sábado, 21 de julho de 2012

MATEUS CAPÍTULO 16




Mateus 16,1-4:- O SINAL DO PROFETA JONAS

Os fariseus e os saduceus pediram a Jesus um sinal que viesse dos céus. Ora, os milagres todos que ele fez, vieram de onde? Mas eles não acreditaram. O milagre principal que ele fez foi sua própria ressurreição. Mas eles não acreditaram nem depois da ressurreição.

O profeta Jonas é invocado aqui talvez porque tivesse ficado três dias dentro do peixe, da mesma forma que Jesus ficaria três dias sepultado. Entretanto, pode também significar que as pessoas de Nínive, que eram pagãs, acreditaram em Jonas, e eles, fariseus e saduceus, não acreditaram e não iriam acreditar em Jesus, por mais milagres ele fizesse.

Mateus 16,5-12:- O FERMENTO DOS FARISEUS E SADUCEUS

O fermento pode tanto fermentar a massa, como estragá-la. Desse modo, a doutrina falsificada dos mestres judeus ameaçava perverter todo o povo que eles dirigem (B.J.).

Devemos ter cuidado com o que as pessoas nos dizem, pois podem ser coisas erradas e fofocas. O critério para sabermos se um ensinamento ou uma orientação é verdadeiro (a), é saber o que a doutrina e as autoridades da Igreja dizem a respeito. O critério para sabermos se estamos agindo de modo certo ou errado, é a caridade para com o próximo.

Mateus 16,13-20- A PROFISSÃO DE FÉ E O PRIMADO DE PEDRO

Este trecho é muito importante na história da Igreja, pois mostra a instituição de Pedro como chefe dos apóstolos e da Igreja. Aqui, Jesus inicia a comunidade celeste, que deve começar já na terra por uma sociedade organizada, a Igreja, instituindo o seu chefe. O nome dado a Simão, “Pedro”, tanto em aramaico (Kefa, rocha) como em grego (Petros) nunca tinha sido antes usado como nome de pessoa. O nome Pedro-Rocha, mostra o seu papel primordial na fundação da Igreja.

Pedro é designado chefe da Igreja e dos Apóstolos. A Igreja tem a missão de resgatar as pessoas do caminho do mal, para que, fechando para elas as portas do inferno, abra-lhes, por meio do poder conferido a Pedro, apóstolos e seus sucessores (o papa, bispos, clero), as portas do céu.

Embora Jesus tivesse instituído a Igreja, quem a organizou foram os apóstolos e seus discípulos, sempre unidos ao papa, “descendente” de S. Pedro. Os bispos são considerados “descendentes” dos demais apóstolos.

A Igreja é divina, mas sua organização prática é humana. O Espírito Santo a dirige, corrigindo, às vezes, sua trajetória pra que não saia do caminho desejado por Deus.

Aliás, mesmo as nossas ações são assim: a música foi composta por Deus, mas o instrumento é tocado por nós. Quando a desafinação é tanta que está sendo ameaçada a melodia original, Deus a corrige, se o deixarmos. Se não o deixarmos fazer isso, e continuarmos a tocar sem ouvi-lo, acabamos tocando uma outra música, que não tem nada a ver com o que Deus pediu que tocássemos.

É a mesma coisa que um rabecão querer tocar uma música composta apena para flauta. Não vai dar certo.

Em outras palavras: fazemos a vontade de Deus dentro de nossa vocação e capacidades. Se pedirmos a Ele, seremos orientados e conduzidos no caminho do amor e da fidelidade às suas palavras.

Quanto à pergunta inicial feita por Jesus, “Quem dizem vocês que eu sou?”, na verdade ele quer perguntar a cada um de nós: “ A fé que você tem em mim causou alguma mudança para melhor em sua vida? Que influência eu exerço sobre você? O que você mudou para atender aos meus pedidos e ao meus ensinamentos?”

Mateus 16,21-23:- O PRIMEIRO ANÚNCIO DA PAIXÃO

Jesus começa, aqui, a “abrir o jogo” e a mostrar aos discípulos que o seu messianismo não seria tão glorioso como eles pensavam, pelo menos em termos políticos e materiais, e de poder de glória terrena. E acabou chamando Pedro de “Satanás”, logo após tê-lo feito chefe da Igreja”! A vontade de Deus nem sempre parece do nosso gosto!

Mas, para amenizar um pouco o assunto, lembro que a primeira parte foi dita em lugar e tempo diferente da segunda; ou seja: Jesus nomeou Pedro chefe da Igreja em dia e hora diferente de quando chamou-ou de Satanás. Mateus colocou tudo junto por motivos didáticos.

Mateus 16,24-28:- SEGUIR A JESUS

Para seguir a Jesus, é preciso parar de pensar em si mesmo e começar a pensar nos outros, em quem precisa de ajuda na reconstrução do mundo. A frase poderia ser assim: “Se alguém me quer seguir, pare de pensar em si mesmo!” A vaidade, o amor próprio e o medo de agir estragam a nossa caminhada em busca do Reino de Deus.

A nossa vida neste mundo é passageira e não vale a pena apegar-se a ela de tal maneira que não tenhamos tempo para Deus e para os outros. Quem quiser aproveitar-se ao máximo dos bens deste mundo, das paixões, pode até ganhar prazeres passageiros, mas vai perder a vida eterna. Será que vale a pena?

Uma sugestão: mesmo que não vençamos facilmente ou por enquanto nossas más tendência, não abandonemos a oração, mesmo que não tenhamos vontade de rezar. Diz o Pe. René Voillaume que ter prazer de rezar já é um fruto da própria oração que talvez iniciamos de modo meio forçado. Oração não é sentimento, imaginação, reflexão. Oração é um colocar-se “nu e cru” diante de Deus, que aos poucos nos vai dando forças para vencermos até os nossos mais graves pecados.

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