sábado, 21 de julho de 2012

MATEUS CAPÍTULO 21




Mateus 21,1-11:- A ENTRADA MESSIÂNICA DE JESUS EM JERUSALÉM

A entrada modesta de Jesus, anunciada já pelo profeta Zacarias 9,9-10, renunciando aos ornamentos dos reis históricos, como fala Jeremias 17,25 ou 22,4: “Reis que se sentam sobre o trono de Davi montados em carros e cavalos, eles, seus servos e seu povo” (coisa muito pomposa e “chique” para aquele tempo), essa entrada de Jesus é mostrada nesse trecho, que lemos no Domingo de Ramos. É um trecho que mostra o caráter humilde e pacífico do reinado de Cristo, e não o que os judeus esperavam, ou seja, um rei poderoso e orgulhoso, que fosse acabar com os romanos com armas poderosas. Aliás, até hoje os judeus estão esperando esse tipo de Messias.

A palavra “Hosana” tem um significado antigo de “Salva, por favor!”, como no salmo 118 (117), 25: “Ah, Senhor, dá-nos a salvação! Dá-nos a vitória, Senhor! “ (B.J.)

Mateus 21,12-17:- OS VENDEDORES DO TEMPLO

Era costume, nesse tempo, à entrada do templo, ficarem cambistas e vendedores de vítimas que iam ser oferecidas em sacrifício. É como esse pessoal que vende vela na porta dos cemitérios no dia de finados. Só que o dinheiro a ser usado no templo era próprio, pois o comum era considerado impuro. A pessoa tinha que trocar o seu dinheiro pelo do templo, comprar a vítima (pombos, carneiros...) e levá-la ao interior dele para que o sacerdote a oferecesse a Deus. As pessoas faziam isso para pedir perdão de seus pecados, agradecer os dons concedidos ou praticar obrigações referentes à purificação e outros rituais pré- estabelecidos.

Isso, portanto, era uma coisa legítima, normal para o tempo. O problema é que essa prática gerava muito abuso. Por exemplo: o dinheiro do templo vendido a um câmbio muito alto, as pombas e os demais animais a preços absurdos. Os pobres acabavam não tendo como oferecer o tal sacrifício e voltavam frustrados para casa. É isso que Jesus queria combater ao expulsar os vendedores. Era o desrespeito não tanto ao templo, mas à pessoa do pobre.

Depois de derrubar tudo, a justiça voltou e os pobres (cegos, coxos) se aproximaram dele “e ele os curou” (Mt 21,14). Quer dizer: tirados os exploradores, os pobres tiveram vez.

Quanto aos últimos versículos: os pequenos, os simples, os que não exploram os outros, são os que mais percebem a presença e a graça de Deus na vida e no mundo.

Mateus 21,18-22:- A FIGUEIRA ESTÉRIL

Jesus fez isso com a figueira apenas como um gesto simbólico, para mostrar que devemos sempre dar frutos em nossa vida. Com a graça de Deus, isso é sempre possível, mesmo quando nos sentimos incapazes disso.

O fato da figueira ter só folhas, tem levado muitas pessoas a dizerem que muitos vivem se mostrando pelas coisas que fazem, e se vamos ver são só “folhas”, ou seja, não há fruto algum, era tudo palavrório. Também é uma explicação válida.
No trecho, o que Jesus quis mesmo dizer é que Israel é um povo estéril (= que não dá frutos) e castigado (pelas lutas internas, preconceitos, falta de misericórdia, ambição, luta pelo poder, injustiça social etc). (B. J.)

Mateus 21,23-27:- A AUTORIDADE DE JESUS

Essas coisas” queriam dizer o triunfo messiânico (a entrada solene em Jerusalém), a expulsão dos traficantes do templo, as curas milagrosas.
Não era necessário dizer de onde vem a autoridade de Jesus. Suas próprias palavras mostram que Ele vem de Deus. Pelos frutos se conhece a árvore.

Mateus 21, 28-32- OS DOIS FILHOS

O que disse “não quero” mas depois foi, representa os gentios e pecadores assumidos (no caso os publicanos e prostitutas), que a princípio não procuravam Jesus, mas depois que o encontram deixam sua vida de pecado e o seguem.

O que disse “eu irei” mas depois não foi, representa os fariseus, doutores, escribas, que dizem “sim” no primeiro momento, quando lêem as escrituras e se propõem a segui-las, mas depois dizem “não” quando, ao encontrarem Jesus, não creem nele.

Na verdade, esse último representa também a nós, quando prometemos na confissão não pecar mais e depois cometemos novamente os mesmos pecados. A conversão deve ser sempre definitiva, fortificada pela oração e pela vigilância.

Mateus 21, 33-46:- A PARÁBOLA DOS VINHATEIROS HOMICIDAS.

É melhor chamar de “alegoria” que de “parábola” este trecho. Veja, por favor, neste blog (neste site) a explicação da diferença entre parábola e alegoria. Em resumo: a parábola tem um sentido só, global, e na alegoria cada parte tem um significado próprio. É só clicar aqui: 



.AS PARÁBOLAS DE JESUS

Quanto ao significado dos diversos elementos desta alegoria:

O proprietário: o povo eleito, Israel (Is 5,1ss)
Os servos: os profetas
O filho: Jesus,morto fora dos muros de Jerusalém.
Os vinhateiros homicidas: os judeus infiéis
Os outros vinhateiros, a quem será entregue a vinha: os pagãos (nós também, que somos descendentes dos pagãos). (B.J.)

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