sábado, 21 de julho de 2012

MATEUS CAPÍTULO 27



A PAIXÃO E MORTE DE JESUS

Mateus 27,1-2:- Jesus é conduzido à presença de Pilatos, que era o governador. Só ele poderia confirmar ou não a condenação dada pelos judeus. A Judeia , como se sabe, era uma das províncias do Império Romano.

Mateus 27,3-10: Mateus é o único que descreve o suicídio de Judas, apenas mencionado, depois, nos Atos dos Apóstolos 1,18-19. Se Judas teve tempo de se arrepender antes de acabar de morrer, ele também pode ter se salvado. Aliás, ninguém pode dizer se uma pessoa foi para o inferno ou não, pois só Deus conhece o íntimo dos corações e sabe os motivos e as predisposições que o suicida tinha ou não. Se você conhece alguém que cometeu suicídio, pode tranquilamente rezar por ele e até colocar o nome dele na Missa, sem problemas. É evitado dizer o nome do suicida publicamente apenas por questão do mau exemplo que um suicídio representa.

Mateus 27,11-26: Barrabás, criminoso político, é solto e Jesus é condenado à morte. Foi flagelado, como todos os condenados à morte por crucifixão. Os dois ladrões, mortos com Jesus, na certa também foram flagelados.

É preciso entender que os judeus achavam uma blasfêmia alguém se fazer passar por Deus, como é o caso de Jesus. Ao matá-lo, eles achavam que estavam agindo de acordo com a vontade divina, ou seja, achavam que estavam eliminando da terra um grande pecador, que se colocava no lugar de Deus. 

Talvez por isso Jesus pedira ao Pai: “Perdoai porque não sabem o que fazem”. Há um ditado popular que diz que vai mais gente ao céu pela ignorância religiosa do que pela santidade.

Mateus 27,27-31- A coroação de espinhos: os soldados romanos fizeram isso para mostrar que Jesus era um rei “fajuto”. Esse fato e o do versículo 68 do cap. 26, em que os judeus o chamam de “profeta” também por ironia, mostram bem os dois aspectos do processo de Jesus, ou seja, o aspecto político (=rei) e o religioso (=profeta).

No vers. 28, a capa vermelha era a que os soldados usavam, e aqui seria para zombar de Jesus, lembrando a púrpura real. O caniço seria o cetro que o rei usava.

Mateus 27,32-38:- O Cirineu ajudou Jesus forçadamente e não de livre e espontânea vontade. No versículo 34, Jesus recusa um entorpecente, que as mulheres preparavam para dar aos supliciados a beberem, pois elas tinham muito dó deles. Essa bebida aliviava as dores. “Jesus não aceitou tóxicos”, diz um livro sobre a recuperação dos drogados, referindo-se a esse fato.

Mateus 27,39-44- Jesus é escarnecido e injuriado na cruz. Na verdade, essa foi uma das grandes tentações de Jesus: “que desça agora da cruz”. Jesus, se quisesse, poderia descer da cruz e escapar da morte. Ele nunca deixou de ser Deus!

Mateus 27,45-56 – A hora sexta era meio dia. Hora nona, três da tarde. No versículo 46, vemos um grito de angústia real, mas não de desespero. Na verdade, Jesus indicava a oração do salmo 22(21), fazendo-a sua, naquela hora. Tanto que os versículos 25 a 30, final do salmo, é de júbilo e triunfal: “Ele não desprezou (...) a pobreza do pobre,nem lhe ocultou a sua face,mas ouviu-o, quando ele gritou (...) Os pobres comerão e ficarão saciados (...) Todos os confins da terra se lembrarão e voltarão ao Senhor; todas as famílias das nações diante dele se prostrarão”.

Nos vers. 51-54, o terremoto e a escuridão fazem parte do cenário, para lembrar o “dia de Javé”, de Amós 8,9-10: “Acontecerá naquele dia, oráculo do Senhor Javé, que eu farei o sol declinar em pleno meio – dia e escurecerei terra em um dia de luz.” Não deve ser levado ao pé da letra.

Quanto à ressurreição dos justos do AT é sinal dessa era final iniciada por Jesus, em que todos iremos ressuscitar. Como em 1 Pedro 3,19ss, descendo à região dos mortos, Cristo os libertou, para que fossem com Ele ao céu. Quero lembrar que as “portas” do céu estavam fechadas para todos. Jesus, como 100 homem, além de 100 Deus, entrando no céu,abriu e deixou a porta aberta para que todos os que queiram possam entrar. Ao abrir a porta a seu Filho amado que é um homem, o Pai teve que admitir também os demais homens e mulheres.

Mateus 27,57-61:- O sepultamento de Jesus,conforme o costume da época. Um supliciado não podia ser colocado num túmulo já usado para não “profanar os ossos dos justos” enterrados ali anteriormente.

Mateus 27,62-66:- Mateus é o único que pôs guardas no túmulo. 

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