sábado, 21 de julho de 2012

MATEUS CAPÍTULO 14



INÍCIO DA SECÇÃO: “A Igreja, primícias do Reino dos Céus (cap 14 a 18)

Mateus 14,1-12: JOÃO BATISTA X ADULTÉRIO

Narra a morte de João Batista, por ter denunciado o pecado do rei. Vejam bem: o pecado dele não foi ter se casado com ela por ser sua cunhada, mas sim, o de ter-se casado com ela enquanto o irmão dele ainda estava vivo, e o de ter repudiado a sua primeira mulher. Naquele tempo havia até a obrigação de se casar com a cunhada viúva, se o seu esposo não lhe tivesse dado nenhum filho. O filho que nascesse da segunda união seria considerado como filho do marido morto.

O pecado de Herodes foi, pois, o de adultério, como tantos hoje em dia. S. João Batista, preferindo morrer do que deixar de apontar esse pecado, nos deixa preocupados: como somos ainda coniventes com o adultério alastrante dos dias atuais, sem nos tocarmos que é um pecado grave? 

É claro que a misericórdia de Deus supera nossa fraqueza, mas estamos caindo no perigo de acharmos que só é pecado aquilo que achamos ser pecado. Não é bem assim! O pecado é pecado independentemente se achamos ou não que ele seja.
Se quisermos viver sem pecado, por mais dura que seja a realidade de nossa vida, teremos a garantia de que Deus nos ajudará. Com a ajuda de Deus, tudo pode ser possível em nossa vida, desde que seja de seu agrado.

Mateus 14,13-21:- A PRIMEIRA      MULTIPLICAÇÃO DOS PÃES.

Mateus e Marcos apresentam duas multiplicações de pães, que na verdade são desdobramentos de uma só. Confira em Mt 15,32-39 e Mc 6,30-44 e 8,1-10. São versões diferentes da mesma multiplicação. Originaram-se deste modo: A primeira era de origem da palestina; localizam o fato na margem ocidental do lado e fala de 12 cestos grandes, número das tribos de Israel e dos apóstolos. A segunda talvez tivesse surgido dos gentios convertidos, situa o fato na margem oriental do lago (região dos gentios) e fala de 7 cestos, número das nações de Canaã (Atos 13,9) e dos diáconos de origem grega (Atos 6,5; 21,8). Essa explicação pode ser encontrada na Bíblia de Jerusalém.

Para nós é importante lembrar que essas multiplicações de pães, segundo a mais antiga tradição, estão preparando as mentes das pessoas para o alimento que nos leva à vida eterna, a Eucaristia.

Podemos também aprender, com a multiplicação dos pães, que Jesus não quer que ninguém passe fome ou viva na miséria. Todos têm direito ao alimento necessário a uma vida digna, independente de suas profissões e capacidades.

Está errada, portanto, a afirmação que pessoas coradas, bem nutridas, fazem: “Quem não estuda, tem que pastar mesmo!” Todos têm direito a uma vida digna. Não é isso que vemos: enquanto muitos morrem de tanto comer, outros morrem de fome! Isso não é justo!

Depois da multiplicação dos pães em João, Jesus chama a tenção para os que o buscam apenas para saciar a fome (João 6,26).

Não fazem a coisa certa quem busca Jesus só para obter curas, empregos e coisas desse tipo, e não colocam o propósito de mudar de vida. A mudança de uma vida de pecado para uma vida de santidade é o melhor modo de obtermos as demais graças de Deus, embora seja algo muito penoso, sofrido e difícil de realizar. Vejo por mim mesmo! Santo Antônio morreu santo com 36 anos! Eu já tenho mais de 60 e ainda não fiquei santo. E você?

Mateus 14,22-33:- JESUS CAMINHA SOBRE AS ÁGUAS

Neste trecho, é bom notar como Jesus gostava de rezar a sós no silêncio da noite. É preciso pelo menos umas duas horas de oração diária para nos mantermos em pé no caminho para a salvação. Além da oração, é preciso vencermos o mal, evitando o pecado. A oração, por si só, nos dá força, mas não impede que pequemos. Além da oração, a ação efetiva contra a nossas más tendências é necessária.
Isso é também mostrado neste texto. Jesus, após a morte de oração, caminha sobre o mar. Essa é a parte da ação: como o mar representava o mal para os judeus, Jesus, caminhando sobre ele, mostrou que domina e vence o mal.

A esse respeito veja o trecho de Apocalipse 15,2: “Os que venceram a besta (o mal)(...) estavam de pé sobre o mar de vidro...” Mar de vidro: o mar sem onda alguma, dominado, sem perigo algum. Estar de pé sobre ele: como Jesus caminhando sobre o mar, assim os que venceram o mal estavam de pé (=ressuscitados) sobre o mar (=mal), vencido e dominado.

Quanto a Pedro ter afundado, é o mesmo que nos acontece: Vivemos sem confiar muito no poder e na graça de Deus e acabamos nos afundando no pecado. Precisamos pedir que Ele nos erga e nos salve! Mesmo quando estamos muito angustiados, se não conseguirmos apaziguar nosso coração, mesmo assim, peçamos a Deus que nos conforte e digamos-lhe que confiamos nele. Lancemos nossos apelos de socorro e Jesus, com seu tão misericordioso Coração (hoje, 15/06/12, por coincidência, é a festa do Sagrado Coração), haverá de nos socorrer.


Mateus 14,34-36:- GENESARÉ

Trecho que mostra a fé daquele povo. Lembra que bastava tocar a orla da veste de Jesus para ser curado. Quando uma pessoa é santa, tudo o que está relacionado com ela também se torna sagrado. A santidade irradia uma força de amor e de restauração incríveis! Ver também a esse respeito Mt 9,20-22.

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