quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

A IGREJA CATÓLICA E A SUCESSÃO APOSTÓLICA


Foi fundada por Jesus Cristo, com os apóstolos e os primeiros discípulos. Ele deixou como seu representante aqui na terra o Apóstolo São Pedro, nosso primeiro papa. No dia de Pentecostes a Igreja foi santificada pelo Espírito Santo e se manifestou publicamente, dando início à difusão do Evangelho e do Batismo para que todos se tornem discípulos de Cristo. Essa difusão do evangelho pode ser lida em Atos capítulos 1 e 2.

Há três trechos principais que nos dão essa certeza: Mateus 16,18-19: “Tu és Cefas (Rocha, traduzido em português como Pedro, de Pedra), e sobre essa rocha (Pedro, ou na língua deles kefas, rocha), edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus. Tudo o que ligares na terra será ligado nos céus e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.”

Outro trecho é João 21,15-17, em que Jesus pede que Pedro apascente suas ovelhas e seus cordeiros, pois ele iria ser chefe da Igreja. O trecho mais importante, porém, é de Lucas 22,32: “Pedro, eu, porém, orei por ti, para que tua fé não desfaleça. E tu, uma vez convertido, fortalece (confirma) os teus irmãos!” Essas palavras mostram a primazia de Pedro sobre os outros apóstolos. O papa é o sucessor de São Pedro.

Quanto à ORGANIZAÇÃO DA IGREJA, podemos dizer:

O papa mora no Vaticano, que é um pequeno país dentro da Itália, de 0,44 km², e possui embaixadores, chamados de Núncios Apostólicos nos países que têm entendimento com ele. O Vaticano tem dívida externa, como os outros países, e muitos gastos. Sua riqueza principal está nas obras de arte, que não podem ser vendidas, de modo que não está certo falar que a Igreja é tão rica quanto se diz.


 O papa dispõe de uma quantia em dinheiro para ajudar as catástrofes no mundo (furacões, terremotos, enchentes), que lhe é enviada pelos católicos do mundo inteiro no dia de São Pedro (29 de julho), numa oferta chamada “Óbulo de São Pedro”.

Os bispos são sucessores dos Apóstolos nas dioceses, e receberam o terceiro grau do sacramento da Ordem. Os presbíteros, também conhecidos como padres, são auxiliares dos bispos e receberam o segundo grau. Os párocos são os padres que cuidam das paróquias, formadas pelas comunidades, que por sua vez, são formadas pelas famílias.

Padre diocesano ou secular é o padre que pode continuar a viver na família, se quiser, e não faz os votos, a não ser o do celibato (=não se casar). Não precisam obrigatoriamente obedecer ao bispo a que são vinculados. Nunca saem dos limites da diocese, a não ser que queiram. Podem ter bens duráveis em seu nome. Ganham dois a três salários e têm que se manter sozinhos, mesmo quando adoecem. Geralmente a diocese paga para eles um plano de saúde. Moram sozinhos ou em grupos, mas a seus critérios (os religiosos são obrigados a viverem sempre em comunidade).

Já os religiosos são homens e mulheres que fazem votos de castidade, pobreza e obediência e vivem em pequenas comunidades. Não podem viver em suas famílias. Há religiosos que são padres, e outros que não são.

O voto de castidade: não podem casar-se e qualquer pecado nesse assunto se torna para eles um pecado mortal. Oferecem a Deus sua castidade, as mulheres inclusive sua virgindade (se não são viúvas).

O voto de pobreza: não podem possuir nada em seu próprio nome. Tudo o que possuem na verdade pertence à congregação religiosa em que são vinculados. Qualquer pequena posse, às vezes necessária, tem que ter a permissão do superior. Nesse ponto são mais bem assistidos que os padres diocesanos, porque têm toda a assistência da congregação a que pertencem. Não possuem nada, mas têm direito a tudo, ao contrário do padre diocesano, que tem que cuidar de si mesmo na velhice, a não ser que a diocese lhe seja favorável e misericordiosa.

Pelo voto de obediência, consagram sua liberdade a Deus por meio de um superior (uma superiora), às vezes tão pecador (a) como eles, ou até mais. É considerado o voto mais difícil de se cumprir, mais ainda do que o voto de castidade.

Eis algumas congregações: passionistas, redentoristas, jesuítas, xaverianos (as), franciscanos(as), capuchinhos(as), missionários e missionárias da Consolata, salesianos (as), Irmãs da Providência, Irmãozinhos e Irmãzinhas de Jesus, do Evangelho, eremitas, monges e monjas beneditinos (as), camaldulenses, cistercienses, etc. No nossos blogs “eremitas” e “gritar o evangelho”, você encontra mais textos sobre a vida religiosa, que deve ser entremeada pelo silêncio e oração contemplativa para ter sentido. Uma vida religiosa barulhenta não é vida religiosa autêntica.

Cardeal é um título de honra que se dá a alguns arcebispos e bispos, a critério do papa, e podem votar no novo papa,quando o atual morre. Monsenhor também é um título de honra, geralmente dado ao pároco da catedral.

Os diáconos recebem o primeiro grau no sacramento da Ordem e ajudam os sacerdotes, mas são ligados diretamente aos bispos. Podem ser casados (nesse caso não podem ser ordenados sacerdotes) ou solteiros (nesse caso, se quiserem podem ser padres).

Várias dioceses formam uma Província Eclesiástica, em que a diocese principal é chamada de Arquidiocese, e o seu bispo, de Arcebispo. As Províncias Eclesiásticas são coordenadas

Quanto à SUCESSÃO APOSTÓLICA, que dá garantia de que o que os padres e os bispos fazem em matéria dos sacramentos, é válido, ou seja, é o próprio Cristo que faz, podemos dizer o seguinte:


Jesus consagrou ou, como diríamos hoje, ordenou os Apóstolos, dando-lhes a incumbência e o poder de consagrar o pão e o vinho como seu Corpo e seu Sangue, de perdoar os pecados e deu-lhes a missão de pregar o evangelho. Os Apóstolos passaram esses poderes, essa missão, essa incumbência, para seus discípulos e assim sucessivamente, até os dias de hoje.

Isso é um dos principais pontos que tornam a Igreja Católica diferente de outras Igrejas que romperam essa corrente, como as Igrejas protestantes da reforma e as que surgiram depois disso. O padre é padre não porque estudou, mas porque recebeu a ordenação sacerdotal, recebeu esse poder e missão do bispo. O homem que se torna padre tem sua estrutura pessoal completamente modificada, nunca deixará de ser padre, mesmo que deixe o ministério, seja qual for o motivo. Mesmo que ele volte ao estado de leigo, sempre suas orações vão ser sacerdotais, ou seja, feita em nome de todo o povo. “Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedec” (Hebreus 5,5). A principal distinção entre leigo e sacerdote é exatamente esse: o sacerdote sempre que reza, está intercedendo pelo povo.

Pergunto: Você tem rezado pelo seu pároco?

Já pensou em ser padre (se for homem) ou Irmã (se for mulher)?

Você já pensou em ser catequista ou trabalhar em alguma atividade na paróquia, se já não o faz? Todos somos missionários!


POR QUE A IGREJA NÃO VENDE TUDO O QUE TEM PARA AJUDAR OS POBRES?

10 julho 2012Autor: Bíblia Católica | Postado em: Igreja
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Fonte: Apostolado Spiritus Paraclitus


Esta é uma pergunta bastante pertinente e apesar de antiga, nunca deixou de ser atual, aliás, ultimamente, com o apetite cada vez mais voraz que a mídia secular demonstra ter para escornear a Igreja Católica, ela torna-se ainda mais relevante. Sendo assim, vamos direto aos fatos, porque apesar de haver um grande número de “bem-intencionados” Judas Iscariotes,, sejamos francos, dentre eles são poucos os que são dados à leitura e à pesquisa. Assim, não é prudente que me extenda muito.

Mas Judas Iscariotes, um dos seus discípulos, aquele que o havia de trair disse. Por que não se vendeu este bálsamo por trezentos denários e não se deu aos pobres? (João 12,4-5)

A igreja Católica é a instituição mais antiga da terra. Se fosse uma empresa privada, seria a maior do mundo, não apenas em tamanho mas em termos de volume do seu patrimônio e sua riqueza e por sua presença em quase todo o país do mundo. Sua importância, porém, não se restringe ao seu tamanho e número de fiéis batizados.

 Foi a Igreja Católica que criou, por exemplo, o sistema universitário, os métodos de pesquisa científica ou a filantropia institucional, sem a qual a palavra caridade, que significa amor, não teria sequer o sentido que têm hoje nas sociedade ocidentais. Contudo, apesar de inúmeros outros feitos de valor, o mais notório deles: a caridade da Igreja Católica, é infelizmente, ignorada tanto pelos católicos como não-católicos. Assim, a Igreja Católica é sistematicamente cristicada por sua riqueza.

Deus Caritas Est – Deus é Amor
Mas se a Igreja é tão rica e poderosa, por que não vende tudo o que possui para ajudar aos necessitados?”

Vamos ao números e fatos:

A Igreja Católica mantém na Ásia: 1.076 hospitais; 3.400 dispensários; 330 leprosários; 1.685 asilos; 3.900 orfanatos; 2.960 jardins de infância. Na África: 964 hospitais; 5.000 dispensários; 260 leprosários; 650 asilos; 800 orfanatos; 2.000 jardins de infância. Na América: 1.900 hospitais; 5.400 dispensários; 50 leprosários; 3.700 asilos; 2.500 orfanatos; 4.200 jardins de infância. Na Oceania: 170 hospitais; 180 dispensários; 1 leprosário; 360 asilos;60 orfanatos; 90 jardins de infância. Na Europa: 1.230 hospitais; 2.450 dispensários; 4 Leprosários; 7.970 asilos;2.370 jardins de infância.

No Brasil, podemos seguramente dizer que a contribuição da Igreja Católica para a Saúde pública foi mais valiosa do que a de qualquer outro governo já existente no país. Na década de 50, quando a rede pública de saúde ainda não contava com uma capacidade operacional expressiva, eram as casas de caridade da Igreja Católica que cuidavam das pessoas que não tinham condições de se tratarem em um hospital. As Santas Casas de Misericórdia e Sanatórios eram e continuam a ser dirigidos e subsidiados pela Igreja Católica, e têm as freiras e religiosos católicos como sua principal fonte de recursos humanos.

Seria quase impossível listar e numerar as atividade e contribuições da Igreja Católica no campo da caridade. O vídeo abaixo mostra algumas maneiras pelas quais a Santa Igreja tem, ao longo dos séculos, posto em prática as palavras de Cristo sobre a caridade e o amor ao próximo. (Ver o vídeo no site Bíblia Católica);

Tudo o que fizerdes ao mais pequeninos dos Meus irmãos, o fazeis a Mim.” (Mt 25:40)





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