sábado, 11 de fevereiro de 2012

DOUTRINA-DEUS-7-A CRIAÇÃO

Pedro Siqueira é um vidente que diz ter contato com Anjos e Arcanjos desde os 3 anos de idade. Veja o vídeo. 


  

1- ANJOS E ARCANJOS
Quanto aos anjos, foram criados na Graça de Deus, mas tiveram oportunidade de escolher se ficariam ou não com Deus. Alguns deles rejeitaram radical e irrevogavelmente a Deus e seu Reino. São chamados diabos, satanás, demônios. O nome "anjo", na verdade, é o nome do cargo desses espíritos, ou seja, "mensageiro". Enquanto criaturas puramente espirituais, são dotados de inteligência e de vontade: são criaturas pessoais e imortais. Superam em perfeição todas as criaturas visíveis.
Cada fiel é ladeado por um anjo como protetor e pastor para conduzi-lo à "vida": é o anjo da guarda. Em Mt 18,10, Jesus diz: "Não desprezeis nenhum destes pequeninos, porque eu vos digo que os seus anjos nos céus veem continuamente a face de meu Pai que está nos céus". No entanto, para receber a ajuda do anjo da guarda é preciso pedir. Ele não pode entrar em nossa vida e interferir nela sem o nosso consentimento; também não é obrigado a nos obedecer. Os anjos são submissos a Deus, e não a nós. Há pessoas que colocam um nome em seu anjo da guarda. Isso não é proibido, é até uma boa atitude. Pode colocar um nome no seu!
 Quanto a satanás e seus comparsas, anjos que se revoltaram contra o domínio de Deus, o seu poder é limitadíssimo. Ele não passa de uma simples criatura, poderosa, é verdade, pelo fato de ser puro espírito, mas sempre criatura: não é capaz de impedir a edificação do Reino de Deus. A permissão divina da atividade diabólica é um grande mistério, mas precisamos ter certeza de que Deus coopera em tudo para o bem daqueles que o amam (Rm 8,29); ou seja, não devemos ter medo.
Foram criados em número incomensurável, muito antes que o ser humano. São divididos em 9 coros angélicos: 1° coro, Serafins; 2° coro, Querubins; 3° coro, Tronos; 4° coro, Dominações; 5° coro, Potestades; 6° coro, Virtudes; 7° coro, Principados; 8° coro, Arcanjos; 9° coro, Anjos.  
Naquela santa cidade, onde há plenitude da ciência pela visão do Deus onipotente, não precisam de nomes próprios para se distinguirem uns dos outros. Entretanto, nós podemos, se quisermos dar um nome-apelido para o nosso Anjo da Guarda e chamá-lo por esse nome.
Nós sabemos os nomes dos Arcanjos: MIGUEL, GABRIEL, RAFAEL, URIEL, JEGUDIEL, JEREMIEL, SEALTIEL, SALATIEL E BARAQUIEL.
Devemos rezar diariamente para o nosso Anjo da Guarda e ter intimidade com ele, falando-lhe de nossos problemas, projetos, desejos, reconhecendo os fracassos etc.
Nosso Anjo oferece tudo o que fazemos de bom para Deus, continuamente. Na Missa e nas orações, nos acompanha sempre, a não ser que não queiramos ou o tivermos descartado.
A oração ao Anjo, todos a conhecem: “Santo Anjo do Senhor (nome), meu zeloso guardador, se a você me confiou a piedade divina, sempre me reja, me guarde, me governe e me ilumine, amém”.
Oração da Missa dos Anjos: “Ó Deus, que organizais de modo admirável o serviço dos Anjos e dos homens, fazei que sejamos protegidos na terra por aqueles que vos servem no céu. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo”.

2- O SER HUMANO
Deus criou o mundo de tal forma que nele pudéssemos viver, pois somos a obra mais importante de sua criação. Deus criou o homem à sua imagem e semelhança, ou seja, com a capacidade de pensar e agir livremente e viver para sempre. Deus nos criou para que pudéssemos morar com ele no céu e gozarmos sua presença, admirar sua beleza, fazer-nos felizes. Para deixarmos fora nosso egoísmo e aprendermos a partilhar, ele planejou tudo de tal forma que nos tornamos seus “sócios” na criação: cada vez que uma criança é concebida, Deus cria, naquele momento, uma alma imortal e ele se torna um ser humano, com direito a viver feliz no paraíso pelo resto da eternidade.
Deus não quer obrigar-nos a estar com ele. Por isso, deu-nos o livre arbítrio, pelo qual temos a vida toda para escolhermos essa vida feliz (o paraíso) ou estarmos longe dele (o inferno). Temos um tempo para estarmos aqui na terra a fim de decidirmos se vamos ou não ficar com Ele, criarmos nossos filhos, que vão continuar a cuidar do mundo, a fim de que outros possam existir e aqui viver, e amarmos a Ele e a todos os demais. Essa, pelo menos era a intenção de Deus. Só haveria a felicidade, pois Ele estaria sempre agindo em favor do ser humano que criara.
Quem morre sem ter escolhido Deus de modo pleno, mas buscou-o durante sua vida, vai para o Purgatório, até purificar-se, pois como diz o Apocalipse 21,27: “Na cidade celeste não entrará nada de imundo, nada que contamine, nada que cometa abominação e mentira”.
Aí houve a decisão dos primeiros seres humanos em agir por conta própria, em quererem ser donos da própria vida, iguais a Deus, até mesmo desejando superar Deus e não depender dele. Foi o chamado pecado original, simbolizado na bíblia (Gênesis capítulo 3) pelo fruto proibido.  O fruto proibido é símbolo da nossa ação de decidir o que é bom ou o que é mau. Só Deus pode nos dizer o que é bom ou mau. Isso que significa "conhecer o bem e o mal", faculdade que dava aquele simbólico fruto.
 A partir de então, Deus abandonou o homem a seus próprios desejos e limitações, e só o ajuda se ele lhe pedir por isso. O ser humano passou a poder escolher se quer ir para junto de Deus, após a morte, ou ficar longe de Deus, apenas consigo mesmo. Ir para junto de Deus se chama ir para o céu; ficar longe de Deus se chama ir para o inferno.
Pelo Batismo, Jesus nos deu a possibilidade de entrarmos novamente debaixo da proteção divina, a fim de que possamos um dia ir para o céu, após terminarmos nossa missão aqui na terra. Isso é feito de muitos altos e baixos, pois às vezes o escolhemos, às vezes o desprezamos.
Quando o desprezamos, ainda assim Ele nos dá, pelo arrependimento e pedido de perdão, a possibilidade de voltarmos a Ele. Sempre que pedirmos, o Pai nos perdoa, pelo sangue derramado voluntariamente por seu divino Filho Jesus Cristo, que viveu plenamente a vida que todos deveríamos viver: a dependência total e absoluta ao Pai.
Há infelizmente, um problema sério no modo de entendermos a criação do ser humano. A bíblia ensina de modo diferente da ciência. O problema que se coloca é: o homem foi criado diretamente por Deus, ou é um produto da evolução, como dizia Darwin?
Seja qual for o modo que acreditamos, basta que aceitemos que a criação é obra de Deus, mesmo que não saibamos exatamente como é que Ele a criou, se foi uma criação direta, como diz a bíblia, ou indireta, para nos adequarmos à ciência. Na verdade, somente os dois conhecimentos juntos nos dão uma ideia mais exata do que realmente ocorreu.
Se aceitarmos a evolução  (A ciência diz que nós descendemos de um grupo de aproximadamente 2.500 desses primatas, que teriam sido originários da África), para continuarmos cristãos deveríamos acreditar que foi Deus quem criou as almas dos primeiros seres humanos, utilizando, no caso, um animal já bem desenvolvido, a que a ciência dá o nome de primata. Essas primeiras pessoas seriam, no caso, Adão e Eva. Aliás, Deus continua a fazer isso, quando cria uma alma humana em cada ser humano que é concebido! Quanto ao pecado original, uma coisa é certa: o pecado de Adão e Eva não foi sexual, pois eles eram marido e mulher. O pecado deles foi mesmo de desobediência e o desejo de se igualarem a Deus, coo dissemos acima. Queriam viver independentes de Deus.
Diz o Frei Carlos Mesters, no livro “Paraíso Terrestre, Saudade ou Esperança?”, que o paraíso narrado no Gênesis é um objetivo de vida, e não algo que perdemos. É um “plano” de vida para nós todos, que Deus gostaria que existisse, como Isaías 11 nos narra: O lobo vivendo com o cordeiro, a criança brincando com a serpente...
Para que haja isso é preciso muito empenho de nossa parte, e da parte dos milionários e tantos poderosos deste mundo, a fim de que a partilha torne a todos felizes. Sobretudo, é preciso que tenhamos mais fé em Deus, mais confiança na Providência Divina, e deixemos de adorar os falsos ídolos do dinheiro, vícios, fama, vaidade exagerada etc.

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