sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

LUCAS CAPÍTULO 19



Lucas 19, 1-10 - ZAQUEU

Eu escrevi uma crônica sobre Zaqueu, que está nesta mesma seção de estudo bíblico. Ele foi um homem que buscava Deus e o encontrou na pessoa de Jesus. Ele devia ser um pouco complexado, por ser baixinho. Quis ver Jesus, talvez por curiosidade, mas só de longe: queria ver sem ser visto. Quando Jesus se aproximou e lhe disse que ia jantar na casa dele, ele ficou muito feliz e se converteu, colocando-se na obrigação de seguir a lei e devolver o quádruplo a quem ele havia roubado, além de dar aos pobres metade do que tinha.

O que o moveu a uma tal mudança de vida? A presença de Jesus? Sua sinceridade? Sua dignidade? Não o sabemos. O fato é que "Hoje a salvação entrou nesta casa" (Lucas 19,9). 

Talvez a alegria de Zaqueu seja porque aquele homem não o desprezou como os demais o desprezavam, pela sua profissão de chefe dos cobradores de imposto, como uma pessoa é desprezada, hoje em dia, por motivos fúteis, e também por se ele pequeno.

As controvérsias contra Jesus continuaram, pois Zaqueu era considerado um mísero pecador que encontrou em Jesus o motivo de sua vida, coisa essa que sua riqueza não lhe pôde dar. A maior riqueza que alguém pode ter é estar no rol dos amigos de Jesus e ser seu servidor.

Zaqueu sentiu-e amado e mudou de vida. Que tal se aprendêssemos essa "técnica" de Jesus no relacionamento do dia a dia? Conquistar amigos para o Reino de Deus, amando as pessoas e mostrando-lhes que não as desprezamos, mas queremos acolhê-las.

Lucas 19, 11-27 - PARÁBOLA DAS MINAS

Lucas fundiu duas parábolas numa só: a das minas (vv12.13.15-26) e a do pretendente à realeza (vv 12.14.17.19.27). Corresponde à parábola dos talentos de Mateus 25,14-30. Os que escreveram o evangelho anotaram essas diferenças com que as parábolas eram contadas nos diversos lugares.

O sentido da parábola é este: "A paixão de Jesus é só o início do Reino; antes que este reino se manifeste definitivamente, dá-se a obra da Igreja. É aqui que se encaixa a duplicação dos talentos ou das "minas", referências monetárias daquele tempo.

De fato, a ausência do que ia se investido como rei é a ascensão de Jesus ao céu, deixando-nos, ou melhor, ficando fora de nossa visão até a sua segunda vinda. Diz Santo Agostinho, no Ofício das Leituras da festa da Ascensão, que Jesus não deixou o céu quando estava na terra e nem deixou a terra quando voltou para o céu. (Você pode ver isto no site SITE - LITURGIA DAS HORAS) . Acontece que nós vamos morrer antes dessa segunda vinda, e temos que fazer frutificar os dons recebidos de Deus, Quem não quiser fazer frutificar esses dons com Jesus, como é o caso dos fariseus, escribas e muitos judeus, vai perder até o que pensa que tem (o povo judeu deixou de ser o povo exclusivo de Deus). 

Assim também nós: quando não oramos, quando vivemos uma vida desligada de Deus e da comunidade, vamos aos poucos vendo morrer em nós aqueles dons que antes tínhamos: quem não busca a Deus, vai ter que se "virar sozinho". Deus nos ajuda só se quisermos. 

Lucas 19,28-40 - ENTRADA MESSIÂNICA DE JESUS EM JERUSALÉM

Aqui começa a quinta parte do evangelho de Lucas, denominado "Ministério de Jesus em Jerusalém".
"Hosana" significa "Salva, por favor"! 
"Jesus, entrando montado num jumentinho, mostra um aparato modesto de Rei Messiânico, que deveria revelar o caráter humilde e pacífico do seu reinado" (BJ). Ver Zacarias 9,9. A jumenta era a antiga cavalgadura dos príncipes, como pode ser visto em Juízes 5,10.

Lucas 19, 41-44 - LAMENTAÇÃO SOBRE JERUSALÉM

Essa "paz" lamentada por Jesus é a paz messiânica de Is 11,6; Oséias 2,20 ( o lobo morará com o cordeiro, etc). Percebe-se em Jesus um profundo sentimento da ingratidão do povo judeu por havê-lo recusado como Messias. Cuidemos para não deixar passar as oportunidades que Cristo nos dá para nossa conversão!

Lucas 19,45-46 - OS VENDEDORES EXPULSOS DO TEMPLO

Os peregrinos adquiriam as moedas próprias usadas no templo e as vítimas necessárias para as oferendas, mas esse uso legítimo dava lugar a abusos (BJ).

Lucas 19,47-48 - ENSINAMENTO NO TEMPLO

Aos poucos, Jesus se aproxima de sua paixão. Ele escapou várias vezes da morte, pois não chegara ainda a sua hora. Jesus deixou-se prender, deixou-se morrer na cruz, pois era 100% homem e 100% Deus, e podia, se quisesse, vencer os soldados. Mas ele obedeceu ao Pai, vivendo plenamente sua condição humana, até a morte na cruz. 

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