sábado, 11 de fevereiro de 2012

8-IMACULADA CONCEIÇÃO DE MARIA-8/12




1ª LEITURA - GN 3,9-15.20

SALMO - SL 97(98),1.2-3AB.3CD-4 (R. 1A)

2ª LEITURA - EF 1,3-6.11-12

EVANGELHO - LC 1,26-38

REFLEXÃO - LC 1, 26 – 38


Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela.

Leitura do Livro do Gênesis 3,9-15.20

Em 08 de Dezembro de 1854 o Papa Pio XI tinha proclamado solenemente o dogma da Imaculada Conceição de Maria, declarando que Maria foi concebida sem a mancha do pecado original.. Então, quatro anos depois, a própria Virgem Maria, em pessoa, quis confirmar este dogma. Foi quando em 25 de março de 1858, na festa da Anunciação, revelou seu Nome a Santa Bernadete nas aparições de Lourdes. Disse-lhe ela:“Eu sou a Imaculada Conceição”.


Um Dogma não pode ser jamais questionado, pois é um Verdade da nossa Fé, mas deve e precisa sempre ser interpretado, para que não se fomente no coração do Povo de Deus uma Fé sem conexão com a Natureza humana e sem compromisso com a história.


Por muito tempo na vida da Igreja, uma corrente excessivamente moralista defendeu a idéia absurda de que o pecado original estava ligado a sexualidade humana e a partir disso, passou-se a olhar a Imaculada Virgem Maria, como mulher que Deus preservou do pecado da sexualidade, uma vez que foi concebida pelo poder do Espírito Santo, sem a participação de José e daí, colocou-se Castidade e Virgindade em uma mesma “Gaveta”, e Maria começou a ser exaltada, não por aquilo que ela ERA, mas por aquilo que NÃO ERA (Maria não tinha tido relação com São José e por isso estava acima de todas as mulheres da terra)


O resultado disso foi no mínimo catastrófico: o sexo era, e para muitos ainda é, o mais grave de todos os pecados, conceito inculcado por uma catequese equivocada. A própria Igreja em sua história chegou a considerar o sexo no casamento, como um “mal” necessário, permitia-se a relação sexual entre homem e mulher, apenas para a preservação da espécie. Olhando-=se então por esse viés, os Filhos gerados em um casamento eram frutos do pecado, menos Jesus Cristo, gerado por obra do Espírito Santo. Nesse caso, não há como fundamentar o Dogma da Imaculada Conceição, pois Maria nasceu da união carnal de Santa Ana e São Joaquim, portanto, como todos os mortais: Fruto do “Pecado” da sexualidade, foi de fato concebida sem a mancha do pecado original, mas não foi gerada pelo Espírito Santo...


A questão é que, se olharmos para Jesus na Teologia Joanina, fica mais fácil de entendermos não só esse como todos os demais Dogmas Marianos, se para os sinóticos Mateus, Marcos e Lucas, o ponto de partida da Cristologia é a Encarnação, João o coloca em seu devido lugar, como a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade, então a pré existência do Verbo Divino dá ênfase a precedência sobre Maria de Nazaré, tudo em Maria nos leva a Jesus, inclusive os Dogmas proclamados solenemente pela Santa Igreja e não o contrário.


Os Dogmas da Imaculada Conceição, e da Virgindade de Maria, revelam a autenticidade do Messianismo de Jesus, Ele é o Messias Salvador de toda humanidade, não só dos Judeus como até então se pensava. O Pecado do qual ele nos libertou, não é do pecado da sexualidade e nem foi este o pecado original de Adão e Eva, mas sim o da DESOBEDIÊNCIA, da não submissão aos Desígnios Divinos, e á sua Santa Vontade, aliás, há aqui uma grande ironia: o Homem quis ser Deus, ocupando o lugar que lhe pertence, e Deus se tornou Homem em Jesus Cristo, invertendo a ordem estabelecida pelo pecado: o Grande se faz pequeno, justamente para mostrar a sua Grandeza, presente concretamente no Amor que se rebaixa para Servir (Kénose).


Aí está o verdadeiro sentido desse Dogma, Maria é imaculada, sem nenhuma mancha ou culpa, não pelo seu próprio esforço ou por algum detalhe a mais ou a menos no seu organismo, mas sim porque nela, Jesus antecipou a Salvação de toda humanidade, o Pai a preservou, Aquele que veio para nos libertar não poderia nascer de alguém submetida ao pecado, Eva, que prefigura a humanidade, e Maria de Nazaré foram em sua origem preservadas de todo mal, entretanto, Maria, Obediente e Fiel á sua origem, assim se manteve, enquanto que Eva, usando mal da sua liberdade, fez uma escolha contrária ao Plano Divino, perdendo para a Serpente, que Maria esmagou sob os pés.


O que caracteriza Maria como Imaculada é precisamente essa vitória sob as forças do mal, representadas pelo dragão, esmagado pelos seus pés (quase sempre representado pela serpente) e a meia-lua. Dois símbolos fortes, oriundos tanto da cultura universal quanto das páginas bíblicas.


O termo Imácula, vem do latim Imaculare ( sem mancha alguma) assim se manteve Maria, e assim também se mantém todo aquele que crê em Jesus Cristo – Filho de Deus, pois quando se permite que Deus preencha todo o nosso ser, submetendo-nos a ele como servos e servas, o mal não nos domina, apesar da concupiscência da carne, e assim, primeiro Maria, que nos precedeu como a primeira a ser Salva, um dia em nós também a Salvação será uma feliz e acabada realidade, quando a Graça se tornar plena, após a purificação da Santa Morte. Maria já viveu essa feliz e eterna realidade nesta terra e depois dela , também viverá todos os que crêem.....O Dogma da Assunção confirma que Maria era mesmo Imaculada e não teve necessidade da purificação da morte, como todos nós mortais teremos que experimentar, para concluir a passagem para a Comunhão Plena e Definitiva com Deus Pai na Trindade Santa, com todos os anjos e santos.....depois de vencidas as Forças do Mal, que Maria derrotou por primeiro, como conseqüência da Salvação nela antecipada.

Diácono José da Cruz


POEMA À VIRGEM MARIA FEITA PELO DEMÔNIO

Esta poesia fala sobre a Imaculada Conceição. Veja a explicação de sua origem:

POEMA À VIRGEM MARIA feita pelo próprio demônio dominado por dois padres italianos dominicanos em 1823, num possesso analfabeto. Eles pediram ao demônio que fizessem um soneto com rimas MÃE/FILHO sobre a Imaculada Conceição de Maria. O dogma só foi proclamado pela Igreja 31 anos mais tarde, em 1854. Os sobrenomes dos padres eram Pignataro e Gassiti. Eis o poema. É claro que em língua portuguesa perde um pouco o tom do original. 

Verdadeira Mãe que sou de um Deus que é meu Filho,

E sou sua filha, ainda que sua mãe.

Ab Aeterno (desde a eternidade) foi gerado, e é meu Filho,

No tempo nasci eu, mas sou sua mãe.



Ele é meu Criador e é meu Filho,

Sou criatura sua e sou sua mãe;

Foi prodígio divino ser meu Filho,

Um Deus Eterno, que me tem por Mãe.



Ser quase comum entre Mãe e Filho,

Porque o ser do Filho teve a Mãe

E o ser da Mãe teve também o Filho;



Pois se o ser do Filho teve a Mãe,

Ou se dirá que foi manchado o Filho,

Ou, sem mácula, tem que ser a Mãe.





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