sábado, 21 de julho de 2012

MARCOS – CAPÍTULO 06


Marcos 6, 1-6: VISITA A NAZARÉ

Jesus fazia as obras que faria o Messias esperado, mas não tinha a riqueza e a grandiosidade que eles esperavam que teria o Messias. As idéias do povo da cidade onde vivera sua infância eram mais arraigadas em suposições do que na prática libertadora de Jesus. Ou seja: eles deveriam mudar as idéias militares e materialistas que faziam do Messias, tendo em vista os milagres que Ele fazia. Muitos de seus parentes também não acreditaram.

Jesus tinha plenos poderes de fazer qualquer milagre. Ele poderia, se quisesse, transformar o deserto do Saara numa floresta tropical. Entretanto, quando se trata de pessoas, Jesus respeita suas idéias. E age só em quem o acolher, só em quem deixar-se ficar em suas mãos. É assim que entendo, por exemplo, Apocalipse 3, 20: “Eis que estou à porta e bato: se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, eu entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele comigo”.

Hoje em dia muitas pessoas persistem em achar que só a luta política e o dinheiro podem mudar as coisas. É preciso lutarmos por um mundo melhor colocando nossas forças a serviço da humanidade, mas confiando plenamente que só Deus pode dar-nos as forças e preencher os vazios dos corações.

Marcos 6,7-13: MISSÃO DOS DOZE

Fernando Armellini, (pág 330), comentando este trecho do evangelho, resume-o nesta frase; “Pobres para ser livres”. A seguir, dou um resumo do que ele explica na obra já citada:
-a pobreza nos torna livres e independentes;
-todos foram enviados. Todos somos chamados a evangelizar.
-Dois a dois é uma indicação de comunidade. Não por conta própria. Estar em sintonia com a comunidade;
- Ir em busca das pessoas. Não esperar que elas venham nos procurar.
-Dominaremos os “espíritos imundos”, ou seja, as forças do mal, que provocam doenças, maus sentimentos, opressões, violências, injustiças. A comunidade dos cristãos será vitoriosa”
-“equipamento” dos mensageiros do evangelho:
uma só túnica para vestir.


-Um só par de sandálias
-Um cajado.
  
O cajado é o símbolo do poder de Deus (Ex 7,9-12; 10,13; 14,16; 17,5).
Despojamento: a eficácia da missão nunca, em tempo algum, dependerá da abundância dos recursos. Uma Igreja pobre evangeliza mais, é um sinal maior do que uma Igreja rica.
Ficar numa só família: contentar-se com a primeira pousada, a primeira hospedagem, que na certa será mais simples o que as que lhe sucederiam. É como nos grupos de rua,nos terços  nas casas: a família seguinte quer fazer mais bonito que a anterior e, no final, o cafezinho preto se transforma num pequeno banquete.
Bater o pó dos pés significa respeitar a liberdade dos outros. Se não aceitarem, não dar uma de fanático.
Refletir sobre as pesadas e inúteis cargas que muitas comunidades ainda carregam e que tornam lenta demais a caminhada.

Quem diz isto, agora, sou eu mesmo: a túnica (uma só túnica) exigida, na minha opinião, é a veste branca que devemos “comprar” de Jesus para vestir nossa nudez. Veja em Apocalipse 3,17-118. É a veste da graça abundante de Deus, que supera todos os obstáculos.

Marcos 6,14-16: HERODES E JESUS

Alguns achavam que Jesus era, na verdade, Elias; outros, João Batista ressuscitado dentre os mortos. Não se trata aqui de reencarnação,mas de uma suposta “volta à vida”, depois da morte. Algo semelhante à ressurreição de Lázaro.

Marcos 6, 17-29: EXECUÇÃO DE JOÃO BATISTA

Quero apenas lembra algo para nossa meditação: João Batista morreu por ter acusado Herodes de adultério. Se o Filipe, irmão de Herodes, tivesse morrido, as leis judáicas permitiam que o rei recebese sua cunhada por esposa. Mas era um caso de adultério, pois o marido da Herodíades estava vivo. Como tratamos hoje em dia os casos de adultério, esse pecado que foi o motivo do martírio de João Batista? Quantos acham atualmente que o adultério não é mais pecado!

Marcos 6,30-44: PRIMEIRA MULTIPLICAÇÃO DOS PÃES

O repouso depois do trabalho era importante até para Jesus e seus discípulos. Estressar-se com o trabalho acaba prejudicando o atendimento que fazemos aos outros. Nesse descanso, troquemos idéias, meditemos, para ver se estamos caminhando com o nosso mestre! Como diz Sto. Agostinho, é melhor andar mancando no caminho ceto do que correr no caminho errado. Esse “descansar na presença de Cristo” implica em fazermos uma revisão de nosso trabalho, para ver se estamos de acordo com o Evangelho!

O pastor deve ter uma palavra de conforto, de esperança, de segurança para com as ovelhas. Deve preocupar-se em que não passem fome (tanto de comida como de Deus) nem que fiquem desamparadas. Há muita gente passando fome, hoje em dia, porque há muitos outros morrendo de tanto comer. A distribuição da alimentação precisa ser mais justa. Deus dá o alimento de modo abundante, que em muitos lugares é simplesmente desperdiçado, jogado fora.

A multiplicação dos pães é também vista como um símbolo da Eucaristia, que Jesus iria instituir na Santa Ceia.

Marcos 6,45-52- JESUS CAMINHA SOBRE AS ÁGUAS

O mar representava o mal. Ao dominar o mar, Jesus mostrou que tinha poder para dominar o mal. Se estamos no caminho com Jesus, nada devemos temer. Muitas pessoas cristãs não demostram nem um pingo de fé, pois recorrem aos centros espíritas, benzedeiras, tarô, umbanda, orações mágicas, ou mesmo vivem atrás de amuletos e coisas “mágicas” para resolverem seus problemas. Deus só dá sua graça aos eu puserem sua confiança nele. Enquanto estivermos divididos em nossa busca de Deus, Ele não nos atende. Para obtermos sua ajuda, precisamos nos abandonar totalmente em seus braços.

Marcos 6,53-56:- CURAS NA REGIÃO DE GENESARÉ


“E todos os que o tocavam eram salvos” (56b). Esse poder de Jesus continua ainda hoje. Tocar em Jesus não significa ficar passando a mão no sacrário ou no santíssimo, mas sim, “tocar” no irmão que sofre, que é pobre, que está doente, que está sem casa, sem família, triste, isolado, angustiado. “Tocamos” em Cristo quando ajudamos essas pessoas. O resto é “conversa pra boi dormir”. 

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