sábado, 21 de julho de 2012

MATEUS CAPÍTULO 07



Mateus 7,1-5:- NÃO JULGAR

Julgar é diferente de fazer uma crítica construtiva. Fazemos uma crítica construtiva quando, por exemplo, apontamos um determinado defeito ou coisa errada de alguém que nos pediu conselhos ou que tem algum modo de relacionamento conosco, principalmente se somos responsáveis pelo seu serviço, ou essa pessoa nos é subordinada de alguma forma.

Julgar pelo contrário, é bem diferente: significa colocar má intenção em qualquer coisa que nos fazem, mesmo que não saibamos o motivo pelo qual aquilo foi feito. É julgar que a pessoa agiu de modo mal intencionado.

Dou um exemplo prático: você, sem querer, quebra o vaso preferido de sua esposa. Se ela disser: “Querido, tenha mais cuidado ao andar pela casa! Esse vaso era de minha estimação!Você é muito desajeitado!”,não está fazendo nenhum julgamento, não está fazendo pecado algum. Só criticou construtivamente. Entretanto, se ela disser:”Querido, você quebrou o meu vaso preferido só porque foi minha mãe que me deu! Como você é maldoso e vingativo!”, então está fazendo um julgamento e um pecado, pois julgou o marido! Ela colocou no ato dele uma má intenção que apenas Deus poderia saber se houve ou não. Por isso que a sagrada escritura diz que devemos deixar a Deus o julgamento. Só e apenas Ele tem condições de saber qual foi a intenção de cada ato que praticamos.

Mateus 7,6:- NÃO DAR AOS CÃES O QUE É SANTO

Há coisas que devemos guardar só para nós mesmos, como certas confidências, certas graças recebidas. Não percamos tempo tentando fazer que uma pessoa sem nossa vivência religiosa entenda certas coisas bonitas de nossa religião. Nunca vão entender! Mesmo Jesus, ao conversar com a samaritana ao lado do poço, não disse a ela senão coisas do dia a dia, a que ela estava acostumada:”Quem beber da água que tenho, nunca mais terá sede”.

No versículo em questão, trata-se de não dar aos cães porção de carne consagrada e alimentos consagrados no Templo. Seria hoje como dar ao seu cão o pãozinho bento da Missa de Sto. Antônio, por exemplo. Desse modo, nem todos vão entender nossas devoções e nosso modo católico e religioso de agir, nosso caminho de santificação. Vão achar que somos malucos.

Precisamos aqui refletir um pouco como é que a comunhão está sendo dada e a quem. Qual é o critério para saber se uma pessoa pode ou não comungar? Geralmente nunca se nega a comunhão, a não ser que a pessoa esteja visivelmente bêbada ou drogada, ou coisa parecida com isso. E nós? Será que estamos recebendo a comunhão pelo menos com vontade de melhorar nossa vida cristã?

Mateus 7,7-11:- CONFIAR NO PAI.
Se Deus não lhe concedeu uma graça pedida, Ele tem uma boa razão para isso, Confie nele e procure fazer a sua vontade. Diz Santa Teresa de Ávila (ou de Jesus): Nada te perturbe, nada te espante, tudo passa. Deus nunca muda. A paciência tudo alcança! Quem a Deus tem, nada lhe falta. Só Deus basta!”.

Muitas vezes não pedimos a Deus o pão, mas a pedra! Pedimos o escorpião e não o peixe! Não sabemos, muitas vezes, que estamos pedindo coisas que nos vão levar ao inferno. Deus, em sua infinita bondade e sabedoria, como nos ama, e sabe que O desejamos em nossa vida, não nos concede aquela graça pedida, mas uma outra, que nos vai ajudar a irmos para o céu.

Mateus 7,12 :-A REGRA DE OURO

No AT a regra era no sentido negativo: Não faça a outro o que você não quer que façam a você”. Jesus coloca a frase no sentido positivo, que é bem mais exigente: “Faça aos outros tudo aquilo que você quer que façam a você”. Pense um pouco na diferença entre essas duas frases!

Mateus 7,13-14:-A PORTA LARGA E A ESTREITA

Os dois caminhos: o bem e o mal. Cabe a nós escolhermos um dos dois. O do bem é mais estreito e apertado que o do mal. Mas vale a pena! Ele termina na felicidade eterna!. Veja também o Deuteronômio 30, 15ss, em que dois caminhos nos são propostos, e o autor nos aconselha a escolhermos o caminho do bem, que nos leva à vida; o outro, do pecado, nos leva à morte.

Mateus 7,15-20:- OS FALSOS PROFETAS

Geralmente são os que só nos elogiam e sempre falam coisas que nos agradam. O verdadeiro profeta é o que fala sempre a verdade, mesmo que ele nos seja doída e exija a nossa conversão. Conhecemos os verdadeiros e os falsos profetas pelos bons frutos que eles proporcionam ou não e pelo que fazem de bem ou de mal.

A segunda carta de São João adverte as comunidades a se precaverem dos falsos profetas e aconselha: “Se alguém vem ter convosco e não traz esta doutrina (do cristianismo, do amor a Deus e ao próximo) não o recebais em casa, nem tampouco o saudeis”.

Mateus 7,21-27:- A PRÁTICA É QUE VALE.

A prática da palavra de Deus vale mais do que mil palavras. Não adianta dizer que se ama a Deus, se não se pratica esse amor com atos concretos, como aliás S. João repete várias vezes em sua primeira carta: Quem diz que ama a Deus, a quem não vê, mas não ama ao irmão, a quem vê, é mentiroso e faz Deus de mentiroso”. (1ªJo 4,20).

Quando praticamos a palavra de Jesus somos como os que constroem a casa sobre a rocha: nada a derrubará. Os que não praticam e não buscam a Deus, são os que estão construindo a casa sobre a areia: qualquer chuva a derrubará.

Isso está bem claro! Se nos baseamos em coisas supérfluas, em falsas necessidades, em falsos deuses, achando que somos eternos nesta vida, achando que sempre seremos jovens, estaremos construindo nossa casa sobre a areia! Os tempos bons vão embora e não vamos saber enfrentar os tempos maus.

Entretanto, se basearmos nossa vida em Deus, nas coisas santas, sempre teremos paz, seja qual for nosso tipo de vida, mesmo nos sofrimentos e provações. Nossa casa nunca desabará. Construir a casa sobre a rocha é atrelar em Deus a nossa vida. E não conseguiremos fazer isso sem praticarmos a misericórdia em relação aos nossos irmãos. Amar ao próximo é o termômetro que nos indica se estamos ou não amando a Deus.

Mateus 7,28:- A AUTORIDADE DE JESUS

Jesus ensinava com autoridade porque Ele praticava aquilo que ensinava! É pelos frutos que se conhece a árvore! Uma palavra de quem pratica o evangelho, ou que se esforça por praticá-lo, vale mais do que mil palavras de quem não o pratica. A gente ouve com gosto certos homens e mulheres quando vemos que eles levam a sério o que falam e procuram praticar o que dizem. Pergunte-se um pouco o porquê você gosta mais de determinado padre do que de outro! A bondade, a paciência, a atenção com que trata as pessoas, fazem a diferença.

Dizia o beato Irmão Carlos de Foucauld: “Gritar o evangelho com a própria vida”! Ou seja, viver tão santamente, tão intensamente a vida cristã, que nossa vida em si já seja a proclamação do evangelho e essa prática intensa não reflitam apenas palavra pronunciadas baixinho, mas seja um verdadeiro grito, que atinja todas as pessoas.

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