sábado, 19 de novembro de 2011

A INVEJA - PE. FERNANDO CARDOSO


19 de janeiro de 2012
Hoje o autor do Livro de Samuel toca uma tecla muito sensível para os tempos dele, e para os nossos também: a inveja. Saul matou mil, mas Davi matou dez mil. Assim cantavam, em coro, as jovens de Israel, diante da vitória de Davi sobre Golias. Mas este canto não agradou a Saul. “A mim deram-me apenas mil, enquanto a este pastorzinho lhe dão dez mil?” E, a partir daí, começa uma triste história de perseguição de Davi, por parte de Saul.
Que é a inveja? A inveja é uma patologia que nos habita, e ninguém de nós se diga imune de inveja. Quando se dá a inveja? A inveja, esta patologia que nos habita, e que normalmente não vem bem tratada, manifesta-se quando alguma pessoa de nosso conhecimento nos sobressai; quando alguma pessoa de nosso círculo é elogiada, ou elevada: “porque ele e não eu? Porque ele recebe mais do que eu? Porque ele é mais considerado do que eu?” E assim começa a inveja, que corrói o coração, e lhe retira a paz e a tranqüilidade, até se manifestar na forma de perseguição, que é o que acontecerá aqui, entre Davi e Saul.
Repito; é uma doença patológica, que se aninha em nossos corações. Não suportamos a superioridade dos outros; não suportamos o elogio que é dado aos outros, não suportamos que alguém seja mais importante do que eu. E, como conseqüência desta patologia, vem as mais diversas formas de eliminação, ou pretensão de eliminação, daquele rival.
Quem de nós nunca se tornou vítima desta doença? Quem de nós nunca sentiu inveja de alguém? Atenção; simplesmente gostar de ter uma coisa que o outro tem, não é o vício da inveja. Simplesmente gostar eu de ter um carro, ou uma casa que o outro tem, não é ainda inveja. A inveja acontece quando eu me entristeço ou, sobretudo, quando eu não tolero que ele possua, o que eu não possuo; quando eu não tolero que ele seja elogiado, e eu não. E, a partir daí, começo a olhá-lo com suspeição, ou com olhos maus, desejando, eu mesmo, a sua destruição.
Este é um pecado capital; um pecado realmente grave, que corrói o nosso interior e nos tira a paz. Examinemos a fundo, diante desta página, quantas vezes tivemos inveja, e o mal que a inveja faz a nossos corações.

O PAPA SE DIRIGE AOS JOVENS




Biblia Catolica News



Vaticano, 16 Dez. 11 
Em sua mensagem pela 45ª Jornada Mundial da Paz que será celebrada neste 1 de janeiro de 2012 e que foi divulgada hoje, o Papa Bento XVI fez um especial chamado aos jovens a não desanimar diante das dificuldades, a não ter medo ao sacrifício e a procurar sempre a Deus para viver os ideais do bem e da beleza.

Na mensagem titulada “Educar os jovens para a justiça e a paz” e dirigindo-se aos jovens, o Papa recordou que “não são as ideologias que salvam o mundo, mas unicamente o voltar-se para o Deus vivo, que é o nosso criador, o garante da nossa liberdade, o garante do que é deveras bom e verdadeiro (…), o voltar-se sem reservas para Deus, que é a medida do que é justo e, ao mesmo tempo, é o amor eterno”.

“Queridos jovens, vós são um dom precioso para a sociedade. Não lhes deixem vencer pelo desânimo ante às dificuldades e não lhes entreguem às falsas soluções, que com freqüência se apresentam como o caminho mais fácil para superar os problemas”.

Seguidamente o Santo Padre exortou a não temer: ” vós sois um dom precioso para a sociedade. Diante das dificuldades, não vos deixeis invadir pelo desânimo nem vos abandoneis a falsas soluções, que frequentemente se apresentam como o caminho mais fácil para superar os problemas.


Não tenhais medo de vos empenhar, de enfrentar a fadiga e o sacrifício, de optar por caminhos que requerem fidelidade e constância, humildade e dedicação. Vivei com confiança a vossa juventude e os anseios profundos que sentis de felicidade, verdade, beleza e amor verdadeiro. Vivei intensamente esta fase da vida, tão rica e cheia de entusiasmo”.

“Sabei que vós mesmos servis de exemplo e estímulo para os adultos, e tanto mais o sereis quanto mais vos esforçardes por superar as injustiças e a corrupção, quanto mais desejardes um futuro melhor e vos comprometerdes a construí-lo. Cientes das vossas potencialidades, nunca vos fecheis em vós próprios, mas trabalhai por um futuro mais luminoso para todos”.

O Papa Bento XVI animou os jovens dizendo: “Nunca vos sintais sozinhos! A Igreja confia em vós, acompanha-vos, encoraja-vos e deseja oferecer-vos o que tem de mais precioso: a possibilidade de levantar os olhos para Deus, de encontrar Jesus Cristo – Ele que é a justiça e a paz”.

A “vós todos, homens e mulheres, que tendes a peito a causa da paz! Esta não é um bem já alcançado mas uma meta, à qual todos e cada um deve aspirar”, alentou o Santo Padre.

No texto o Pontífice descreveu algumas das características do mundo atual em meio da crise econômica cujas raízes são culturas e antropológicas. “Quase parece que um manto de escuridão teria descido sobre o nosso tempo, impedindo de ver com clareza a luz do dia”, assinala.

“Esta expectativa mostra-se particularmente viva e visível nos jovens; e é por isso que o meu pensamento se volta para eles, considerando o contributo que podem e devem oferecer à sociedade. Queria, pois, revestir a Mensagem para o XLV Dia Mundial da Paz duma perspectiva educativa: 

“Educar os jovens para a justiça e a paz”, convencido de que eles podem, com o seu entusiasmo e idealismo, oferecer uma nova esperança ao mundo”, afirmou Bento XVI.

O Papa disse logo que “A Igreja olha para os jovens com esperança, tem confiança neles e encoraja-os a procurarem a verdade, a defenderem o bem comum, a possuírem perspectivas abertas sobre o mundo e olhos capazes de ver “coisas novas”".

Bento XVI se referiu logo à educação das novas gerações como a “a aventura mais fascinante e difícil da vida”.
“Educar – na sua etimologia latina educere– significa conduzir para fora de si mesmo ao encontro da realidade, rumo a uma plenitude que faz crescer a pessoa.

 Este processo alimenta-se do encontro de duas liberdades: a do adulto e a do jovem. Isto exige a responsabilidade do discípulo, que deve estar disponível para se deixar guiar no conhecimento da realidade, e a do educador, que deve estar disposto a dar-se a si mesmo”, explicou.

“Mas, para isso, não bastam meros dispensadores de regras e informações; são necessárias testemunhas autênticas, ou seja, testemunhas que saibam ver mais longe do que os outros, porque a sua vida abraça espaços mais amplos. A testemunha é alguém que vive, primeiro, o caminho que propõe”.

O primeiro lugar da educação, recordou, é a família: “Antes de mais nada, a família, já que os pais são os primeiros educadores. A família é célula originária da sociedade. « É na família que os filhos aprendem os valores humanos e cristãos que permitem uma convivência construtiva e pacífica.

 É na família que aprendem a solidariedade entre as gerações, o respeito pelas regras, o perdão e o acolhimento do outro ». Esta é a primeira escola, onde se educa para a justiça e a paz”.

Ante as ameaças e os desafios atuais que vivem a família, o Papa exorta aos pais a não desanimar-se: “induzam os filhos a colocar a esperança antes de tudo em Deus, o único de quem surgem justiça e paz autênticas”.

O Santo Padre também pediu aos educadores embarcar em sua missão respeitando e valorizando “em toda circunstância a dignidade de cada pessoa” e solicitou aos responsáveis políticos a ajudar “concretamente as famílias e instituições educativas a exercer seu direito-dever educar. Nunca deve faltar uma ajuda adequada à maternidade e à paternidade”.

O Papa recordou também que “os meios de comunicação de massa têm uma função particular: não só informam, mas também formam o espírito dos seus destinatários e, consequentemente, podem concorrer notavelmente para a educação dos jovens”.

“É importante ter presente a ligação estreitíssima que existe entre educação e comunicação: de fato, a educação realiza-se por meio da comunicação, que influi positiva ou negativamente na formação da pessoa”, afirmou.

O Papa se referiu logo ao fato de que só na relação com Deus o homem é capaz de entender e viver sua liberdade. “Quando o homem se crê um ser absoluto, que não depende de nada nem de ninguém e pode fazer tudo o que lhe apetece, acaba por contradizer a verdade do seu ser e perder a sua liberdade. 

De fato, o homem é precisamente o contrário: um ser relacional, que vive em relação com os outros e sobretudo com Deus. A liberdade autêntica não pode jamais ser alcançada, afastando-se d’Ele.”.

O Pontífice afirmou que “para exercer a sua liberdade, deve superar o horizonte relativista e conhecer a verdade sobre si próprio e a verdade acerca do que é bem e do que é mal. 

No íntimo da consciência, o homem descobre uma lei que não se impôs a si mesmo, mas à qual deve obedecer e cuja voz o chama a amar e fazer o bem e a fugir do mal, a assumir a responsabilidade do bem cumprido e do mal praticado”.

“Por isso o exercício da liberdade está intimamente ligado com a lei moral natural, que tem caráter universal, exprime a dignidade de cada pessoa, coloca a base dos seus direitos e deveres fundamentais e, consequentemente, da convivência justa e pacífica entre as pessoas”.

O Papa explicou logo a importância de educar para a justiça e a paz, dois valores fundamentais para o desenvolvimento humano integral que surgem do amor de Deus e que devem estar sempre presentes na sociedade e nas relações entre as pessoas.

“Olhemos, pois, o futuro com maior esperança, encorajemo-nos mutuamente ao longo do nosso caminho, trabalhemos para dar ao nosso mundo um rosto mais humano e fraterno e sintamo-nos unidos na responsabilidade que temos para com as jovens gerações, presentes e futuras, nomeadamente quanto à sua educação para se tornarem pacíficas e pacificadoras!

 Apoiado em tal certeza, envio-vos estas reflexões que se fazem apelo: Unamos as nossas forças espirituais, morais e materiais, a fim de « educar os jovens para a justiça e a paz »”, concluiu.

Posts relacionados:

O ALCOOLISMO (indígenas e em geral)


Inicialmente agradeço o contato, e a possibilidade de podermos
conversarmos e trocarmos algumas idéias, sobretudo se redunde em algo que possa melhorar as condições de vida das populações indígenas rionegrinas.  
      Aponto alguns pontos que considero importantes serem destacados.

1) Minhas reflexões de pesquisa foram elaboradas a partir de investigações realizadas em comunidades, fora da sede de São Gabriel da Cachoeira;

2) É possível, pelo menos nestes locais, identificar padrões de consumo que aos olhos ocidentais podem parecer dependência ao álcool, mas que ao olhar mais atento não seria de fato;

3) Os modos atuais dos indígenas consumirem bebidas alcoólicas, pelo menos nos locais que investiguei relacionam-se ao uma espécie de bricolagem  entre modos antigos e novos de consumo. Valores antigos são resignificados contemporaneamente, e novos valores são  lidos a partir do olhar da tradição.

4) Embora não tenha feito pesquisa em São Gabriel, é possível inferir que a realidade sócio-sanitária é distinta daquelas encontradas nos locais em que investiguei,  havendo evidências indiretas que na sede municipal a questão dos problemas relacionados ao uso de álcool podem se configurar em
um importante problema de saúde pública, que necessita de abordagem múltiplas do setor público, privado, das organizações não governamentais...



5) A maior parte dos autores que propõe estratégias para o enfrentamento de problemas relacionados ao uso de álcool por populações indígenas enfatizam a importância de realizar ações que impactem nas condições de vida e que fortaleçam a capacidade dos próprios indígenas de enfretarem seus problemas de saúde;

6) Não há consenso na literatura médica sanitária a respeito da eficácia das estratégias de internações como medidas eficazes para a dependência ao álcool, não sendo esta estratégia oficialmente proposta pelas políticas públicas de saúde no Brasil, que optam pelos Centros de Atenção Psicossocial para álcool e drogas (os chamamos de CAPS-AD);


7) Deve-se sempre ponderar a respeito dos riscos que pode haver em uma iniciativa de criar um serviço de internação para dependência, sobretudo a patologização/medicalização de problemas que se enraízam na  sociedade e na história de contato dos povos indígenas;

8) Estratégias para o enfrentamento de problemas relacionados ao uso de álcool devem se articular e coexistir. Em outras palavras, ao se propor um serviço de internação destinado a casos graves, paralelamente deve-se prever ações que possam lidar em outros níveis de atenção, como na promoção da saúde, prevenção de doença, aconselhamento para casos de risco, tratamento para casos não-graves. Se estas estratégias não forem postas em prática de forma concomitante há o forte risco de todos os casos, drenarem para o único serviço disponível, o que dificulta seu funcionamento, e pode criar a equivocada representação que a internação é
a única modalidade de intervenção, o que pode dificultar futuros
investimentos na atenção básica;

9) Todo e qualquer iniciativa sanitária junto aos povos indígenas deveria passar por um processo de profunda e necessária discussão com suas próprias lideranças, para evitar os graves riscos relacionados ao etnocentrismo;

10) Faz-se necessário que se busquem estratégias para o enfrentamento de problemas relacionados ao uso de álcool na região.

Espero ter colaborado, e mantenho-me aberto para conversas e trocas de idéias.

Atenciosamente,
Maximiliano

ALCOOLISMO É DOENÇA QUE MATA
VAMOS AJUDAR QUEM QUER VIVER!

Amigo e amiga, em nossas famílias temos pessoas que são doentes-alcoólatras. São pessoas que bebem demais. Ficam loucas quando bebem. Não têm domínio sobre a bebida. Essas pessoas precisam ser ajudadas. Sozinhas elas não vão conseguir parar de beber, elas vão morrer. Os familiares de alguém que bebe demais não conseguem viver bem, ficam doentes, preocupados. Através deste folheto quero ajudá-lo na compreensão da gravidade da doença do alcoolismo.

Pe. Justino Sarmento Rezende (se quiser mais informações, peça-nos o e-mail do Pe. Justino)

  1. Alcoolismo: predisposição genética
O alcoolismo é uma doença. Algumas pessoas já nascem com predisposição genética ao alcoolismo, já nascem alcoólatras, mas não bêbadas. 1) Uma pessoa com predisposição se tornará dependente do álcool somente quando começar a ingerir bebida alcoólica. 2) Existem alcoólatras que nunca ingeriram bebida alcoólica e estes nunca se tornarão dependentes do álcool, doentes-alcoólatras.

2 Alcoolismo: doença progressiva, incurável e fatal

1) Alcoolismo é doença progressiva: o doente-alcoólatra começou bebendo pouco. Com o passar do tempo é que ele foi bebendo mais e mais. No estágio avançando bebe todo dia e toda hora. Toda vez que bebe quer ficar bêbado. Não consegue mais parar de beber, é dependente do álcool.

2) Alcoolismo é doença incurável: o alcoolismo não tem cura, mas pode ser estacionada. Se o doente-alcoólatra continuar bebendo cada dia ele vai piorar, vai criar muitos problemas para ele e para quem vive com ele.

3) Alcoolismo é doença fatal: se o doente-alcoólatra continuar bebendo, antecipará sua morte: cirrose hepática, cadeia, cemitério, hospício, assassinato, afogamento etc. O alcoolismo é uma doença que não tem pena, ela leva à morte.

3 Alcoolismo é uma doença que afeta o físico da pessoa

O alcoolismo é uma doença física. O corpo do doente-alcoólatra precisa do álcool. Ele sente grande compulsão, isto é, o corpo dele grita pedindo álcool. Ele fica com vontade louca e incontrolável para beber. Ele faz qualquer coisa para conseguir bebida. O álcool no corpo causa uma falsa alegria, realização... Porém, ao parar de beber o corpo passa muito mal: ressaca, indisposição para alimentação, dores de cabeça, tonturas, tremedeiras, dores de estômago, diarreias, ânsia de vômitos; insônias, sonolências, cansaço, fracasso, fraqueza, olhos avermelhados, marcas de ferimentos... Para não sentir isso ele quer beber continuamente, fica anestesiado.

4 Alcoolismo é uma doença que afeta mente da pessoa

O alcoolismo é uma doença mental. A mente alcoólica é maior inimigo do doente-alcoólatra. Ele vive pensando no álcool, isto é, tem obsessão pelo álcool. Perde a vontade de trabalhar, estudar; perde a motivação pra viver bem; não quer fazer coisas boas; é desatento, distraído, vai ficando louco; inquieto, perde memória; não se lembra do que falou; não organiza as ideias; só pensa em beber. Ele se torna escravo da mente alcoólica. Só pensa na garrafa de bebida, amigos de bebida, no bar, ficar bêbado... Esses pensamentos o escravizam, o deixa doente.

5 Alcoolismo é uma doença que afeta a parte emocional da pessoa

O alcoolismo é uma doença emocional (espiritual). Quem bebe demais é dominado pela insegurança, medo, ansiedade, revolta, raiva, agressividade, vergonha, culpa, auto-piedade, auto-condenação, irritabilidade, hiper-sensibilidade; torna-se uma pessoa mentirosa; acusadora; seu arrependimento é passageiro; faz promessas de parar de beber, mas não cumpre a promessa; sofre apagamentos [não lembra o que falou ontem; sofre gozação dos outros [pé inchado; corotinho, 61, 51; perde seu próprio nome].

6 Alcoolismo é uma doença que prejudica a personalidade de uma pessoa

1) O alcoolismo é uma doença de negação: a pessoa que bebe demais nunca admite que está bebendo demais. Nega que está causando problemas para ele para os outros. A família, também nega que ela está bebendo demais. Torna-se mentiroso, manipulador, interesseiro, destrói a moral, perde atitudes positivas, é briguento, ciumento, avarento etc.

2) O alcoolismo é uma doença que causa transtorno mental e comportamental: quem bebe demais, cada vez mais vai criando sérios problemas com seu modo de pensar, perde a memória, não consegue mais pensar positivamente sobre sua vida e a vida dos outros; não consegue trabalhar, perde emprego, perde confiança do patrão, da família... Faz muitas besteiras, torna-se agressivo com os outros, é humilhado, apanha dos outros, rouba e vende as coisas da casa. Perde a qualidade de vida. Fica louco. Começa ter visões [delirium tremens] de monstros, gente que querem lhe matar etc. Se continuar bebendo vai piorar.

7 Alcoolismo é uma doença que afeta toda família

O alcoolismo é uma doença da família. Quando alguém da família bebe demais quem sofre mais são seus familiares. Eles sofrem sem beber. Sofrem dores sem anestesia. A pessoa que bebe demais não sente as dores de seus familiares, está anestesiado pelo álcool, com suas bebedeiras. Os familiares, sim, ficam doentes. As dores principais da família são doenças emocionais: vergonha, gozação dos outros, acusações, piadinhas. Exemplo: quando um presidente de uma associação ou comunidade bebe demais todos os seus membros sofrem; quando um político bebe demais todos os cidadãos do município sofrem de vergonha, etc.

8 Existe solução para quem quer parar de beber!

O alcoolismo como toda doença é tratável. O doente-alcoólatra deve dar o primeiro passo. O doente-alcoólatra que quer parar de sofrer deve admitir que ele é um ser humano derrotado pelo álcool, é um ser perdedor, que perdeu o controle e domínio sobre sua vida. Somente a partir dessa admissão e aceitação é que ele vai parar de beber. Enquanto ele achar que pode beber, que tem domínio sobre a bebida, ele não vai parar de beber. Somente quando ele se sentir derrotado começará estender a mão pedindo ajuda e acreditar num Poder Superior ao álcool que lhe devolverá saúde física, mental e emocional (espiritual). A recuperação começa com uma firme decisão de parar de beber.
10 Caminho de tratamento e recuperação

A recuperação começa com a decisão de parar de beber. Quando ele mesmo está decidido a parar de beber está decidindo para viver melhor: Se ele parar de beber porque a mulher quer largar, que os filhos não querem mais saber, que o patrão o quer mandar embora do trabalho... ele pode conseguir parar por um pouco de tempo, mas não vai conseguir se manter sóbrio por muito tempo. A decisão de parar de beber tem que ser uma decisão pessoal. O caminho de recuperação é longo, vai durar vida toda. Assim começa o tratamento e recuperação:

1) Evitar o primeiro gole. Para o alcoólatra o 1º gole é fatal. Se ele consegue evitar 1º gole ele já está ganhando a vida.

2) Viver o plano das 24 horas. O doente-alcoólatra quando estava bebendo e vivia bêbado vivia fazendo promessas: nunca mais vou beber etc. Como alcoólatra em recuperação, deve aprender outra filosofia de vida, outra espiritualidade. Deve vencer sua doença um dia de cada vez. Sua espiritualidade o leva a dizer: “Só por hoje não vou tomar o primeiro gole”. A partir da honesta e coerente vivência muitos alcoólatras recuperaram sua sobriedade, dignidade, serenidade; reconstruíram suas histórias e reconquistaram os bens materiais.

3) O alcoólatra em recuperação não deve ingerir nenhum tipo de álcool, quantidade nenhuma e em nenhuma ocasião. Nenhum alcoólatra em recuperação pode se enganar achando que está recuperado e tomar um gole.

  1. 11 -A recuperação é progressiva...
A recuperação do alcoólatra-em-recuperação (aquele que parou de beber) é progressiva. Vejamos:

1) Recuperação do seu físico: com quarenta dias sem beber um doente-alcoólatra já melhora. Desaparecem dores de cabeça, tremedeiras, dores de estômago, ânsias de vômitos, já começa a se alimentar bem; dorme melhor, já sente-se forte. Mas não pode achar que já está bom e já está curado. Pensar assim é um engano muito grande, perigoso e fatal.

2) Recuperação da sua mente: é bem demorada, uma boa recuperação pode levar de seis (6) meses a um (1) ano. Com esse período ele começa criar novas motivações para sua vida, trabalho, lazer, convivência social. Concentra-se para estudos, torna-se atencioso. Diminuem suas inquietações, sua ansiedade. Recobra sua memória. Cria novas amizades. Adquire força para prevenção de recaídas.

3) Recuperação emocional (espiritual): leva bastante tempo, pois é a parte mais sensível da pessoa. A recuperação dessa parte não depende somente do alcoólatra em recuperação, depende de outras pessoas. No início a sua recuperação é vista com desconfiança pelos seus familiares e amigos. O alcoólatra-em-recuperação deve criar consciência que ele está trabalhando pelo seu próprio bem. Ele mesmo deve ir ganhando sua confiança, segurança. Deve superar o medo, raiva, culpa... Pouco a pouco, começará a viver bem. Vai trabalhar e voltar para casa. Traz o dinheiro para casa. Compra as coisas que a família precisa. Conquista amizades de quem não bebe. Evita visitar os lugares que frequentava na época de suas bebedeiras. No início é bom evitar sair para festas. Não criar motivos para sair de casa. Com o tempo é que sua família, irmãos, filhos, esposa vão depositar confiança nele.

  1. 12 -Como e onde fazer a recuperação

A recuperação que não exige muito custo é a participação de grupos de auto-ajuda. São eles:

1) Grupo de A.A. – Alcoólicos Anônimos. É grupo específico para os alcoólatras-em-recuperação, ou seja, de quem parou de beber. Nesse grupo os alcoólatras-em-recuperação (ex-bebedores) se reúnem para partilhar suas vidas de sofrimentos, partilham alegrias de sobriedade, partilham as novas conquistas após parar de beber. Contam como a vida está melhorando. Acolhem novas pessoas que querem parar de beber. Rezam. Estudam. Fazem confraternizações por cada etapa de sobriedade dos membros do grupo. Eles vivem uma espiritualidade própria, constróem sua dignidade, alegria, serenidade, sobriedade. Aqueles que frequentam e permanecem no grupo progridem bem na sua recuperação. No início da recuperação é necessário participar muitas vezes.

2) Grupo de AL-ANON. Como eu descrevi acima, o alcoolismo é uma doença da família, por isso, os familiares do alcoólatra também possuem grupo de auto-ajuda. Chama-se Al-Anon. Geralmente esse grupo funciona paralelo ao grupo de A.A. (Alcoólicos Anônimos). Funciona em outra sala. Ali os parentes e amigos de alcoólatras compartilham sua experiência, força e esperança a fim de solucionar o problema do alcoolismo, que têm em comum. Esse grupo presta serviço a familiares e amigos de pessoas doentes do álcool. Desse grupo pode participar qualquer pessoa cuja vida foi ou está sendo afetada pelo alcoolismo: familiares imediatos, parentes, amigos, colegas, empregados etc. Sozinho é difícil ajudar o doente-alcoólatra. O AL-ANON ensina aos participantes atitudes positivas.

3) Em muitos lugares existe também grupos específicos para os filhos de alcoólatras. Ali os filhos sofridos de alcoólatras partilham suas dificuldades, alegrias e esperanças. Partilham como conseguir superar em suas vidas as consequências negativas que o alcoolismo de seus pais gerou em suas vidas.

Finalmente, para quem tiver possibilidade e condições é importante passar por centros de tratamentos específicos: Comunidades, Fazenda Esperança, etc. Hoje em dia existem inúmeros centros de tratamento de alcoolismo e outras dependências.    


Pe. Justino Sarmento Rezende (se precisar de mais informações, peça-nos o e-mail do Pe. Justino)

O TEMPO DO ADVENTO


ALÉM DESTE TEXTO SOBRE O ADVENTO, LEIA 
TAMBÉM: O NOVO TESTAMENTO  /// ANO DA FÉ 2012/2013  //// O APOCALIPSE SEM SEGREDO (Este link leva você ao site Evangelho e Catequese. Para voltar para cá, clique na seta à esquerda do topo de sua tela). Toda a bíblia está neste link: A BÍBLIA TODA


E FAÇA TAMBÉM A NOVENA DE NATAL

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(comentário resumido do Missal Romano) 



       O TEMPO DO ADVENTO


Com o 34º domingo do Tempo Comum, em que celebramos a festa de Cristo Rei do Universo (neste ano dia 25/12), termina o Ano Litúrgico de 2012, ou seja, é o último domingo do ano (par) “B”. Com o primeiro domingo do Advento (neste ano dia 02/12), se inicia o ano litúrgico de 2013 (ímpar) “C”. Sobre as cores usadas nesse tempo, veja o nosso artigo “Liturgia”, deste blog (site).

O Advento celebra a vida de Jesus Cristo no tempo e na história da humanidade para trazer-nos a salvação. É o tempo da expectativa, e nós somos chamados a vivê-lo em plenitude, totalmente. Dessa forma estaremos recebendo dignamente o Senhor no momento em que ele vier.
Estas devem ser as atitudes interiores que nos preparam melhor para esta vinda:

1- Mantermo-nos vigilantes na fé, na oração.

2- Mantermo-nos numa abertura atenta e disponível para reconhecermos os “sinais” da vida do Senhor em todas as circunstâncias e momentos da vida e até o fim dos tempos.

3- Andarmos no caminho traçado por Deus, sem nos extraviarmos por caminhos tortuosos (cheios de “curvas” e “desvios”), ou seja, convertermo-nos para seguirmos a Jesus para o Reino do Pai.

4- Darmos testemunho da alegria que Jesus Salvador nos traz, com a caridade afável e paciente para com os outros, com a abertura para todas as iniciativas de bem, através das quais já se constrói o Reino futuro na alegria sem fim.

5-Mantermos um coração pobre e vazio de nós mesmos, imitando José, N. Senhora, João Batista, os outros “pobres” do evangelho que, precisamente por isso, souberam reconhecer em Jesus o Filho de Deus que veio salvar as pessoas.

6- Participarmos das celebrações eucarísticas deste Tempo de Advento acolhendo e reconhecendo o Senhor, que continuamente vem ficar no meio de nós, seguindo-o no caminho que leva ao Pai, a fim de que,com sua vinda gloriosa no fim dos tempos, ele nos introduza todos juntos no Reino, para fazer-nos “tomar parte na vida eterna” com os bem-aventurados e os santos do céu.

Aqui dou uma sugestão: Por que você não faz a nossa novena do Natal? Procure o link aqui ao lado do blog (site) e faça-a, mesmo que sozinho (a), se não der para você frequentar algum grupo na comunidade...


Papa João XXIII: OS 10 MANDAMENTOS DA SERENIDADE 


1. Só por hoje tratarei de viver exclusivamente este meu dia, sem querer resolver os problemas da minha vida todos de uma vez.

2. Só por hoje terei o máximo cuidado com o meu modo de tratar os outros:

-delicado nas minhas maneiras

-não criticar ninguém

-não pretenderei melhorar ou disciplinar ninguém senão a mim.

3. Só por hoje me sentirei feliz com a certeza de ter sido criado para ser feliz não só no outro mundo, mas também neste.

4. Só por hoje me adaptarei às circunstâncias, sem pretender que as circunstâncias se adaptem todas aos meus desejos.

5. Só por hoje dedicarei dez minutos do meu tempo a uma boa leitura, lembrando-me que assim como é preciso comer para sustentar meu corpo, assim também a leitura é necessária para alimentar a vida da minha alma.

6. Só por hoje praticarei uma boa ação sem contá-la a ninguém.

7. Só por hoje farei uma coisa de que não gosto e se for ofendido nos meus sentimentos procurarei que ninguém o saiba.

8. Só por hoje farei um programa bem completo do meu dia. Talvez não o execute perfeitamente, mas em todo o caso, vou fazê-lo. E me guardarei bem de duas calamidades: a pressa e a indecisão.

9. Só por hoje ficarei bem firme na fé de que a Divina Providência se ocupa de mim, mesmo se existisse só eu no mundo – ainda que as circunstâncias manifestem o contrário.

10. Só por hoje não terei medo de nada. Em particular, não terei medo de gozar do que é belo e não terei medo de crer na bondade.




CONHEÇA UM POUCO DA BÍBLIA

1 - Quem escreveu a Bíblia
2 - A bíblia não mentiu!
3 – Pequeno resumo da história da Salvação 
4 – A diferença entre as bíblias
Como ler as citações biblicas

Como ler as citações bíblicas deste livrinho:
Lc 18,1-8: Evangelho de S. Lucas, capítulo 18, versículos 1 a 8.
Lc 18,1.8;19,1: Ev. de S. Lucas, capítulo 18, versículos 1 e 8 e capítulo 19,versículo 1.
Lc 18,1.3-8: Ev. De S. Lucas, capítulo 18, versículo1 e versículos 3 a 8.

Os evangélicos fazem diferente, comoeste exemplo: Lc18:1,3-8.

1 - Quem escreveu a Bíblia



     A Bíblia foi escrita durante séculos por muitas pessoas inspiradas por Deus. Essa escrituração teve início no tempo do rei Salomão, pelos escribas da corte, e terminou no primeiro século de nossa era, com a morte do último apóstolo, São João.

     A inspiração dada por Deus supõe a inteligência e o conhecimento próprios de quem escreve, ou seja, Deus não ditou a bíblia, mas a inspirou a tantas e tantas pessoas que escreveram, do modo que entenderam, com todos os limites de seus conhecimentos, o que Deus lhes inspirava.

     Antes que a bíblia fosse escrita, havia a tradição oral, ou seja, os fatos e ensinamentos eram decorados e passados de pai para filho, de vizinho para vizinho, de povo para povo.    

     A bíblia nada mais é do que uma pequena parte disso tudo que foi dito e ensinado. É por isso que a Igreja Católica segue não só a bíblia, mas também a tradição oral.

     O próprio S. João diz, no capítulo 21, versículo 25, que se fossem escritas todas as coisas que Jesus fez, o mundo todo não poderia conter os livros que seriam escritos. Só podemos ter, portanto,os ensinamentos completos, se olharmos ambas, tanto a bíblia como a tradição oral, conservadas pela Igreja. Se só seguirmos a bíblia, nosso seguimento vai ser incompleto, pois o mundo mudou muito e é preciso ouvirmos a interpretação que a Igreja dá para os atuais acontecimentos.

     Um exemplo de ensinamentos que tiramos não só da bíblia, mas também da tradição oral, é o que a Igreja ensina sobre Nossa Senhora. Quase tudo o que sabemos dela nos vem da tradição oral e não da bíblia. Lembremo-nos que a bíblia é uma pequena parte da tradição oral que foi escrita.



     Muitos ficam tão aborrecidos com essas diferenças entre o que a bíblia e a ciência dizem, que acabam não acreditando em mais nada, e até abandonam a religião. Não é bem assim. A bíblia não mentiu, não mente. Só que, como disse no primeiro capítulo, Deus inspirou a bíblia a pessoas limitadas no tempo e no espaço, que só tinham capacidade de expressar suas idéias através daquilo que sabiam, da geografia e da limitadíssima ciência do tempo.

     Além disso, o povo judeu não tinha pensamento filosófico como o povo grego. Seus pensadores, ao contrário dos gregos, não formulavam princípios filosóficos e conceitos, mas contavam histórias sobre o que queriam ensinar. Veja que o próprio Jesus seguiu esse tendência, ao ensinar mais por meio das parábolas, do que por frases feitas.

     A bíblia foi escrita como uma costureira que faz uma colcha de retalhos. Os escritores iram colocando os fatos como eram conhecidos oralmente. Alguns eram conhecidos de duas ou três formas diferentes, e aí esses escribas colocavam todas as versões do fato.

     Comparo, por exemplo, como seria um acidente automobilístico visto por um médico, um mecânico e um funileiro. Em casa, cada um contaria o tal acidente de forma diferente. Para termos uma ideia mais aproximada do que realmente teria ocorrido, precisaríamos ouvir a versão dos três! O médico saberia falar mais sobre o estado de saúde dos acidentados; o mecânico, sobre o motor e a parte mecênica do carro; o funileiro, sobre a lataria dele.

     Assim aconteceu com a bíblia. Havia dois relatos principais do início do mundo: um do século 11 antes de Cristo, e outro do século 7. O relato do século 11 corresponde aos capítulos 2, desde o versículo 4-b, até o final do capítulo 4. O relato do século 7 corresponde ao capítulo 1, até o versículo 4/a do capítulo 2, e depois pula para o capítulo 5.

     Alguns elementos da tradição do século 11 a.C. (cap. 2,4/b ao final do cap.4): O homem é criado fora do paraíso e depois colocado dentro por Deus, a mulher é criada de sua costela, ele é criado antes de todas as outras coisas, fizeram o pecado original, os primeiros filhos deles são Caim e Abel.

     Na tradição do século 7, o homem e a mulher são criados juntos, de uma vez só, já dentro do paraíso, por último. Tudo o mais foi criado antes deles. Não há menção do pecado original. Na continuação da história, que pula do capítulo 2 versículo 4-a ao capítulo 5, vemos que o primeiro filho de Adão e Eva foi SET, (Gênesis 5,3) cidades e outras pessoas. Só assim se explica o que ali diz, ou seja, que Caim foi para outra cidade e conheceu sua esposa...(Cap 4, 16-17). Segundo essa tradição, não houve o fruto proibido, e o homem e a mulher podiam desde que foram criados escolher entre o bem e o mal.

     Querem outro exemplo preocupante? Pois bem! Nos capítulos 5, 6 e 7 de Mateus, o sermão que Jesus diz é feio na montanha; Em Lucas 6,17-49 o mesmo sermão é feito na planície. Qual dos dois tem razão? Mais: a primeira bem-aventurança de Mateus é: “Felizes os pobres em espírito...”     

     A de Lucas é “Felizes os pobres...” (Mateus 5,3 e Lucas 6, 20). Afinal, Jesus falou “pobres em espírito” ou falou “pobres” apenas? Há muita diferença entre esses dois conceitos!

    Um outro exemplo ainda: na cruz, São Lucas diz que o ladrão da direita louvava Jesus pela sua inocência, e pediu a ele que o levasse para o seu reino. Em São Mateus, vemos que ambos os ladrões esbravejavam contra Jesus (confira em Lucas cap. 23, vers. 39 a 43 e Mateus 27,39 a 44). Qual dos dois está certo, Lucas ou Mateus?

     Nunca saberemos, mas a tradição ficou com o exemplo de Lucas, e até sabe o nome do bom ladrão, São Dimas. A tradição, aqui, superou a bíblia. Quanto à questão do sermão da montanha de Mateus ou da planície de Lucas, podemos entender das duas formas: Jesus é Deus (falou estando na montanha, como Deus falara a Moisés), mas também é homem (falou no mesmo nível que nós, estando na planície).

São felizes os pobres, desde que sejam também pobres em espírito e não só materialmente, e os que, podendo ser ricos, renunciam a essa possibilidade para doar-se aos demais, para partilhar com os outros sua riqueza, e aí se tornam pobres em espírito. Um rico que continue rico com tantas pessoas morrendo de fome, não é pobre em espírito, “nem aqui, nem na China”.

     Quanto ao problema comentado acima de Adão e Eva, só temos hipóteses. Ninguém sabe realmente o que ocorreu, e no que consistiu verdadeiramente o pecado original. Os fatos: Tudo o que existe foi criado por Deus, e o homem foi criado por Deus por intervenção direta, seja por meio da criação como consta na bíblia, seja por meio da evolução, adaptando-se, assim a teoria de Darwin.



     Temos vários relatos resumidos da história do povo de Deus no Novo Testamento. Um deles é o trecho dos Atos dos Apóstolos, capítulo 7, versículo 2 até o versículo 47. Outro trecho, um pouco maior, você encontra no livro da Eclesiástico, do capítulo 44 até o 50. Ali são comentados todos os fatos bíblicos, erros e acertos.

     Em rápidas pinceladas, podemos dizer que o povo de Deus teve início com Abraão, que foi o primeiro a acreditar no Deus único e invisível, ainda quando estava em UR, na caldéia. Os demais vizinhos dele acreditavam em deuses falsos, feitos por mãos humanas, representados em diversos tipos de estatuetas. Isso foi mais ou menos no ano1850 antes de Cristo (AC). Deus fez com ele uma aliança, cujo sinal era a circuncisão, que marcava quem era do povo de Deus. Jesus a substituiu pelo Batismo, como você pode ler em Romanos cap. 2 vers. 29 e Colossenses, cap. 2, vers.11-12.

     Com José (1650 AC), filho de Jacó, bisneto de Abraão, também chamado de Israel,o povo de Deus foi para o Egito, onde cresceu. Os 12 filhos de Israel (ou de Jacó) deram origem às 12 tribos de Israel. Na verdade, o filho dele chamado Levi não deu origem a nenhuma tribo, pois ficou encarregado do culto, do serviço no templo, como uma família sacerdotal, e o seu direito passou ao segundo filho de José. Por isso, os dois filhos de José deram origem a duas das doze tribos.

     Depois de José, o povo de Deus, já numeroso, foi escravizado pelo faraó, que não conhecera José (Êxodo 1,8). Lá pelo ano de 1250 AC surgiu um líder hebreu, Moisés, criado pela filha do faraó, por uma providência divina, que libertou o povo hebreu do Egito, rumo à Terra Prometida, Canaã. Foi muito difícil essa libertação. Moisés precisou aplicar 10 pragas, sendo a última a pior delas: a morte de todos os primeiros filhos (primogênitos) dos egípcios.

     Na caminhada para a terra prometida, que conhecemos como Palestina, o povo pecou várias vezes contra Deus, adorando o bezerro de ouro e se queixando das agruras do deserto. Por isso, uma caminhada que demora cerca de onze dias, demorou quarenta anos! Talvez possamos aprender, com isso, que tudo fica mais fácil quando obedecemos a Deus. Se pecarmos e o desprezarmos, nossa luta sempre será solitária, baseada nas próprias forças. Com a presença de Deus, tudo se realiza a seu tempo. A história de Moisés e a libertação do povo do Egito podem ser vistos no livro do Êxodo.

     Durante a caminhada Deus deu a Moisés as tábuas com os dez mandamentos, que deveriam ser observados pelo povo, um guia seguro de sua nova vida. Essa história toda está contada no livro do Êxodo, no Deuteronômio, Jesus transformou esses dez mandamentos em três: 1º – Amar a Deus sobre todas as coisas; 2º – amar ao próximo; 3º – como amamos a nós mesmos.

     Já na Palestina, para mostrar ao povo o verdadeiro caminho, Deus lhe enviou os juízes, dos quais o mais conhecido é Sansão. Os reis substituíram os juízes. Nesse meio tempo, surgiram os profetas. O último juiz e primeiro profeta mais conhecido foi Samuel, que ungiu o rei Saul e depois David. Apesar desses orientadores todos, o povo vivia desobedecendo a Deus e praticando a idolatria.

     Na única época em que o mundo conheceu a paz por 14 anos, sem guerra alguma, nasceu Jesus, da descendência do rei David. Nasceu de uma virgem, Maria. Ele convocou os 12 apóstolos, de certo modo para substituírem as doze tribos de Israel, e deu origem ao novo povo de Deus, a Igreja cristã. Para entrar no judaísmo era necessário a circuncisão. Para entrar no novo povo de Deus, é necessário o Batismo, que substituiu a circuncisão. O cristianismo separou-se, então, do judaísmo e acolheu os pagãos, coisa que os judeus não faziam.

     Depois que Jesus Cristo morreu os Apóstolos e os discípulos receberam o Espírito Santo e, corajosamente, foram pregar o evangelho a todos. Muitos morreram mártires porque insistiram em proclamar a Palavra de Deus em lugares onde o politeísmo era a religião oficial do governo.

      O último apóstolo que morreu foi São João, velhinho, com cerca de 100 anos de idade. Com a morte dele, encerra-se o período da revelação. Nada do que foi revelado após a morte dele pode ser contrário à verdade da fé contida na bíblia e na tradição consagrada, mesmo as mensagens de N. Senhora. A divisão da bíblia e os nomes dos livros, e a explicação de todos eles, você encontra em qualquer bíblia católica. Acostume-se a ler essas explicações.

    Entre as católicas e a tradução do João Ferreira de Almeida, a diferença é apenas a falta de sete livros nessa última; 1º E 2º Macabeus, Eclesiástico (não confunda com o Eclesiastes), Sabedoria, Baruc, Tobias, Judite e os complementos gregos de Ester e Daniel. Ou seja: a bíblia católica tem 73 livros e a protestante, 66. Esses livros, na verdade, foram tirados da bíblia no ano 100 de nossa era, por alguns judeus reunidos para esse motivo. O critério usado por eles foi tirar do cânon da bíblia todos os livros escritos em grego e depois do ano 400 antes de Cristo, depois de Esdras. Essa tradução pode ser lida sem medo algum pelos católicos.

     Entre essas duas bíblias (as católicas e a tradução do João Ferreira de Almeida) e algumas outras traduções, como a usada pelos Testemunhas de Jeová, há muitas diferenças estruturais, muito graves, que devem ser consideradas se forem lidas. Por exemplo, esses trechos, modificados, dão a entender que Jesus Cristo não é Deus, o que muda completamente nossa fé na Santíssima Trindade.