quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

OS SACRAMENTOS



O sacramento é um gesto, um sinal visível que mostra a graça invisível de Deus. Foram instituídos por Jesus Cristo. A água, no Batismo, por exemplo, indica perdão, purificação, vida. O óleo do Crisma simboliza a força do Espírito Santo. O anel do casamento simboliza o vínculo entre os nubentes. Na Unção dos doentes, o óleo simboliza a força da cura e do conforto. Na Eucaristia, o pão e o vinho, alimentos, lembram que o Corpo e o Sangue de Jesus é o alimento por excelência.

Os sacramentos não dependem da santidade do ministro, mas dependem da sinceridade, da boa disposição de quem os recebe. Mesmo que o ministro daquele sacramento esteja em pecado grave (o que seria lastimável), se a pessoa que o recebe está sendo sincera, vai receber a graça ministrada por aquele sacramento.

O BATISMO
O Batismo nos perdoa todos os pecados e o pecado original. É recebido uma só vez na vida, nos torna filhos adotivos de Deus, membros da Igreja Corpo Místico de Cristo, nos permite a Salvação Eterna e nos infunde o Espírito Santo e nos tornamos seu templo, tornando-nos, como Jesus Cristo, sacerdote, profeta e rei. A circuncisão do Antigo Testamento se reflete, no batismo, com o fato de que ela deve ser feita no coração, ou seja, devemos erradicar o pecado de nossa vida, e esse é o maior efeito do Batismo em nós: arrancar de nós o pecado. Textos bíblicos sobre o batismo e sobre como o Batismo é a circuncisão do coração: Mateus 28,18-20; Marcos 16,16 e cap. 1,9-11; Atos 2,38; Colossenses 2,11-12; Deuteronômio 10,16 e Jeremias 4,4.

Quanto ao Batismo de crianças, é permitido, pois a circuncisão, depois substituída pelo batismo, como diz Romanos 2,29 e a citação acima de Colossenses, era feita no 8º dia de nascimento e inseria o menino no povo de Deus, como ocorre com o Batismo, que nos insere no novo povo de Deus, a Igreja.

No Novo Testamento estão subtendidos vários casos de Batismo de crianças, como os filhos de Cornélio (Atos 10,1.14. 44-48); os filhos de Lídia (Atos 16,14-25), os do carcereiro (Atos 16,31-33); de Crispo (Atos 18,8); de Estéfanas (1ª Coríntios 1,16).

A CRISMA

O Sacramento da Crisma é um complemento ao do Batismo e nos infunde o Espírito Santo como força divina. É dado depois dos 12 anos de idade e fortalece o(a) católico(a) para escolher e trilhar o caminho estreito do bem, para poder ser atuante na comunidade e fora dela, como os profetas Isaías, Jeremias, Ezequiel, Elias etc, tornando-o o sal da terra, a luz do mundo e o fermento da massa, como podemos ver em Mateus 5,13-16; cap. 13,33; Atos 2,1-13; João 20,22-23; cap. 16,13-14; cap. 3, 5-8; Atos 19,2-7.

O Espírito Santo de Deus está conosco desde o Batismo, e sua força é completada com a Crisma. Durante a vida precisamos deixar que o Espírito Santo atue em nós, nos fortaleça com o fogo do seu Amor, e recebemos, desse modo, seus 7 dons: Sabedoria, inteligência, conselho, ciência, fortaleza, piedade e temor de Deus. Se não permitirmos que Ele atue em nós, Ele não vai nos abandonar, mas, respeitando a nossa decisão, não nos obriga a ouvi-lo, a seguir suas inspirações. Muitos movimentos da Igreja, atualmente, chamam isso de “Batismo no Espírito Santo”. Não é que somos batizados outra vez, mas sim, que nós aceitamos o Espírito Santo em nossa vida e permitimos que Ele nos inspire, nos ajude, nos leve à santidade. Veja no Curso do Crisma uma explicação mais completa sobre os sete dons do Espírito Santo.




A EUCARISTIA


É ao mesmo tempo a Missa, a hóstia e o vinho consagrados como Corpo e Sangue de Jesus Cristo. Ela torna presente, aqui e agora, a Santa Ceia, o Sacrifício da Cruz e a Ressurreição do Senhor. É a Eterna e Nova Aliança de Deus com seu povo, que somos nós. A palavra Eucaristia significa “Ação de Graças”.

Na Eucaristia, ou seja, na Santa Missa, o celebrante, no momento da Consagração, se torna o próprio Cristo, por mais pecados que tenha, e repete as palavras que Ele pronunciou na Santa Ceia: “Isto é o meu Corpo... Isto é o meu Sangue...” e o pão e o vinho se tornam o Corpo, o Sangue, a alma e a divindade de Jesus Cristo. Com a comunhão, unimo-nos a Cristo e formamos, com Ele, um só corpo. Jesus está inteiro tanto no vinho como no pão consagrados.

Recebendo Jesus dentro de si,o cristão também se torna o perfume de Cristo, para os que se salvam ( veja isto em 2ª Coríntios 2,15). Para isso, deve lutar contra o pecado, que tira o perfume e deixa no lugar o mau cheiro do maligno.

Hebreus 12,4 diz que essa luta contra o pecado deve ser até ao derramamento de sangue! Diz também 1ª Coríntios 11,23-30: Aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será réu do Corpo e do Sangue do Senhor”.

Em João 6,53, Jesus fala que só entrará no céu quem receber o seu Corpo e o seu Sangue. A Ceia dos não católicos, salvo algumas exceções (como os ortodoxos, os anglicanos), é apenas um ato simbólico, mas quem lê a bíblia de modo sincero, também comunga Jesus. Textos para meditar sobre o assunto: João, capítulo 6 todo, 1ª Coríntios 11,21-32; cap. 20, 11.

PENITÊNCIA OU CONFISSÃO


É para recebermos o perdão de nossos pecados cometidos após o Batismo. Todos os pecados são perdoados por Deus a quem pedir perdão e comprometer-se a não pecar mais. 


Devemos sempre pedir perdão dos pecados, sejam eles leves ou graves. A Igreja Católica pede que confessemos os nossos pecados ao padre pelo menos uma vez por ano. Não precisamos falar ao padre que nos confessa nossos pecados mais leves, só os graves. 


Os pecados leves são perdoados pelo pedido de perdão acompanhado de penitência, sacrifícios, renúncias, orações, atos de caridade, como visitas aos doentes e ajuda aos pobres etc.

Na hora da confissão, como na comunhão, o padre se torna o próprio Cristo, age na pessoa de Cristo. Quando ele nos dá a absolvição (o perdão), é o próprio Cristo quem nos está perdoando.

Há um trecho de Jeremias, entretanto, que mostra o que muitos católicos fazem: confessam-se sem um propósito firme de não pecar mais, e voltam logo ao pecado. Deus não é bobo, não se deixa enganar. Pode ser que ele seja paciente uma ou duas vezes, mas se insistirmos em fazer isso, talvez ele nos abandone a nós mesmos (confira em Jeremias 7, 9-10). Se isso ocorrer, estamos “fritos”!

UNÇÃO DOS ENFERMOS


Está baseada em Tiago 5, 14-15; “ Está alguém enfermo entre vós? Chame os presbíteros da Igreja para que rezem sobre ele, ungindo-o com óleo, em nome do senhor. E a oração feita com fé salvará o enfermo e o Senhor o aliviará. E se tiver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados.” O sacerdote unge o doente para curá-lo e lhe dá absolvição. Quando o doente não se cura, fica forte espiritualmente para vencer os sofrimentos e sua tribulação.

Eis alguns textos que falam sobre os doentes:Tiago 5,14-15; Marcos 6,13; Sobre curas: Mateus 4,23; cap. 10,8; Marcos 16,18; Lucas 4,18; cap. 9,1-2; cap. 10,9; Atos 10, 38; cap. 14,9; 1ª Coríntios 12,28.30.

O SACRAMENTO DA ORDEM



Pelo sacramento da Ordem o rapaz se torna diácono (primeiro grau), o diácono se torna padre (presbítero, segundo grau), e o padre se torna bispo (terceiro grau). Essas ordenações vieram desde Jesus, que ordenou (sagrou) os Apóstolos, os Apóstolos ordenaram os seus discípulos, e assim sucessivamente até hoje em dia. A essa corrente, que nunca foi quebrada, rompida, se dá o nome de Sucessão Apostólica. Veja na lição sobre a Igreja Católica mais explicação sobre a sucessão apostólica, que torna válidos todos os sacramentos conferidos pelos diáconos, sacerdotes e bispos. 

O SACRAMENTO DO MATRIMÔNIO



É a união do homem e da mulher num só corpo, numa vida conjugal, em que os dois se comprometem a ficarem unidos até a morte de um dos dois. É a Igreja doméstica, para a santificação de todos. Simboliza a união de Cristo (o noivo) com sua Igreja ( a esposa).


 Como os ministros do casamento são os próprios noivos e não o padre, qualquer pessoa, mesmo um leigo, pode presidi-lo validamente, com autorização do bispo local. Se houver a má fé ou incapacidade de um ou dos dois nubentes, o casamento pode ter sido inválido ou nulo (casar “na marra”, por exemplo: nesse caso, não há casamento). Esses casos são resolvidos pelo Tribunal Eclesiástico.

Quanto aos demais problemas do casamento, a matéria é muito extensa. Em resumo: Quanto à limitação dos filhos, a Igreja só aceita a limitação feita por métodos naturais, pois o casamento tem como objetivo principal a prole. Quanto ao aborto, a Igreja condena qualquer tipo de aborto, mesmo quando é fruto de estupro, assim como condena todos os métodos concepcionais abortivos. Quanto ao casamento, só aprova entre um homem e uma mulher.

Pergunto: Você se confessa pelo menos uma vez por ano?

Comunga pelo menos no final de semana?

Estuda o catecismo e a bíblia sempre?

Textos: Mateus 19,4-6; Gênesis 1,27-28; cap 2,16-24; Efésios 5,25-32; cap. 19, 3-9; Marcos 10,2-12; ; Lucas 16,18; Romanos 7,2-3; 1ª 7,2-11; Efésios 5,21-33; Colossenses 3,18-19; 1ª Pedro 3,1-7.

3 comentários:

  1. Muito bom mesmo paramos e pensamos nessas 3 perguntas.

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    1. Sejam sempre bem vindos. Mandem suas críticas! Deus abençoe a todos.
      teofiloaparecido@gmail.com

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    2. Sejam sempre bem vindos. Mandem suas críticas! Deus abençoe a todos.
      teofiloaparecido@gmail.com

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