sábado, 21 de julho de 2012

MATEUS CAPÍTULO 23





Mateus 23, 1-12:- HIPOCRISIA E VAIDADE

Mais uma vez Jesus aponta os erros dos escribas e fariseus, esperando que mudem de vida. Ele os ensina, neste trecho, a sermos humildes, ou seja, reconhecermos junto às nossas virtudes, os nossos erros e manias; a sermos misericordiosos, ou seja, ajudar aos demais no que necessitam e não exigir deles mais do que têm capacidade de fazer. Ajudar nos dois sentidos: material, aliviando a pobreza e doença, e espiritual, ajudando-os a se recuperarem dos maus hábitos, manias, vícios, omissões e pecados. Não adianta dar pauladas: é preciso ajudar, ser amigo, ser companheiro.

Mateus 23,13-32: OS SETE “AIS”

Continua aqui a crítica aos fariseus e escribas. As exigência inventadas pelos rabinos eram tantas que tornavam não só difícil, mas impossível observar a lei. Seria como se você mandasse um careca pentear o próprio cabelo todos os dias. Era mais ou menos isso o que eles exigiam. O que importa para Deus é o coração, o íntimo, as intenções da pessoa e não apenas o que ela pratica externamente. O fingimento, a mentira, a falsidade, o embuste, são aqui duramente criticados por Jesus.

Para nós, esse trecho ensina justamente isso: “Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.” Devemos ser puros de coração, ou seja, não usar máscaras,não ter personalidade dupla ou tripla, ser sincero, nunca mentir nem usar de falsidade para com pessoa alguma.

Ser sincero,entretanto,não é ser como muitas pessoas que dizem: “O que eu tenho de falar, eu falo na cara. Não deixo nada para depois”. Não é bem isso! Nem sempre é bom falar tudo o que a pessoa precisa ouvir naquele momento. Não mintamos, mas tenhamos espírito de caridade, compreensão, misericórdia. Talvez em outro dia poderemos dizer tudo ao(à) nosso(a) amigo(a), mas sem ofendê-lo (a). Falando no momento de tensão, poderemos talvez sermos muito bruscos e exagerados e deixar tudo a perder.

Mateus 23,33-36:- AINDA OS FARISEUS E ESCRIBAS.

As más ações das pessoas acabam se voltando contra elas próprias. Pelos frutos se conhece a árvore. Os frutos maus das pessoas acabarão envenenando a elas próprias.

Mateus 23,37-39:- OS PINTINHOS E A GALINHA.

Eu acho esse trecho de maior ternura em todo o evangelho. É magnífica a comparação que Jesus faz do seu amor, que é o amor divino. Compara-o com a galinha choca, que abriga os pintinhos em suas asas. Quando criança, eu gostava muito de me abaixar no mesmo nível que a galinha choca quando ela recolhia os pintinhos sob as asas, para ver os pés deles. Seus corpos estavam escondidos sob as penas. Que aconchego eles deveriam sentir ali!

Jesus mostra quão maternal é o amor de Deus. O Espírito Santo é chamado, pelos seguidores do Pe. Carlos de Foucauld, de “Mãe de Ternura”.

Imaginem o amor de Deus desse modo: um Deus tão poderoso, mas que quer abrigar-nos em seus braços de Pai, amigo, irmão e mãe, como a filhos, amigos e irmãos queridos, sempre pronto a nos perdoar e a nos dar forças para que possamos recomeçar a vida. Senhor, dai-nos sempre esse vosso amor! E que nós o reconheçamos! Queremos nos abrigar em vossa proteção paterna e materna!

Nenhum comentário:

Postar um comentário

DIGITE AQUI O SEU COMENTÁRIO