sábado, 11 de fevereiro de 2012

OS MANDAMENTOS DA IGREJA



                      
    
   Os cinco mandamentos da Igreja são:

  
 1 – Participar das missas inteiras nos domingos e dias santos;






2- Confessar-se ao menos uma vez por ano ou quando tiver pecados graves.


   3 – Comungar ao menos uma vez por ano, no tempo pascal. 

   



 
  4 – Jejuar e não comer carne na quarta-feia de cinzas e na Sexta – Feira Santa.


  5 – Pagar o dízimo segundo o costume da igreja à qual pertence.
      Sobre o jejum, o Pe. Fernando Cardoso (ver site no índice) disse algo muito precioso no dia 2/09/2011, em que se refletia sobre o jejum, trecho que você pode ver depois da homilia dele. É importante esse conhecimento, porque muitos não dão valor algum hoje em dia ao jejum, e acham que ele só consiste em deixar o alimento!

02 de setembro de 2011
   
     O jejum era prescrito por profetas, embora, às vezes, eles o condenassem por se ter transformado em jejum formalístico, não seguido de verdadeira conversão do coração; é o caso de Isaías. O sentido do jejum do Antigo Testamento não mudou, isto é, não mudou a prática da abstenção de alimentos em dias determinados.

     O Cristianismo ampliou o significado do jejum. Não precisamos necessariamente pensar em abstinência de alimentos; podemos pensar em outros jejuns: ver menos televisão, fazer o jejum dos olhos, dos ouvidos, deixar conversas inúteis... 

Se me privo de alimentos para sentir na própria carne que “não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus”, dou um sentido nobre ao jejum, isto é, que as realidades deste mundo não são plenamente satisfatórias. Se ponho um freio no uso do sexo, quero com isso afirmar que ele não é tudo na minha vida. Se deixo de tecer comentários desairosos a respeito da vida alheia, estou sendo mais caridoso - esses são os jejuns que agradam a Deus.

     Aprendamos que existem muitas formas de jejuar, sobretudo com o corte daquilo que é espiritualmente excessivo ou que se torna obstáculo em nossas relações com Deus.

     O Espírito Santo toma-nos pelas mãos - evidentemente aqueles que o permitem - porque respeita a liberdade. Leva-nos ao deserto como conduziu outrora Jesus e faz-nos aquilatar com mais critério as realidades que não merecem nossas melhores esperanças.

     Nascemos sós e morreremos sós também. Cada qual morre a própria morte. A amizade terrena mais profunda um dia deixará de existir. O Espírito Santo vai-nos mostrando tais coisas e faz-nos ver que realidades buscadas com excessivo ardor geram desilusão. Nosso coração continua a querer algo que não se encontra no que é terreno. Aquele que é conduzido por Deus ao deserto e permite que o Espírito lhe fale ao coração percebe quanto é pobre. 

Nesse momento, Ele inicia o trabalho de desmantelamento dos nossos falsos ídolos. Começa a esculpir no coração o rosto do verdadeiro amigo, Jesus Cristo. Leva-o a ter verdadeira paixão por Ele, a ter saudade de Jesus, a ser invadido por desejo inexprimível de partir deste mundo para estar com Ele.

     Quem pode dizer como Paulo: “Para mim, viver é Cristo, e morrer é lucro?” Desejo agradar a Jesus de todas as formas em todos os dias de minha vida? Santo Agostinho dizia, no auge da sua luta pela conversão: “Tu estavas dentro de mim e eu estava fora, Tu clamavas dentro e eu me distraía fora, Tu me chamavas e eu não Te ouvia, mas me distraíam exatamente aquelas coisas que, se não tivessem sido criadas por Ti, simplesmente não existiriam. Clamaste e rompeste minha surdez! Tarde na vida eu Te amei, oh beleza tão antiga e tão nova, tarde eu Te amei.” 

Agostinho, embora tarde, descobriu a beleza; outros não a descobrem. Santa Tereza de Jesus, na hora da morte, disse: “Finalmente chegou a hora de nos vermos.” Há cristãos que, à beira da morte se desesperam, por não terem alimentado durante a vida uma esperança escatológica.

                    (Pe. Fernando Cardoso. Ver site no índice).

Evangelho - Lc 5,33-39
Mas dias virão em que o noivo será tirado do meio deles.
Então, naqueles dias, eles jejuarão.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 5,33-39

Naquele tempo:
Os fariseus e os mestres da Lei disseram a Jesus:
'Os discípulos de João, e também os discípulos dos fariseus, jejuam com freqüência e fazem orações. 

Mas os teus discípulos comem e bebem.' Jesus, porém, lhes disse:'Os convidados de um casamento podem fazer jejum enquanto o noivo está com eles? Mas dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, naqueles dias, eles jejuarão.' Jesus contou-lhes ainda uma parábola:
'Ninguém tira retalho de roupa nova  para fazer remendo em roupa velha;  senão vai rasgar a roupa nova,  e o retalho novo não combinará com a roupa velha.  Ninguém coloca vinho novo em odres velhos;  porque, senão, o vinho novo  arrebenta os odres velhos e se derrama;  e os odres se perdem.

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