sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

LUCAS CAPÍTULO 15


Lucas 15,1-32- AS TRÊS PARÁBOLAS DA MISERICÓRDIA

O Reino de Deus é uma festa que já começou, nunca vai acabar, e todos nós, que existimos,  somos convidados para ela. Deus tem muita paciência e não quer que nenhum de nós nos percamos. Vai atrás dos desviados, dos pobres, desanimados, enfraquecidos, dos mais pecadores, dos "perdidos", dos que se afastaram dele.

O irmão mais velho, que ficara com o pai, já não age assim (v. 25-32): não aceita o recomeço de uma vida nova no irmão. Jesus muito provavelmente pensava nos escribas e fariseus que não tinham esse ato de misericórdia de acolherem o caído para que aprendesse a recomeçar uma vida nova. Em nossos dias são os que não acolhem os pecadores que se arrependeram, porque se julgam "donos da verdade", "chefes da comunidade" e até mesmo por egoísmo, pois querem ser os únicos a entrarem no céu, ou pensam, como os fariseus e escribas, que são santos e não cometem pecados.

Achar que não temos pecado é muito perigoso, pois se os tivermos cometido e não pedimos perdão, não vamos nos salvar. A humildade e a aceitação dos demais na comunidade e em nossa vida, é o melhor caminho para o céu.

A parábola do filho pródigo, também chamada de "parábola do amor misericordioso", nos revela um Deus que é um verdadeiro Pai, uma verdadeira Mãe, e quer que participemos de seu Reino, que nos deu de presente. Para isso, é necessário que deixemos de lado tudo o que nos possa separar :dele. Como Deus é amor, a única forma de entrarmos em seu Reino é amando-o nas pessoas. Para isso, ele sempre nos perdoa. Como diz Miquéias 7,19: "Novamente ele (Deus) nos manifestará a sua misericórdia, colocará aos pés as nossas faltas e lançará no fundo do mar todos os nossos pecados". Vale a pena também ler Jeremias 31,18-21. No v. 19 ele diz: "Porque depois de me afastar, me arrependi, depois que compreendi, bati no peito. Estava cheio de vergonha e enrubescia; sim, trazia sobre mim o opróbrio de minha juventude!"

Diz o Missal Cotidiano que a parábola do filho pródigo é um "maravilhoso comentário" desse trecho de Jeremias. 


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