sábado, 11 de fevereiro de 2012

12- O SERMÃO DA MONTANHA


OS ENSINAMENTOS DE JESUS. 

Muitos dos ensinamentos de Jesus estão reunidos no que chamamos “Sermão da Montanha”(Mt cap. 5,6 e 7; Lucas 6,20-49); outros, nas parábolas. A seguir coloco um resumo dos ensinamentos do Sermão da Montanha para lermos e meditarmos; mais adiante, os ensinamentos das parábolas:

a)- FELIZES OS POBRES EM ESPÍRITO

Ser pobre em espírito é não se apegar aos bens materiais, por saber que Deus nunca nos abandonará. Deixar os gastos supérfluos para ajudar os pobres e necessitados. A raiz de todos os males é o dinheiro, diz S. Paulo em Timóteo 6,7-10. Quem é pobre em espírito é feliz porque é livre: não é escravo do dinheiro. Jesus foi pobre e humilde e foi o homem mais feliz que existiu.

Apesar de ser dono de tudo o que existe, pois tudo foi criado por Ele, na Santíssima Trindade, ele quis nascer pobre, viver com os pobres, se alimentava na companhia deles (aliás, também com os pecadores), apesar disso ser proibido pela religião judaica. Ele diz em Lucas 9,58: “O Filho do Homem (=ele, Jesus) não tem onde reclinar a cabeça”.

Jesus só recebe por discípulo a quem renuncia a tudo o que possui e diz isso em Lc 14,28-33. Veja Isaías 58. Precisamos confiar em Deus e não ter medo do futuro. Ele sustenta até os passarinhos! (Mt 6,26). É infeliz quem se apega ao dinheiro e aos bens materiais, vivendo com ambição desmedida e desespero, trabalhando feito louvo por medo de passar necessidade. Não deve ser a atitude de quem confia em Deus e segue seus caminhos (Provérbios 23,26).

Em Lucas 14,33 ele diz: “Qualquer um de vós que não renunciar a tudo o que possui, não pode ser meu discípulo!” Em Lc 6,24-25:”Ai de vós, ricos, porque tendes a vossa consolação! Ai de vós que estais agora saciados! Porque tereis fome!”.

Entretanto, Jesus falou a Zaqueu, após este ter prometido devolver quatro vezes o que roubara e dar metade do que tinha aos pobres (como era exigido naquele tempo para quem quisesse se arrepender e começar uma vida nova): “Hoje entrou a salvação nesta casa!” (Lc 19,9).

Também exigiu do jovem rico que ele vendesse tudo o que tinha para segui-lo (Lc 18,18-25). Jesus trouxe aos pobres a Boa-Nova da salvação. Em Mt 6,19-20, diz:”Não acumuleis tesouros para vós, aqui na terra, onde a ferrugem e a traça os consomem e onde os ladrões os roubam. Mas acumulai tesouros para vós no céu...” Em Mt 6,24: “Não podeis servir a Deus e às riquezas!”

Aprendamos a viver de modo simples, com o suficiente para uma vida confortável e digna,partilhando com os pobres e necessitados o que economizarmos. Deus nos ajudará e nada nos faltará, se soubermos, é claro, sermos vigilantes também no que se refere aos gastos supérfluos. Mateus 6,30-34:”Buscai em primeiro o Reino de Deus e tudo o mais vos será dado em acréscimo”.

b)- FELIZES OS MANSOS E HUMILDES DE CORAÇÃO

Jesus é manso e humilde de coração: “Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis repouso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu peso é leve” (Mt 11,29) e quer que todos nós também sejamos assim. Ser humilde não é ser tímido, mas conhecer nossos limites e fraquezas e aceitá-los. É reconhecer os próprios pecados, desvios, maldade, pedir perdão disso tudo a Deus, confiando a Ele a própria vida, nunca desprezando ninguém (Tiago 2,1-7; Mc 2,15-17 e 6,37-44). Jesus morreu justamente porque enfrentou as autoridades de seu tempo, que escravizavam o povo.

Quanto mais nos conhecermos e nos aceitarmos, mais humildes e pacíficos seremos. Se confiarmos em Deus, seremos sempre pacientes e humildes. Acharemos tempo para tudo e nada nos irritará. Nunca teremos pressa e passaremos a tratar os outros como Jesus quer que os tratemos. Nunca querer fazer tudo sozinho, mas sempre buscar a ajuda de Deus e a das pessoas capacitadas para aquela ação. “Quando eu sou fraco então é que sou forte!” (2Cor 12,10). Isto acontece porque teremos a ajuda divina: “Sou pobre e indigente, mas Deus cuida de mim!” ( Salmo 41,18). O orgulhoso é abandonado às próprias forças. Deus dirige nossa vida e é poderoso para fazer qualquer coisa(Ef. 3,20).

A ira e o orgulho vêm da falta de confiança nele. Façamos calmamente a nossa parte, com nossos limites e deficiências, procurando aperfeiçoar com a prática, mas sempre em paz, como diz Santa Teresa de Jesus: “Nada te perturbe, nada te espante, tudo passa. Deus nunca muda. A paciência tudo alcança. A quem a Deus tem, nada lhe falta. Só Deus basta!” Foi essa humildade e confiança que permitiu a Maria conceber e dar à luz o Filho de Deus (Lc 1,46-54).

Sabemos que não somos humildes quando nos irritamos diante de alguma crítica à nossa pessoa. O humilde nunca se importará, porque se conhece e sabe se aquelas críticas são verdadeiras ou falsas e não precisa provar nada a ninguém. Perceba como ser manso e humilde nos deixa livres! A humildade nos traz o perdão de nossos pecados (Lc 18,9-14; 1Pd 5,5-7). Sendo mansos e humildes, seremos também puros de coração, que é não mentir, não ter duas caras, não usar máscaras e ser sempre sincero. Somos apenas o que somos diante de Deus, e nada mais!

c)- SEMPRE DARMOS BOM EXEMPLO

Jesus Cristo insistiu muito sobre o bom exemplo. O anúncio do Evangelho vem antes pelo testemunho que por outros meios, como diz Mc 6,7-13. Devemos não apenas proclamar, mas “gritar” o Evangelho com nossa vida, com nosso bom exemplo (Carlos de Foucauld). Desse modo, seremos o fermento da massa (Mt 13,33), o sal da terra, a luz do mundo. Isso inclui nunca julgarmos, que é o que fazemos quando julgamos que o outro fez o que fez por maldade, e nunca caluniarmos ninguém. Quantas vidas bonitas se perderam por causa da calúnia! Quando alguém é caluniado por coisas que não fez, passa a não dar mais bom exemplo, por causa do escândalo, e isso não é culpa dele (dela). Imaginem com que severidade vão ser julgados os que caluniaram!

Como acontece sempre, a vida de alguém caluniado é marcada para sempre e, faça o que faça, nunca vai ser acolhido como era antes das calúnias.

O bom exemplo de quem foi caluniado é, embora seja uma ação limitada, perdoar aos que o (a) caluniaram e recomeçar a vida como alguém que caminha num caminho de santidade. Muitos vão ver isso e sua vida passará a ser novamente um bom exemplo, embora com alcance mais limitado que anteriormente.

d)- PERDOAR SEMPRE E SEM LIMITES

Jesus diz que devemos perdoar setenta vezes sete vezes, o que significava para eles, perdoar sempre (veja em Mt 18,22). Em Lc 17,4,: “Se teu irmão pecar contra ti 7 vezes por dia e 7 vezes retornar dizendo que está arrependido, tu o perdoarás!”

Em Mt 6, 14-15 Jesus diz que o Pai só nos perdoará se perdoarmos aos que nos ofenderam. Perdoar, porém, não é “deixar pra lá”. Se for preciso aplicar algum corretivo, devemos fazê-lo, mas sempre com caridade. Jesus pede, também para tirarmos qualquer pensamento de vingança. Diz Romanos 12,19:”A mim pertence a vingança, eu é que retribuirei, diz o Senhor”.

Jesus quer que amemos a todos, sem ódio, sem ofensas, não rir dos outros, não humilhá-los, não julgá-los, não nos vingarmos. A vingança e a maldade não valem a pena! Nós somos sempre perdoados por Deus de pecados muito graves e por isso precisamos perdoar sempre aos que nos ofenderam em coisas que, diante do que devemos a Deus, é nada!

O súdito daquele rei da parábola devia a ele o equivalente a 3 milhões de gramas de ouro (faça a conta para ver que fortuna!), o que equivale 10 mil talentos (cada talento pesa cerca de 34 quilos). Ele foi perdoado, mas ao sair de diante do rei, não quis perdoar a um amigo que lhe devia o equivalente a 450 gramas de ouro. Resultado: o rei o chamou de volta e o mandou prender “até que pagasse tudo”, ou seja estaria até agora na prisão...

e)- DEUS SEMPRE NOS PERDOA !

Se ele nos pede isso, é porque também pratica! A condição que ele põe é que peçamos perdão. Os pecados graves devem ser confessados a um sacerdote (veja Mt 16,18-19; Jo 20,22-23; Tiago 5,16). Os outros pecados, que não são graves, são perdoados se pedirmos perdão diretamente a Deus e fizermos atos de misericórdia e de caridade: “A caridade cobre a multidão de pecados (1 Pd 4,8).

O que nos proporciona também o perdão de Deus são os atos de reparação, as orações, jejuns (mesmo pequenos e abrangendo a renúncia de alimento, tevê, bebidas, pelo menos de vez em quando). Diz 1 João 1,9; “Se confessarmos os nossos pecados, Deus é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a culpa”.

O único pecado que não tem perdão é o cometido contra o Espírito Santo, que consiste em achar que Deus não pode ou não quer nos perdoar, e por isso acabamos não pedindo perdão. Veja 1 Jo 5,16-17; Mt 12,31-32; Hb 6,6.

f)- A MISERICÓRDIA NOSSA E A DE DEUS.

Jesus é misericordioso. Diz Ef 2,4: “Deus é rico em misericórdia”. Ele quer que também nós o sejamos, ajudando as pessoas, acolhendo-as, nunca desprezá-las e sempre perdoá-las. Tg 2,15-26 diz que a fé, sem as obras, é morta: ou seja, precisamos demonstrar a nossa fé ajudando os pobres e necessitados, não desprezando nem humilhando a ninguém.(Tg 2,1-10). 

Agindo assim, Deus também será misericordioso para conosco, não nos deixará faltar nada, como Jesus prometeu em Mt6,25-33. No Juízo Final seremos julgados segundo a misericórdia que tivemos ou não dos que precisam dela, como diz Mt 25,31-46. Diz também Tg 2,13: “A misericórdia vence (triunfa sobre) o julgamento”. A misericórdia implica, também em não julgarmos a ninguém. Veja Mt 7,1-4 e 1 Pd 4,3.

g)- OS DOIS CAMINHOS

Deuteronômio 30,15-20 pede que há dois caminhos à nossa frente, para escolhermos um deles: o bem e o mal, a vida e a morte. Deus pede que escolhamos o caminho do bem, a vida.

Em Provérbios 23,26, Deus nos diz: “Meu filho, dá-me o teu coração. Que teus olhos gostem do meu caminho”. Jesus diz em Mt 7, 13-14: “Entrai pela porta estreita; porque é larga a porta e espaçoso o caminho que conduz à perdição e muitos são os que entram por ela. Quão estreita é a porta e apertado o caminho que conduz à vida! E quão poucos são os que acetam com ele!”.

Santo Tomás de Aquino diz que é preferível andar devagar e mancando no caminho do bem a correr no caminho do mal.

Jesus pede em Mt 5,48 que sejamos perfeitos como o Pai celeste é perfeito, e 1 Pd 1,16, que sejamos santos (ou seja, que escolhamos o caminho apertado do bem) como Deus é Santo.

Quem escolhe o caminho do bem, escolhe Jesus, estará construindo sua casa sobre a rocha (Jesus), como diz Mt 7,24-27; Lc 6,47-49, e não sobre a areia (o pecado, o egoísmo). Vento algum poderá derrubá-la.

h)- A CASTIDADE

Jesus foi contra o adultério. João Batista morreu por ter denunciado o adultério de Herodes (Mc 6,17-29). Nenhum relacionamento sexual é permitido fora do casamento, como pode ser lido em Mt 5,27-32; Tg 4,4; Mc 6,17-29. Em João 8,11 Jesus perdoou a mulher adúltera, mas foi bem claro quando exigiu dela que mudasse sua vida: “Vai e não peques mais”.

Este é um assunto muito difícil, principalmente num mundo tão hedonista (=que ama o prazer pelo prazer) como o de nossa época, em que o sexo é idolatrado.

É necessário não só muita vigilância e oração, mas também muita humildade para reconhecermos nossas fraquezas e limites nesse campo. Se não tivermos cuidado podemos também ser caluniados e, nesse campo, a calúnia pode nos levar facilmente à prisão e estragar nossa caminhada. Afirmo e repito: neste assunto, “todo cuidado é pouco”.

Quanto ao homossexualismo e desvios em geral, a Igreja é bem clara: fora do casamento entre um homem e uma mulher, qualquer tipo de relacionamento sexual é pecado. Sem exceções. Os que sofrem esses distúrbios devem procurar uma vida casta, fortificando-se pela oração, vigilância e trabalhos que sublimem os impulsos sexuais. Nunca é tarde para recomeçar.

Levar uma vida casta hoje em dia é muito difícil, mas é algo muito compensador: o nosso relacionamento com Deus e com os (as) irmãos (ãs) se estrutura numa amizade sólida e forte, a paz inunda nosso ser de tal forma que nos enleva ao paraíso mesmo em vida. Passamos a ver as pessoas com outros olhos, sem aquela malícia de quem pratica esses atos indiscriminadamente. 

As tentações são fortes em certas ocasiões, em certos dias, mas depois se enfraquecem e nos deixam um pouco em paz. Esses dias de paz compensam todos os dias de tentações, se as vencermos.


RESUMO

No sermão da montanha de Mateus (cap. 5,6 e 7) ou no da planície de Lucas (cap. 6,20-49), Jesus aprofundou e ampliou o alcance desses 10 mandamentos. Não basta cumpri-los externamente, como se fossem um ritual, mas temos que mudar por dentro nossas atitudes. Jesus sempre criticava os escribas e fariseus justamente por causa do fato dele cumprirem uma santidade externa, apenas nos ritos, mas que não correspondia à prática da caridade. Nós, cristãos, para sermos autênticos, temos que praticar a caridade, a partilha, a oração e, sobretudo, mostrar com uma vida honesta, simples e pacífica, que realmente cremos em Deus e queremos ser discípulos de Jesus.

Eis a seguir, um resumo dos ensinamentos de Jesus no sermão da montanha de Mateus e no da planície de Lucas:

1- É mais feliz quem escolhe viver uma vida mais simples, mais pobre do que os que escolhem viver na riqueza e numa vida separada do serviço ao próximo. Dos pobres será exigido muito menos, no juízo final, que dos ricos.

2- É mais feliz quem procura resolver os problemas sociais, pessoais, familiares, comunitários, de modo pacífico, sem violência, do que os que buscam resolvê-los na ira, na guerra, na violência, na prepotência, na opressão. Os que sofrem injustiças serão julgados com menos rigor no juízo final.

3- É mais feliz quem age com misericórdia do que os que agem na base da cobrança, da crítica, os que julgam os outros. Com a medida que julgarmos, nós também seremos julgados. Julgar é pôr má intenção nos atos de alguém. Se apenas mostrarmos o erro para ser corrigido, não pecamos; pelo contrário, fazemos um ato de caridade. Por exemplo, se o meu filho quebrar um copo, vou dizer a ele simplesmente para ter mais cuidado, etc. Julgar seria dizer que ele quebrou o copo só para me irritar. Dizer isso a ele seria pecado.

4- É mais feliz o puro de coração, ou seja, quem age sem malícia, sem segundas intenções, do que os que procuram sempre usar máscaras, são “duas caras”, mentirosos, falsos. A sinceridade, ou seja, uma vida sem falsidade, atrai a misericórdia divina.

5- Desagrada a Deus quem tem o suficiente para viver bem e não ajuda os outros, ou seja, quem vive uma vida egoísta, e só pensa em si mesmo ou só na própria família.

6- Amar os inimigos é o que há de mais próprio no cristão. É o que o diferencia de todos os demais. Amar, entretanto, não significa gostar. Temos que amar (= querer o bem de) mesmo dos de que não gostamos. E como disse o papa João Paulo II, na carta do dia 01/01/2002, “o perdão não anula a justiça” ou seja, amar não é deixar impune, mas cuidar para que a pessoa tenha condições psicológicas, espirituais e físicas de mudar de vida e deixar o erro. O nosso testemunho de amor e misericórdia acaba transformando a vida do outro.

7- Tudo nesta vida passa, é passageiro. Só Deus nunca muda. (“Nada te perturbe, nada te espante, tudo passa. Deus nunca muda. A paciência tudo alcança. A quem a Deus tem, nada lhe falta. Só Deus basta – Sta. Teresa de Ávila). E Ele nos dá tudo o que for necessário para nossa vida. Não tem sentido, pois, nos apegarmos às coisas e mesmo ás pessoas. O apego às coisas materiais nos traz muitas decepções, desilusões e tristeza. Viver desapegado das coisas é viver livre, sem amarras, em plena liberdade. Empreste a quem lhe pedir algo emprestado. Nunca dê esmolas ou coisa semelhante para aparecer e com segundas intenções.

8- Com as boas obras e uma vida santa, conseguiremos atingir as outras pessoas mais até do que com as palavras, como diz o Irmão Carlos de Foucauld: “Gritar o evangelho com a vida” Um bom exemplo vale mais do que mil sermões. Nós, cristãos, somos o sal da terra e a luz do mundo (= a luz refletida de Jesus).

9- Quem cumpre a vontade de Deus é recebido por Ele

10- Sem a caridade e a misericórdia não entraremos no céu. Deixemos de lado a vingança e o ódio!

11- É preciso reconciliarmo-nos com todas as pessoas, perdoar, para sermos perdoados e recebidos pelo Pai.

12- O sexo foi feito para a procriação. A força sexual, tanto masculina como feminina foi feita para sermos sempre ternos, dóceis e amigos. Não é justo a usarmos como área de lazer. Diz 1ª Coríntios 6,13b-20 que devemos fugir da fornicação, que é qualquer contato carnal for a do matrimônio ou contra a natureza. O missal comenta isso (2ºdom. Comum B, 2ª leitura), dizendo que a fornicação é má em si mesma por três razões:

Primeira – É injustiça contra Deus, a quem pertence unicamente o nosso corpo (ou seja, nós mesmos), destinado à ressurreição.

Segunda – É um sacrilégio, porque pertencemos ao Corpo Místico de Cristo, e prostituímos, com a fornicação, um membro de Cristo.

Terceira – É uma profanação, pois somos templos do Espírito Santo que habita em nós.

Desse modo, a única relação sexual permitida é a feita entre marido e mulher, e tem mais: não pode ser feita nada contra a natureza. Jesus condena o adultério (Mt 5,27-32, Tiago 4,4). Joâo Batista morreu por ter denunciado o adultério de Herodes e foi elogiado por Jesus (Mc 6,17-29). Em João 8,11, Jesus perdoou a mulher adúltera, mas lhe disse para não mais pecar!

13- Se dissermos sempre a verdade, nunca precisaremos jurar por nada.

14- Seja nossa oração constante e confiante. Dedique mais tempo para rezar, no mínimo duas horas diárias. Reze sempre o terço.

15- Jejum só tem valor para Deus quando acompanhado da partilha e da misericórdia. Podemos fazer jejum de outras coisas que não seja alimento, como da tv, das palavras, etc.

16-Não basta a oração para não cairmos em tentação. Precisamos também VIGIAR, e sempre. Por mais que um alcoólatra reze, por exemplo, só vai deixar a bebida alcoólica se não entrar em bares e nunca tê-las em casa. “A lâmpada do corpo é o olho. Portanto, e o teu olho estiver são, todo o teu corpo ficará iluminado” (Mt 6,22).

17- Muitas vezes teremos de escolher entre fazer o bem ou o mal. Há certas companhias, certos lugares, certas festas, que, se quisermos servir a Deus, vamos ter que renunciar.

18- Quem dá do que tem, ou seja, quem partilha, pratica a caridade, ajuda, trabalha pelos outros, nunca será desamparado por Deus, nunca sentirá falta de nada. É o que chamamos “Providência Divina”

19- Deus sempre ouve nossas orações. Muitas vezes Ele não nos atende porque, em sua sabedoria divina, sabe que aquela graça iria atrapalhar nossa vida eterna em seu Reino.

20- Para não sermos iludidos pelos falsos profetas, procuremos sempre conhecer e seguir as orientações da Igreja.

21- Seguindo Jesus, ouvindo e praticando o que nos diz a Igreja, estaremos construindo a nossa casa sobre a Rocha, que é Jesus Cristo (Lc 6,47-49; Mt 7,24-27). Tempestade alguma poderá derrubá-la. Seguir os falsos profetas, as propagandas que nos fazem pecar e nos desviar do bom caminho, que põe mais fogo em nossas paixões, permanecer no nosso egoísmo, no nosso individualismo e comodismo, é como construir a casa sobre a areia, e qualquer chuvinha derruba. Quem “esculpir” a sua vida com a ferramenta divina, vai se dar bem, e sua vida nunca será destruída.

22- A gratidão foi muito percebida por Jesus. Ele criticou a gratidão de muitas pessoas e do povo. Em Lc 17,17-18, criticou a ingratidão dos leprosos que não voltaram para agradecê-lo da cura. Em Lc 19,41, chorou sobre a cidade de Jerusalém, motivado pela ingratidão de seus moradores. Em Mt 23,37-38, não só chorou sobre a cidade ingrata, mas se comparou a uma galinha choca, que puxa seus pintinhos para debaixo de suas asas. Em Mc 14,37, sente a ingratidão de Pedro por estar dormindo enquanto ele suava sangue de angústia no Getsêmani. Cuidemos para nunca sermos ingratos nem para com Deus nem para com ninguém! Nas orações diárias, agradeça sempre. Há pessoas que só pedem, pedem, e nunca agradecem!

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