sábado, 11 de fevereiro de 2012

11-A ENCARNAÇÃO DE JESUS

sábado, 26 de novembro de 2011


            

Certo dia Jesus ia terminar o madeirame de uma casa e precisava de ajuda, pois o trabalho não podia ser feito só por uma pessoa. José terminava uma porta para a mesma casa. Jesus, já com seus 20 anos de idade, pediu, então, ajuda a um seu amigo, que sempre o acompanhava aonde quer que fosse. O trabalho levou quase o dia todo.

À tardezinha, terminado o trabalho, eles convidaram o amigo para jantar com eles e ele aceitou. Após o jantar, Jesus e seu amigo saíram e foram contemplar o pôr do sol, não muito longe da casa. Ele já havia rezado bastante de madrugada e nas horas do dia previstas para isso, e iria rezar mais antes do repouso noturno.

O amigo, que admirava muito Jesus e se encantava com tantas coisas que aconteciam com ele e por causa dele, mesmo ainda sem os milagres, não resistiu a curiosidade e lhe perguntou:

“Jesus, eu tenho convivido com você há muito tempo e posso dizer com certeza: você não é deste mundo! Quem é afinal você?”

Jesus olhou para o horizonte, sol se pondo, sorriu e, sem desviar os olhos, respondeu. 

Nunca vamos saber o que ele podia ter respondido. Mas sabemos que a história bíblica dá duas versões para o assunto. As duas reconhecem em Jesus a filiação divina e, consequentemente, que ele é Deus (100%) e homem (100%) verdadeiro. Que ele não é filho carnal de José, mas que foi concebido por obra do Espírito Santo. Que antes de nascer aqui, ele existia como Palavra de Deus, ou Verbo de Deus (confira João capítulo 1 todo). Que, como sua carne é apenas proveniente de Maria, era parecidíssimo com ela, a mesma feição.

Alguns vão dizer que Maria, antes de morar com José, percebeu simplesmente que estava grávida. Como não tivera contato com homem algum, aquilo só podia ser obra do Espírito Santo. Ela regozijou-se, pois já havia se oferecido a Deus até então, e Ele podia fazer com ela o que bem entendesse (confira Mateus 1,18).

Outros vão dizer que lhe apareceu um anjo anunciando-lhe que Deus a escolhera para ser mãe de Deus, do Messias, e pedindo-lhe permissão, e ela dissera “Sim!” (confira Lucas 1,26-38).

Qual seria a versão correta?

Acho que nunca iremos saber. Talvez até Jesus não soubesse, pois pode ser que Maria nunca lhe havia dito isso, o como isso se deu. Jesus, ao tornar-se homem, limitou-se aos conhecimentos humanos, como todos os demais. Aprendia tudo, como diz Lucas 2, 52: “E Jesus crescia em sabedoria, estatura, e em graça diante de Deus e dos homens”.

Isso é bem lógico se levarmos em conta o crescimento normal das pessoas. Muitos tipos de conhecimento só se tornam possível com certa idade, com a maturidade das células do organismo e com o crescimento total do corpo, na fase adulta. Não “cabia” no cérebro de Jesus muita coisa que ele veio a conhecer mais tarde, como em nós mesmos, por mais inteligente e perfeito ele fosse!

A encarnação de Jesus foi autêntica e total! Não foi de brincadeira, ou fajuta. Basta ler Filipenses 2, 7:”Jesus esvaziou-se de si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens”.

Tenho certeza de que o rapaz que ajudou Jesus voltou para casa ao mesmo tempo maravilhado e curioso. Maravilhado por ter ouvido muitas coisas bonitas que ele lhe teria dito. Curioso para tentar entender tudo isso. A própria Maria não entendia o que estava realmente acontecendo. Pode conferir Lucas 2, 19: “Maria guardava todas estas coisas, meditando-as em seu coração” Assim também no versículo 51, quando Jesus lhe falou que devia cuidar das coisas de seu Pai.

Muitas vezes nos preocupamos muito com as explicações das coisas que aconteceram na história bíblica. A fé é suficiente para aderirmos ao que foi revelado e não é saudável para a nossa vida espiritual ficarmos especulando todas as coisas. Crer simplesmente! Será que não poderíamos fazer isso?

Maria e José não entendiam muito o que lhes estava acontecendo, mas confiavam no poder magnífico de Deus no meio deles. Ficar curiosamente indagando sobre todas as coisas é falta de fé!

Por outro lado, temos um tipo de necessidade de fazermos as coisas parecerem mais solenes, mais cheias de aparições e revelações estonteantes. Não é assim que acontecia com o pessoal da bíblia. As pessoas que receberam revelações, muitas delas não viram ninguém, não falaram com ninguém: apenas sentiram a inspiração divina que as orientava para aquele determinado sentido. Viviam pela fé, como diz Hebreus a respeito de Abraão: “Pela fé Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia”.

Ora, se Deus lhe tivesse aparecido, teria lhe explicado tudo. Foi pela fé, pela inspiração divina, como aliás acontece com qualquer um de nós, que ele agiu. E agora pode ser nosso juiz, quando não obedecemos a Deus com desculpas de que ele não nos apareceu pessoalmente.

Creiam nisto! Mesmo José e Maria, mesmo os maiores profetas, agiram e viveram pela fé, fé pura e simples. Muitos deles não viram e não ouviram nada a mais do que vemos e ouvimos. Agiram pela fé. Como acontece (ou deveria acontecer) conosco.

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