sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

CATECISMO RESUMIDO-07

20- OS ANJOS DA GUARDA

Existem, sim! E estão sempre ao nosso serviço, embora não sejam obrigados a nos obedecer. Eles são submissos apenas a Deus. São dotados de inteligência e vontade. São criaturas imortais. Superam em perfeição todas as criaturas visíveis. Eles intercedem por nós e nos ajudam em nossa caminhada na terra, nos inspiram coisas boas e o caminho certo, mas temos que pedir isso a eles. 

Se quiser, ponha um nome ao seu Anjo da Guarda. Não será o seu nome verdadeiro, mas ele decerto aceitará, enquanto não o vermos quando chegarmos ao céu. Tenho um amigo que sempre colabora com os nossos sites e blogs que colocou o nome do anjo dele de “Ambrósio”.

Veja os textos sobre os Anjos da Guarda: Mateus 18, 10: ”Seus anjos no céu contemplam sem cessar a face de meu Pai que está nos céus” . Jesus não mente!

Atos 12,15:”Então é o seu anjo!” Pedro batia à porta, mas todos pensavam que ele ainda estava preso.

Gênesis 24,40: “O Senhor, em cujo caminho sempre andei, mandará o seu anjo contigo e fará bem-sucedida a sua viagem”.

Gênesis 48,16:”O anjo que me guardou de todo mal, abençoe estes meninos!”

Êxodo 23, 20-21:”Vou enviar um anjo adiante de ti para te proteger no caminho e para te conduzir ao lugar que te preparei. Esteja de sobreaviso em sua presença, e ouve o que ele te diz. Não lhe resistas, pois ele não te perdoaria tua falta, porque o meu nome está nele”

21- MARIA

Maria foi escolhida por Deus para ser mãe de Deus aqui na terra. Era uma jovem de aproximadamente 17 anos de idade quando percebeu estar grávida e soube ser por obra do Espírito Santo. É assim que Mateus conta a encarnação de Jesus (Mt 1,18). Ela já estava casada com José, mas ainda não morava com ele. Morava com seus pais, Joaquim e Ana. 

Deve ter sido bem difícil para ela ter que explicar o que ocorrera. Acredito que deve ter sofrido muito com calúnias e incompreensões. José não quis denunciá-la como adúltera porque era um homem “justo”, palavra que tem um sentido bem mais profundo, na bíblia, do que entre nós.

Só não a deixou porque um anjo lhe disse, em sonho, que o filho que Mari esperava era Filho de Deus. Aí ele a recebeu e foram morar juntos. Acredito que Maria visitou Isabel quando ainda morava com os pais.

Que Maria pode ser chamada “Mãe de Deus” vemos em Lucas 1,43: “Donde me vem a graça de ser visitada pela mãe de meu Senhor?”. A palavra “Senhor” em grego, língua em que está narrado esse encontro das duas mães é “Kyrios”, tradução da palavra “Javé” ou “Jeová”, como dizem os não católicos. Mostra claramente que Maria é Mãe de Deus.

Jesus, como já dissemos no início deste curso, é 100% Deus e 100% homem. Ele é totalmente Deus e totalmente homem. Ele vivia no céu com o Pai e o Espírito Santo. É a segunda pessoa da Santíssima Trindade.

O primeiro capítulo de João mostra tudo isso claramente; Jesus criou o mundo com o Pai e o Espírito Santo: “Tudo foi feito por ele e nada do que foi feito, foi feito sem ele” (João 1,3).

Para que isso se realizasse, Maria foi redimida desde sua concepção, não nascendo,  portanto, com o pecado original. Por isso é chamada de “IMACULADA CONCEIÇÃO”. 

Acreditamos que Maria foi assunta ao céu em corpo e alma. Essa sua assunção é a antecipação da ressurreição dos outros cristãos. Segundo a bíblia, houve a assunção de Henoc e Elias (Gn 5,22-24; Hb 11,5; 2Reis 2,11), mas é provável que isso seja apenas um simbolismo, já que Jesus foi o primeiro que ressuscitou e está no céu de corpo e alma. Maria foi a segunda. O restante da humanidade será o terceiro.  

Maria não teve outros filhos, só Jesus. A maior prova disso está em João 19,25-27, quando Jesus pede que João, que não era parente deles, tomasse conta de Maria. Ora, pela lei da época (1Tim 5,4; Deuteronômio 5, 16; Mt 15,4), se Maria tivesse outros filhos, eles é que teriam de cuidar dela, e não uma pessoa sem nenhum parentesco com ela.

Os chamados “irmãos de Jesus" são, realmente, primos. Na bíblia é comum chamar primos de irmãos. Só uma vez, em Col 4,10, é usada a palavra primo, “Anépsios”. Em todos os outros lugares é usada a palavra “Adelphos”, irmão.

Em Mt 10,2-3, por exemplo, vemos que existe dois Tiagos, um deles chamado “irmão do Senhor” (Gálatas 1,19). Um deles era filho de Alfeu, o outro, de Zebedeu. Ou seja, nenhum deles era filho de José.

Veja um exemplo de como Abraão chama um seu sobrinho de irmão em Gênesis 11,31 e 13, 8. Combine os dois textos: um deles mostra que o rapaz é sobrinho de Abraão e o outro mostra Abraão se referindo a ele como irmão. Os evangélicos e protestantes mudaram a palavra “irmão” para “parente”, mas no original Abraão chama de irmão o seu sobrinho. É o que ocorreu com as outras vezes em que os primos são chamados de irmãos.

Se Jesus é nosso irmão, Maria é nossa mãe, não é? Há também aquelas palavras de Jesus dizendo a João: “Eis aí tua mãe, eis aí o teu filho”, que nos dá direito de também chamarmos Maria de nossa mãe!

Além de chamarmos Maria de Mãe, nós também a chamamos de nossa advogada, auxiliadora, protetora, medianeira. Costumamos chamá-la por vários títulos, mas é sempre a mesma Maria, Mãe de Deus: N. Sra. Aparecida, de Lourdes, de Fátima, de Medjugorje, de Salete, de Guadalupe, da Conceição, N. Sra das Graças, de Loreto, da Paz, Rosa Mística, da Ponte, Auxiliadora, dos Homens, do Santo Rosário, da Consolata, do Monte Serrat, do Carmo, etc.

Um dos motivos de tantos nomes é porque Maria, não tendo mancha alguma de pecado, reflete totalmente a maravilhosa graça de Deus, nesses seus inúmeros títulos. Cada título corresponde a um aspecto dessa graça de Deus. Diz uma frase escrita numa das paredes do Santuário Nacional de Aparecida: “PEÇA À MÃE, QUE O FILHO ATENDE”. é como diz um autor, acho que o Pe. Zezinho: “Quando nós pedimos algo a Deus, pedimos “pelo vosso Filho e Senhor nosso, Jesus Cristo”. Quando Maria é quem pede, ela pede “pelo NOSSO filho Jesus Cristo”, o que faz toda a diferença.”

Maria insiste com todos nós o que falou nas bodas de Caná: “Fazei tudo o que ele vos disser”.  É o seu único desejo: que todos ouçamos o que diz Jesus e o coloquemos em prática. Se todos fizermos isso, o mundo todo será bem diferente e não haverá mais necessitados. Como diz Santo Agostinho: “Quando Deus for tudo em todos, não haverá mais desejos, pois Deus é tudo o que uma pessoa pode desejar”


22- AS IMAGENS

É incrível como os protestantes e evangélicos se implicam conosco em relação às imagens! É para eles uma verdadeira obsessão. Um dos colegas meus de trabalho, evangélico, chegou a dizer num dia destes que as enchentes e catástrofes que estão acontecendo (2012) no Rio Grande do Sul são causados pela adoração das imagens por parte dos inúmeros católicos daquela região! Pode uma coisa destas?

Nós, católicos, não adoramos imagens! Quem fizer essa calúnia está fazendo um pecado grave. Nós apenas as veneramos, como fazemos com as fotos dos nossos parentes e amigos. O proibido por Deus não foi fazer, mas sim adorar imagens. Se fosse proibido fazer imagens, ninguém poderia ver filmes ou tirar fotos, nem pintar quadros! Elas são imagens! Os judeus e muçulmanos levam isso a sério! Alguém viu alguma pintura judaica? No Cairo, quando eu estive lá, em 2000, não vi uma foto sequer, nem de propaganda. A propaganda da coca-cola tinha apenas as palavras. Nem a garrafa havia.

A idolatria se refere, atualmente, principalmente, ao,  apego ao dinheiro, à avareza, ao futebol, aos ídolos da música etc. Isso está em Colossenses 3,5, que diz ser a avareza uma idolatria. Muitos evangélicos e protestantes talvez adorem, sem perceber, a própria bíblia.

A bíblia para eles é como uma imagem para nós. Peça, por exemplo, para um evangélico jogar a bíblia no chão e pisá-la: duvido que ele faça isso. Então, para eles, é uma imagem, é uma coisa sagrada! Qual a diferença com a imagem de N. Sra. Aparecida, por exemplo? E eles nem se tocam que fazem isso!

Que Deus não proibiu que se fizesse imagens está em Êxodo 25,18-20, Hebreus 9,5, Números 21,7-9, João 3,14-15: Moisés fez dois querubins de ouro para enfeitar a Arca da Aliança, fez serpentes de bronze, que foi mencionada por Jesus como símbolo de sua morte na cruz.

Jesus e os discípulos usavam as moedas cunhadas com a face do imperador romano, que se considerava um deus (Mt 22,19-21; Mt 17,27), mas isso não quer dizer que adoravam aquela imagem, ou mesmo ao imperador!

Rezar olhando para uma imagem não tem problema, desce que não se adore aquela imagem como se ela fosse a pessoa simbolizada. A Arca da Aliança era mais sagrada, para os judeus, do que a imagem de N. Sra. Aparecida, por exemplo. É só ver 1Samuel 4,5; 2Samuel 6,1-19. A simples presença dela era motivo de alegrias ou desgraças.

E quanto a nós? Nós somos a imagem de Deus. Como abraçar e beijas a esposa ou os filhos, sabendo que eles são uma imagem de Deus?

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