sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

O DESERTO AMAZÔNICO



Desertificação

As serras trabalham intensamente, obra de dementes, e a floresta amazônica, aos poucos se irá acabando. Quantos anos isso demorará para acontecer? Não sei. Só sei que meus tetranetos, um dia encontrarão fósseis de peixes, botos, animais silvestres, no grande sítio arqueológico deserto, que um dia fora conhecido como “Floresta Amazônica”.

Já no céu, ouvirei uma história semelhante a esta de como tudo terminou:

Havia uma única árvore, deixada pelos madeireiros, preservada pela luta inglória dos nossos já conhecidos e desprezados defensores da natureza. Estava cercada, policiada, bem tratada, era o único exemplar em toda a região Norte.

Os pássaros ali se aninhavam, comiam de seus frutos, dali se propagavam pelo imenso deserto sem oásis.
Deus, nosso Senhor, lamentava tudo isso. Com quanta alegria criara as árvores e toda a natureza! Tirara o Saara de dentro do mar para que os homens o florestassem, mas em vez disso, criaram mais desertos.

Com sua ajuda, poderiam até florestarem o Saara! Com sua ajuda, os madeireiros do Brasil teriam sobrevivido sem devastar a floresta!

Vendo aquela hipocrisia de algumas pessoas que tentavam “endeusar” a única árvore restante, ergueu-se de seu majestoso trono, olhou para os anjos e santos que o contemplavam, assustados, viu no inferno alguns desses cruéis madeireiros, e se irritou.
Num ímpeto de indignação, lançou um raio fulminante sobre a tal única árvore, e num instante ela secou.

Muitos desertos continuarão na história da humanidade. O deserto amazônico será um deles. Mas o maior deserto, o maior mesmo, sem dúvida alguma, é o coração do homem que não confia em Deus! (Teófilo Aparecido, 02/12/2012).

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