sábado, 21 de julho de 2012

MATEUS CAPÍTULO 22




MATEUS CAPÍTULO 22

Mateus 22,1-14: A PARÁBOLA DAS BODAS

É como na anterior, ou seja, tem muitos traços de alegoria (ver definição neste link: PARÁBOLA E ALEGORIA):

O rei: Deus;
As bodas: a felicidade messiânica;
O filho do rei: o Messias, no caso Jesus Cristo;
Os convidados desatenciosos: os judeus;
Os convocados nas encruzilhadas: os pecadores e os pagãos;
O incêndio na cidade: a ruina de Jerusalém.

Na verdade, são duas parábolas: 21,1-10 é uma e 11-14 é outra. Mateus combinou duas parábolas. A segunda, que diz que o rei “viu ali um homem não vestido com a roupa nupcial”, lembra que as obras da justiça, o amor cristão, a caridade, devem sempre acompanhar a fé. Como diz S. Tiago em Tg 2,17:” A fé, se não tiver obras, está morta em seu isolamento”.

A conclusão do versículo 14 refere-se à primeira e não à segunda parábola: muitos dos convidados judeus decerto atenderam o convite e Jesus e foram escolhidos (B.J.)

Mateus 22,15-22: O TRIBUTO A CÉSAR

Esse trecho mostra uma das inúmeras vezes que os fariseus tentaram fazer Jesus falar mal de César, a fim de poder condená-lo. Se Jesus dissesse: É lícito pagar”, poderia ser condenado por ir contra os judeus e a favor dos dominadores romanos. Se Ele dissesse: “Não é lícito pagar” , eles poderiam condená-lo por ir contra César.

Respondendo como respondeu, Jesus quis dizer que, se a moeda pertencia a César, que devolvessem o que lhe pertence! Pois eles aceitavam, na prática, a autoridade e os benefícios do poder romano, simbolizados pela moeda, podem e devem prestar-lhe homenagem de sua obediência e a contribuição de seus bens (B.J.)

Quanto à adoração e o serviço a Deus, é bem diferente: o César não pode ser adorado como Deus, pois se formos ver bem a fundo, tanto o material com que foi feita a moeda, quanto o próprio corpo e alma do César foram criados por Deus. “Dar a Deus o que é de Deus”, então, é dar tudo a Deus, inclusive o próprio César, pois ele não passa de uma criatura de Deus.

Para entender isso, é bom lembrar que naquele tempo, César queria ser adorado como um deus. Só a Deus devemos adorar e servir. Tudo o que for impedir isso, deve ser evitado e descartado.

Mateus 22,23-33:- A RESSURREIÇÃO DOS MORTOS

Para entender esse trecho, é preciso lembrar que, naquele tempo, havia uma lei que obrigava o cunhado casar-se com a cunhada, se seu irmão tivesse morrido sem ter filhos. O homem ficava, então, com duas mulheres: a dele e a do irmão. Os filhos que ele tivesse com a dele, seriam filhos dele. Os filhos que ele tivesse com a do irmão, seriam filhos do seu irmão falecido, e não dele.

No trecho, Jesus lembra que a vida eterna não é baseada neste tipo de vida que conhecemos aqui, em que as coisas envelhecem e apodrecem. No céu, nós vamos saber que aqueles eram nossos pais, aqueles outros nossos irmãos, aquele ou aquela nosso cônjuge, mas mesmo assim, vamos nos tratar como irmãos, pois a minha avó, que morreu bem idosa, irá ter a aparência da mesma idade minha, que será talvez de uns 18 a 20 anos de idade.
Nossa Senhora, que morreu depois dos sessenta anos, segundo as tradições antigas, sempre não tem mais do que 19 anos em suas aparições.

Mateus 22,34-40:- O MAIOR DOS MANDAMENTOS
Os fariseus queriam que Jesus dissesse ser o maior mandamento “Guardar o dia de sábado”, pois assim poderiam condená-lo, já que Ele fazia muitas coisas proibidas no sábado. Jesus respondeu que “Amar a Deus e ao próximo” é o maior mandamento, submetendo, pois, todas as outras leis e regras a esses dois: o amor a Deus e ao próximo. Para amar a Deus, é preciso amarmos o próximo, e termos muita misericórdia para com os outros.

Mateus 22,41-46- O CRISTO, FILHO E SENHOR DE DAVI.

Jesus quis mostrar que o Messias (que era ele) tinha também um caráter divino, que o tornava superior a Davi, como já tinha sido predito (B.J.)

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