sábado, 21 de julho de 2012

MARCOS CAPÍTULO 14




A PAIXÃO E MORTE DE JESUS

Este capítulo deve também ser visto como um todo. Jesus não nos salvou porque morreu na cruz, mas porque ACEITOU morrer na cruz. Como Deus, ele poderia ter escapado da morte. Como um ser humano que era (Jesus é 100% Deus e 100% homem), foi enviado ao mundo pelo Pai para viver intensamente como homem e nos ensinar a viver uma vida santa, sem usar em proveito próprio sua divindade. Por obediência, aceitou a morte e morte de cruz. Ele poderia ter sido morto de qualquer outra maneira que nos salvaria da mesma forma. O importante é notar não tanto do quê ele morreu, mas por que ele morreu. Ele morreu porque nos ama e quis viver até à morte como um ser humano. Podia ter-se livrado, mas resistiu até o fim, e nos salvou, por sua plena obediência ao Pai. Como pela desobediência de Adão todos perecemos, pela obediência de Cristo todo nos salvaremos.

A SEGUIR, ALGUNS TÓPICOS IMPORTANTES:
V1- A conspiração contra Jesus foi às escondidas, para não causar a revolta do povo.

V 3-9 – A mulher que ungiu Jesus, praticamente o estava preparando para a morte (v.8). Ouvir alguém que precise ser ouvido, vale mais do que fazer outra coisa aparentemente importante e mais útil. Isso não é “perder tempo”. O atendimento bem feito, uma boa conversa, tem levado muitas pessoas a Deus. O pouco caso e o desinteresse pelos problemas alheios, tem afastado muita gente da Igreja. Por outro lado, em relação ao nosso contacto com Jesus, devemos evitar o ativismo desligado da oração. Nossas ações devem sempre ser checadas por pelo menos 1 hora de oração diária, se possível diante do Santíssimo. Estar diariamente com Jesus por pelo menos 1 hora nos fortalece e nos impulsiona pra exercermos nossa atividade apostólica.

Diz Bernardin Schellenber, ex-monge alemão trapista, pároco de uma aldeia de periferia da Alemanha, num livro cujo nome infelizmente eu me esqueci e não o tenho mais: “ A pura vida contemplativa facilmente nos leva demais para a inatividade ou, o que falando nos devidos termos, ainda é pior, a nos absorver com atividades objetivas e relativamente fúteis, ameaçando a perda duma visão acurada. Por outro lado, uma vida puramente ativa nos leva, mais dia menos dia, à superficialidade e à ignorância e, finalmente, a um ativismo estéril.” Ou seja, precisamos equilibrar a oração com a ação. Nem muito de Marta, nem muito de Maria.

V 10-11- Judas Iscariotes achava talvez que, entregando Jesus, o forçasse a reagir e a tomar o poder, conforme o messianismo em vigência. Isso foi amplamente colocado no antigo e belo filme ópera-rock “Jesus Cristo Superstar”.

V 12-16 – A Páscoa dos judeus era constituída de um carneiro assado, quatro cálices de vinho, pães ázimos (sem fermento) e ervas amargas.

V 17-21 – Está errado quem pensa que o Pai enviou Jesus ao mundo para morrer pregado na cruz. Para agir assim, o Pai precisaria escolher alguém (no caso Judas Iscariotes) que traísse Jesus para que Ele fosse condenado à morte. Isso é incabível, pois o Pai nunca mandaria alguém fazer o mal. Judas fez algo errado e não aceito pelo pai. Pode até ter sido perdoado, só Deus sabe, mas ele fez uma coisa errada. Jesus não foi enviado ao mundo para ser assassinado, mas para ser homem e aceitar todas as consequências que isso lhe acarretaria, até mesmo a hipótese de ser morto, o que realmente ocorreu.

V 22-25 – A Santa Ceia é a Eucaristia, como nós a celebramos até hoje. O pão e o vinho consagrados são realmente o Corpo e o Sangue de Cristo, que se entregou totalmente a nós, não opondo resistência à morte de cruz.

V 26-31 e 66 a 72 – Pedro fez um pecado até maior do que o de Judas, ao negar Jesus, mas arrependeu-se e foi perdoado. Não há pecado que não possa ser perdoado, a não ser o pecado contra o Espírito Santo, que justamente é não pedir perdão por achar que Deus não perdoa ou que nosso pecado é muito grande.

V 32-42 – ABA, ou ABBA, quer dizer Pai, Papai. É o “paie”, “paizinho” com que a criança chama o pai. Indica a familiaridade do Filho, Jesus, com seu Pai.

Vigiai e orai” - Para que Deus nos ajude não basta só a nossa oração, mas também a nossa contínua vigilância. Se não vigiarmos, cairemos no pecado, mesmo com a oração.

V 43-52 – Jesus é preso. Ele poderia, como Deus que era, escapar, mas não quis. Foi plenamente homem e aceitou a prisão injusta. Todos fugiram por medo. O rapaz que estava vestindo apenas um lençol e fugiu nu, muitos estudiosos da bíblia dizem que é o próprio Marcos, que escreveu este evangelho.

V 53-66 – Jesus foi condenado por ter dito ou dado a entender que era Deus, o que era considerado uma blasfêmia muito grande e réu de morte.

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