sábado, 27 de dezembro de 2014

AS DOENÇAS DA CÚPULA

                                

O Papa Francisco, pleno do Espírito Santo, fez esta homilia por ocasião do Natal dos funcionários da Cúria Romana, mas que vale para TODOS os que ocupam qualquer cargo de direção de comunidades !(os números em forma de link remetem às notas de rodapé do site do Vaticano).

ENCONTRO COM OS CARDEAIS E COLABORADORES DA CÚRIA ROMANA
PARA A TROCA DE BONS VOTOS DE NATAL


DISCURSO DO PAPA FRANCISCO


Sala Clementina
Segunda-feira, 22 de Dezembro de 2014


A Cúria é chamada a melhorar, a melhorar sempre, crescendo em comunhão, santidade e sabedoria para realizar plenamente a sua missão.[7] No entanto ela, como qualquer corpo, como todo o corpo humano, está sujeita também às doenças, ao mau funcionamento, à enfermidade. E aqui gostava de mencionar algumas destas prováveis doenças, doenças curiais: as doenças mais habituais na nossa vida de Cúria. São doenças e tentações que enfraquecem o nosso serviço ao Senhor. Creio que nos ajudará ter o «catálogo» das doenças – na esteira dos Padres do deserto, que faziam tais catálogos – de que falamos hoje: ajudar-nos-á a preparar-nos para o sacramento da Reconciliação, que constituirá, para todos nós, um bom passo a fim de nos prepararmos para o Natal.

1. A doença de sentir-se «imortal», «imune» ou mesmo «indispensável», descuidando os controles habitualmente necessários. Uma Cúria que não se auto-critica, não se actualiza, nem procura melhorar é um corpo enfermo. Uma normal visita ao cemitério poder-nos-ia ajudar a ver os nomes de tantas pessoas, algumas das quais talvez pensassem que eram imortais, imunes e indispensáveis! É a doença do rico insensato do Evangelho, que pensava viver eternamente (cf. Lc 12, 13-21), e também daqueles que se transformam em patrões, sentindo-se superiores a todos e não ao serviço de todos. Tal doença deriva muitas vezes da patologia do poder, do «complexo dos Eleitos», do narcisismo que se apaixona pela própria imagem e não vê a imagem de Deus gravada no rosto dos outros, especialmente dos mais frágeis e necessitados.[8] O antídoto para esta epidemia é a graça de nos sentirmos pecadores e dizer com todo o coração: «Somos servos inúteis; fizemos o que devíamos fazer» (Lc 17, 10).

2. A doença do «martismo» (que vem de Marta), da atividade excessiva, ou seja, daqueles que mergulham no trabalho, negligenciando inevitavelmente «a melhor parte»: sentar-se aos pés de Jesus (cf. Lc 10, 38-42). Por isso, Jesus convidou os seus discípulos a «descansar um pouco» (cf. Mc 6, 31), porque descuidar o descanso necessário leva ao stresse e à agitação. O tempo do repouso, para quem levou a cabo a sua missão, é necessário, obrigatório e deve ser vivido seriamente: passar algum tempo com os familiares e respeitar as férias como momentos de recarga espiritual e física; é preciso aprender o que ensina Coélet: «Para tudo há um momento e um tempo par cada coisa» (3,1).

3. Há também a doença do «empedernimento» mental e espiritual, ou seja, daqueles que possuem um coração de pedra e uma «cerviz dura» (At 7, 51); daqueles que, à medida que vão caminhando, perdem a serenidade interior, a vivacidade e a ousadia e escondem-se sob os papéis, tornando-se «máquinas de práticas» e não «homens de Deus» (cf. Heb 3, 12). É perigoso perder a sensibilidade humana, necessária para nos fazer chorar com os que choram e alegrar-nos com os que estão alegres! É a doença daqueles que perdem «os sentimentos de Jesus» (cf. Flp 2, 5-11), porque o seu coração, com o passar do tempo, se endurece tornando-se incapaz de amar incondicionalmente o Pai e o próximo (cf. Mt 22, 34-40). De facto, ser cristão significa «ter os mesmos sentimentos que estão em Cristo Jesus» (Flp 2, 5), sentimentos de humildade e doação, desprendimento e generosidade.[9]

4. A doença da planificação excessiva e do funcionalismo. Quando o apóstolo planifica tudo minuciosamente e julga que, se fizer uma planificação perfeita, as coisas avançam efetivamente, torna-se um contabilista ou comercialista. É necessário preparar tudo bem, mas sem nunca cair na tentação de querer conter e pilotar a liberdade do Espírito Santo, que sempre permanece maior e mais generosa do que toda a planificação humana (cf. Jo 3, 8). Cai-se nesta doença, porque «é sempre mais fácil e confortável acomodar-se nas próprias posições estáticas e inalteradas. Na realidade, a Igreja mostra-se fiel ao Espírito Santo na medida em que põe de lado a pretensão de O regular e domesticar – domesticar o Espírito Santo! – (…) Ele é frescor, criatividade, novidade».[10]

5. A doença da má coordenação. Quando os membros perdem a sincronização entre eles e o corpo perde o seu harmonioso funcionamento e a sua temperança, tornando-se uma orquestra que produz ruído, porque os seus membros não colaboram e não vivem o espírito de comunhão e de equipe. Quando o pé diz ao braço: «Não preciso de ti»; ou a mão à cabeça: «Mando eu», causando assim mal-estar e escândalo.

6. Há também a doença do «alzheimer espiritual», ou seja, o esquecimento da «história da salvação», da história pessoal com o Senhor, do «primitivo amor» (Ap 2, 4). Trata-se de um progressivo declínio das faculdades espirituais, que, num período mais ou menos longo de tempo, causa grave deficiência à pessoa, tornando-a incapaz de exercer qualquer atividade autónoma, vivendo num estado de absoluta dependência dos seus pontos de vista frequentemente imaginários. Vemo-lo naqueles que perderam a memória do seu encontro com o Senhor; naqueles que não fazem o sentido deuteronômico da vida; naqueles que dependem completamente do seu presente, das suas paixões, caprichos e manias; naqueles que constroem em torno de si muros e costumes, tornando-se cada vez mais escravos dos ídolos que esculpiram com as suas próprias mãos.

7. A doença da rivalidade e da vanglória.[11] Quando a aparência, as cores das vestes e as insígnias de honra se tornam o objectivo primário da vida, esquecendo as palavras de São Paulo: «Nada façais por ambição, nem por vaidade; mas, com humildade, considerai os outros superiores a vós próprios, não tendo cada um em vista os próprios interesses, mas todos e cada um exatamente os interesses dos outros» (Flp 2, 3-4). É a doença que nos leva a ser homens e mulheres falsos e a viver um falso «misticismo» e um falso «quietismo». O próprio São Paulo define-os «inimigos da cruz de Cristo», porque «gloriam-se da sua vergonha, esses que estão presos às coisas da terra» (Flp 3, 18.19).

8. A doença da esquizofrenia existencial. É a doença daqueles que vivem uma vida dupla, fruto da hipocrisia típica do medíocre e do progressivo vazio espiritual que nem doutoramentos nem títulos acadêmicos podem preencher. Uma doença que acomete frequentemente aqueles que, abandonando o serviço pastoral, se limitam às questões burocráticas, perdendo assim o contacto com a realidade, com as pessoas concretas. Deste modo criam um mundo paralelo seu, onde põem de lado tudo o que ensinam severamente aos outros e começam a viver uma vida escondida e muitas vezes dissoluta. A conversão é muito urgente e indispensável para esta gravíssima doença (cf. Lc 15, 11-32).

9. A doença das bisbilhotices, das murmurações e das críticas. Desta doença, já falei muitas vezes, mas nunca é demais. Trata-se de uma doença grave, que começa de forma simples, talvez por duas bisbilhotices apenas, e acaba por se apoderar da pessoa fazendo dela uma «semeadora de cizânia» (como satanás) e, em muitos casos, «homicida a sangue frio» da fama dos próprios colegas e confrades. É a doença das pessoas velhacas que, não tendo a coragem de dizer diretamente, falam pelas costas. São Paulo adverte-nos: «Fazei tudo sem murmurações nem discussões, para serdes irrepreensíveis e íntegros» (Flp 2, 14-15). Irmãos, livremo-nos do terrorismo das bisbilhotices!

10. A doença de divinizar os líderes: é a doença daqueles que fazem a corte aos Superiores, na esperança de obter a sua benevolência. São vítimas do carreirismo e do oportunismo, honram as pessoas e não Deus (cf. Mt 23, 8-12). São pessoas que vivem o serviço, pensando unicamente no que devem obter e não no que devem dar. Pessoas mesquinhas, infelizes e movidas apenas pelo seu egoísmo fatal (cf. Gal 5, 16-25). Esta doença poderia atingir também os Superiores, quando fazem a corte a algum dos seus colaboradores para obter a sua submissão, lealdade e dependência psicológica, mas o resultado final é uma verdadeira cumplicidade.


11. A doença da indiferença para com os outros. Quando cada um só pensa em si mesmo e perde a sinceridade e o calor das relações humanas. Quando o mais experiente não coloca o seu conhecimento ao serviço dos colegas menos experientes. Quando se teve conhecimento de alguma coisa e guarda-se para si mesmo em vez de a compartilhar positivamente com os outros. Quando, por ciúmes ou por astúcia, se sente alegria ao ver o outro cair, em vez de o levantar e encorajar.


12. A doença da cara fúnebre, ou seja, das pessoas rudes e amargas que consideram que, para se ser sério, é preciso pintar o rosto de melancolia, de severidade e tratar os outros – sobretudo aqueles considerados inferiores – com rigidez, dureza e arrogância. Na realidade, muita vezes, a severidade teatral e o pessimismo estéril[12] são sintomas de medo e insegurança de si mesmo. O apóstolo deve esforçar-se por ser uma pessoa gentil, serena, entusiasta e alegre, que transmite alegria onde quer que esteja. Um coração cheio de Deus é um coração feliz que irradia e contagia com a alegria todos aqueles que estão ao seu redor: disso nos damos conta imediatamente! Assim, não percamos aquele espírito jubiloso, bem-humorado e até auto-irônico, que faz de nós pessoas amáveis, mesmo nas situações difíceis.[13] Quanto bem nos faz uma boa dose de são humorismo! Far-nos-á muito bem recitar frequentemente a oração de São Tomás More.[14] Eu rezo-a todos os dias; faz-me bem!

13. A doença do acumular, ou seja, quando o apóstolo procura preencher um vazio existencial no seu coração acumulando bens materiais, não por necessidade, mas apenas para se sentir seguro. Na realidade, nada de material poderemos levar connosco, porque «a mortalha não tem bolsos» e todos os nossos tesouros terrenos – mesmo que sejam presentes – não poderão jamais preencher aquele vazio, antes torná-lo-ão cada vez mais exigente e profundo. A estas pessoas, o Senhor repete: «Dizes: “Sou rico, enriqueci e nada me falta” – e não te dás conta de que és um infeliz, um miserável, um pobre, um cego, um nu (...). Sê, pois, zeloso e arrepende-te» (Ap 3, 17.19). A acumulação apenas torna pesado e retarda inexoravelmente o caminho! Vem-me ao pensamento uma anedota: Outrora os jesuítas espanhóis descreviam a Companhia de Jesus como a «cavalaria ligeira da Igreja». Lembro-me de um jovem jesuíta que mudava de casa e, ao carregar num camião os seus muitos haveres: malas, livros, objetos e presentes, ouviu um velho jesuíta, que o estava a observar, dizer para ele, com um sorriso sábio: E esta seria a «cavalaria ligeira da Igreja»? As coisas que transportamos são um sinal desta doença.
14. A doença dos círculos fechados, onde a pertença ao grupo se torna mais forte que a pertença ao Corpo e, nalgumas situações, ao próprio Cristo. Também esta doença começa sempre com boas intenções, mas, com o passar do tempo, escraviza os membros tornando-se um cancro que ameaça a harmonia do Corpo e causa um mal imenso – escândalos – especialmente aos nossos irmãos mais pequeninos. A auto-destruição ou o «fogo amigo» dos companheiros de armas é o perigo mais insidioso.[15] É o mal que fere a partir de dentro;[16] e, como diz Cristo, «todo o reino dividido contra si mesmo será devastado» (Lc 11, 17).

15. E a última: a doença do lucro mundano, dos exibicionismos,[17] quando o apóstolo transforma o seu serviço em poder, e o seu poder em mercadoria para obter lucros mundanos ou mais poder. É a doença das pessoas que procuram insaciavelmente multiplicar o seu poder e, para isso, são capazes de caluniar, difamar e desacreditar os outros, inclusive nos jornais e revistas; naturalmente para se exibir e demonstrar-se mais capazes do que os outros. Também esta doença faz muito mal ao Corpo, porque leva as pessoas a justificar o uso de todo e qualquer meio contanto que alcancem tal fim, muitas vezes em nome da justiça e da transparência! Isto faz-me recordar um sacerdote que chamava os jornalistas para lhes contar – e inventar – coisas privadas e confidenciais dos seus confrades e paroquianos. Para ele, contava apenas aparecer nas primeiras páginas, porque deste modo sentia-se «forte e fascinante», causando tanto mal aos outros e à Igreja. Coitado!

Irmãos, naturalmente todas estas doenças e tentações são um perigo para todo o cristão e para cada cúria, comunidade, congregação, paróquia, movimento eclesial, e podem atingir seja a nível individual seja comunitário.

É preciso deixar claro que o único que pode curar qualquer uma destas doenças é o Espírito Santo, a alma do Corpo Místico de Cristo, como afirma o Credo Niceno-Constantinopolitano: «Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida». É o Espírito Santo que sustenta todo o esforço sincero de purificação e toda a boa vontade de conversão. É Ele que nos faz compreender que cada membro toma parte na santificação do Corpo e no seu enfraquecimento. É Ele o promotor da harmonia.[18] «Ipse harmonia est»: diz São Basílio. E Santo Agostinho observa: «Enquanto uma parte adere ao corpo, a sua cura não é impossível; pelo contrário, o que foi cortado, não pode ser tratado nem curado».[19]

A cura é fruto também da consciencialização da doença e da decisão pessoal e comunitária de se curar suportando, com paciência e perseverança, o tratamento.[20]

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Eu, Menino... e Ele



 


Autor: Fabio Azamor


Eu, menino, sentado na calçada sob um sol escaldante, observava a movimentação da turba em volta e tentava compreender o que ocorria.

– Que é o Natal – indagava-me, em silêncio
.
Eu, menino, ouvira falar que aquele era o dia em que o Papai Noel, no seu trenó puxado por renas, cruzava os céus distribuindo brinquedos a todas as crianças.

– E por que então eu, que passo a madrugada ao relento, nunca vi o trenó voador – perguntava-me. – Onde estão os meus presentes
E eu, menino, concluía que não deveria ser isso o Natal.

Talvez fosse um dia especial, em que as pessoas abraçassem seus familiares e fossem mais cordiais umas com as outras. Talvez fosse o dia da fraternidade e do perdão.

– Mas então por que eu, sentado no meio-fio, não recebo sequer um sorriso – inquiria-me, perplexo. – E por que trabalha a polícia no Natal

E eu, menino, entendia que não devia ser assim...
Imaginava que talvez o Natal fosse um dia mágico em que as pessoas enchiam as igrejas em busca de Deus.

– Por que, então, não saem de lá melhores do que entraram – debatia-me, na ânsia de compreender aquela ocasião enigmática.

Via risos, mas eram gargalhadas que escondiam tanta tristeza e ódio, tanta amargura e sofrimento...

E eu, menino, mergulhado em tão profundas reflexões, vi aproximar-se um homem. Era um belo homem. Não era gordo nem magro, tão alto quanto baixo, nem branco, nem preto, nem pardo, amarelo ou vermelho.

Era apenas um homem com olhos cor de ternura e um sorriso em forma de carinho que, numa voz com tom de afago, saudou-me:

– Olá, menino!

– Oi... – respondi, tímido.

E, num quase êxtase de admiração, vi-o acomodar-se a meu lado, na calçada, sob o sol escaldante.
Eu, menino, na naturalidade de menino, aceitei-o como amigo num olhar. E atirei-lhe a pergunta que me inquietava e entristecia:

– Que é o Natal

ELE, sorrindo ainda mais, respondeu-me, sereno:

– Meu aniversário.

– Como assim – indaguei-lhe, percebendo que estava só. – Por que não estás em casa Onde estão os teus.
– Essa – falou-me, apontando a multidão que vagava – é a minha família.

Eu, menino, não compreendi.

– Também tu fazes parte da minha família... – acrescentou, aumentando a confusão.

– Não te conheço! – rebati.

– É por que nunca te falaram de mim. Mas eu te conheço. E te amo...

Estremeciam-me de emoção aquelas palavras, na minha fragilidade de menino.

– Deves estar triste – comentei. – Estás só no dia do próprio aniversário...

– Neste momento, estou contigo – respondeu-me, meneando a cabeça negativamente.

E conversamos. Uma conversa de poucas palavras, muito silêncio, muitos olhares e um inefável transbordar de sentimentos, naquela prece que fazia arder o coração e a própria alma.

O sol entregou o céu às estrelas.

E conversamos. Eu, menino, e ELE.

E ELE me falava, e eu o amava. E eu o absorvia. E eu o sentia.

Eu, menino: cordas. ELE: artista. E se fez melodia entre nós!...

E eu, menino, sorri...

Quando a noite cedeu vez à madrugada, enquanto piscavam às luzes que adornavam as residências, ELE se ergueu e pressenti que era a despedida. Suspirava, de alma renovada.

Abracei-o pela cintura, dizendo:

– Toma o meu presente... Feliz aniversário!

Ergueu-me no ar, com seus braços fortes-fracos, tão fortes quanto a paz, e disse-me:

– Presenteia-me compartilhando este abraço com a minha família, que também é tua... Ama-os com respeito. Respeita-os com ternura. Sê terno com carinho. Acaricia-os com justeza. Julga-os com amor... E tem um feliz Natal!

Porque não quisesse vê-lo ir-se embora, saí correndo em disparada pela rua. Abandonei-o, levando-o para sempre no mais íntimo do coração. Fui em busca de braços que aceitassem os meus...

E eu, menino, nunca mais o vi. Somente quando deixei de ser menino ouvi novamente falarem daquele amigo da noite de Natal: Jesus.
E eu, menino, sorri...

sábado, 11 de outubro de 2014

...E O CÉU NUNCA MAIS FOI O MESMO!


12-07-2013 (de Teófilo Aparecido)

Durante milênios Deus aguardou o momento exato de criar Maria no seio de Santa Ana. Durante os anos em que Maria esteve na terra, todos a esperavam no paraíso: Deus, os anjos e santos que lá estavam antes dela.

No dia determinado por Deus, Maria foi avisada de sua passagem desta vida para a vida eterna. O próprio Jesus veio avisá-la.

Na verdade, após a morte de Jesus, Maria nunca o sentira longe dela: eles estavam tão ou mesmo mais unidos do que quando ainda estavam juntos aqui na terra, pois em seus três anos de vida pública, Jesus ficara mais fora do que dentro de sua família!

Maria, como sempre, nada falou a quem quer que fosse. Naquele tão belo dia, levantou-se como sempre, fez a refeição para São João Apóstolo, com quem morava a pedido de Jesus na cruz, e entrou em oração contemplativa.

Ela poderia ter talvez uns  60 anos? São João teria talvez uns 30?

A dado momento, ela sentiu que chegara a hora. Chamo aos que moravam ali, os amigos, e então lhes disse a novidade: "Hoje vou me encontrar com meu Filho amado! Quero que todos vocês se alegrem! Agradeço a todo pela acolhida que fizeram a Jesus em seus corações, e a que a mim fizeram. Peço perdão se desgostei a alguém. Continuem firmes no amor a Deus, que é meu Pai, meu Filho e meu divino esposo, e no amor aos demais! O amor vence tudo! Pela misericórdia, todos poderão ir para o céu!"

Maria deitou-se e fechou os olhos, movida por um repentino cansaço. Todos ali reunidos cantaram um cântico de louvor e agradecimento a Deus. Eles não ouviram, mas os anjos os acompanhavam com o coral celeste. E esse mesmo coral celeste veio buscar Maria. Ninguém viu os anjos, mas viram o corpo desaparecer da vista deles e ficaram estupefactos!

Ao chegar ao paraíso, Maria viu que todos a aguardavam ansiosos. Cores maravilhosas alternavam-se, e a luz de Deus iluminava tudo surpreendentemente. Um átimo de luz divina, segundo uma visão de São João Bosco, seria suficiente para iluminar todo o universo! 

Maria olhava para Deus, em suas três pessoas: o Pai, o Filho Jesus, o Espírito Santo. Maria participa das três pessoas: o Pai, que a criou, o Filho que dela nasceu na terra, o Espírito Santo que O gerou em seu seio.

Maria fez algo impossível! Aumentou a alegria e a beleza do céu! Amigos, amigas, podem crer no que digo: COM MARIA, O CÉU NUNCA MAIS FOI O MESMO! (Este é, obviamente, um texto de ficção, mas que pode muito bem ser verdadeiro)

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

QUEM ESCREVEU A SALVE-RAINHA?

De onde vem a Oração da “Salve Rainha”?

26 agosto 2014Autor: Bíblia Católica | Postado em: Doutrina Católica





A “Salve Rainha” é uma das orações mais populares entre os católicos. Ela é atribuída ao monge Hermannus Contractus que a teria escrito por volta de 1050, no mosteiro de Reichenan, na Alemanha. Eram tempos terríveis aqueles na Europa central, com muitas calamidades naturais, destruindo as colheitas, epidemias, miséria, fome e a ameaça contínua dos povos bárbaros normandos, magiares e muçulmnaos que invadiam os povoados, saqueando e matando.

Certamente o monge Hermannus experimentava as piores misérias da vida humana neste “vale de lágrimas”, como disse. Nesta prece “bradamos” como “degredados”, “suspiramos gemendo e chorando”, vemos o mundo como “um vale de lágrimas”, como um “desterro”. Entretanto, essa visão da vida acaba num sentimento de esperança que a ultrapassa e domina com a confiança em Nossa Senhora.

Ao considerar a condição humana, o monge Hermannus via muitos motivos de tristeza, mas, ao fixar sua atenção na Virgem Maria, Rainha do céu de da terra, a quem se dirige, mostra-se animado por um horizonte de expectativas reconfortantes e consoladoras, pois ela, a Virgem Maria, é “Mãe de misericórdia”, “Vida, doçura, esperança nossa salve”, “Advogada nossa”, de “olhos misericordiosos”.

Frei Contractus tinha consciência da triste época em que vivia, mas tinha outras razões, além disso tudo. Conta a sua história que ele nasceu raquítico e disforme; adulto, mal conseguia andar e escrevia com dificuldade, de mirrados que eram os dedos das suas mãos. Nasceu em 18 de fevereiro de 1013 em Altshausen, na Swabia hoje Alemanha.

Nasceu com uma fenda no palato, e um problema de espinha bífida (dividida em lóbulos iguais). Seus pais não tinham condição de cuidarem da criança e em 1020 (com sete anos) o entregaram para a Abadia de Reichenau, onde ele ficou o resto de sua vida. Contam que, no dia do seu nascimento, ao constatarem o raquitismo e má formação do bebê, seus pais caíram em prantos. Sua mãe Miltreed, mulher muito piedosa, ergueu-se então do leito e, lá mesmo, consagrou o menino à Mãe de Deus. Consagrado a Ela, foi educado no amor e na confiança em relação a Ela. E, anos mais tarde, foi levado de maca, por ser deficiente físico, até o mosteiro de Reichenan, onde com o tempo chegou a ser mestre dos noviços, pois o que tinha de inapto seu corpo, tinha de perspicaz seu espírito.

Muito inteligente se tornou monge beneditino com a idade de 20 anos. Era um gênio, estudou e escreveu vários livros sobre astronomia, teologia, matemática, história e poesias em latim, grego e árabe. Professor aos 20 anos ficou conhecido pelos seus colegas na Europa. Construiu alguns instrumentos musicais e equipamentos de astronomia. Ficou cego e com isso parou de escrever. É o mais notável poeta de seu tempo e ainda ficou famoso ao escrever a oração da “Salve Rainha”e ainda o “Alma Redemporis Mater”. Faleceu em 21 de setembro de 1054 em Reichenau de causas naturais. Beatificado e culto confirmado em 1863. Sua festa é celebrada no dia 25 de setembro.

Foi no fundo de todas essas misérias, que a alma de Frei Contractus elevou à “Rainha dos Céus” esta prece, mescla de sofrimento e esperança, que é a “Salve Rainha”.

Quando veio a ser conhecida pelos fiéis, a “Salve Rainha” teve um sucesso enorme, e logo era rezada e cantada por toda parte. Um século mais tarde, ela foi cantada também na catedral de Espira, por ocasião de um encontro de personalidades importantes, entre elas, a do imperador Conrado e a do famoso São Bernardo, conhecido como o “cantor da Virgem Maria”, pelos incendidos louvores que lhe dedicava nos seus sermões e escritos, ele que foi um dos primeiros a chamá-la de “Nossa Senhora”.

Dizem que foi nesse dia e lugar que, ao concluir o canto da “Salve Rainha”, cujas últimas palavras eram “mostrai-nos Jesus, o bendito fruto do vosso ventre”, no silêncio que se seguiu, ouviu-se a voz potente de São Bernardo que, num arrebato de entusiasmo pela mãe do Senhor, gritou, sozinho, no meio da catedral: “Ó clemente, ó piedosa, ó doce e sempre Virgem Maria”… E a partir dessa data estas palavras foram incorporadas à “Salve Rainha” original.

Nos quase mil anos que se passaram desde que Herman Contractus compôs a “Salve Rainha” uma multidão incontável de fiéis tem se identificado como os sentimentos que ela expressa, vivendo desde sua aflição à doce esperança que inspira sempre a amável Mãe do Nosso Salvador.

Fonte: http://www.newadvent.org/cathen/07266a.htm; http://www.cademeusanto.com.br/beato_hermancontractus.htm

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OS DEMÔNIOS E A EUCARISTIA

6 setembro 2014

Autor: Bíblia Católica | Postado em: Espiritualidade







Uma reflexão a partir do roubo de uma hóstia consagrada por um grupo de satanistas

Alguns anos atrás, eu escrevi sobre uma experiência incomum que tive ao celebrar a santa missa: uma pessoa, atormentada pela possessão demoníaca, saiu correndo para fora da igreja no momento da consagração. Voltarei a falar deste caso um pouco mais adiante.

Eu me lembrei do fato nos últimos dias em face das atuais notícias de que um culto satânico da cidade de Oklahoma (EUA) roubou uma hóstia consagrada de uma paróquia e anunciou que a profanaria durante uma “missa negra”, a realizar-se neste mês de setembro. O arcebispo de Oklahoma, dom Paul Coakley, entrou com uma ação judicial para impedir o sacrilégio e exigir que o grupo devolvesse a propriedade roubada da Igreja. Dom Coakley ressaltou, no processo, que a hóstia seria profanada dos modos mais vis imagináveis, como oferenda feita em sacrifício a Satanás.

O porta-voz do grupo satânico, Adam Daniels, declarou: “Toda a base da ‘missa’ [satânica] é que nós pegamos a hóstia consagrada e fazemos uma ‘bênção’ ou oferta a Satanás. Nós fazemos todos os ritos que normalmente abençoam um sacrifício, que é, obviamente, a hóstia corpo de Cristo. Então nós, ou o diabo, a reconsagramos…”.

À luz do processo judicial, o grupo devolveu à Igreja a hóstia consagrada que tinha roubado. Graças a Deus.

Mas você notou o que o porta-voz satânico atestou sobre a Eucaristia? Ao falar do que seria oferecido em sacrifício, ele disse: “…que é, obviamente, a hóstia corpo de Cristo”.

Por mais grave e triste que seja este caso (e não é o primeiro), esses satanistas explicitamente consideram que a Eucaristia católica É o Corpo de Cristo. Pelo que eu sei, nunca houve tentativas de satanistas de roubar e profanar uma hóstia metodista, ou episcopaliana, ou batista, ou luterana, etc. É a hóstia católica o que eles procuram. E nós temos uma afirmação da própria escritura que garante: “Até os demônios creem e estremecem” (Tiago 2,19).

Em outra passagem, a escritura nos fala de um homem que vagava em meio aos túmulos e era atormentado por um demônio. Quando viu Jesus, ainda de longe, correu até Ele e o adorou (Marcos 5,6). O evangelho de Lucas cita outros demônios que saíam de muitos corpos possuídos e gritavam: “Tu és o Filho de Deus!”. Mas Jesus os repreendia e não os deixava falar, porque sabiam que Ele era o Cristo (Lc 4,41-42).

De fato, como pode ser atestado por muitos que já testemunharam exorcismos, há um poder maravilhoso na água benta, nas relíquias, na cruz do exorcista, na estola do sacerdote e em outros objetos sagrados que afugentam os demônios. Mesmo assim, muitos católicos e não católicos minusvaloram esses sacramentais (assim como os próprios sacramentos) e os utilizam de qualquer jeito, com pouca frequência ou sem frequência alguma. Há muita gente, inclusive católicos, que os consideram pouco importantes. Mas os demônios não! Vergonhosamente, os demônios, às vezes, manifestam mais fé (ainda que cheia de medo) que os crentes que deveriam reverenciar os sacramentos e os sacramentais com fé amorosa. Mesmo o satanista de Oklahoma reconhece que Jesus está realmente presente na Eucaristia. É por isso que ele procura uma hóstia consagrada, ainda que para fins tão nefastos e perversos.

Tudo isso me leva de volta ao caso real que eu descrevi já faz um bom tempo. Apresento a seguir alguns trechos do que escrevi há quase quinze anos, quando eu estava na paróquia de Santa Maria Antiga [Old St. Mary, na capital norte-americana] celebrando a missa em latim na forma extraordinária. Era uma missa solene. Não seria diferente da maioria dos domingos, mas algo muito impressionante estava prestes a acontecer.

Como vocês devem saber, a antiga missa em latim era celebrada “ad orientem”, ou seja, voltada em direção ao oriente litúrgico. Sacerdote e fiéis ficavam todos de frente para a mesma direção, o que significa que o celebrante permanecia, na prática, de costas para as pessoas. Ao chegar a hora da consagração, o sacerdote se inclinava com os antebraços sobre o altar, segurando a hóstia entre os dedos.

Naquele dia, eu pronunciei as veneráveis palavras da consagração em voz baixa, mas de modo claro e distinto: “Hoc est enim Corpus meum” [Este é o meu Corpo]. O sino tocou enquanto eu me ajoelhava.

Atrás de mim, no entanto, houve algum tipo de perturbação; uma agitação ou sons incongruentes vieram dos bancos da parte da frente da igreja, logo às minhas costas, um pouco mais para a minha direita. Em seguida, um gemido ou resmungo. “O que foi isso?”, perguntei a mim mesmo. Não pareciam sons humanos, mas grasnidos de algum animal de grande porte, como um javali ou um urso, junto com um gemido plangente que também não parecia humano. Eu elevei a hóstia e novamente me perguntei: “O que foi isso?”. Então, silêncio. Celebrando no antigo rito da missa em latim, eu não podia me virar facilmente para olhar. Mas ainda pensei: “O que foi isso?”.

Chegou a hora da consagração do cálice. Mais uma vez eu me curvei, pronunciando clara e distintamente, mas em voz baixa, as palavras da consagração: “Hic est enim calix sanguinis mei, novi et aeterni testamenti; mysterium fidei; qui pro vobis et pro multis effundetur em remissionem pecatorum. Haec quotiescumque feceritis in mei memoriam facietis” [Este é o cálice do meu sangue, o sangue da nova e eterna aliança, o mistério da fé, que será derramado por vós e por muitos para a remissão dos pecados. Todas as vezes que fizerdes isso, fazei-o em memória de mim].

Então, ouvi mais um ruído, desta vez um inegável gemido e, logo em seguida, um grito de alguém que clamava: “Jesus, me deixe em paz! Por que me tortura?”. Houve de repente um barulho que lembrava uma briga e alguém correu para fora a um som de gemidos, como de quem tivesse sido ferido. As portas da igreja se abriram e em seguida fecharam. Depois, o silêncio.

Consciência – Eu não podia me virar para olhar porque estava levantando o cálice da consagração. Mas entendi no mesmo instante que alguma pobre alma atormentada pelo demônio tinha se visto diante de Cristo na Eucaristia e não tinha conseguido suportar a sua presença real, exibida perante todos. Ocorreram-me as palavras da escritura: “Até os demônios creem e estremecem” (Tiago 2,19).

Arrependimento – Assim como Tiago usou aquelas palavras para repreender a fé fraca do seu rebanho, eu também tinha motivos para a contrição. Por que, afinal, um pobre homem atormentado pelo demônio era mais consciente da presença real de Cristo na Eucaristia e ficava mais impactado com ela do que eu? Ele ficou impactado em sentido negativo e correu para longe. Mas por que eu não me impactava de forma positiva com a mesma intensidade? E quanto aos outros crentes, que estavam nos bancos? Eu não tenho dúvidas de que todos nós acreditávamos intelectualmente na presença eucarística. Mas há algo muito diferente e muito mais maravilhoso em nos deixarmos mover por ela na profundidade da nossa alma! Como é fácil bocejarmos na presença do Divino e nos esquecermos da presença milagrosa e inefável, disponível ali para todos nós!

Quero deixar registrado que, naquele dia, há quase quinze anos, ficou muito claro para mim que eu tinha nas minhas mãos o Senhor da Glória, o Rei dos Céus e da Terra, o Justo Juiz e o Rei dos reis da terra.
Será que Jesus está realmente presente na Eucaristia?
Até os demônios acreditam!

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15 perguntas para se fazer antes do casamento (ou depois dele!)


29 setembro 2014Autor: Bíblia Católica | Postado em: Outros
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Você acha que já está pronto(a) para casar? Faça o teste e descubra

O fato de você se sentir muito apaixonado(a) e achar que já encontrou a pessoa da sua vida não significa que você está completamente pronto(a) para se casar. Falta uma parte muito importante a ser considerada: suas próprias habilidades e destrezas para tornar-se esposo ou esposa.

Em outras palavras, ainda que todos nós tenhamos nascido para o amor, nem sempre estamos preparados para dá-lo e recebê-lo. Isso é particularmente certo quando se trata do amor matrimonial, pois o característico deste amor é que renunciamos a pensar e agir como indivíduos ou solteiros para construir um “nós”, ou seja, uma comunhão de vida ou comunidade.

Tal comunidade começa com a decisão e promessa de entregar-nos totalmente. Mas é na vida diária que esta entrega é colocada em prática e se torna a base da qual nascem a harmonia, a compreensão e a unidade, que constituem a comunhão de vida matrimonial.

Se este é o conceito e o tipo de amor ao qual você aspira, está indo por um bom caminho. De qualquer maneira, é bom analisar se você já está igualmente treinado e pronto para colocar tudo isso em prática.

Com este objetivo, sugerimos que você se faça as seguintes perguntas:

– Você é uma pessoa feliz, que sabe que a felicidade não depende de nada fora de você, mas da sua decisão de ver a vida com otimismo e gratidão?

– Você está de acordo com o que faz porque sempre dá o melhor de você ou, pelo contrário, é um conformista ou uma pessoa que se julga com severidade exagerada?

– Você sabe expressar seu desagrado ou raiva sem ofender os outros?

– Sabe pedir perdão quando comete erros e sabe perdoar quando o ofendem?

– Você se sente capaz de mudar ou sacrificar sua decisão de ir para a balada com os amigos para incluir seu parceiro nos seus planos de diversão?

– Você está preparado para criar e aproveitar o tempo compartilhado em casal e família?

– Se você costuma beber e fumar demais, está disposto a deixar seus vícios para ter um casamento estável e feliz?

– Seria capaz de citar pelo menos 5 sacrifícios que está disposto a fazer quando estiver casado?

– Você acha que o fato de ser adulto já lhe deu maturidade suficiente para saber conduzir um casamento? Ou, se você é jovem, sabe se sua idade não lhe permite ter a maturidade que deveria?

– Você acha que o casamento será a solução para muitos dos seus problemas?

– Você tem certeza de que está apaixonado pela sua namorada e por ninguém mais?

– Você vai se casar somente porque houve uma gravidez inesperada?

– Tem certeza de que, ao se casar, não está tentando fugir dos problemas existentes na sua casa?

– Está se casando porque seu parceiro a compreende?

– Você decidiu se casar porque se considera velho demais para continuar solteiro?

Se, ao refletir sobre estas perguntas, sua conclusão é de que sua motivação para casar-se é o amor e o desejo de dar o melhor de você mesmo pelo bem da outra pessoa, ainda que isso exija sacrifícios, então já está preparado para o casamento.

É preciso levar em consideração que o casamento não é uma caixa mágica na qual você encontrará a solução para todos os seus problemas e será “feliz para sempre”. Pelo contrário, é preciso estar preparado para encontrar muitas situações em que será difícil entender-se ou encontrar uma solução.

Estar abertos às mudanças e ser suficientemente flexíveis para ceder quando não valer a pena agarrar-se aos próprios pontos de vista ou aos nossos gostos e preferências é algo vital. Se você está pronto para ceder, está pronto para se casar, porque só cedendo é que se consegue ter uma vida conjugal harmônica.

É preciso também contar com o fato de que, apesar das suas boas intenções, você pode ferir seu parceiro ou ser ferido por ele. Por isso, é preciso treinar-se na arte do perdão e aprender a exprimir sentimentos e lidar com eles, para que as ofensas sejam cada vez menos numerosas. Se você compreende e age com este propósito de controlar o temperamento e saber pedir perdão e perdoar, a vida de casado será mais fácil.

A vida de solteiro em breve será história do passado. Agora é preciso preparar-se para criar uma vida em comunidade. Assim, é preciso começar a compartilhar ou modificar as atividades e distrações da sua vida de solteiro por atividades em comum.

A alegria da vida de casado dependerá de como você a construirá, pois agora tudo será compartilhado com o amor da sua vida. Não se trata de perder a sua individualidade, mas de encontrar as atividades adequadas das quais os dois possam participar.

Fonte: Aleteia

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