quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

EV. JOÃO CAPÍTULO 01


Para um estudo mais aprofundado, procure um livro. Há vários nas editoras Paulinas e Santuário. Use também a Bíblia de Jerusalém. Minha intenção, aqui, é apenas dizer como eu vejo o evangelho de São João, numa leitura simples, não especializada, diria como um cristão leigo, apesar de eu ser padre aposentado que tenta apenas ser um eremita de Jesus Misericordioso. Leia o texto na sua bíblia antes de ler o comentário. 

Para detalhes sobre quem foi João, veja na introdução se sua bíblia ou procure na internet...


CAPÍTULO 01

Vers. 1-2 -


O "Verbo" é a "Palavra de Deus", ou seja, Jesus Cristo, antes de nascer aqui na terra, antes de ter um corpo humano. Jesus é a segunda pessoa da Santíssima Trindade, tão Deus quanto o Pai e o Espírito Santo.

Algumas seitas ou religiões não professam a divindade de Jesus Cristo, como os Mórmons e os Testemunhas de Jeová. Falam de Jesus, mas não acreditam em sua divindade. 

Estes últimos, inclusive, adaptaram a tradução da bíblia à sua doutrina, alegando que a tradução que nós e os evangélicos usam (os evangélicos usam a tradução de João Ferreira de Almeida, que é ótima) estaria errada. Não sei onde eles acharam essa tradução (do Novo Mundo), que nega por completo e com todas as letras a divindade de Jesus. Aliás, essa é uma heresia muito antiga, chamada antigamente de "Arianismo". Começou lá pelos anos 300. 

v.3

Como Jesus é Deus como o Pai e o Espírito Santo, ele participou da criação do mundo e de tudo o que existe. Não foi só o "Pai" que criou tudo, mas sim a Santíssima Trindade, em suas três pessoas.

Sobre a criação do mundo, veja as lições do nosso bloguinho catequético e do nosso site catequético. Em resumo, podemos dizer que Deus criou e usou a evolução em sua criação. Ou seja: o "mecanismo" da evolução também foi criado por Deus. Darwin teria plena razão, se colocasse Deus como princípio da evolução. Eu explico isso melhor lá na lição do catecismo do blog e site mencionados. 

v. 4

Só Deus tem vida. Santa Catarina de Sena perguntou, certo dia, a Deus: "Senhor, quem sou eu? Quem sois vós?" E Deus lhe respondeu: "Eu sou o que existe. Você é um nada!" Santa Catarina bem que podia ter ficado sem essa!

v.5

Jesus é a luz do mundo (Jo 8,12). Sem ele, ainda estaríamos nas trevas do pecado e da condenação. Entretanto, somos livres de aceitá-lo ou não. Se quisermos, podemos continuar no escuro, embora sempre vamos ver, ao menos fora de nós, a luz divina refletida na criação e em nós mesmos, já que somos "a imagem e semelhança de Deus " (Gen 1 e 2). Por sua vez, Jesus disse que nós somos a luz do mundo (Mt 5,14) e todos verão essa luz, que não deve ser colocada debaixo dos móveis, mas à vista de todos. A nossa luz é apenas reflexo da luz de Cristo que está em nós pelo batismo. Conservando nossa vida santa, a luz de Cristo que está em nós se irradiará a todos. 

v. 6

João Batista foi o profeta que uniu o Antigo com o Novo Testamento. Como todos os que anunciam o evangelho, ele recebeu de Deus a vocação para ser o "arauto" do evangelho. Qual é a vocação à qual Deus chamou a mim, a você?

v. 7-13


João Batista veio dar testemunho de Jesus, que é a luz do mundo. Muitos não lhe deram crédito e não acreditaram (como até hoje mais de quatro bilhões de pessoas não cristãs) que Jesus é o verdadeiro Deus, que com o Pai e o Espírito Santo criou o mundo. Os judeus, o povo de Deus, seu povo, não o receberam. Entretanto, a todos os que o quiserem receber, Jesus dá o poder de se tornarem filhos de Deus.

Esses que o receberam passam a nascer, pelo Batismo, não mais da natureza humana, mas do próprio Deus (v.13). Por isso, o Batismo equivale a um "nascer de novo", a uma verdadeira ressurreição.

v.14

Jesus passou a ser também homem dentro de Maria, sem nem só por um instante ter deixado de ser Deus. Ele é 100% homem e 100% Deus. Ele é a Graça e a Verdade em pessoa..

v. 15

João Batista era seis meses mais velho que Jesus, mas Jesus já vivia por toda a eternidade no céu, na Santíssima Trindade, como Verbo, a Palavra de Deus. 

v. 16-18


Jesus é a plenitude da revelação divina, e veio complementar a lei dada por Moisés, com sua graça e verdade. Não há como ver Deus a não ser por meio de Jesus: "Felipe, quem me vê, vê o Pai!" (João 14,9).

v. 19-28

João Batista deixa bem claro a todos que ele não era o Messias, mas apenas "A voz do que clama no deserto", anunciando a vinda do verdadeiro Messias, o Senhor, e um novo Batismo, não com água apenas, mas no Espírito Santo, único na vida, que iria marcar a pessoa para sempre, como o fogo marca.

v. 29

Jesus é o Cordeiro Pascal, ou seja, ele é a vítima por excelência, oferecida em reparação por nossos pecados, sacrifício eterno da Nova Aliança, que substituiu todos os outros sacrifícios que até então eram feitos com cordeiros.

A Santa Missa é esse sacrifício de Jesus que se torna presente e atual em todas as épocas. O sacerdote celebrante se torna, na missa, o próprio Jesus, oferecendo-se ao Pai na cruz, tornando-se nosso alimento na Santa Ceia. Participar da missa, na realidade, é estar presente na última ceia, como se fosse um único ato.

v.30-37

Trecho em que João Batista se explica e orienta as pessoas a aderirem a Jesus, que batiza não só com água, mas também com o Espírito Santo. É um batismo novo, que muda radicalmente a pessoa. No versículo 33 deixa bem claro que foi enviado por Deus. Não agiu pela própria vontade. E nós? Estamos assim dispostos a praticar a vontade de Deus e a fazer o que ele nos pede?


v.38-39

Dois discípulos de João o deixaram para seguirem Jesus e o terem como mestre (=Rabi). Jesus lhes mostra onde mora, o que fazia, o que eles estavam "abraçando", e com ele ficaram até às 16 horas, e se tornaram seus discípulos.

E nós? Teríamos coragem de chamar os que nos ouvem pregar o evangelho a ficarem conosco para verem como é a nossa vida? E se a vissem, será que continuariam a nos ouvir?

v. 40-51

Os primeiros discípulos são chamados e acolhidos por Jesus, cada um com sua particularidade. Jesus mostra que os conhece por dentro. Muda o nome de Simão para Simão Pedro (=pedro significa rocha, pedra), nosso primeiro papa. 



Jesus nos conhece profundamente. Mesmo se quiséssemos não conseguiríamos enganá-lo. É idiotice nossa achar que podemos "enrolar" Deus ou esconder dele alguma coisa. Deus gosta de que sejamos sinceros e verdadeiros, pois ele nos conhece profundamente e totalmente. Sabe de nossas fraquezas e limites e está sempre disposto a nos ajudar e a nos prover do necessário para vencermos nossas fraquezas e tentações.

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