigiando.
Na verdade, o eixo de toda a nossa atividade e busca de Deus é a oração. A oração é o “plug” que nos liga ao paraíso. Sem ela, dificilmente conseguiremos deixar o pecado e sequer iniciarmos o processo de auto santificação. É preciso lembrar, entretanto, que não existe uma “auto santificação”, pois é Deus quem nos santifica.
“Santificar” tem o mesmo entendimento que “consagrar”. Sermos santos quer dizer sermos consagrados a Deus.
Pelo Batismo todos somos consagrados a Deus e, por isso mesmo, santificados. É por isso que nos Atos os cristãos (portanto os batizados) são chamados santos. O cálice que o padre usa na Missa, por exemplo, é consagrado e não pode ser usado para qualquer outro motivo. Nós também somos consagrados a Deus pelo batismo e, nesse clima de santidade, não podemos deixar que outro “poder” a não ser Deus tome conta de nossa vida; ou seja, não podemos mais pecar, pois com o pecado estamos negando nossa consagração.
Enfim, lembro também que santificar-se, mais do que “ficar sem pecado”, é, essencialmente, recomeçar sempre, sem nunca desanimar, a cada queda. O papa Francisco diz que devemos pedir sempre a Deus que nos dê a graça de nos acharmos pecadores!
1ª TESSALONICENSES 2,12
“Deus vos chama ao seu Reino e à sua glória”
1ª Pedro 5,10; “Depois de terdes sofrido um pouco, o Deus de toda a graça, aquele que vos chamou para sua glória eterna em Cristo, vos restaurará, vos firmará, vos fortalecerá e vos tornará inabaláveis”.
O sofrimento oferecido a Deus nos purifica, nos limpa de toda a mancha e, desse modo, nos torna aptos para o céu.
Diz o Apocalipse 21,27 que nada de imundo entrará na Cidade Celeste, nenhuma abominação, nenhum mentiroso.
Hebreus 12,10, diz que “Deus nos permite o sofrimento como purificação, a fim de que possa transmitir-nos sua santidade”. Ou seja, se um amigo me oferece um vinho fino, devo tirar o chá do copo e lavá-lo bem, a fim de apreciar a bebida. Assim deve ser em relação a Deus: para recebê-lo, precisamos nos purificar, e isso se torna possível pela oração, pela caridade e pelo sofrimento. Depois de um tempo de sofrimento aceito e oferecido, nos perdoará e nos tornará inabaláveis, capazes de suportar tudo com alegria e em comunhão profunda com Ele.
Deus nos chamou desde toda a eternidade para uma vida eterna, para partilharmos de sua glória. Quer mais do que isso?
Entretanto, para participarmos de seu Reino de Glória, é preciso querermos, desejarmos, aceitarmos.
Vamos ver exemplos de chamamento de pessoas que aceitaram:
Isaías 6,1-8: Isaías foi chamado, perdoado de seus pecados e aceitou o convite, mas antes reconheceu-se pecador diante de Deus, que o perdoou.
Jeremias 1,4-10- Na  vocação de Jeremias, ele também se reconheceu indigno e pecador, mas também foi perdoado por Deus e atendeu ao chamado.
Gênesis 12,1-6- Na vocação de Abraão, nosso primeiro pai, não havia mais ninguém que acreditasse no único Deus, mas, como diz Romanos 4,18, Abraão “acreditou contra toda a esperança”. Em Hebreus capítulo 11 todo, vemos um grupo enorme de pessoas da Bíblia que creram e pela pura fé aceitaram o caminho, aceitaram o chamado que Deus lhes fez.
No Novo Testamento esse número é ainda maior, como João Batista, Maria, José, Isabel, Zacarias, os apóstolos, os discípulos inúmeros de Jesus.
E nós? Será que estamos reconhecendo-nos pecadores, pedindo perdão e aceitando o chamado?
NO NOVO TESTAMENTO
Romanos 11,29: “ Os dons e a vocação de Deus são sem arrependimento”. Ou seja: por mais injustos que lhe sejamos, Deus não volta atrás em, relação ao chamado que nos fez, primeiro, pelo Batismo, a sermos verdadeiros discípulos de Jesus e entrarmos em seu Reino; depois, por meio da vocação que nos deu.
Paulo disse isso para dizer aos hebreus que, apesar deles não terem aceitado Jesus, Deus ainda os ama e os aguarda.
Quando por fraqueza pecamos, não podemos desanimar nem desistir: Deus continua a nos amar e quer que recomecemos nossa vida, a fim de podermos atender ao seu chamado de amor.
VOCAÇÃO DE PAULO
Atos 9,1-19 (leia o trecho todo, por favor. Clique aqui: http://www.bibliacatolica.com.br/biblia-ave-maria/atos-dos-apostolos/9/)
Foi uma das mais bonitas. Paulo perseguia a Igreja, mandando prender e até levando à morte os cristãos, como ele mesmo conta em 1ª Coríntios 15,9: “Pois sou o menor dos Apóstolos, nem sou digno de ser chamado apóstolo, porque persegui a Igreja de Deus”.
Jesus lhe apareceu e perguntou: “Saulo, Saulo, por que me persegues”? (Atos 9,4). Essa pergunta de Jesus nos leva a um outro ensinamento: perseguir ou maltratar os cristãos é o mesmo que perseguir Jesus, o que leva a consolidar o que ele dizia, ou seja, que quem o ama, ama os irmãos. Nosso amor a Deus é praticado no amor ao próximo (leia a 1ª carta de João. É só clicar aqui: 
A que vocação Deus nos chamou? Nós a seguimos ou a abandonamos? Lembre-se de que, se a abandonamos, Ele não se arrependeu de ter-nos chamado e ainda nos acolherá, se pedirmos perdão e quisermos retomá-la.
São Paulo reconheceu o chamado de Deus e seguiu Jesus, mudando 180 graus a sua caminhada. Veja em Gálatas 1,15: “Quando, porém, aquele que me separou desde o seio materno e me chamou por sua graça...”
VOCAÇÃO DE JOÃO BATISTA
João 1, 6: “Houve um homem enviado por Deus. Seu nome era João”. Lucas 1,15-17 fala sobre a vocação sobre o chamamento de João Batista: “Ele será grande diante do Senhor (...), ficará pleno do Espírito Santo (...) e converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor seu Deus (...) para preparar ao Senhor um povo bem disposto”.
João Batista viveu uma vida austera e foi elogiado pelo próprio Jesus em Lucas 7,24-30 ou Mateus 11,7-15: “Que fostes ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento? (...) Um homem vestido de roupas finas?(...) Um profeta? Eu vos afirmo que sim, e mais do que um profeta (...). Dentre os nascidos de mulher, não surgiu nenhum maior do que João Batista”.
Eis o “retrato” de João em Mateus 3,4-12: “João usava uma roupa de pelos de camelo e um cinturão de couro em torno dos rins. Seu alimento consistia em gafanhotos e mel silvestre.”
João acreditava no que falava, e praticava o que ensinava. Ele foi um dos que disseram um “sim” pleno a Deus pelo chamado, pois sabia que nenhum bem ou prazer da terra sequer se parecem com as alegrias que nos esperam no céu. A vida austera vale a pena! Foi seguida também por Jesus, de maneira inigualável e só de longe imitável. Ele podia viver na riqueza, mas escolheu uma vida pobre e austera, como a de João.
Se Deus (Jesus) escolheu essa vida é porque é a única que nos pode fazer felizes.
VOCAÇÃO DE PEDRO
Em Lucas 5,1-11, Jesus, tendo acabado de falar, sentado num dos barcos, o de Simão Pedro, pediu que fossem pescar. Pedro lembrou-lhe que haviam tentado pescar a noite toda, em vão. Mas ele obedeceu a Jesus e lançou a rede. Apanharam tantos peixes que as redes até se rompiam. Simão Pedro, assustado com tal poder, atirou-se aos pés de Jesus dizendo: “Afasta-te de mim, Senhor, porque sou pecador!” E Jesus lhe disse, no versículo 10:”Não tenhas medo! Doravante sereis pescadores de homens!”
Isso nos ensina a confiarmos na Graça divina, que suplantará nossas deficiências e fraquezas. Não podemos alegar nenhuma desculpa para seguirmos nossa vocação.
Isaías (6,1-8), por exemplo, quis se esquivar do chamamento que Deus lhe fizera, alegando não saber falar e ter os lábios “impuros”; Deis fez um sinal ao anjo do incenso, que “queimou”, ou seja, purificou os lábios do profeta, e em seguida lhe falou: “Pronto! Agora você está purificado!” E lhe disse o que teria de fazer no seu ministério.
Quantas vezes nós demos desculpas a Deus para não enfrentarmos algum apostolado que Ele nos pediu?
VOCAÇÃO DOS DEMAIS APÓSTOLOS
As de Pedro, André, Tiago (filho de Zebedeu), João (seu irmão), estão contadas em Mateus 4,18-22: “Eles, deixando imediatamente o barco e o pai, o seguiram”. Seguir Jesus implica em deixar todo o resto, até a família: “Deixaram (...) o pai”.
A vocação de Mateus está contada em Mateus 9,9. Veja o texto que escrevi sobre isso clicando neste linK:
Mateus deu uma festa para comemorar sua conversão e talvez para despedir-se de seus colegas publicanos (cobradores de impostos). Será que nós temos coragem de deixarmos nossa comodidade para obedecermos ao chamado de Deus? Veja a festa e o problema que ela ocasionou em Mateus 9.10-13. E sabemos que essa reunião foi feita na própria casa de Mateus em Marcos 2,15 (ele era chamado também de Levi).
Jesus não se preocupa em ser taxado de “impuro”, por ter tomado refeição com os pecadores. Ele quer salvar-nos e enfrenta qualquer coisa para conseguir isso, No nosso dia-a-dia também: muitas coisas que nos ocorreram, talvez tenhas sido permitidas por Deus para nossa salvação, para que ele possa nos receber no céu.
Em Mateus 10,1-42, Jesus orienta os já chamados 12 apóstolos para a missão de anuncia-lo. Lembra-lhes as alegrias e os percalços que essa missão lhes irá trazer e que sejam simples e pobres. (Veja o texto nª 05)
A orientação, como sempre, é a da simplicidade de vida, da pobreza, da humildade, e da convicção do quer se prega. Sobretudo, que se procure praticar o que se prega.

OUTRAS CONVERSÕES

Os Atos dos Apóstolos narram inúmeras outras conversões, como a de Cornélio (cap. 10), Priscila e Áquila, Apolo, e podem ser “saboreadas “ na leitura diária da Bíblia. A orientação é esta: ouvirmos a palavra de Deus, orarmos sobre ela, pedindo a inspiração divina, seguirmos a vocação a que foi chamado (a). 

SIMPLICIDADE E POBREZA- PARTE1

Escrevi TRÊS textos sobre este assunto. Para não perder nenhuma reflexão, coloco dois aqui. O terceiro texto está na "parte 1", que é mais antigo que estes.


Jesus insistiu muitas vezes nessas duas orientações:
A pobreza,   principalmente a pobreza voluntária, leva à confiança plena em Deus. Se acharmos que temos alguma força, não recorreremos a Deus e não estaremos disponíveis à sua proteção e à sua graça. Ou 8 ou 80: ou confiamos em Deus e com isso nos desapegamos do que é material ou nos apegamos às coisas e com isso descartamos a ajuda divina e seremos deixados por Deus às nossas próprias forças.

Confiar em Deus é a única saída para quem quiser vencer e ser feliz. Veja a comparação que Jeremias 17,8 e o Salmo 01 fazem: quem confia no Senhor é como a árvore plantada à beira do riacho: nunca secará e suas folhas estarão sempre verdes e dará fruto a seu tempo.

Jesus vivia confiante na Providência Divina, ou seja, vivia o seu dia a dia, sem se preocupar com o amanhã. Viver intensamente, cristãmente, o dia a dia, é confiar na graça e na presença divinas em nossa vida. Quanto mais você se apegar ao dinheiro ou em suas próprias forças, menos terá a proteção e a presença de Deus.

Em Lucas 14,33, Ele nos convida a renunciarmos a tudo o que possuímos para sermos seus discípulos: “Qualquer um de vós, que não renunciar a tudo o que possui, não pode ser meu discípulo”. Ele nunca nos convidaria a viver na miséria, mas nos convida a viver uma vida simples, sem tantas falsas necessidades. Algumas pessoas são chamadas a uma pobreza radical; outras, nem tanto.

Em Lucas 6,24-25, Ele diz: “Ai de vós, ricos, porque tendes a vossa consolação! Ai de vós que estais agora saciados! Porque tereis fome!”. Ao jovem rico, Jesus exigiu tudo: “Vai, vende tudo o que tens, dá-o aos pobres, e terás um tesouro nos céus; depois vem e segue-me”. Entretanto, em Lucas 19,8-9 ele falou a Zaqueu que a salvação tinha entrado naquela casa quando o homem prometeu que ia dar metade do que tinha aos pobres e devolver quatro vezes mais o que tinha roubado; ou seja, não ia dar tudo o que possuía.

Quem tem muito dinheiro, confia só nele; quem é pobre, está livre para confiar plenamente em Deus, seu único apoio. No sermão da montanha, Jesus falou, logo no inicio do capítulo 5, que são felizes os pobres em espírito. Isso quer dizer que, mesmo que tenhamos capacidade e oportunidade de sermos ricos, devemos viver de modo modesto.

Em Mateus 6,19-20 Jesus nos diz: “Não acumuleis tesouros para vós aqui na terra, onde a ferrugem e a traça os consomem e onde os ladrões os roubam. Mas acumulai tesouros para vós no céu”. Em Mateus 6, 24: “Não podeis servir a Deus e às riquezas!”.
S. Paulo nos fala em Timóteo 6,7-10: “ A raiz de todos os males é o dinheiro”. É preciso aprendermos a viver de modo simples, com o suficiente para uma vida confortável e digna, partilhando com os pobres e necessitados o que economizarmos. Deus sustenta até os passarinhos, como vemos em Mateus 6,26. Ele nos ajudará, e nada nos faltará, se confiarmos nele. (Ver Mateus 6,30-34).

Todos sabemos, pelos jornais e pela televisão o quanto as pessoas ricas têm problemas, cometem suicídio, morrem de overdose e coisas desse tipo. Se o dinheiro trouxesse felicidade, eles seriam felizes; a vida que levam, entretanto, mostram que são muito infelizes. Só Deus pode nos fazer felizes. Só o bem pode nos dar a paz.


Vamos dar sempre aos outros, principalmente aos não cristãos e aos ateus, o bom exemplo em tudo, principalmente no fato de que confiamos em Deus e não no dinheiro. Não é isso que parece no nosso dia a dia, e mesmo de muitas autoridades eclesiásticas. Nós nos preocupamos tanto com o dinheiro que parece que não confiamos na Providência Divina.

Veja Marcos 6, de 7 a 13, em que os discípulos são enviados a pregar o evangelho na pobreza e com o bom exemplo. Diz o beato padre Carlos de Foucauld que “Devemos (não só proclamar, mas ) gritar o evangelho com a própria vida”, com o nosso bom exemplo. Desse modo, como diz Mateus 13, 33, seremos como o fermento na massa, o sal da terra, a luz do mundo.



Devemos escolher, portanto, sempre, o bom caminho, como diz Prov. 23,26: “ Meu filho, dá-me o teu coração. Que teus olhos gostem do meu caminho”. Também em Mt 7,13-14, Jesus pede que escolhamos o bom caminho, mesmo estreito, porque é esse que nos levará à vida eterna. Fazer o bem, ser santo como o Pai é santo (Mt 5,48; 1ª Pedro 1,16) é muito difícil, é um caminho estreito, mas é o único que nos traz a salvação e a vida eterna. O caminho do mal é sempre largo e espaçoso.

Pergunto: Você tem medo de ficar pobre, ou mais pobre do que já é?

Podemos confiar na Providência Divina (=que nada nos faltará)? Por quê?

Os ricos são sempre felizes? Comente.


ESTE É MAIS NOVO, DE 2015


Por mais que muitos tentem, não vão conseguir mudar o fato de que Jesus escolheu nascer, viver e morar na simplicidade e na pobreza.
No Novo Testamento são essas as orientações dadas por Jesus. No Antigo Testamento as orientações eram diferentes: a riqueza era considera um sinal das bênçãos de Deus. É por isso que eles se assustavam e até se escandalizavam quando Jesus propunha a pobreza como caminho de vida.
Entretanto, mesmo no Antigo Testamento houve pessoas que buscaram a simplicidade e a pobreza como modo de vida. Jeremias, por exemplo, Elias, e quase todos os profetas.
João Batista pertencia, talvez, a um dos grupos que buscavam viver uma vida simples e pobre, como os Essênios: “ João usava uma roupa de pelos de camelo e um cinturão de couro em torno dos rins. Seu alimento consistia em gafanhotos e mel silvestre.
Diz um comentário da bíblia de Jerusalém sobre Sofonias 2,3: “Procurai ao Senhor vós todos, os pobres da terra, que realizais o seu julgamento. Procurai a justiça, procurai a humildade: talvez sejais protegidos no dia da ira de Javé. “Pobres” ou “humildes”, em hebraico são os “anawim”. Os pobres ocupam um lugar especial na bíblia. Se a literatura sapiencial considera, às vezes, a pobreza, “rêsh”, como consequência da preguiça, Provérbios 10,4,  os profetas, sabem que os pobres são, antes de tudo, oprimidos, “Aniy^ym”, e reclamam justiça para os fracos e pequenos, “dablîm, e para os indigentes, “ebyonîm. (...) Com Sofonias, o vocabulário da pobreza toma coloração moral e escatológica. (...) Os “anawim” são, em resumo, os israelitas submissos à vontade divina. Na época da Setenta, o termo “anaw” (ou “anî) exprimia cada vez mais uma ideia de altruísmo. Aos “pobres” será enviado o Messias. Ele mesmo será humilde e manso e até será oprimido”
Em Isaías 57,15: “ Eu habito em lugar alto e santo, mas estou junto com o humilhado e o desamparado”.
No Novo Testamento vemos vários textos que aconselham a pobreza (e, consequentemente, a simplicidade: Lucas 12; “Vendei vossos bens e dai esmola. Fazei bolsas que não fiquem velhas, um tesouro inesgotável nos céus, onde o ladrão não chega nem a traça rói. Pois onde está o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração”.
Atos 4,32: “ A multidão dos que haviam crido era um só coração e uma só alma. Ninguém considerava exclusivamente seu o que possuía, mas tudo entre eles era comum”.
Entretanto, um trecho que me impressiona muito é o final da parábola do homem que calcula se pode ou não construir uma torre, ou do rei que pondera se pode ou não se confrontar com o inimigo mais forte que ele: Jesus simplesmente nos dá o “xeque-mate”: “Igualmente, portanto, qualquer de vós que não renunciar a tudo o que  possui, não pode ser meu discípulo”. (Lucas 14,33).
No envio dos discípulos, Jesus recomenda a simplicidade e a pobreza. É só ler Mateus 10,1-42. Eis alguns trechos:
“De graça recebestes, de graça dai” (v.8). “Não leveis ouro, nem prata, nem cobre nos vossos cintos, nem alforje para o caminho, nem duas túnicas, nem sandálias, nem cajado, pois o operário é digno do seu sustento” (v. 9-10).
“Quando entrardes numa cidade ou num povoado, procurai saber de alguém que seja digno e permanecei ali até vos retirardes do lugar” (v.11)
E diz essas palavras de confiança: ”Quanto a vós, até mesmo os vossos cabelos foram todos contados”. E diz que os pardais não têm valor algum comercial, mas “nenhum deles cai em terra sem o consentimento do vosso Pai”. No trecho do jovem rico: “Como é difícil aos que têm riquezas entrar no Reino de Deus! Com efeito, é mais fácil o camelo entrar pelo buraco de uma agulha do que o rico entrar no Reino de Deus!” (Lucas 18,18-27).
As pessoas ricas fazem de tudo para diminuir o tamanho do camelo e aumentar o buraco da agulha, mas isso é impossível! É mais fácil proporem-se a partilhar o que possuem, e aprenderem a viver com menos, a fim de que seus funcionários comecem a ganhar um pouco mais da miséria que ganham.
Jesus lhes disse: “Em verdade vos digo, não há quem tenha deixado casa, mulher, irmãos, pais ou filhos por causa do Reino de Deus, sem que receba muito mais neste tempo e, no mundo futuro, a vida eterna” (Lc 18,29).
REALIDADE
Baseado nesses e em inúmeros outros textos da Bíblia, podemos garantir a preferência que Jesus tem para a vida simples e pobre. Estes recebem a graça abundante de Deus, o que os torna mais felizes em paz.
Vemos hoje em dia como certos políticos e empresários correm atrás do dinheiro. É ridículo que pessoas que ganham 20, 30 mil ou mais do que isso mensalmente ainda queiram mais e mais! Não tem sentido viver assim! Vivemos aqui na terra pouco tempo. É muito rápida a passagem do tempo. Nossa capacidade de aproveitar tudo o que existe é muito limitada. Contentemo-nos em viver uma vida simples e pobre, em aproveitar umas poucas coisas do dia-a-dia, em vivermos felizes com nossa família, e seremos felizes!
Quando eu falo aqui numa vida simples e pobre, penso em dois valores: um para os sacerdotes e religiosos, que devem (ou pelo menos deveriam) levar essa vida de modo mais radical, e outro, para os casados e casadas, para os que vivem em família, que precisam de um mínimo necessário para educarem os filhos, tirarem férias, comerem bem etc.
Jesus não pediu que vivêssemos na miséria, mas numa vida simples, sem muitas exigências, e pobre, sem riquezas nem posses desnecessárias. Na História vemos muitos exemplos de pessoas que deixaram suas riquezas para viverem pobres. O Beato Carlos de Foucauld, por exemplo (veja no blog http://gritaroevangelho.blogspot.com.br toda a história dele).
ABANDONAR-SE À PROVIDÊNCIA
Não confundir “providência” com “previdência”. Quem confiar só na previdência social, vai passar fome. Digo da Providência Divina, a proteção “escandalosa” que Deus dá a quem o busca.
Mateus 6,25-34
25-“Portanto, eis que vos digo: não vos preocupeis por vossa vida, pelo que comereis, nem por vosso corpo, pelo que vestireis. A vida não é mais do que o alimento e o corpo não é mais que as vestes? 26. Olhai as aves do céu: não semeiam nem ceifam, nem recolhem nos celeiros e vosso Pai celeste as alimenta. Não valeis vós muito mais que elas?27. Qual de vós, por mais que se esforce, pode acrescentar um só côvado à duração de sua vida?28. E por que vos inquietais com as vestes? Considerai como crescem os lírios do campo; não trabalham nem fiam.29. Entretanto, eu vos digo que o próprio Salomão no auge de sua glória não se vestiu como um deles.30. Se Deus veste assim a erva dos campos, que hoje cresce e amanhã será lançada ao fogo, quanto mais a vós, homens de pouca fé?31. Não vos aflijais, nem digais: Que comeremos? Que beberemos? Com que nos vestiremos? 32. São os pagãos que se preocupam com tudo isso. Ora, vosso Pai celeste sabe que necessitais de tudo isso.33. Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas em acréscimo.34. Não vos preocupeis, pois, com o dia de amanhã: o dia de amanhã terá as suas preocupações próprias. A cada dia basta o seu cuidado.” tirado de http://www.bibliacatolica.com.br/biblia-ave-maria/sao-mateus/6/
Jesus praticou tudo isso que nos pediu para fazer. Se houvesse outro caminho melhor, Ele nos teria ensinado.
Diz o Beato Carlos de Foucauld: “Nós amamos na medida em que cremos. Se fizermos a vontade de Deus, nada vamos temer” (de “Um Pensamento Para Cada Dia”, dia 03 de julho).
1ª Pedro 5,7: “Lançai nele (em Deus) toda a vossa preocupação, porque é ele que cuida de vós!” Aliás, é a mesma frase que o Salmo 55(54), 23, portanto, já conhecido desde o Antigo Testamento.
Fico por aqui. Espero que essas meditações tenham ajudado alguém. Lembro que nosso e-mail é 2001catequese@gmail.com