sábado, 11 de fevereiro de 2012

11- A LITURGIA

Liturgia é “o conjunto dos símbolos, cânticos e cerimônias pelas quais se externa o culto religioso”. É o ritual pelo qual expressamos, em comunidade, a nossa fé. A liturgia mostra a realização de nossa santificação por sinais sensíveis e solenes. 

Diz o Catecismo Católico:- §1068 É este mistério de Cristo que a Igreja anuncia e celebra em sua liturgia, a fim de que os fiéis vivam e deem testemunho dele no mundo: Com efeito, a liturgia, pela qual, principalmente no divino sacrifício da Eucaristia, "se exerce a obra de nossa redenção", contribui do modo mais excelente para que os fiéis, em sua vida, exprimam e manifestem aos outros o mistério de Cristo e a genuína natureza da verdadeira Igreja.

ALGUNS DOS SÍMBOLOS UTILIZADOS

A VELA :- representa Jesus Ressuscitado: Ele morreu, mas está vivo no céu;
AS FLORES:- enfeitam e, conforme suas cores, representam a alegria, a tristeza, o pesar, a reflexão sobre tal assunto, e assim por diante.
O ALTAR:- representa o próprio Jesus, no qual toda a liturgia se realiza.
A CRUZ:- sua paixão e morte.
O INCENSO:- o louvor a Deus, tão mencionado no Apocalipse e em outros livros da Bíblia.
O SACRÁRIO:-local onde se conserva a Eucaristia para os doentes e para a adoração.
A LUZ DO SACRÁRIO:- uma lampadazinha que indica a presença real de Jesus na Eucaristia.

AS CORES

VERDE :- usada nos domingos e dias de semana do tempo comum;

BRANCO:-usada no Natal, tempo de Natal, Páscoa, tempo Pascal, festas de N. Senhora, de Jesus Cristo e dos santos que não morreram mártires.

VERMELHO:- usada nas festas do Espírito Santo, Sexta-feira Santa e na comemoração dos santos mártires.

ROXO:- usada na Quaresma, Advento, Mortos.

ROSA:- usada no quarto domingo da Quaresma, terceiro domingo do Advento e, conforme aconselhado por várias equipes litúrgicas, pode ser usada no tempo todo do Advento.

ANO LITÚRGICO

TEMPO DO ADVENTO: Início do ano litúrgico. Vai desde o primeiro domingo do Advento, que ocorre geralmente no último domingo de novembro até o dia 24 de dezembro (3 ou 4 semanas).

TEMPO DO NATAL: Vai desde o dia 24 de dezembro até o domingo depois da Epifania, que cai sempre entre 2 e 8 de janeiro.

TEMPO COMUM: A primeira parte do tempo comum vai desde a segunda-feira depois do Batismo do Senhor até a terça-feira antes da quarta-feira de cinzas. A segunda parte vai desde a segunda-feira depois de Pentecostes até o primeiro domingo do advento, no final de novembro (33 ou 34 semanas).

TEMPO DA QUARESMA:- Desde a quarta-feira de cinzas até a Missa da Ceia do Senhor.

SEMANA SANTA:- Desde o domingo de Ramos até a Vigília Pascal.

TRÍDUO PASCAL:-Missa da Ceia do Senhor, na Quinta-feira Santa, Sexta-feira Santa, Vigília Pascal e domingo de Páscoa.

TEMPO PASCAL:- Desde o domingo de Páscoa até o Domingo de Pentecostes (50 dias).

LEITURAS BÍBLICAS

Em todos esses tempos são feitas as Leituras Bíblicas, sendo as do domingo distribuídas em três anos: ano A (São Mateus), ano B (São Marcos), ano C (São Lucas). O Evangelho de São João é lido no Tempo Pascal e em outras ocasiões especiais. Assim, o ano de 2011 é ano A, 2012 ano B, 2013 ano C, 2014 ano A, etc. No tempo comum a primeira leitura é sempre do Antigo Testamento, a segunda do Novo Testamento. No Tempo Pascal, ambas são do Novo Testamento.

Quanto às leituras semanais, há uma série de leituras para os anos ímpares e outra para os anos pares. Os evangelhos são repetidos todos os anos, mas são diferentes, é claro, em cada dia.

Quanto aos demais assuntos sobre liturgia, você pode encontrar de modo mais ampliado em sites como o:- http://www.catequisar.com.br/index.html
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SOBRE AS DANÇAS DURANTE A MISSA.



Se você quer admirar uma dança, sabe aonde ir… Mas não na Missa!” (Cardeal Arinze)

16 junho 2012Autor: Bíblia Católica | Postado em: Doutrina Católica



fonte: O Catequista

Em 2002, na Cidade do México, durante a Missa que celebrou a canonização de Juan Diego, índios realizaram danças diante do Papa João Paulo II. Deem uma olhada no vídeo, que pitoresco! (se quiser ver o vídeo, clique no link acima)


E aí, o que vocês acharam da dança e dos trajes do corpo de baile indígena? Eu achei o máximo, lindíssimos. Só me incomodei com um detalhe: os dançarinos estavam na hora e no lugar errados. O templo de Deus – no caso, a Basílica da Virgem de Guadalupe – não é lugar para esse tipo de coisa, muito menos durante uma Missa. Além do mais, a apresentação lembra muito mais um ritual pagão (se é que não o foi, de fato) do que um rito cristão.

Eventos como esse acabaram por abrir um precedente desastroso. Milhares de sacerdotes e leigos em todo o mundo se acharam no direito de inserir os mais variados e bizarros remelexos na liturgia. Já ouvi falar de gente fazendo dança do ventre na Missa e já vi jovens de mini-saia sambando em frente ao altar (ué, se os dançarinos mexicanos podem exibir coxas e barrigas na igreja, porque não elas?). 

Em um post sobre as “missas avacalhadas“, mostramos um vídeo em que um casal com pouca roupa requebra em uma Missa ao som de “Pérola Negra”, de Daniela Mercury.

Diante de tanta zona, é um alento ter acesso às orientações do Cardeal Francis Arinze, Prefeito da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos entre 2002 e 2008. Em um evento, ele respondeu com muito bom-humor a perguntas sobre a “dança litúrgica”. No vídeo, que vimos no blog Missa aos Domingos, o Cardeal nigeriano enfatiza que “A dança é algo estranho ao rito latino da Missa”, e não deve ser realizada em nenhum momento da liturgia. Ele pondera, porém, que os povos de cultura asiática e africana podem realizar alguns movimentos refinados, típicos de sua cultura, no momento do ofertório, por exemplo.

MAS ATENÇÃO: o cardeal falou que os bispos – em especial aqueles dos países africanos e asiáticos – devem avaliar a possibilidade de autorizar movimentos REFINADOS na Missa, não danças. NÃO É PRA DANÇAR NUNCA!


O Papa Bento XVI, em seu livro “El espíritu de la liturgia – Una introdución”, já havia esclarecido esta questão (tradução e grifos nossos):

A dança não é uma forma de expressão da liturgia cristã. Houve círculos docéticos-gnósticos que pretenderam introduzi-la na liturgia cristã, por volta do século III. Para eles, a crucificação era só aparência (…), de tal maneira que o baile podia ocupar o lugar da liturgia da cruz (…). As danças cultuais das diversas religiões têm finalidades diversas: encantamento, magia analógica, êxtase místico; nenhuma destas figuras corresponde à orientação interior da liturgia do ‘sacrifício da palavra’.

O que é completamente absurdo é quando, com a intenção de fazer com que a liturgia que seja mais ‘atrativa’, se introduzem pantomimas [gestos teatrais]em forma de dança. Quando é possível, se realizam inclusive com grupos de dança profissionais que, frequentemente, terminam com aplausos (…). Quando se aplaude pela obra humana dentro da liturgia, nos encontramos diante de um sinal claro de que se perdeu totalmente a essência da liturgia, que foi substituída por uma espécie de entretenimento de inspiração religiosa.”

Na contramão das orientações do Papa, sacerdotes e leigos, por orgulho, por vaidade ou por pura desinformação, continuam a promover essa porcaria chamada “dança litúrgica”, que só serve para transformar o templo de Deus num circo de bizarrices ou num arremedo de culto pagão. Pior ainda é quando o presbitério vira um cabaré de carolas, onde rapazes saradinhos aproveitam a desculpa da “arte” para fazer performances sem camisa e moças fazem movimentos sensuais com roupas colantes.


É preciso considerar que, muitas vezes, os realizadores desse tipo de abuso não o fazem por maldade; há entre eles cristãos sinceros e bem intencionados. Porém, isso não anula o fato de estarem incorrendo em um grave erro, que fere a dignidade do templo e a sacralidade da liturgia. É preciso mostrar a estas pessoas o seu engano, e ajudá-las a compreender mais a fundo o significado sacrificial da missa. É preciso fazê-las entender que a “liturgia da cruz” não suporta esse tipo de firulas. Muitos católicos estão com um pé no paganismo; se ninguém fizer nada, não tardarão a enfiar os dois pés.


Os grupo de dança paroquiais podem ser muito bons e úteis, desde que saibam o seu lugar. Podem atuar nos salões paroquiais, como disse o Cardeal Arinze, mas não devem continuar a fazer o presbitério de palco. O Senhor derrama Seu precioso Sangue sobre o altar a cada Missa… Será que é tão difícil de entender isso?

Os sacerdotes e leigos que desejam ser fiéis ao magistério da Igreja devem se perguntar com honestidade: essa dança ou teatro que estamos planejando é uma expressão autêntica da liturgia cristã, ou não passa de um “entretenimento de inspiração religiosa”, como disse Bento XVI? É preciso ter humildade e amor pela Verdade; assim, poderemos nos desapegar dos nossos gostos e opiniões pessoais sobre a liturgia e ser mais fiéis àquilo que a Santa Igreja determina.

Pra encerrar, #fica a dica do Cardeal Arinze pros sacerdotes e leigos membros de “ministérios da dança” espalhados pelo Brasil afora:

As pessoas que estão discutindo dança litúrgica deveriam usar o seu tempo rezando o Rosário, ou (…) lendo um dos documentos do Papa sobre a Sagrada Eucaristia. Nós já temos problemas suficientes. Por que banalizar mais? Por que dessacralizar mais? Já não temos confusão suficiente?”
Posts relacionados: (Do site bíblia católica)

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