sábado, 21 de julho de 2012

MARCOS CAPÍTULO 12



Marcos 12,1-12: PARÁBOLA DOS VINHATEIROS HOMICIDAS

Acho que todos entendem bem essa parábola da vinha: Deus escolheu Israel como o seu povo, entre tantos outros povos mais importantes. Infelizmente, esse povo não deu frutos de misericórdia: os dirigentes limitaram-se às folhas, como na figueira, ou seja, ficaram só na liturgia e aparatos exteriores. E mais: não aceitaram Jesus Cristo, o Filho do dono da “vinha” e o mataram. Nós corremos o perigo de fazermos assim também: ficarmos na exterioridade, não darmos frutos e acabarmos renegando Jesus. A negação de Jesus se dá quando negamos o próximo e recusamos a ajuda de Deus.

Um dos motivos que levaram os vinhateiros a não entregarem os frutos da vinha é o fato de que talvez eles tivessem passado os dias na farra e não tinham frutos para entregar. Os frutos que Deus quer são as obras de amor em favor do próximo, a justiça social (F.A. Ano A, pág. 348).

Dará a vinha a outros” (v.9), significa que Israel não é mais o povo de Deus. O Reino de Deus será dado aos pagãos e aos que desejarem, os que forem batizados e produzirem frutos de justiça e misericórdia. Será que nós, católicos, não estamos correndo esse risco de perdermos o Reino de Deus para os evangélicos, por exemplo? Quanto ao batismo, lembremo-nos de que não é só o batismo de água que existe. Há também o de desejo e o do martírio. Quem pratica as obras de Deus, vive uma vida cristã, mesmo que não conheça Jesus Cristo, é uma pessoa batizada pelo desejo. Quem não é cristão mas morre para não pecar, também recebe o batismo de sangue, do martírio.

Marcos 12,13-17: O IMPOSTO A CÉSAR.

É preciso lembrar que Jesus não quer dizer que os cristãos não devem lidar com a política. Até pelo contrário. É preciso lutarmos pela justiça social, pelo bem estar da sociedade e de todos. Se para isso tivermos de entrar na política, devemos, sim, fazer isso, e procurar moralizar a coisa lá por dentro.

O que Jesus quer dizer é que não devemos nos esquecer que tudo pertence a Deus, inclusive o próprio César. Ele não deve ser adorado como um deus. Também nos lembra que nos é lícito usarmos os bens materiais e o dinheiro, desde que com honestidade e sempre visando o bem dos outros e da sociedade.

Marcos 12,18-27: A RESSURREIÇÃO DOS MORTOS

Ninguém sabe ao certo como será o paraíso depois da ressurreição. O que Jesus nos ensina é que não terá a vida materializada como a temos atualmente. Os motivos de nossa vida serão outros que a alimentação e a procriação. E nos sentiremos muito felizes com essa nova ordem das coisas.

A Igreja Católica nos ensina que, após nossa morte, ficaremos aguardando a ressurreição final. Entretanto muitos teólogos afirmam que, como ao sairmos desta vida entraremos, com nosso corpo imortal e espiritualizado, numa vida em que não há tempo nem espaço, isso acontecerá imediatamente após a nossa morte. Não há sentido esperarmos até o final do mundo, porque lá não há como contar o tempo, pois na vida eterna não existe o tempo.

Eu sempre costumo pensar apenas na ressurreição, sem me preocupar com os detalhes. Devemos lutar para vivermos bem esta vida, a fim de termos direito à outra, no céu.

Marcos 12,28-34- O PRIMEIRO MANDAMENTO

Os fariseus e os escribas achavam que o mandamento mais importante era o de guardar o dia de sábado, pois “Amar a Deus sobre todas as coisas” significaria “guardar o dia do sábado, dedicado ao Senhor”. É como muitos cristãos fazem hoje, ou seja, acham que amar a Deus é ir à missa aos domingos. Jesus lembra, nesse trecho, que amar a Deus não se traduz em frequentar o templo, mas em amar as pessoas como a nós próprios, como Deus nos ama.

Marcos 12,35-37: O CRISTO, FILHO E SENHOR DE DAVI.

Jesus é descendente de Davi, mas é superior a ele, porque é o seu Deus e Senhor, é o nosso Deus. Nesse sentido, Davi lhe é inferior, apesar de ser seu antecedente.

Marcos 12,38-40:- OS ESCRIBAS JULGADOS POR JESUS

Amar, respeitar e usar misericórdia para com o próximo é a melhor forma de amar a Deus e receber o céu como herança. Os escribas não possuíam essa misericórdia, não eram humildes nem sabiam partilhar.

Marcos 12, 41-44:- O ÓBULO DA VIÚVA

Sempre devemos partilhar, tanto os bens como nossa vida, nosso trabalho em favor dos outros. Quem não tem bens, pelo menos partilhe a sua própria pessoa, no serviço ao próximo. Uma pessoa rica, mas idosa e donete, estando ou não abandonada pela família, é uma pessoa tão necessitada quanto às pessoas pobres.

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