sábado, 21 de julho de 2012

MARCOS CAPÍTULO 7


        

Marcos 7, 1-13: DISCUSSÃO SOBRE AS TRADIÇÕES DOS FARISEUS.

No versículo 5 vemos algo que mostra como os fariseus e os escribas seguiam à risca alguns ritos de purificação 9 vers. 2-4) que foram acrescentados à lei de Moisés com a explicação de que havia sido dado oralmente e não por escrito a eles. Na verdade, as chamadas “dez palavras” de Moisés, que conhecemos como os dez mandamentos, haviam se tornado 163 leis nas mãos dos rabinos. Jesus lhes diz claramente, citando Isaías 29,13: “As doutrinas que ensinam são mandamentos humanos”.

Nos versículos 8 a 13, Jesus exemplifica como os fariseus e escribas manipulavam os mandamentos de Deus e acrescentavam o que lhes era conveniente, aliás, como muitos chamados “pastores” fazem hoje em dia. Ele lembra o modo como eles convenciam o coitado do fiel a abandonar o verdadeiro mandamento de Deus, “honrar pai e mãe”, ou seja, cuidar dos pais, não lhes deixar faltar o necessário para viver, para dar o dinheiro a eles.

As autoridades convenciam a pessoa a dar ao templo o dinheiro que estavam reservando para dar aos pais, se anteriormente houvesse prometido ao templo uma oferta. E isso, sem remorso algum! Poderiam deixar os pais morrendo de fome para dar o dinheiro ao templo, para engordar a conta dos escribas.

Aprendemos, com esse trecho, várias coisas:

-O amor ao próximo é o melhor modo de estarmos puros para louvar a Deus. Devemos tirar não tanto as impurezas das mãos, mas as impurezas do coração, ou seja, o pecado e as más intenções.

  • Podemos correr o risco de caprichar, extremamente no ritual externo de tal modo que achamos que isso compensará, no nosso relacionamento com Deus, os nossos pecados e talvez uma vida desregrada, que encobrimos, disfarçando-a com um ritual perfeito e bem caprichado.
  • -Um dos Pais da Igreja primitiva nos lembra que não é justo deixarmos morrendo de fome os pobres para termos cálices dourados na igreja. Antes, cuidar do Cristo sofredor nos pobres, para depois, se sobrar, cuidar da igreja. Jesus não ficará contente conosco se o louvarmos com cálices de ouro enquanto ele está sofrendo fome, frio e doenças no pobre.

  • Muitas pessoas usam leis e normas inventadas para controlar e dominar outras pessoas. Isso vemos até mesmo em padres e pastores. Temos que ter muito cuidado com isso. E não ir dizendo logo o que pensa, se esse pensamento não estiver de acordo com o que ensina a nossa Igreja.

Marcos 7,14-23: - ENSINAMENTO SOBRE O PURO E O IMPURO

É um trecho bem explicado em si mesmo e não precisa de maiores detalhes. Não existe alimento impuro. Diz o livro da Sabedoria que se houvesse algo de que Deus não gostasse, Ele não a teria criado. Há alimentos que nos podem fazer mal, mas não há alimentos que nos podem deixar impuros diante de Deus. O que importa para Jesus é a boa disposição do coração.

Marcos 7, 24-30; CURA DA FILHA DE UMA SÍRIO-FENÍCIA

Jesus queria repousar e se recolher um pouco, mas não conseguiu. Neste trecho, ele mostra uma abertura aos povos pagãos, ou seja, os que não seguiam as leis dos judeus, abertura essa que não era praticada. Entrando numa casa pagã, mostrou que a “pureza cultual e a segregação racial não têm valor para ele” (MC- 5ª f. da 5ª semana comum).

Jesus quer salvar a todos indistintamente. Isso nos mostra, também, que devemos nos abrir às pessoas, tenham ou não elas as nossas convicções, as nossas idéias.

Marcos 7,31-37:- CURA DE UM SURDO-GAGO

Esse é um trecho usado na cerimônia do Batismo, quando pedimos a Deus que abra os ouvidos de quem está sendo batizado para que possa ouvir a palavra de Deus, assim como abrir também sua boca, para que, no tempo devido, possa proclamá-la. O ensinamento desse trecho é que somente ouvindo atentamente a Palavra de Deus, e levando-a a sério, poderemos também proclamá-la e praticá-la.

Os gestos feitos por Jesus eram costumeiros, quando se queria curar uma pessoa. Um detalhe importante é o do vers. 32, em que é relatado que o surdo-gago não viera sozinho, mas foi trazido. Isso mostra que somos conduzidos a ouvir a Palavra de Deus por outras pessoas. Na infância, talvez nossa mãe ou nosso pai, ou uma avó, etc. Depois de ouvi-la, a decisão é apenas nossa, ou seja, acreditar ou não, seguir ou não Jesus Cristo.

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